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terça-feira, março 18, 2008

Há quase cem anos

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Peço licença aos futepoquenses para nesta semana que falta para o centenário do Galo fazer um “post” diário sobre meu time. Prometo que isso só se repetirá daqui 100 anos.

Um pouco de história:

O Athlético Mineiro Football Club foi fundado em 25 de março de 1908 por 22 torcedores do primeiro clube de futebol de Belo Horizonte, no coreto do Parque Municipal. O nome foi mudado para o atual, Clube Atlético Mineiro, em 1912.

O primeiro jogo ocorreu um ano depois da fundação. Em 21 de março de 1909, com vitória sobre o Sport Club Futebol por 3 a 0, na casa do adversário. Coube a Aníbal Machado, que mais tarde se tornaria escritor, marcar o primeiro gol com a camisa alvinegra.

O primeiro troféu foi a Taça Bueno Brandão, primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais. O Galo venceu de forma invicta sem sofrer um gol. No ano seguinte, tornou-se o primeiro campeão oficial do Estado, desbancando o grande rival, o América.

Em 1929, pela primeira vez, foi convocado para a seleção brasileira um jogador fora do eixo Rio-São Paulo. Mário de Castro, reza a lenda, não aceitou a convocação porque não vestiria nenhuma camisa que não fosse a do Galo. Ainda em 29, o clube disputou o primeiro jogo internacional de um time mineiro, vencendo o então Campeão Português Victória de Setúbal por 3 a 1.

Em 1937, a Federação Brasileira de Futebol (FBF) reuniu em um torneio os campeões de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. O Atlético se sagrou Campeão dos Campeões do Brasil, feito que até hoje faz parte da letra do hino do time.

Outro símbolo, o Galo, foi criado nos anos 1940 pelo cartunista Mangabeira.

Em 1950, o Atlético fez uma inédita excursão pela Europa, disputou dez partidas, contra equipes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Foram seis vitórias, dois empates e duas derrotas. A campanha rendeu o título simbólico de ‘Campeão do Gelo’.

Amanhã, a campanha do primeiro campeonato brasileiro...

Fonte das informações: site oficial, www.atletico.com.br

segunda-feira, março 10, 2008

O clássico do 0 a 0

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Para quem não viu o clássico de Minas ontem fica o lugar-comum de um jogo horrível por ter sido 0 a 0. Claro que prefiro arte e gols (se possível, a favor, claro), mas estou um pouco cansado daqueles que escrevem baseados apenas no placar. Se houver goleada, tal time é maravilhoso, se empata, o jogo foi feio, se perde, acabou o mundo.

Ontem, o jogo foi extremanente disputado, muita correria e marcação. Se houvesse um vitorioso seria o Galo, que chegou a ter quase 20 escanteios a favor, além de perder uma chance com Marcelo Nicácio praticamente sozinho na frente do gol. Mas o Atlético mostrou mais uma vez sua principal deficiência neste ano, a falta de qualidade na conclusão. Não adianta culpar a sorte, tem de ter jogadores que saibam fazer gols.

O Cruzeiro, que vinha de campanha melhor, teve poucas chances, nenhuma claríssima. Mas mostrou problemas defensivos que não vinham aparecendo. O lateral esquerdo Jadilson foi por diversas vezes envolvido nas jogadas e a cobertura doa zagueiros era deficiente. Mostrou que sabe jogar quando tem espaço para contra-ataque, principalemente com Wagner e Ramires. Se esses dois jogadores são bem marcados, não existem grandes alternativas.

O que fica é que são dois times medianos. O Galo com melhor defesa, tanto que tomou apenas 3 gols em oito jogos. O Cruzeiro com mais talento entre os meias, mas mais frágil na defesa.

Ontem o que valeu foram os mais de 50 mil torcedores presentes, que, neste ano, não vão sofrer grandes riscos com seus times, que estão bem montados, mas que merecem e precisam de um pouco mais se quiserem ganhar alguma coisa que não seja apenas o campeonato mineiro.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

46 finalizações e nenhum gol

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Raramente escrevo para justificar derrotas, até porque chororô não resolve nada.

Mas ontem foi inusitada a incompetência dos atacantes do Galo.

Ocorreram 46 finalizações e nenhum gol. O goleiro do Social disse que nunca trabalhou tanto na vida, mas deve esse seu momento de glória à falta de pontaria dos atacantes. Até porque a maioria dos chutes foi no meio do gol, onde ele estava. Quando não ia a suas mãos a bola batia na trave, jogador dentro do gol tirava em cima da risca.

Se existe consolo, é que poderia jogar mais 2 horas e nada aconteceria...

E, como sempre, quem não faz toma, o goleiro Edson, do Atlético, aceitou um chute que veio da intermediária. Alías o único que foi ao gol. Ele estava adiantado, o jogador adversário talvez nunca mais acerte um chute daqueles etc. Nada disso importa, o que vale são os 3 pontos perdidos e a constatação de que se não falhou o goleiro do Galo, pelo menos, não tem sorte, o que é fatal para a posição.

Para não dizer que não falo daquele outro time de Minas, o Cruzeiro suou para ganhar do Guarani de Divinópolis no sábado. O jogo estava 2 a 2 quase no final do segundo tempo, quando Wagner acertou um chute de fora da área. O meio de campo e o ataque do time estão bem ajustados, com Ramires e Wagner fazendo a diferença. Mas a defesa está tomando gols bobos, inclusive os dois do Guarani.

Curioso é que o atual técnico, Adilson Batista, era zagueiro.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Retrospectivas de campeonatos estaduais

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É do José Roberto Torero, em sua coluna na Folha de S.Paulo de terça-feira, 5, a avaliação. Até agora, ter ganho o estadual de 2007 não fez bem. Ocorre que do Paranavaí (PR) ao Coruripe (AL), passando pelos Atléticos Goianense (GO) e Mineiro (MG), pelo Santos (SP), Chapecoense (SC) entre outros campeões em seus estados estão na metade de baixo da tabela.

"Já do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. Nos quatro principais campeonatos latinos, Porto, Internazionale, Lyon e Real Madrid caminham para o bi", escreve o santista e parceiro do Futepoca sem se importar em comparar competições nacionais com regionais.

Ele também faz uma série de ressalvas, por exemplo, ao fato de o campeonato mineiro estar na segunda rodada e nada estar decidido nos demais. É só divertido.

sábado, dezembro 15, 2007

Sandro Goiano desdenha o Corinthians e vai para o Sport

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Hoje chegou a confirmação por fax, na sede do Grêmio, do contrato assinado. Estava selada ali a a transferência de Sandro Goiano, imortalizado na calçada da fama do Olímpico, para o Sport Clube Recife.

Com passagem por outros grandes clubes, do porte de Goiás, Paysandu, Caxias do Sul, Paraná e Tuna Luso, o volante estava no tricolor desde 2005, e foi o capitão da equipe na chamada "Batalha dos Aflitos", quando o Grêmio garantiu o acesso a primeira divisão tendo jogado boa parte da partida com três jogadores a menos. Por incrível que pareça, Sandro Goiano não foi um dos expulsos.

Aos 34 anos, o aguerrido líder vinha freqüentando o banco de reservas, mas mesmo assim foi alvo da cobiça de outros times. Ao que consta, o Atlético (MG), a pedido de Geninho, tentou levar o atleta. Outro clube, este recém-rebaixado, também quis ficar com o guerreiro volante, segundo o G1. "Recebi uma proposta do Corinthians, mas a do Sport é melhor para mim - disse Sandro Goiano ao portal. Que sonho ter Goiano e Bóvio como dupla de volantes... Mas o Sport levou a melhor (?).

Embora o volante tenha sido alvo de ironias, chacotas e vídeos, hã..., críticos por parte desse blog, é inegável que ele soube encarar como ninguém o espírito de "raça" que caracteriza alguns times (pelo menos no marketing que fazem). E na segundona, mostrou-se um verdadeiro animal. Em todos os sentidos.

Boa sorte, Sandro Goiano. E, principalmente, boa sorte aos atacantes do Santa Cruz e Náutico.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Como ganhar e nem comemorar

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Ontem, o Galo fez o que tinha de fazer. Entrou em campo disputando uma vaga na sul-americana e ganhou merecidamente do Palmeiras no Parque Antarctica. Com essa vitória, classificou aquele outro time de Minas para a Libertadores.

Durante toda semana achei que podia até entregar, mas quando começou o jogo, como sempre torci pelo Galo, de radinho no ouvido, sem nem importar com os outros. Ao mesmo tempo via os lances pela TV durante a transmissão da agonia corinthiana. (Parêntese, não sei quem falou, acho que o Falcão, mas o problema do time do Parque São Jorge ontem foi que ele dependia dele mesmo).

Mas voltando ao Galo e Parmera, vou dar uma de Nicolau, comentar sem ter assistido.

Pelos lances que vi, o Galo jogou muito melhor. Teve um pênalti a favor logo no começo, que o juiz não deu quando o Diego Cavalieri saiu, o meia Géson tocou a bola e o goleiro puxou seu pé de apoio dentro da área. Era para pênalti e expulsão ou pelo menos amarelo no Diego.

Nada disso aconteceu.

Mesmo assim o Galo foi lá e, numa linda jogada do Éder Luiz, abriu o placar.

Pouco depois, o juiz inventou um pênalti para o Palmeiras. Se aquele encontrão é pênalti, sei lá...

Começo do segundo tempo e o goleiro Juninho fez um milagre, em duas defesas sensacionais no mesmo lance e livrou o Galo.

Mas, sem se encolher, o Atlético fez mais dois e ganhou o jogo, dominando quase todo o segundo tempo.

O Galo fez sua parte, entrou em campo para ganhar e ganhou.

Não vou comemorar a classificação daquele outro time das Gerais, mas sim a reação no campeonato.

Nas últimas dez rodada, foram seis vitórias e quatro empates, 22 pontos em 30 possíveis. Não é nada, não é nada, mas mostra que este é o caminho. Manter o máximo que puder desse time e, se puder, o técnico Leão. Que é ranzinza, autoritário, mas não tem nada muito melhor por aí.

E abra o olho, Dunga, dos 11 titulares do Galo ontem, seis têm idade olímpica. Além do Eduardo, que entrou depois e fez o terceiro gol.

Quanto ao Palmeiras, fica para os palmeirenses escreverem, mas bobeou demais em casa. E nas últimas dez rodadas fez apenas 14 pontos. Não sei se Caio Júnior continua (acho até que merece e não há muitas opções no mercado), mas precisa parar de tremer na hora decisiva.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Corinthians pode deixar rebaixamento para trás hoje

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O Corinthians entra em campo hoje contra o Vasco, no Pacaembu, com a esperança de deixar de lado essa história de rebaixamento. Para isso, precisa vencer o time carioca (o que não é fácil, mas é possível) e torcer para que o Goiás perca do Atlético MG, no Mineirão.

O time tem quatro desfalques (Finazzi, Zelão, Gustavo Nery e Moradei) e uma boa nova: Iran não vai jogar! Diminuem as chances de pênaltis e gols entregues ao adversário.

Sobre os desfalques, o centroavante mais amado da Fiel faz falta. Seu substituto é um atacante rápido, Arce, não um matador. Veremos o que isso vira. Zelão é melhor que Fábio Braz, mas acho que o (baixo) nível da zaga alvinegra não muda muito. Moradei é um leão na marcação, mas acho que Bruno Octavio dá conta.


Nas laterais, o medo é a troca de jogadores experientes por garotos. Gustavo Nery não tem jogado nada, mas fiquei com um pouco de medo de seu substituto, Everton, das categorias de base. Espero que não trema na base. E o ex-palmeirense Amaral terá a chance de mostrar que pode jogar melhor que Iran. Se não entregar nenhum gol, será lucro. Eu já vi esse cara jogar numa seleção sub-alguma coisa até que bem e venho me perguntando o que aconteceu pra ele virar reserva do manco do Iran. Espero não queimar a língua.

No geral, acho que o time não perde muito. Até porque, o time titular não é nada disso mesmo. Lulinha e Dentinho vão ter que continuar inventando alguma coisa e Felipe segurando a onda lá atrás. De resto, é com São Jorge!

O Atlético MG, segundo Fredi, quer ganhar do Goiás pra se garantir na Sul-Americana. Espero que ganhe mesmo. Aliás, agradeço a Kleber Pereira pela virada em cima do Paraná.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Para onde vai Vanderlei Luxemburgo? Ou fica?

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Gerardo Lazzari
Anteontem, o maranhense Raimundo, um dos quatro gentis porteiros do prédio onde moro, na zona Oeste de São Paulo, me disse quando eu chegava pela portaria: “É, seu Eduardo, parece que o Vanderlei vai sair”. Raimundo, além de nascido no Maranhão, é santista. Está preocupado.

Nas últimas semanas, especulações não faltaram sobre o destino do técnico mais cobiçado do Brasil. O presidente do Flamengo, Márcio Braga, chegou a emitir nota oficial garantindo a permanência do Joel Santana no comando técnico do time da Gávea em 2008, para rejeitar as especulações de que Luxa voltaria a treinar o clube para o qual confessa torcer.

O máximo mandatário do Atlético/MG, Ziza Valadares, admitiu que até mesmo uma vaquinha entre torcedores abastados do Galo estava sendo organizada para levar Luxemburgo.

O staff do técnico, por sua vez, espalha que ele negou convite para treinar a seleção do Irã, e Luxemburgo aproveitou para dizer que a prioridade é o Santos, e que só negocia com outros depois de ser rejeitado pelo Alvinegro praiano.

Por outro lado, há quem ache que Dunga não dura muito, e portanto Vanderlei seria a bola da vez para a seleção.

Quem aposta em quê? Eu apostaria hoje no seguinte: ou ele fica no Santos, ou vai pro Flamengo ou será a bola da vez da seleção. É uma aposta tripla. No jogo do bicho, se acertasse, eu ganharia pouco. Mas talvez acerte. Ou não?

quinta-feira, novembro 01, 2007

Qual o pior campeão brasileiro da História?

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E o São Paulo é campeão. Os tricolores estão eufóricos com uma campanha irretocável, uma conquista obtida com antecedência e tranqüilidade incomuns. Alguns times ensaiaram jogar bonito, como o Botafogo e o Cruzeiro, mas não tiveram uma seqüência digna de nota. Sobrou para o pragmático clube do Morumbi que, se não deu show, deu um banho de competência nos adversários.

A dita "ausência de show" é justamente o argumento utilizado por boa parte dos rivais para desmerecer o título sendo que alguns chegaram a dizer – como o comentarista Fernando Calazans – que o São Paulo seria o "pior campeão brasileiro da História". Discordo da tese e acho que quem pensa assim oscila entre a mais pura dor de cotovelo e o desencanto dos que têm saudades de um tempo não tão remoto em que o futebol era mais bem jogado.

Mas a discussão pode gerar celeumas interessantes (ou não). Qual seria o "pior campeão brasileiro da história"? Com uma diversidade de fórmulas que faria corar qualquer literato adepto do realismo fantástico, o Brasileirão teve diversos campeões contestados. Ou por desobedecer um suposto critério de "justiça" ("ah, o campeão deveria ter sido o outro que jogou melhor o tempo todo...") ou porque chegou lá com ajudas extra-campo, ou até mesmo porque não deixaram sequer um atleta na memória do torcedor no ano seguinte. Aqui, uma lista dos campeões mais contestados da história dos 500 anos deste país. Escolha o seu "pior campeão" e dê seu voto na nossa enquete.

O São Paulo de 1977

A equipe não era brilhante e a fórmula do campeonato era esdrúxula. Tanto que o vice, Atlético (MG), perdeu o título sem ter perdido uma partida sequer, assim como o Botafogo, quinto colocado. A decisão foi em partida única, no Mineirão. No tempo normal, Chicão pisa em cima do mineiro Ângelo, já caído, e não é expulso. O São Paulo levou na decisão por pênaltis, com Valdir Peres se adiantando nas cobranças. O árbitro era Arnaldo Cézar Coelho. A regra não parecia muito clara.

O Coritiba de 1985

A gloriosa final do Coxa foi contra o Bangu. Que duelo! Os 20 clubes mais bem colocados num tal ranking da CBF foram reunidos em dois grupos A e B, e o campeão e o vice da Taça de Prata (similar à segunda divisão), mais 22 clubes de 22 estados estavam em outros dois. Todos tratados de forma igual. É como se hoje classificassem times da segunda e terceira divisão para uma fase final. Um espetáculo ímpar.

O Botafogo de 1995

Uma final que relembrava os anos 1960, Santos e Botafogo. Na primeira partida da final, três impedimentos mal marcados impediram que o craque do campeonato, Giovanni, saísse na cara do gol de Wagner. No segundo jogo, um assalto que repercutiu até no exterior, com um gol irregular de Túlio e outro mal anulado de Camanducaia. O ábitro, Márcio Rezende de Freitas, daria uma mão para outro campeão contestado dez anos mais tarde.

O Vasco de 2000

A CBF não podia organizar o campeonato brasileiro e sobrou para o Clube dos 13, outra organização impoluta, tal tarefa. Surgiu a Copa João Havelange, a maior competição das terras tupiniquins, com 116 clubes em uma única divisão. A fórmula era assustadora e não me arriscaria a descrevê-la. São Caetano, vindo direto do que seria a “segunda divisão” chega à final com o Vasco, que nas oitavas desclassificou o Bahia (rebaixado no ano anterior e guindado de volta com o Fluminense), e nas quartas superou o Paraná (outro da “segunda divisão”). A segunda partida da final, disputada em São Januário (como?), teve como coroação um estádio com mais gente do que pdoeria suportar. Grade de arquibanda desabando, gente pisoteada... Punição para o Vasco? Não, o castigo foi ter sido campeão.

O Atlético (PR) de 2001

No ano seguinte à famigerada Copa João Havelange, a decisão foi um confronto com ares épicos entre o campeão e o convidado São Caetano – aliás, o de melhor campanha na primeira fase.. No mata-mata, as quartas e semifinais foram em partida única. A final, ida e volta. Junto do time do ABC, o Paraná e o Botafogo de Ribeirão Preto foram vips. Detalhe: o time que revelou doutor Sócrates e Raí havia sido rebaixado em 1999.

O Corinthians de 2005

Na manhã de domingo, o Internacional, líder do certame, acordava vice. Onze jogos anulados que renderam quatro pontos a mais para o Corinthians. Na partida decisiva contra o Inter, Fábio Costa faz pênalti em Tinga. Márcio Rezende de Freitas (aquele de 1995), não marca e dá o segundo cartão amarelo para o melhor atleta em campo. O título, então sob judice, foi conquistado com uma derrota em que os atletas, perdidos, não sabiam se podiam ou não comemorar de fato.

O São Paulo de 2007

Por mim, não entraria na lista. Mas, pra satisfazer os birrentos e justificar o post, está aqui também. Aparentemente, só se justificaria pela baixa qualidade do nível técnico da competição. Até aí, mais culpa dos outros times do que dele.




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sexta-feira, outubro 05, 2007

Uma rodada diferenciada

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O fim da 29a rodada do Brasileirão foi inusitado nas duas pontas. Os bambis perderam e o América (RN) ganhou, algo impensável para qualquer Mãe Diná futepoquense.

Nos dois extremos, o resultado muda muito pouco para o campeonato. Como aquele time de azul perdeu para o Santos com gol na prorrogação, a diferença manteve-se em 12 pontos faltando 9 rodadas. Creio que nem Zezé Perrela acredita mais.

Lá embaixo parece que depois de rebaixado matematicamente o América resolveu jogar. Empatou com o Palmeiras e ganhou do Paraná, na quarta vitória em 29 jogos. Daí fica claro quanto o aspecto psicológico influi. Quando tudo perdido, joga-se sem pressão e os resultados vêm.

A coisa ainda está bem complicada na disputa da Libertadores e da degola do rebaixamento.

O Flamengo, que ninguém acreditava, nem eu, já está com 40 pontos. Pode na próxima rodada tornar-se o segundo melhor carioca e ultrapassar Vasco e Botafogo, que vêm caindo assustadoramente. Aliás, é difícil, mas nenhum dos dois está livre ainda do rebaixamento. Como o urubu ainda tem um jogo a menos, pode até ultrapassar o Fluminense, que parece não querer mais jogar, e acabar como o melhor carioca.

No rebaixamento, não é nada, não é nada mesmo, mas o Galo sair do rebaixamento nessa rodada é boníssima notícia. Até porque tinha pela frente um de seus jogos mais complicados, o Grêmio lá em Porto Alegre. Agora tem pela frente Sport (casa) e América RN (fora) para abrir um pouco. Se ganhar fica a seis sete pontos da salvação. Se não, lá vou eu torcer nas terças, sextas e sábados de novo.

Já o Curinthia permanece lá, na 18a posição, e precisa suar sangue no domingo para ganhar do sampaulo, senão ficará cada vez mais distante da salvação. Aliás, continua forte a campanha Fica, Nelsinho! Ainda mais agora que melhorou o retrospecto para uma derrota e um empate.

Mas, como me autodenominei editor de rebaixamento, lá vão minhas apostas dos que vão cair. América (óbvio), Juventude (quase lá). Sobram duas vagas para três times: Paraná, Goiás e Curinthia. Quem quiser que aposte em outros...

segunda-feira, setembro 17, 2007

4 a 3, mas podia ser melhor para o Galo

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Claro que o título explica-se pela parcialidade do autor. Mas vale a pena refletir sobre algumas coisas do clássico de ontem entre Atlético e aquele time de azul (nunca escrevo esse nome).

Tentando ser justo, eles começaram melhor, fizeram dois gols em descuido do Atlético. Claro que no segundo gol o pênalti foi cometido fora da área (a regra mudou?), mas isso já estou acostumado. Podem falar que é choro, mas acho que o juiz errou também no pênalti para o Atlético. O Fábio saiu na bola e o Danilinho tropeçou nele. Aliás, aí, outro erro. Se foi pênalti, o jogador do Galo ia sair livre para fazer o gol, o Fábio tinha de ser expulso, ou não?

Mas não é sobre isso que quero escrever. Na realidade, depois dos dois gols o Galo jogou como nunca neste campeonato e empatou, passou à frente jogando mais. Ao final, pelo esforço, faltaram pernas, até porque entraram três jogadores que não estavam atuando em nenhuma partida (Carpini, Marcinho e Marinho). Com o esforço, o time morreu nos últimos 20 minutos.

Outra diferença foi que os azuis tinham o Guilherme no banco, que será craque, ou pelo menos um atacante muito bom, e o goleiro do Galo não jogou nada. Nem vou culpar o Edson, porque a m... foi não ter dinheiro e vender o Diego e o Bruno por qualquer trocado em menos de um ano.

O último lance polêmico foi a entrada do Coelho no "foquinha". Tendo tomado a virada, com o Galo perdendo, ele foi fazer foquices na lateral e levou um encontrão do Coelho, que acabou expulso. Acho que tinha de expulsar mesmo e que não se pode impedir o Kerlon de fazer jogada de habilidade. Mas que ele corre muito risco pelo momento e pelo nervosismo do jogo, ele corre. Como disse um torcedor do Galo no Orkut, por que ele não fez isso quando estava 4 a 0 para o Galo no jogo do começo do ano?

De resto, sobrou um time perigosamente perto do rebaixamento, a 1 ponto, e outro que vai morrer na montanha de Minas (porque não tem praia), já que o São Paulo ganhou o título. Sobre o rebaixamento, estou menos preocupado porque o Galo, embora perdendo, está jogando bem, depois de nove meses afastado por contusão voltou o artilheiro Marinho e existem times bem piores nesse campeonato. É pouco, eu sei, mas o que fazer...

quinta-feira, setembro 06, 2007

Um aniversário sem festa

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Ontem, para quem não sabe, o Mineirão completou 42 anos. Odeio chamá-lo de Magalhães Pinto, xô ditadura. Teve até placa para o goleiro adiantado Rogério Ceni (posição nova inventada no futebol, só para provocar os sampaulinos que amam Rogério sobre todas as coisas.)

Na festa só esqueceram de um futebol melhor. O Galo, mesmo 10 posições abaixo na tabela, não se intimidou, marcou o São Paulo em seu próprio campo, coisa que o tricolor costuma fazer com os outros (segundo o Renato fez tantas faltas quanto o sampaulo faz). Se não houve futebol para recordar, o jogo mostrou o caminho para quem quiser anular o SP: é só marcar.

Mostra-se com isso que, não importa o time que ganhe, e deve ser o Sampaulo, este será o campeonato mais medíocre da era pontos corridos. Ou alguém se lembra de algum jogo épico, inesquecível? Meu único medo é que no ano que vem tenhamos saudade de 2007 por ter piorado mais ainda. Oxalá, esteja errado.

Mas, voltando ao Mineirão, tenho a mesma idade do estádio e o que vi de futebol do meu time foi lá. Recordo do times maravilhosos do Galo, de Reinaldo, Cerezzo, Palhinha, Éder etc, porque não de Marques e Guilherme (embora aí o nível caia muito).

Lembro também, ainda criança, a perda da final de 1977, até então a dor mais doída que sentira. Depois vieram outras piores, mas isso é outra história.

Para fechar, um parêntese de uma gracinha que o Arnaldo César Coelho disse no jogo de ontem. O Cléber Machado perguntou se ele sabia quem havia apitado a final referida acima, e Arnaldo respondeu: o juiz foi tão bem que ninguém lembra.

Revoltei-me: Arnaldo, faz quase trinta anos que não esqueço de um juiz que não deu nem cartão amarelo para uma das maiores agressões que já vi no futebol, o Chicão pisando no joelho de Ângelo caído, com a perna quebrada. O juiz era tão parcial e covarde quanto o comentarista que estava ontem na Globo.

Rogério Ceni: o único goleiro do mundo que se adianta em cobrança de pênalti

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Na hora da cobrança deu pra ver nitidamente: o goleiro do São Paulo, Rogério Ceni deu um passo enorme com a perna direita e, assim, conseguiu o apoio necessário para saltar e defender o chute de Coelho, do Atlético-MG (na foto, o lance). Na TV Globo, o locutor Cléber Machado e os comentaristas Falcão e Arnaldo César Coelho acusaram a irregularidade de imediato. No replay, por diversos ângulos, o passo a frente era incontestável. Mas o árbitro catarinense Paulo de Godoy Bezerra não mandou voltar o pênalti, para desespero do técnico atleticano (e ex-goleiro) Emerson Leão.
Até aí, morreu Neves. Não é a primeira nem a centésima vez que Rogério Ceni se adianta numa cobrança de pênalti. Raríssimas vezes, isso permitiu que fizesse a defesa. E, mais raro ainda, algum juiz teve peito de mandar voltar. Porém, a cada vez que ele se adianta, impede o gol e o árbitro se faz de desentendido, o mundo desaba em sua cabeça. Tudo bem, faz parte.
Mas será que ele é o único no Brasil ou no mundo que se adianta na hora do pênalti? E será que é só com ele que os juízes não voltam a cobrança? Eu vi pelo menos meia-dúzia de defesas de pênalti este ano e, na maioria, o goleiro se adiantou. Nenhuma cobrança foi repetida. E ninguém falou absolutamente nada. Por que? Tá, eu sei, vão falar que é o "apito amigo são-paulino", que o Rogério é "frangueiro", "arrogante", "superestimado", "ajudado" etc, etc. Mas isso desvia o foco do problema crucial: a falta de critério (mundial) da arbitragem em cobranças de pênalti.
Por que, na hora das cobranças, os dois auxiliares não ficam postados, um de cada lado, nas bandeirinhas de escanteio? Eles poderiam acusar o adiantamento. E por que a televisão não pode ser consultada num momento desses? Se o passo a frente foi escandaloso e o juiz não acusou, a decisão de voltar a cobrança não pode ficar somente com ele. Parece tão simples, mas, sei lá, tem coisas que parece que ninguém quer mexer. E a culpa, pra variar, é do Rogério Ceni!


Ps.: O Lance! de hoje traz a foto que flagra o passo a frente do goleiro do São Paulo e, logo acima, um lance anterior em que o goleiro do Atlético-MG, Édson, dá uma voadora com o pé direito no peito do Jorge Wagner, dentro da área. O juiz não deu pênalti nem cartão vermelho (e nem amarelo). Mas, lógico, o "apito amigo" é sempre são-paulino...

segunda-feira, agosto 27, 2007

A hora da verdade pro time do Caio Jr

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Dos times grandes de SP, só o Corinthians continua um barco à deriva, e nuvens negras voltam a aparecer, vistas da popa e da proa.

O destaque da 21ª rodada do Brasileirão é o Palmeiras, com palmas ao goleiro Diego Cavalieri. Fala sério, o time tinha quer dar o bicho pro cara nos 2 a 1 contra o Figueirense.

O clube teve paciência e não demitiu Caio Jr., também conhecido como Harry Potter, nos momentos de dificuldades como em algumas derrotas inexplicáveis no Parque Antarctica. E colhe os frutos agora, com um futebol competitivo. E ainda tem contado com a sorte. Impressionante.
O time alviverde também deve bastante ao zagueiro Gustavo, uma muralha nas vitórias fora de casa.

O Valdívia, nenhuma defesa tem paz com ele em campo. O meio-de-campo morde, com Wendel e Makelelê. Edmundo é um tipo vinho velho. Enfim, o Palmeiras dá trabalho. Mas a tabela do Palmeiras é ingrata nas próximas rodadas: São Paulo (no Palestra?), Cruzeiro (em BH) e Botafogo (no Rio). É a hora da verdade pro time do Harry Potter.

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O Santos fez a sua parte ganhando do virtualmente rebaixado América de Natal. Nem dá pra falar dos 4 x 1, porque o América é muito ruim. O que dá pra falar é que o Santos já está em sexto lugar, rumo ao quinto e ao quarto, e que o elenco é forte.

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Com os 5 a 0 no Naútico, o São Paulo segue a rotina de vitórias esperadas. Na próxima quarta, 29, tem Palmeiras x São Paulo. Cruzeirenses, botafoguenses, vascaínos, santistas e gremistas (pela ordem de classificação) torcem por um empate nesse clássico. Consultei os oráculos, e eles me revelaram que o São Paulo não ganhará esse jogo.

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E o Corinthians, depois dos 3 a 0 que tomou do Cruzeiro no Pacembu, volta a beirar a segunda divisão. Depois de recuperação recente (vitórias contra Grêmio no Pacaembu e Botafogo no Maracanã), o Timão empatou com o Juventude (fora) e perdeu da Raposa em casa. O próximo desafio do Curíntia é o Atlético/MG em Belo Horizonte. Um jogo de seis pontos pela fuga da degola.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Rancor: um sentimento feio, mas duradouro

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Palmeiras de 1989 - em pé: Dario Pereyra, Toninho, Dorival Junior, Edson Boaro, Velloso e Abelardo (quem?); agachados: Mauricinho, Gerson Caçapa, Gaúcho, Edu Manga e Neto (por obra de Leão, na ponta-esquerda)

O rancor bem que poderia ser um oitavo pecado capital. Eu o considero até pior do que a ira, que, pelo menos, costuma ser explícita. Ontem, assistindo Atlético-MG x Palmeiras pela TV Bandeirantes, pouco antes do início do segundo tempo, o ex-jogador e hoje comentarista Neto soltou o seguinte comentário: "-O Leão mandou seus jogadores pressionarem o árbitro e agora, mesmo se o lance for claro, o cara não vai apitar. Por causa do técnico, o time pode perder o jogo". A praga deu resultado e o alviverde venceu o galo por 2 x 1.

Mas aquela observação de Neto, apesar de procedente, me transpareceu uma ponta de rancor. Para quem não sabe, Emerson Leão é seu desafeto. Em 1989, Neto passou pelo Palmeiras e foi dispensado pelo treinador junto com o zagueiro Denys. Ambos foram trocados com o Corinthians pelo lateral-esquerdo Dida e o meia Ribamar (quem?). A torcida palmeirense não perdoa isso até hoje, pois, afinal, Neto se tornou um dos ídolos eternos dos corintianos.

A treta entre o atleta e Leão começou quando o técnico insistiu em escalá-lo sucessivamente na ponta-esquerda. Neto sempre jogou como meia e, nessa posição, tinha sido o grande destaque do vice-campeão Guarani no Paulistão de 88, com direito até a gol de bicicleta na primeira partida da decisão contra o Corinthians. Mesmo na posição que não era a sua, Neto fez sete gols em 25 partidas pelo Palmeiras e ajudou o time a conquistar a Taça dos Invictos, com 23 jogos sem derrota.

Porém, o time perdeu a única partida que não podia no Paulistão de 89, na semifinal contra o Bragantino, e desperdiçou a chance de acabar com 13 anos de fila. Alguém tinha que pagar o pato - e Leão serviu a cabeça de Neto na bandeja de prata. Tudo bem que nem um nem outro possam ser considerados "flor que se cheire". Mas, como diz meu amigo (palmeirense) João Paulo, "uma bronca tão grande deve ter algo que a justifique".

Um turno inteiro pela frente

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Os santistas estão esfriando a cabeça. Os corintianos andam de ressaca da comemoração por saírem da zona de rebaixamento. Os são-paulinos, com medo de comemorar e serem achincalhados. E eu, o palmeirense do Futepoca, não vi nada, mantive-me alheio a tudo e juro que não foi cachaça.

Por isso, recorro aos blogues parceiros para fazer a análise da rodada do Brasileiro.

Atlético-MG e Palmeiras
"Sim, foi um sufoco, sofremos perigo e levamos bola na trave. Mas são 3 pontos importantíssimos conquistados no Mineirão", defende o Observatório Verde. Para eles, o 2 a 1 fora de casa se soma aos resultados positivos dora de casa, por isso, "está na hora de insulflar a mística do visitante ladrão de pontos. Esse é o time que não teme ninguém".

Não consultei os atleticanos para saber a respeito de acusações de pênalti não marcado.

Corinthians e Grêmio
A vitória por 2 a 1 de virada garantiu a saída do time paulista "da zona de rebaixamento a tempo do encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro", defende o Retrospecto Corintiano. Como dizem os portugueses: "Ah viva!" O detalhe é que Gustavo Nery fez gol.

São Paulo e Atlético-PR
Como o parceiro tricolor não anda muito atualizado, restou recorrer à imprensa, já que ela é são-paulina mesmo, embora não seja parceira. A voz uníssona foi de que o time fechou como "vencedor" do primeiro turno, uma conquista que valeria menos do que torneio início, não fosse a absoluta falta de times minimamente organizados que assola o campeonato. Os jogadores, bons-moços, não comemoraram o título. Outros autores já manifestaram preocupação com a quase certeza do título do time de Muricy Ramalho.

Minha teoria é de que o objetivo das torcidas adversárias é insuflar a soberba e o salto alto são-paulinos, missão inútil e desnecessária, já que esses atributos aparecem sempre, menos no Futepoca, onde os torcedores do tricolor paulista cansaram de provocações baratas (mas eu não, como se vê).

Fluminense e Santos
O desolado comentário sobre a Portuguesa antecipa os apontamentos. O que se fala por aí é que o tal de Thiago Neves, foi bem e que o tricolor carioca reagiu em termos de campeonato para garantir os 3 a 0, barrando a ascensão santista. Vanderlei Luxemburgo, o técnico que oscila entre os papéis de vilão e coadjuvante nas partidas, espera Petkovic pronto em duas semanas. É o que falta? Dureza.

Mas há um turno inteiro pela frente

quinta-feira, agosto 02, 2007

Galo x Santos, há quanto tempo!

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Santos F.C./Divulgação
Apesar de terem sido registrados entreveros entre as torcidas de Atlético/MG e Santos em Pinheiros (zona Oeste de São Paulo), não foram notificados casos de violência mais grave. De minha parte, só vi o segundo tempo da vitória do Peixe sobre o Galo por 2 a 1.

Mas, a julgar pelo segundo tempo, algumas poucas constatações óbvias (sem intenção de provocação, palavra de manguaça): a diferença do Santos para o Atlético, tecnicamente, é enorme. O Santos cresce assustadoramente (para seus adversários) com Kléber no meio. Como jogou bola o rapaz. Pena que Luxemburgo diga que a tendência natural na carreira do lateral/meia seja o meio de campo mesmo, mas “não agora”, já que Kléber está disputando uma vaga na seleção, pela lateral.

A segunda constatação é que o Santos parece não gostar de jogo fácil. Podia ter goleado, tinha o jogo dominado completamente, mas com duas falhas grotescas no finalzinho (uma de Tabata, outra de Alessandro, que deram contra-ataque quando quem deveria ter contra-ataque era o Santos!), só não tomou o empate por sorte. Mas um empate, dado o que jogaram ambas as equipes (no segundo tempo), teria sido injusto.

O Atlético/MG é um time que pode crescer, um time de garotos que, se bem orientado, tende a se firmar, ou pelo menos ficar longe do rebaixamento, mas isso é imprevisível, dada a instabilidade dos times brasileiros e o temperamento de Leão, que tanto pode dar bons frutos como jogar tudo na lama.

E o tal Kléber Pereira, pelo que vi ontem, pode ser a solução do ataque santista. Além do golaço (com direito a passe magistral de Kléber), incomodou o tempo todo, posicionando-se bem e se deslocando bastante. Pronto.

quarta-feira, julho 25, 2007

Com Leão tudo pode dar certo ou tudo errado

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OK, desculpas pelo título no melhor estilo muro tucano. Mas a primeira parte deve-se muito mais à esperança que à análise. E tem seu motivo.

Na atual falta de técnicos Leão é a melhor opção, rima pobre com que até o Glauco concorda. também porque o time do Galo é formado em sua maioria por garotos saídos da base e com esses o ex-goleiro sabe trabalhar, como provou no Santos.

Longe de o alvinegro mineiro ter jogadores como Robinho, mas tem jovens que bem trabalhados podem formar um bom time. É essa a aposta.

Por outro lado, o viés autoritário é complicado. Desde a Democracia Corinthiana sempre estive do outro lado de tudo que Leão diz. Pode se chocar com o presidente do Galo, Ziza Valadares, que declarou antes que não contrataria Leão porque o time já tinha presidente...

A conclusão é: torço para que tudo dê certo, mas sei lá...

Outra notícia do Galo que revela o estágio atual do futebol brasileiro. Com 21 anos e apenas 1 como titular do time, o goleiro Diego foi vendido ao Almería, da Espanha. Mais um caso de jogador que se vai muito novo para clube de pouca expressão e nem dá para criticar a diretoria do Galo, que precisa vender jogadores para continuar pagando as contas em dia.

Triste futebol em que qualquer dia venderão recém-nascidos com base em um teste genético que garantirá que serão "craques".

terça-feira, julho 10, 2007

Prêmio para a verdadeira miss universo

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Como a gente vive achando justificativa para pôr fotos artísticas (?) neste futepoca, aí vai mais uma e com motivo.

Nesta quinta, a miss Brasil e vice-miss universo Natália Guimarães recebeu na cidade do Galo (centro de treinamentos do Atlético) o Galo de Prata. E aí está lançado o desafio, pode ter gente acima na tabela no Brasileiro, mas duvido que alguém tenha uma torcedora mais bem colocada no miss universo 2007. A não ser que torça para time do Japão.

Mineira de Juiz de Fora, Natália já desfilou pelo Galo no lançamento da coleção de material esportivo de 2003.

Para que duvida da sua opção, aí vai a frase publicada no Estado de Minas: “Sou atleticana desde novinha, aos sete anos, na escola. Depois, quando comecei como modelo, fiz alguns trabalhos para o Atlético, no lançamento de camisas. E sou apaixonada pela torcida”. Sobre o momento da equipe, há quatro rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro, Natália Guimarães recomendou: “É acreditar até o último minuto”, disse.

Pena que os jogadores e o Zetti não se inspirem em tão sábios conselhos e andem tomando gols nos finais das partidas.
crédito das fotos: Assessoria de Imprensa Atlético-MG

quinta-feira, junho 28, 2007

Orgulho de ser último

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Do novo parceiro TerceiraViaVerdão.blogspot.

Por sugestão de um leitor, eles publicam uma relação das dívidas dos clubes, divulgada pela Folha de S.Paulo (para assinantes, em partes 1 e 2)

1º) 232,9 Milhões = Flamengo
2º) 216,8 Milhões = Botafogo
3º)>150,0 Milhões = Vasco da Gama [53 Milhões só para a Globo]
4º)>100,0 Milhões = Grêmio
5º)>100,0 Milhões = Corinthians [incluindo caso Nilmar]
6º) 87,5 Milhões = Santos F.C. [crescente...]
7º) 81,2 Milhões = Atlético Mineiro
8º)~ 80,0 Milhões = Cruzeiro
9º) 75,9 Milhões = São Paulo
10º) 48,7 Milhões = Palmeiras

Internacional e Fluminense ainda não haviam divulgado o Balanço. Resumindo, o São Paulo deve 50% mais que o Palmeiras, o Santos quase 100% mais e o Corinthians certamente mais de 100%.
O Vicente avalia que o Santos é o que tem situação mais delicada a médio prazo, embora o Corinthians também esteja numa situação difícil (fica Dualib!). O Botafogo, com dívida 2,5 maior do que a do Santos é avaliado como "com folha de pagamento espartana", que vai "tocando a vida". Não fica claro em que ele se baseia para isso, mas por que é que eu vou deixar de tirar sarro dos outros, se há orgulho em ser último desta classificação?

Espero que seja só dessa.