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quinta-feira, novembro 29, 2007

Por uma vaga a mais para a série B do Brasileiro: um abaixo-assinado

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Por sugestão do nobre comentarista sobre a situação do Corinthians, o Futepoca lança mais uma campanha.



Na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2007, três times ameaçados pelo rebaixamento para a série B foram derrotados. O Corinthians perdeu para o Vasco, o Goiás perdeu para o Atlético Mineiro e o Paraná perdeu para o Santos. Os resultados são apenas o ponto máximo da displiscência com que as equipes tratam suas torcidas. Durante toda a competição, foram inúmeros os acintes ao futebol e ao espectador amante da modalidade.

Em anos anteriores, as equipes se digladiavam, suavam a camisa, comiam grama para se livrar da degola do rebaixamento. O empenho motivado pelo desespero servia de consolo e respaldo ao torcedor, que compartilha o sentimento em ainda maior grau do que os jogadores. Mas nada disse se vê em 2007. E a motivação também resultava em vitórias para os ameaçados nas rodadas finais. Jogar contra um time que estava pra cair era uma preocupação, um tormento. Hoje, é alívio.

Como restam apenas duas vagas em disputa para o rebaixamento para a série B – visto que América-RN e Juventude já estão matematicamente sem chances de escapar –, solicitamos à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que reveja o regulamento do Campeonato Brasileiro de 2007, abrindo uma exceção.

Assim, o Futepoca defende que cinco times sejam rebaixados para a série B de 2008.

Embora a mudança de regulamento não seja motivada pelas exceções apresentadas no parágrafo 5º do Capítulo III do Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), acreditamos que o respeito ao futebol e o impacto da medida sobre as próximas edições do campeonato nacional valorizam os dois primeiros artigos do referido estatuto, que estabelece "normas de proteção e defesa do torcedor", entendido como "toda pessoa que aprecie, apóie ou se associe a qualquer entidade de prática desportiva".

Temos que lembrar também que, se um campeonato já teve onze partidas anuladas por conta de supostos prejuízos a times sob o apito de Edílson Pereira de Carvalho, está aberto um precedente para mudanças que possam "moralizar" (sic, sic, sic, muito sic) o futebol. Ou pelo menos fazê-lo menos doído para quem assiste.

Também propomos que o Corinthians tenha mais respeito e envie ofícios de gratidão aos rivais paulistas. Afinal, já foi salvo pelo São Paulo de uma vergonhosa segundona no campeonato paulista (leiam bem: CAMPEONATO PAULISTA), tiveram ajuda do Santos contra o Goiás e Paraná e do Palmeiras contra a equipe curitibana. Propomos que os torcedores do dito Timão (sic) sejam proibidos de falar mal dos clubes co-irmãos.

Assine já

Depois de ler, clique em "Sign the petition", preencha seu nome, e-mail (informação mantida sob sigilo) e comentários se quiser. Você visualiza a assinatura e clica em "Aprove signature".

Corinthians perde do Vasco e só São Jorge salva

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A Thalita acertou: o Corinthians ficou mais perto do rebaixamento ontem, ao perder do Vasco por 1 a 0. Foi a última chance de se livrar da coisa num jogo mais plausível. Podia ter ganho do Sport lá atrás, podia ter ganho do Náutico pelo menos uma vez, podia ter ganho do Figueirense, do Inter no Pacaembu, do Vasco ontem. Mas tanto fez e agora, na última rodada, temos que ganhar do Grêmio no Olímpico. Porque a chance do Inter entregar o jogo pro Goiás (coisa feia de se fazer, diga-se de passagem) é grande.

Sobre o jogo, o Corinthians não foi tão mal, teve umas chances boas de marcar, teve até bola na trave, mas ela não entrou. Se não fosse a situação que é, daria até para comemorar algumas boas trocas de passes, a boa entrada dos dois laterais, mas não é o caso agora. O Vasco jogou no contra-ataque e deve ter chutado umas cinco bolas no gol do Corinthians no jogo todo. E essa do Alan Kardec só entrou porque a Zica fez a bola desviar na perna de um zagueiro corintiano.

No segundo tempo, um acontecimento patético desmoralizou ainda mais o Corinthians. Um gândula atrapalhou um contra-ataque do Vasco jogando uma bola dentro de campo. Cena ridícula, que envergonhou. O Corinthians merece ser punido por isso, como mandante do jogo, sejá lá com que pena esteja prevista.

A coisa tá feia, enfim. Vou torcer, sempre, em qualquer situação. Mas não há mais nenhum fator racional para acreditar que se salve. Se cair será merecido, por tudo que a cartolagem fez nos últimos anos. E, se tudo mais falhar, ano que vem vou com meu pai ver jogo do Corinthians em Santo André, perto de casa...

PS.: Registro agradecimento ao Atlético-MG por bater no Goiás.

Reprodução

Na capa da edição desta quinta-feira, 29, de O Estado de S.Paulo,
a foto de JF Diório do desespero do goleiro Felipe.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Corinthians pode deixar rebaixamento para trás hoje

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O Corinthians entra em campo hoje contra o Vasco, no Pacaembu, com a esperança de deixar de lado essa história de rebaixamento. Para isso, precisa vencer o time carioca (o que não é fácil, mas é possível) e torcer para que o Goiás perca do Atlético MG, no Mineirão.

O time tem quatro desfalques (Finazzi, Zelão, Gustavo Nery e Moradei) e uma boa nova: Iran não vai jogar! Diminuem as chances de pênaltis e gols entregues ao adversário.

Sobre os desfalques, o centroavante mais amado da Fiel faz falta. Seu substituto é um atacante rápido, Arce, não um matador. Veremos o que isso vira. Zelão é melhor que Fábio Braz, mas acho que o (baixo) nível da zaga alvinegra não muda muito. Moradei é um leão na marcação, mas acho que Bruno Octavio dá conta.


Nas laterais, o medo é a troca de jogadores experientes por garotos. Gustavo Nery não tem jogado nada, mas fiquei com um pouco de medo de seu substituto, Everton, das categorias de base. Espero que não trema na base. E o ex-palmeirense Amaral terá a chance de mostrar que pode jogar melhor que Iran. Se não entregar nenhum gol, será lucro. Eu já vi esse cara jogar numa seleção sub-alguma coisa até que bem e venho me perguntando o que aconteceu pra ele virar reserva do manco do Iran. Espero não queimar a língua.

No geral, acho que o time não perde muito. Até porque, o time titular não é nada disso mesmo. Lulinha e Dentinho vão ter que continuar inventando alguma coisa e Felipe segurando a onda lá atrás. De resto, é com São Jorge!

O Atlético MG, segundo Fredi, quer ganhar do Goiás pra se garantir na Sul-Americana. Espero que ganhe mesmo. Aliás, agradeço a Kleber Pereira pela virada em cima do Paraná.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Interesses e favorecimentos

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A balbúrdia, os interesses globais e os favorecimentos “inexplicáveis” jamais abandonarão o futebol brasileiro.

Exemplos desta semana:

1 - o Flamengo, que tinha sido condenado, como mandante, a jogar sem torcida contra o Atlético-PR pela penúltima rodada do Brasileiro, conseguiu efeito suspensivo (um eufemismo muito utilizado no futebol nacional, que quer dizer maracutaia) e pretende lotar o Maracanã no tal jogo. A pena “cassada” tinha sido imposta devido a uma lata de cerveja (cheia) e um artefato tipo foguete atirado ao campo na partida contra o Grêmio, uma atitude bastante leve, como se vê.
Entre 2004 e 2005, o Santos perdeu o mando de campo de inúmeras partidas (tantas que nem sei), cumpridas até 2006, e jamais o Alvinegro foi beneficiado com esse favor espúrio concedido ao time do RJ nesse momento de decisão do BR 2007.

Qualquer coisa jogada no gramado deveria ser objeto de punição. Mas, reconheçamos, copos de plástico e sandálias Havaianas são bem menos perigosos à integridade física das pessoas do que latas de cerveja cheias e fogos. No entanto, o Flamengo foi “absolvido” temporariamente pelo digníssimo Rubens Appropato Machado, presidente do intocável STJD, e provavelmente cumprirá a pena num jogo que nada valerá. O técnico do Palmeiras, Caio Jr., vulgo Harry Potter, entre os diretamente interessados no assunto, se manifestou de maneira importante sobre o episódio (o vídeo não roda muito bem, mas veja aqui). No mundo jornalístico, o programa Sportscenter, da ESPN Brasil, também criticou (ironizando) essa absolvição casuística e ridícula.

2 - Os interesses da Rede Globo adiaram os jogos Corinthians x Vasco e Atlético-MG x Goiás para quarta-feira, dia 28, três dias depois da data original em que acontecem todas as partidas da penúltima rodada. Além de Goiás e Corinthians (os beneficiários dos interesses da Rede Globo), Paraná e Náutico também tentam fugir do rebaixamento. O Paraná, com toda a razão, quer que seu jogo contra o Santos também aconteça no dia 28, no mesmo horário dos outros dois.

Só um palavrão poderia definir os caras responsáveis por esses atos e decisões. Mas é melhor não falar palavrão.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Contribuição tricolor

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Tentando se redimir da derrota para o Corinthians no segundo turno do Campeonato Brasileiro, o São Paulo resolveu dar uma mão para os adversários diretos do Timão (sic) na luta contra o rebaixamento. Depois do Palmeiras, o Tricolor perdeu por 2x0 para o quase sem esperanças Juventude.
Agora, vejam só, uma equipe que já dava como favas contadas o seu rebaixamento, volta a sonhar com a permanência na Série A. O Juventude tem agora 38 pontos, apenas 3 atrás de Paraná e Goiás e 4 atrás do Corinthians.

Vai Juventude! Vai Paraná! Vai Goiás (principalmente)!
Fica Nelsinho!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Sobre o pior da campeão brasileiro da História

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Foram muitos comentários (173 até o momento desse post ter sido escrito) a respeito do pior campeão brasileiro da História. Uns indicando votos, outros questionando o porquê de um time ou outro não ter entrado na lista e outros ainda contestando a inclusão de algumas equipes no rol de votação.

Claro que a lista é subjetiva, mas com critérios que ficaram claros no post, a saber: o clube está lá ou por ter tido ajudas extra-campo ou por ter sido pífio tecnicamente ou por ter participado de campeonatos com fórmulas e viradas de mesa que ferem logo de saída a competição. Todos os listados combinam pelo menos dois desses critérios. Agora, se um campeão é ruim porque o time não joga bem ou se é pior se ele venceu "roubando", a escolha é de quem vota.

Mas se os anti-corintianos são fundamentais para dar ao Timão a liderança da votação até agora, os anti-flamenguistas babam por não ver seu rival ali, acusando até mesmo o escriba de ser rubro-negro. Alguns esclarecimentos: muitos estão confundindo a semifinal da Libertadores de 1981, em que José Roberto Wright fez um show de expulsões que prejudicou o Galo, com a final de 1980. Nesta, o lance polêmico foi a expulsão de Reinaldo por reclamação, obra de José Assis de Aragão. Muitos atleticanos contestam o lance mas, dado o histórico do atacante, useiro e vezeiro em tomar vermelhos (vide expulsão antes da final de 1977), não seria um erro do tipo escandaloso como o da final de 1995, o pisão de Chicão em Ângelo em 1977 ou o pênalti não dado para o Inter com a expulsão de Tinga no ano de 2005. Isso se considerarmos erro a dita expulsão. Claro que os atleticanos consideram, os flamenguistas não.

Se isso fosse considerado, a lista não pararia. O atacante santista Viola foi expulso em um lance em que reclamou de falta (real) em uma semifinal do campeonato brasileiro de 1998 contra o Corinthians. O mesmo Santos foi prejudicado contra o Flamengo na final de 1983, quando Arnaldo César Coelho marcou falta fora da área em um pênalti claro em Pita. Erros do gênero serão encontrados aos montes, na lista foram considerados os clamorosos e tidos por uma grande maioria como incontestes.

E por que não entrou o título de 1987? Simples. Alguns comentários pediram a inclusão do Sport como pior campeão, outros, que o Flamengo estivesse na lista. Simplesmente por isso que nenhum dos dois foi incluído. O Clube dos Treze, que organizou o campeonato, considera o Flamengo campeão, a CBF considera o Sport. Se o São Paulo tivesse sido o clube vitorioso da Copa União, a polêmica seria a mesma, pois não disputaria contra Sport e Guarani. E isso vale para todos os outros do Clube dos Treze. Esse é um campeonato que foge a qualquer parâmetro mesmo em meio à barafunda da história do futebol brasileiro. Por isso não entrou nem o time do Rio, nem o pernambucano.

Enfim, óbvio que o assunto é polêmico. Mas a lista é essa aí.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Qual o pior campeão brasileiro da História?

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E o São Paulo é campeão. Os tricolores estão eufóricos com uma campanha irretocável, uma conquista obtida com antecedência e tranqüilidade incomuns. Alguns times ensaiaram jogar bonito, como o Botafogo e o Cruzeiro, mas não tiveram uma seqüência digna de nota. Sobrou para o pragmático clube do Morumbi que, se não deu show, deu um banho de competência nos adversários.

A dita "ausência de show" é justamente o argumento utilizado por boa parte dos rivais para desmerecer o título sendo que alguns chegaram a dizer – como o comentarista Fernando Calazans – que o São Paulo seria o "pior campeão brasileiro da História". Discordo da tese e acho que quem pensa assim oscila entre a mais pura dor de cotovelo e o desencanto dos que têm saudades de um tempo não tão remoto em que o futebol era mais bem jogado.

Mas a discussão pode gerar celeumas interessantes (ou não). Qual seria o "pior campeão brasileiro da história"? Com uma diversidade de fórmulas que faria corar qualquer literato adepto do realismo fantástico, o Brasileirão teve diversos campeões contestados. Ou por desobedecer um suposto critério de "justiça" ("ah, o campeão deveria ter sido o outro que jogou melhor o tempo todo...") ou porque chegou lá com ajudas extra-campo, ou até mesmo porque não deixaram sequer um atleta na memória do torcedor no ano seguinte. Aqui, uma lista dos campeões mais contestados da história dos 500 anos deste país. Escolha o seu "pior campeão" e dê seu voto na nossa enquete.

O São Paulo de 1977

A equipe não era brilhante e a fórmula do campeonato era esdrúxula. Tanto que o vice, Atlético (MG), perdeu o título sem ter perdido uma partida sequer, assim como o Botafogo, quinto colocado. A decisão foi em partida única, no Mineirão. No tempo normal, Chicão pisa em cima do mineiro Ângelo, já caído, e não é expulso. O São Paulo levou na decisão por pênaltis, com Valdir Peres se adiantando nas cobranças. O árbitro era Arnaldo Cézar Coelho. A regra não parecia muito clara.

O Coritiba de 1985

A gloriosa final do Coxa foi contra o Bangu. Que duelo! Os 20 clubes mais bem colocados num tal ranking da CBF foram reunidos em dois grupos A e B, e o campeão e o vice da Taça de Prata (similar à segunda divisão), mais 22 clubes de 22 estados estavam em outros dois. Todos tratados de forma igual. É como se hoje classificassem times da segunda e terceira divisão para uma fase final. Um espetáculo ímpar.

O Botafogo de 1995

Uma final que relembrava os anos 1960, Santos e Botafogo. Na primeira partida da final, três impedimentos mal marcados impediram que o craque do campeonato, Giovanni, saísse na cara do gol de Wagner. No segundo jogo, um assalto que repercutiu até no exterior, com um gol irregular de Túlio e outro mal anulado de Camanducaia. O ábitro, Márcio Rezende de Freitas, daria uma mão para outro campeão contestado dez anos mais tarde.

O Vasco de 2000

A CBF não podia organizar o campeonato brasileiro e sobrou para o Clube dos 13, outra organização impoluta, tal tarefa. Surgiu a Copa João Havelange, a maior competição das terras tupiniquins, com 116 clubes em uma única divisão. A fórmula era assustadora e não me arriscaria a descrevê-la. São Caetano, vindo direto do que seria a “segunda divisão” chega à final com o Vasco, que nas oitavas desclassificou o Bahia (rebaixado no ano anterior e guindado de volta com o Fluminense), e nas quartas superou o Paraná (outro da “segunda divisão”). A segunda partida da final, disputada em São Januário (como?), teve como coroação um estádio com mais gente do que pdoeria suportar. Grade de arquibanda desabando, gente pisoteada... Punição para o Vasco? Não, o castigo foi ter sido campeão.

O Atlético (PR) de 2001

No ano seguinte à famigerada Copa João Havelange, a decisão foi um confronto com ares épicos entre o campeão e o convidado São Caetano – aliás, o de melhor campanha na primeira fase.. No mata-mata, as quartas e semifinais foram em partida única. A final, ida e volta. Junto do time do ABC, o Paraná e o Botafogo de Ribeirão Preto foram vips. Detalhe: o time que revelou doutor Sócrates e Raí havia sido rebaixado em 1999.

O Corinthians de 2005

Na manhã de domingo, o Internacional, líder do certame, acordava vice. Onze jogos anulados que renderam quatro pontos a mais para o Corinthians. Na partida decisiva contra o Inter, Fábio Costa faz pênalti em Tinga. Márcio Rezende de Freitas (aquele de 1995), não marca e dá o segundo cartão amarelo para o melhor atleta em campo. O título, então sob judice, foi conquistado com uma derrota em que os atletas, perdidos, não sabiam se podiam ou não comemorar de fato.

O São Paulo de 2007

Por mim, não entraria na lista. Mas, pra satisfazer os birrentos e justificar o post, está aqui também. Aparentemente, só se justificaria pela baixa qualidade do nível técnico da competição. Até aí, mais culpa dos outros times do que dele.




VOTE:

Palavra de quem entende do assunto

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Na linha do post acima, sobre o "pior campeão brasileiro", o ex-centroavante Careca (foto) estava ontem no Morumbi e deu entrevista à TV Bandeirantes. Questionado por Nivaldo Prieto sobre qual geração era melhor, a do bi-campeonato 2006/2007 ou a que conquistou o Brasileirão de 1986, Careca ficou meio sem jeito, tentou fugir da sinuca com a velha desculpa de que "o futebol da época era diferente", "hoje a marcação é mais forte" etc. Porém, no final, cravou: "Nosso time era muito mais forte". De fato, cheguei a assistir jogos daquela campanha no estádio e a linha de ataque Müller-Silas-Careca-Pita-Sidney foi a melhor que já vi no São Paulo.

Provocação manguaça

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O meia Souza, do campeão São Paulo, respondeu à frase do seu amigo e volante corintiano Vampeta, que havia dito que a equipe do Morumbi só poderia vencer o Corinthians no ano que vem. Porém, atrapalhou-se nas datas:

“Infelizmente só vamos conseguir dar o troco em 2008, porque em 2007 eles estarão na segunda divisão”, disse. Efeito do título ou expectativa da manguaça de comemoração?

É penta!

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Tenho a difícil tarefa de escrever o post mais óbvio dos últimos dois meses.

O São Paulo confirmou o enorme favoritismo e conquistou o Campeonato Brasileiro com quatro rodadas de antecedência, ao bater o América-RN (obrigada Victor) por 3 x 0, com gols de Hernanes, Miranda e Dagoberto. O jogo marcou o recorde de público pagante, quase 70 mil pessoas. As arquibancadas tremeram.

É campeão. Penta!

Se o futebol não foi lá grande coisa durante o ano, os números mostram que só o São Paulo poderia vencer a disputa, dada a superioridade estatística. O time tem o terceiro melhor ataque do campeonato, com 51 gols, atrás apenas de Cruzeiro e, surpreendemente, do Náutico. Foram apenas 5 derrotas. E 22 vitórias. O time foi regular. Não tem nenhum artilheiro, nenhum grande destaque individual, mas em compensação todos os jogadores marcam gols.

E tem a defesa. Esse é, disparado, o setor mais importante do time. Foram incríveis 13 gols tomados em 34 jogos, média de 0,38 gol por jogo. A segunda melhor defesa até agora, do Fluminense, tomou 33 gol, quase três vezes mais.

Essa é a diferença do São Paulo, o resto é bobagem. Breno, Miranda, Alex Silva e André Dias se revezam para compor uma defesa quase intransponível. Os dois primeiros poderiam fácil estar na seleção. Juntos. E o assustador é saber que o Breno tem idade para jogar duas Olimpíadas.

Além dos zagueiros em si, todo o esquema tático é voltado para a marcação. O Muricy conseguiu fazer com que todos os jogadores marquem com consciência e competência. Ver a aplicação do time no estádio, não pela TV, impressiona. Podem xingar de retranquiro à vontade. É isso que todo o técnico tenta fazer e não consegue.

E, apesar da obviedade, não dá para não citar Rogério Ceni, definido pelo Glauco como O Cara. E é mesmo. Se não fosse Ceni, o São Paulo não teria conseguido todos os títulos dos últimos anos. Talvez nenhum. É quem decide. Craque.

Título merecidíssimo. Falem o que quiser. Não tem um time que chegue perto da eficiência tricolor. Quem reclamar receberá a pecha de mau perdedor, ok?

Ah, sim. Ir ao estádio e presenciar a conquista de um título é sensacional. O Morumbi estava lindo. E acho que a proibição de bandeiras foi uma das coisas mais tristes para os estádios. Aquelas pequinininhas plástico já fizeram uma baita diferença.

Mas... era tão óbvio, tão óbvio, que até perdeu um pouco da graça. (Juntando isso ao comportamento um tanto apagado da torcida, em todos os jogos, dá pra entender a minha pequena frustração). Tomara que daqui pra frente os títulos sejam definidos na última rodada.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Não fui eu que falei

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Um palmeirense e um sãopaulino entram na minha sala do trampo e começam a falar de futebol (eu fico quieto, por algum motivo não ando muito pra esse assunto). O palmeirense provoca:
- E aí, vão ser campeões quarta ou vão amarelar?
E o tricolor, sem brincadeira e sem pressão, responde:
- Vamos ganhar. Não é contra o Corinthians...

Respirando

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O Corinthians ganhou um jogo, o que é muito bom. Não vi a contenda, acompanhei meio a distância no rádio do meu pai. Pelos melhores momentos, o time teve umas boas chances de gol no primeiro tempo e tinha tudo para sofrer menos. Mas o árbitro não deixou que fosse fácil.

Outra vez o time adversário marca num penalti. O do Ailton foi, mas é daqueles que o juiz só marca quando a zica tá braba. Já esse não era mesmo e ponto. O Iran pulou que nem um idiota e caiu que nem um idiota, mas não fez penalti.

A penalidade marcada pró-Timão eu não consegui achar uma imagem que dissesse se foi ou não. O companheiro Ricardo, do Retrospecto Corintiano, diz que os dois foram inventados, o que deve estar mais perto da verdade.

O Corinthians agora pega o embalado Flamengo, no Maracanã, que deverá estar lotado, e acho pouco provável que consiga sua segunda vitória consecutiva. Se conseguir, A definição do rebaixamento deverá se arrastar até as últimas rodadas.

De resto, agradeço a São Jorge, ao Santos, por ter derrotado o Goiás, e ao São Paulo, por ter batido o Sport.

sexta-feira, outubro 26, 2007

O campeonato que ninguém quer ganhar

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A julgar por outubro, ninguém quer ganhar o campeonato brasileiro deste ano.

O.k, não é questão de vontade, mas é a falta de competência dos concorrentes que vai entregar o título para um time mediano, como o do São Paulo.

Vejamos o que fizeram aqueles que disputam diretamente o título.

O São Paulo perdeu pro Flamengo e pro Corinthians, empatou com o Fluminense e só ganhou do Cruzeiro. 4 pontos em 12.

O time dos Perrela, que tinha alguma chance, fez pior ainda. Perdeu pro Santos, empatou com o Goiás, empatou com o Náutico em casa e perdeu do São Paulo. 2 pontos em 12.

O Santos parecia que ia, mas não foi. Ganhou do Cruzeiro e Botafogo fora, mas depois empatou com o Palmeiras e perdeu do Figueirense. Fez mais do que os outros, sete pontos, mas nada que desse para ameaçar o São Paulo.

O Palmeiras foi quem mais aproveitou. Ganhou do Náutico, do Grêmio, empatou com o Santos e ganhou do Paraná. Dez em doze pontos. Se não tivesse bobeado antes, até poderia chegar. Mas não dá para pensar o time do Caio Júnior campeão.

O Grêmio, então... Empatou com o Galo, perdeu para o Palmeiras, ganhou do Goiás e perdeu do Flamengo. 4 em 12.

Quem parece atropelar é o Flamengo. Ganhou do São Paulo, do Paraná, do Vasco e do Grêmio. Perdeu apenas do Fluminense. 12 pontos em 15... Se não tivesse tão mal no primeiro turno, até chegaria.

Ou seja, pode até melhorar, mas o campeonato termina melancolicamente medíocre.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Corinthians a 4 rodadas do rebaixamento

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Vamos lá, primeiro os politicamente corretos venceram.

Pararei de escrever Curinthia.

A partir de agora e até que volte à primeira divisão (se cair) escreverei o nome corretamente.

A tragédia na última rodada começou com tomar um gol aos 45 minutos do segundo tempo de pênalti. E foi, acho eu. É daqueles pênalties que juiz não marca, um empurrãozinho na área deslocando o jogador. Mas desta vez, sem esquema MSI, o Heber Roberto Lopes marcou.

A segunda tragédia é que todos os times logo acima ganharam, com exceção do Sport, mas que está com 5 pontos a mais.

O que leva à justificação do título. Mesmo que ganhe na próxima rodada do Figueirense em casa e o Goiás perca do Santos na Vila, resultados possíveis, o Corinthians não sai da zona de rebaixamento por ter apenas 9 vitórias contra 12 dos esmeraldinos.

Das seis que faltam, precisará de pelo menos duas rodadas para sair da linha de morte do rebaixamento.

Em resumo, para ficar tranquilo, o time do parque teria de fazer onze pontos, 3 vitórias e dois empates, para chegar aos 49 pontos. Se esperar mais, nem São jorge salvará...

Para piorar, todos os times acima têm vitórias a mais, o primeiro critério de desempate.

Alías uma curiosidade, do décimo-sexto lugar até o sétimo colocado na tabela todos têm 12 vitorias. Os empates e o saldo de gols é que estão fazendo diferença.

domingo, outubro 21, 2007

Ótimo final de semana

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Com o humor severamente alterado pelo que postei logo abaixo, deixo uns comentários soltos sobre o ótimo (para mim, claro) final de semana.

A Portuguesa, no sábado, foi alçada à segunda colocação da série B. Vamo, Lusa!

A McLaren conseguiu perder o campeonato de pilotos (chupa!). Tomara que o tapetão não atue.

O São Paulo jogou mais ou menos, mas ganhou do Cruzeiro no Morumbi lotado, com 60 mil pessoas - eu estava lá. O Diego Tardelli, que fez a jogada do gol, em um contra-ataque, seu primeiro lance, saiu de campo como herói. Medo!

O Corinthians perdeu do Náutico. Boa! Fica pelo menos mais uma rodada na zona de rebaixamento.

O São Paulo abriu 13 pontos de vantagem para o 2º colocado - agora o Palmeiras. O título pode vir na próxima rodada, contra o Sport, mas é difícil. É mais provável que venha na rodada seguinte, contra o América de Natal, no Morumbi. Estarei lá, de novo.

segunda-feira, outubro 15, 2007

São Jorge que faça milagre

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O tema é recorrente para aqueles que secam o Curinthia, mas passou mais uma rodada e o ex-timão não saiu da zona de rebaixamento.

Tá certo que está empatado em número de pontos com o Goiás, meu principal candidato à quarta vaga do classificatório para o título da segundona 2008, mas é bom São Jorge começar a fazer milagres.

Na seqüência, em outubro, o Curinthia joga com Náutico (em Recife), Figueirense (SP), Flamengo (RJ) e precisa fazer no mínimo 11 pontos nos 7 jogos que faltam. Sendo quatro deles fora.

Já o Goiás tem pela frente Fluminense (em casa), Santos (SP), Vasco (em casa). A conta é a mesma, mas com a vantagem de que o Goiás tem 2 vitórias a mais, primeiro critério de desempate.

Não acredito nesses matemáticos de campeonato, mas para ser imparcial, aí vai a tabelinha que foi publicada no UOL com as chances de cada time de ser rebaixado. Notaram que não escrevi nada do Galo, né?

América-RN 100%
Juventude 97%
Paraná 84%
Corinthians 45%
Goiás 33%
Atlético-MG 10%
Náutico 8%
Internacional 6%
Botafogo 6%
Atlético-PR 3%
Figueirense 3%
Sport 3%
Flamengo 1%
Vasco 1%

quarta-feira, outubro 10, 2007

A curiosidade do saldo de gols

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Apenas uma curiosidade, mas quem olhar a tabela verá que o quatro times na zona de rebaixamento são os que têm o pior saldo de gols.

América (rebaixado) -40
Juventude (quase lá) -19
Paraná (caminhando para o abismo) -15
Corinthians (na encruzilhada) -8
Em seguida vem o Galo, que foge dessa escrita, pois tem saldo +2
Depois, o Goiás, com -7

Para cima, Náutico, Flamengo, Internacional e Vasco têm salgo igual a zero ou positivo. A exceção é quem vem logo a seguir, o Atlético (PR), que está em 10o, mas tem saldo de -2.

Se vale para alguma coisa essa coincidência dos quatro últimos, é para dizer que são equipes desestruturadas e que tomaram goleadas.

Por outro lado, os dois times na parte de cima da tabela, São Paulo e os azuis de Minas, têm a melhor média. Respectivamente, 33 e 17 gols de saldo.Curiosidade é que, depois deles, a equipe com melhor número nesse quesito é o Fluminense, que tem +15, mas está em 6o. Depois o Vasco, com +8, em 11o.

Pode não ser nada, nada mesmo, mas por essas coincidências, América (já caído), Juventude, Paraná, Curinthians e Goiás são meus favoritos para a queda.

Claro que sou parcial em relação ao Galo, mas quem quiser que invente outros números...

segunda-feira, outubro 08, 2007

São Paulo cada vez mais campeão

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A oito rodadas do fim do campeonato, o São Paulo é agora mais campeão do que há duas partidas, ainda que tenha tido duas derrotas seguidas. O fato é que a distância para o segundo colocado, que era de doze pontos, agora caiu pra onze, mas são menos pontos para se disputar até o fim do Brasileirão. Quem se deu muito mal mesmo nos últimos prélios foi o Cruzeiro que, de aspirante ao título (sic), pode simplesmente ficar fora da Libertadores de 2008.

Mas e a partida de ontem? Justa emoção dos corintianos, não é todo dia que ganham de algué... quer dizer, do líder do campeonato. Mas o tom épico que assolou os alvinegros evidencia a fraqueza técnica da equipe. Ontem, o Corinthians foi amplamente dominado no primeiro tempo e só não saiu em desvantagem por conta do excelente Felipe. No segundo, também foi melhor o Tricolor, que sofreu um gol o qual ainda não me convenci de ter sido regular (Fábio Ferreira parece impedido), em um lance de desatenção. Coisas do futebol.

Mas o melhor atleta do Corinthians foi o goleiro, o que mostra um pouco o que foi a partida. Vendo os passes, cruzamentos, finalizações do Timão durante os pouco mais de 90 minutos, comentei, antes do primeiro gol, que era uma ofensa ao bom futebol o Alvinegro vencer a partida. Restou sentir-me ofendido pelo ludopédio.

Mas nem a vitória tirou o Timão do fundo do poço. Ainda está na zona de rebaixamento. E é bom lembrar que, mesmo após a igualmente surpreendente vitória corintiana contra o Santos, a equipe teve um triunfo sobre o América (RN), de forma suada, em casa, e perdeu cinco seguidas. Ou seja, é muito bom colocar as barbas de molho.

Já quanto ao São Paulo, só um cataclisma lhe tira o título. Mesmo assim, há quem acredite. Falando ontem com seu Orlando, conhecido também como meu pai, ele questionou: "Se o Botafogo perdeu cinco seguidas, por que não o São Paulo?". Respondi candidamente: "por que o São Paulo é muito melhor que o Botafogo". E aí ele desenvolveu a seguinte tese: o Tricolor tem o melhor elenco, mas só 15 a 16 jogadores com o mesmo nível. Em duas competições simultâneas, suspensões, contusões e quetais podem fazer o time cair mais de rendimento. Isso, aliado ao destempero demonstrado pelo Muricy, pode abalar o outrora imbatível São Paulo.

Duvido da tese, mas é um alento para os secadores.

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Comparando com a situação da reta final da Fórmula-1: Hamilton equivale ao São Paulo, Alonso ao Cruzeiro e Haikonnen ao Santos. E Hamilton será campeão mesmo com um sustinho.

sexta-feira, outubro 05, 2007

A 30ª rodada do Brasileirão

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Palmeiras x Grêmio e Botafogo x Santos (ambos sábado, 18h10) são os principais jogos do fim de semana pelo Brasileiro, pra mim. Claro que me refiro à única coisa que vale na ponta de cima da tabela (a Libertadores), já que o clássico São Paulo x Corinthians só tem interesse pela rivalidade e pelo desespero corintiano em fugir da zona.

Num jogo que vale tanto em cima quanto embaixo, o Cruzeiro vai a Goiânia, onde pega um Goiás que eu acho candidato ao rebaixamento. Aparentemente em queda depois de duas derrotas em casa, para Figueirense e Santos, o “time de azul” pode confirmar a decadência ou pode reagir. Pra mim, jogo de empate, resultado que seria ótimo para Palmeiras e Santos, que na rodada seguinte farão um clássico interessante na Vila.

Num post sobre os próximos jogos do Atlético/MG, o Frédi demontrou um otimismo, digamos, perigoso diante de seu Galo contra o Sport, que é um time enjoado, perigoso e traiçoeiro. Uma zebra (será zebra?) pode pintar aí.

O eterno Fla-Flu deve balançar o Maracanã outra vez, depois do espetáculo de quinta-feira, do que já falou o Olavo abaixo. Mas, em termos de importância para o campeonato, o jogo vale menos ainda do que o clássico paulista.

Náutico x Juventude é decisivo. Os pernambucanos são favoritos, mas o Juventude sempre é chato quando joga fora. Quem ganhar alivia o desespero. Principalmente o Náutico, favorito em casa, que, vencendo, vai a 39 pontos e começa a respirar um pouco mais aliviado.

O Figueirense não pode tropeçar em casa contra o Paraná, pois só tem 4 pontos acima do primeiro entre os que hoje cairiam (justamente o Paraná, em 17°).

O Atlético/PR deve vencer o Vasco da Gama na Arena, despachando os cruzmaltinos talvez definitivamente do G4, além de desmentir futepoquenses que apostam muito em sua queda à série B, no que não acredito.

Pra quem não tiver muito o que fazer no fim de semana e quiser ficar especulando, seguem abaixo a tabela da próxima rodada e a classificação do Brasileiro (é só clicar).

CLASSIFICAÇÃO

TABELA (30ª RODADA)

Uma rodada diferenciada

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O fim da 29a rodada do Brasileirão foi inusitado nas duas pontas. Os bambis perderam e o América (RN) ganhou, algo impensável para qualquer Mãe Diná futepoquense.

Nos dois extremos, o resultado muda muito pouco para o campeonato. Como aquele time de azul perdeu para o Santos com gol na prorrogação, a diferença manteve-se em 12 pontos faltando 9 rodadas. Creio que nem Zezé Perrela acredita mais.

Lá embaixo parece que depois de rebaixado matematicamente o América resolveu jogar. Empatou com o Palmeiras e ganhou do Paraná, na quarta vitória em 29 jogos. Daí fica claro quanto o aspecto psicológico influi. Quando tudo perdido, joga-se sem pressão e os resultados vêm.

A coisa ainda está bem complicada na disputa da Libertadores e da degola do rebaixamento.

O Flamengo, que ninguém acreditava, nem eu, já está com 40 pontos. Pode na próxima rodada tornar-se o segundo melhor carioca e ultrapassar Vasco e Botafogo, que vêm caindo assustadoramente. Aliás, é difícil, mas nenhum dos dois está livre ainda do rebaixamento. Como o urubu ainda tem um jogo a menos, pode até ultrapassar o Fluminense, que parece não querer mais jogar, e acabar como o melhor carioca.

No rebaixamento, não é nada, não é nada mesmo, mas o Galo sair do rebaixamento nessa rodada é boníssima notícia. Até porque tinha pela frente um de seus jogos mais complicados, o Grêmio lá em Porto Alegre. Agora tem pela frente Sport (casa) e América RN (fora) para abrir um pouco. Se ganhar fica a seis sete pontos da salvação. Se não, lá vou eu torcer nas terças, sextas e sábados de novo.

Já o Curinthia permanece lá, na 18a posição, e precisa suar sangue no domingo para ganhar do sampaulo, senão ficará cada vez mais distante da salvação. Aliás, continua forte a campanha Fica, Nelsinho! Ainda mais agora que melhorou o retrospecto para uma derrota e um empate.

Mas, como me autodenominei editor de rebaixamento, lá vão minhas apostas dos que vão cair. América (óbvio), Juventude (quase lá). Sobram duas vagas para três times: Paraná, Goiás e Curinthia. Quem quiser que aposte em outros...