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segunda-feira, julho 02, 2007

Só Robinho salva

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Em dado momento do jogo entre Brasil e Chile éla segunda rodada da Copa América, a seleção tinha nada menos que quatro volantes em campo: Gilberto Silva, Mineiro, Julio Baptista e Josué. Nada mais representativo do futebol mostrado ontem. (É o Dunga fazendo corporativismo na seleção!)

O primeiro tempo foi uma chatice sem tamanho. Agradecimentos especiais ao zagueiro chileno que fez um pênalti desnecessário em Vágner Love. Robinho bateu fraco, o goleiro estava inteiro na bola, mas não conseguiu defender.

No segundo tempo, o futebol foi um pouco melhor, mas não por obra de Dunga, e sim da necessidade chilena de sair um pouco mais para o jogo. O anão substituiu Anderson por Júlio Baptista - não me perguntem por que Diego não entrou - e Elano, machucado, por Josué. Foi aí, com quatro volantes, mas nenhuma relação de causa e conseqüência, que o Brasil ampliou o marcador. Porque havia outro motivo para a melhora do jogo: Robinho.

O jogador já vinha bem em toda a partida. Pedalou no comecinho do jogo, correu, marcou, tentou criar, coitado. Na minha avaliação, ainda foi perseguido pela arbitragem, que inverteu quatro faltas em cima dele e não marcou uma claríssima na lateral da área, o que provocou reclamação e um cartão amarelo para o jogador.

Finalmente com mais espaço, em três minutos Robinho liquidou o jogo. Chamou a responsabilidade e apareceu como a estrela do time. Tomara que continue assim, porque embora a Copa América não empolgue, perder é sempre ruim.

Mas a melhor frase fica para o final. De Dunga, depois do jogo: "Temos um futebol ofensivo, de atletas com qualidade e que desequilibraram. A diferença hoje é que os gols saíram."

Futebol ofensivo é brincadeira.

quinta-feira, junho 28, 2007

Não foi tão mal assim, mas Fora Dunga!

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A seleção perdeu para o México, de novo. Segundo a reportagem da Globo, foi a primeira derrota por mais de uma gol de diferença. No entanto, não achei que o jogo foi tão trágico. Quer dizer, talvez essa palavra seja boa para descrever o que aconteceu segundo minha ótica.

O Brasil começou jogando bem, errando bem menos passes do que me acostumei a ver nos últimos tempos e com uma movimentaçaõ boa no meio campo, com Diego e, principalmente, Robinho. Elano participava um pouco menos, as estava lá pela direita. Mas se repetia um problema do time “titular”, com Kaká e Ronaldinho Gaúcho, e o atacante (Vágner Love) ficava isolado no tal do 4-2-3-1 do tio Dunga.

Nessa toada, tivemos gol mal anulado de Diego (em jogada tramada por ele, Robinho e Elano), bicicleta de Robinho e cabeçada raspando de Alex. Enfim, parecia que estava fácil.

Pouco antes do jogo eu e um amigo comentávamos que o México é um time esquisito. Eu vi alguns jogos deles nos últimos anos (não muitos) e nunca me pareceu que jogava bem. Sempre parece que não está fazendo nada. Tem uma marcação, tenta uns contra-ataques, mas nunca parece levar perigo de verdade. De repente, está 2 a 0 e ninguém sabe bem o que aconteceu.

Claro que essa visão pode ser mero fruto de minha incompetência como analista tático, mas foi isso que eu vi ontem. O México fez dois gols em duas jogadas isoladas e acabou o jogo deles. Foram lá para trás (com todo o direito) e seguraram a onda. Ainda teve bola na trave de Robinho, mais uma cabeçada de Alex (que joga muito) que o zagueiro tirou em cima da linha, chute de Anderson que o goleiro salvou, e aquela bola que o tal do Afonso pegou lindamente de primeira, mas foi em cima do goleiro.

Aliás, Anderson e Afonso entraram no segundo tempo no lugar de Diego e Elano, que foram considerados “inoperantes” pela crônica em geral. Discordo, especialmente em relação ao primeiro. Gosto do Diego. Ele se movimenta muito, está sempre perto da jogada, dando opções. Errou mais passes do que eu gostaria ontem, mas é ciosa que acontece.

Elano esteve um pouco mais sumido, mas isso pode ser por conta do esquema de Dunga, que o deixou numa espécie de ponta direita recuada, onde ou ficava isolado na ponta ou batia cabeça com Diego no meio. No segundo tempo, mais do que as alterações, mudou a organização do time em campo. Vágner Love ficou de segundo atacante, com Robinho e Anderson vindo de trás e armando. Funcionou melhor.

Anderson, aliás, jogou muito bem. Poderia entrar no lugar de Elano e fazer dupla no meio com Diego. Robinho vai para o ataque, jogando mais solto como no Santos. Afonso, que até que é bonzinho, vai pro banco e Love joga de centroavante, tabelando de perto com Robinho.

Sobre o atacante do Real, peço para um dos santistas escrever. Joga muita bola, o rapaz. No mais, por essa discordância tática, fora Dunga!

Brasil 0

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O México venceu na estréia por 2 a 0. Em cinco minutos, resolveram a fatura. O técnico brasileiro Dunga culpou o árbitro e prometeu classificação.

Sigo firme na campanha "Fora Dunga!"

Acho que essa vinheta vai cansar.

segunda-feira, junho 25, 2007

Palpites, palpites são

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Um dos meus primeiros posts no Futepoca, há um ano, comentava o motivo de minha falta de ânimo para torcer pela seleção brasileira. É fato: desde meados dos anos 80 que não vejo uma convocação ou escalação de time titular que me convença. No tal post, eu palpitava quais seriam meu convocados caso estivesse no lugar do (blah!) Parreira: uma mescla de alguns atletas do Santos de 2002/ 2003 com outros do São Paulo de 2005/ 2006, mais os craques indiscutíveis de sempre - Kaká, Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Alex (ex-Palmeiras e Cruzeiro) entre eles. Agora vejo que o Dunga, na Copa América, pretende armar o time com Alex (ex-Santos), Elano, Diego, Robinho, Mineiro e, talvez, Josué. Não acho uma heresia supor que Cicinho e Léo poderiam muito bem estar disputando vaga com Maicon e Gilberto. E vou além: será que Fábio Costa ou Rogério Ceni não poderiam figurar pelo menos no banco de reservas? Uma coisa é certa: para mim, Robinho e Elano (foto) seriam titulares de qualquer seleção possível ou imaginável. Mas visualizem um time com: Fábio Costa (ou Rogério Ceni); Cicinho, Juan, Alex e Léo; Josué, Mineiro, Elano e Diego; Robinho e Vágner Love. Não se trata de reunir "os melhores" ou mesmo "os craques" (como na última Copa), mas sim um "conjunto" mais coeso. Tá, tudo bem, não se pode prescindir do Kaká e do Ronaldinho entre os titulares. Mas eles tentaram pedir dispensa do torneio, não estão motivados. E a Copa América deveria priorizar quem está realmente afim de mostrar serviço. Será que a escalação sugerida seria tão ruim quanto parece? Não sei. Depois do time da última Copa, acho que nada pode ser considerado mais sofrível. Por fim, uma dúvida: se o meu raciocínio coincidiu com o do Dunga, sou tão tosco quanto ele ou também poderia assumir o comando da selecinha? Até cobraria menos, sem crise...

quinta-feira, junho 14, 2007

Começou de novo

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Um dia após a primeira partida da final da Libertadores, com o Campeonato Brasileiro em andamento e notícias importantes em outros esportes - como os preparativos para os Jogos Panamericanos e o Grande Prêmio de Indianápolis da Fórmula 1 - e o Sportv está gastando grande parte da sua programação matinal com a cobertura do treino da seleção para a Copa América.

E o que é essa "cobertura"? É uma sequência chata e repetitiva de atividades físicas, bola pra um lado, bola pro outro, e rigorosamente nada que interesse ao telespectador - até porque os comentaristas não aproveitam a oportunidade para tentar caçar informações do treino, e sim ficam repetindo chavões sobre o time de Dunga.

Inevitavelmente vêm as lembranças da época da preparação para a Copa da Alemanha, quando o mesmo Sportv passava horas, horas e horas de rodas de bobinho e abria mão de fazer uma cobertura mais inteligente do esporte como um todo.

Lamentável.

P.S.: a foto, como vocês podem desconfiar, não tem nada a ver com o post. É que eu queria uma imagem das rodas de bobinho da época da Copa e, ao digitar "roda de bobinho" no Google, veio essa foto. Fica como ilustração.

quarta-feira, junho 06, 2007

Liste suas reclamações

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Eis a lista dos 22 convocados por Dunga para a disputa da Copa América.

Eu fiquei particularmente insatisfeita com a convocação do Josué - e do Alex Silva também, vai. Tudo que o São Paulo não precisava agora era perder seu volante por umas tantas rodadas do Brasileiro. Os santistas também devem estar loucos pro ficar sem Kléber e Zé Roberto.

Quem mais quer reclamar?


GOLEIROS
Helton (Porto-POR)
Doni (Roma-ITA)

LATERAIS
Maicon (Internazionale-ITA)
Daniel Alves (Sevilla-ESP)
Gilberto (Hertha Berlim-ALE)
Kleber (Santos)

ZAGUEIROS
Juan (Bayer Leverkusen-ALE)
Naldo (Werder Bremen-ALE)
Alex (PSV Eindhoven-HOL)
Alex Silva (São Paulo)

MEIO-CAMPO
Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Mineiro (Hertha Berlim-ALE)
Josué (São Paulo)
Fernando (Bordeaux-FRA)
Elano (Shakhtar Donetsk-UCR)
Diego (Werder Bremen-ALE)
Zé Roberto (Santos)
Anderson (Manchester United-ING)

ATACANTES
Fred (Lyon-FRA)
Robinho (Real Madrid-ESP)
Vágner Love (CSKA Moscou-RUS)
Afonso (Heerenveen-HOL)

segunda-feira, maio 28, 2007

Dunga só irrita

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Foi-se o tempo em que o torcedor de clube ficava orgulhoso por ter um atleta do seu time convocado pra seleção brasileira. Hoje, quando o técnico canarinho escala um jogador, a grita é geral. Se é time europeu, pede liberação, alegando que gasta muito pra manter o jogador e exige sua presença até em amistosos (que lhe dão retorno financeiro). Já no infindável calendário do futebol brasileiro, qualquer convocação atrapalha uma equipe que, qualquer que seja, em boa parte do ano, deve estar disputando dois campeonatos diferentes.

Como torcedor, não gostei quando vi Zé Roberto e Kléber na tal lista - ou melhor, pré-lista - para a Copa América. Acho também que a maioria dos sãopaulinos não gostou de ver o Pirulito (opa) e o Josué na relação. Talvez a convocação do goleiro Diego, do Atlético-MG (convocado bem no momento em que estaria sendo negociado com a Lazio... oportuno, não?); o zagueiro Thiago Silva, do Fluminense e o meia-atacante Carlos Eduardo, revelação do Grêmio, tenham servido para fazer troça sobre os rivais locais, mas ainda assim não é nada que empolgue, já que amanhã todos podem estar fora de seus times.

Então, pra que seleção? Enquanto procuramos respostas, segue abaixo a lista do treinador:

Goleiros

Diego (Atlético-MG)
Doni (Roma-ITA)
Helton (Porto-POR)

Defensores

Alex Silva (São Paulo)
Alex (PSV-HOL)
Cicinho (Real Madrid-ESP)
Daniel Alves (Sevilla-ESP)
Edmílson (Barcelona-ESP)
Edu Dracena (Fenerbahce-TUR)
Gilberto (Hertha Berlin-ALE)
Juan (Bayer Leverkusen-ALE)
Kleber (Santos)
Maicon (Inter de Milão-ITA)
Marcelo (Real Madrid-ESP)
Naldo (Werder Bremen-ALE)
Tiago Silva (Fluminense)

Meio-campistas

Anderson (Porto-POR)
Diego (Werder Bremen-ALE)
Elano (Shakhtar Donetsk-UCR)
Fernando (Bordeaux-FRA)
Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Josué (São Paulo)
Julio Baptista (Arsenal-ING)
Lincoln (Schalke 04-ALE)
Mineiro (Hertha Berlin-ALE)
Morais (Vasco da Gama)
Zé Roberto (Santos)

Atacantes

Afonso (Heerenveen-HOL)
Carlos Eduardo (Grêmio)
Fred (Lyon-FRA)
Jô (CSKA Moscou-RUS)
Rafael Sobis (Real Betis-ESP)
Robinho (Real Madrid-ESP)
Vagner Love (CSKA Moscou-RUS)

quinta-feira, maio 17, 2007

Jô, quem diria, está na seleção

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Vai a convocação do maestro Dunga para os amistosos da seleção canarinho em junho, contra Inglaterra (dia 1º) e Turquia (dia 5). O homem não seguiu a orientação do Olavo e convocou os mercenários e arrogantes Kaká e Ronaldinho Gaúcho.

Mas as surpresas são outras. Dunga desencavou um tal de Afonso, atacante do time holandês Heerenveen. Segundo o Uol, o rapaz é o artilheiro da temporada na Europa, de acordo com números oficiais da Uefa. Seilá do futebol do moço, mas a situação me lembra as convocaçõs do craque (sic) Élber.

Outra grande surpresa, principalmente para mim que vi o rapaz jogar no meu time, é a convocação de Jô, colega de Vagner Love (também convocado) no time russo CSKA. Dizem que ele é artilheiro do time, ta jogando um bolão, coisa e tal. Mas nunca imaginei que chegaríamos a vê-lo na Seleção. Quer dizer, o rapaz é novo e ainda pode virar um bom jogador. Fiquei curioso para saber como ele está se saindo.

Outra novidade também passou pelo meu Corinthians: o goleiro Doni, que anda pegando muito na Roma, segundo relatos. Não me surpreende tanto, já que o nome dele já tinha sido levantado aqui mesmo neste fórum.

Um que não estaria na minha lista é o Alex Silva, do São Paulo, simplesmente porque não gosto.

De resto, sem grandes sobressaltos. Mas a convocação de Alex Silva e Josué devem ter deixado o Marcão feliz da vida.

GOLEIROS - Doni (Roma-ITA) e Helton (Porto-POR)

LATERAIS - Daniel Alves (Sevilla-ESP), Maicon (Internazionale-ITA), Gilberto (Hertha Berlim-ALE) e Marcelo (Real Madrid-ESP)

ZAGUEIROS - Juan (Bayer Leverkusen-ALE), Alex (PSV Eindhoven-HOL), Alex Silva (São Paulo) e Naldo (Werder Bremen-ALE)

MEIO-CAMPISTAS - Edmílson (Barcelona-ESP), Gilberto Silva (Arsenal-ING), Mineiro (Hertha Berlim-ALE), Josué (São Paulo), Elano (Shakhtar Donetsk-UCR), Kaká (Milan-ITA), Ronaldinho (Barcelona-ESP) e Diego (Werder Bremen-ALE)

ATACANTES - Robinho (Real Madrid-ESP), Vágner Love (CSKA-RUS), Jô (CSKA-RUS) e Afonso (Heerenveen-HOL)

segunda-feira, março 26, 2007

Robbie Williams na seleção de Dunga

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Philippe Huber, suíço dono da empresa Kentaro, que cuida da organização dos amistosos do Brasil, diz que o time de Dunga "é formado por 11 Robbie Williams."

O cantor a quem o empresário se refere é o britânico da foto, ex-Take That. Os 11 suplentes foram esquecidos, a despeito do fato de apenas três atuarem no Brasil (Josué, Ilsinho e Kléber).

A preocupação ocorre após ataques de hooligans, cuja ação seria, no Brasil, atribuída a torcidas organizadas, ao ônibus da delegação brasileira (uma pedra no vidro e ganchos de ferro (?) atirados no gramado durante um treino). Por isso, foram escalados 400 seguranças para proteger os brasileiros, o que explica a comparação pra lá de duvidosa. O contingente equivale a um terço do número de agentes das polícias Civil e Militar empregados na segurança do presidente norte-americano George W. Bush, em sua visita a São Paulo, no início do mês.

O tal do Huber é quem garante as partidas da seleção canarinho em território europeu, seja na Inglaterra, na Suíça ou na Suécia. Tudo pra facilitar a organização. Os direitos de transmissão do campeonato suíço e da seleção do país vermelho e branco são da Kentaro.

O sujeito robou a cena ao supostamente chamar os torcedores suécos de idiotas por causa dos "atentados". "Disse que foram alguns idiotas", explicou neutramente o suíço. "Eles (jornais) é que generalizaram", propalou. As informações estão na Folha On Line.

É curioso como a CBF escolhe bem seus parceiros.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Bonita camisa, Dunga

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A camisa de dunga chamou mais atenção internacional do que o futebol de sua equipe. Segundo reportagem do Terra, diversos veículos estrangeiros comentaram a, digamos, ousada indumentária do técnico. O jornalista Napoleon Fernandez, do jornal espanhol El Pais, considerou Dunga "ridículo". "Parecia que ele queria chamar a atenção. Porque, na verdade, os jogadores são os protagonistas. Mas ele queria ser o centro", disse o repórter. O inglês Duncan Castles, do Sunday Time e do A Bola, ironizou: "Eu acho que ele pensa que vai para uma balada dos anos 80. Eu não sei se é hoje (ontem) à noite, mas ele deve achar que é".
Mas os campeões, sem dúvida, foram nossos irmãos e vizinhos do diário argentino Olé. Em sua capa, foto do treinador e a chamada: "Sem Camisinha". Segundo o jornal, o Brasil passou vergonha, pelo 2 a 0 diante Portugal e pela camisa de Dunga.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Fora Dunga!

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Foto: CBFNews
É precipitado, sem dúvida. Mas quero registrar o pioneirismo no movimento Fora Dunga. Depois da derrota da Seleção Brasileira para a de Portugal, até o Falcão, comentarista da Rede Globo, percebeu que o escrete canarinho só tinha enfrentado times fracos até agora. Contra uma equipe organizada, não deu outra: derrota.

Foi 2 a 0 para os lusitanos. Fosse torneio início, as oito finalizações de Portugal no segundo tempo contra nenhuma do time de Dunga teriam contado mais. Num jogo amistoso, mostra que o time não entrou em campo. Dunga achou que o problema foi dar espaço para os contra-ataques. Isso porque sua seleção nem chutou na segunda etapa.

Fora Dunga!

terça-feira, outubro 31, 2006

A surpresa de Dunga

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Como já virou praxe em toda convocação da seleção brasielira, a de ontem anunciada pelo técnico Dunga trouxe algumas surpresas. Ele trouxe de volta Ricardo Oliveira, Diego e o goleiro Juio César, chamando também pela primeira vez o volante Fernando, ex--Juventude, de 25 anos, e que está no Bordeaux, da França. O meia defensivo foi uma indicação do atual treinador da equipe francesa, Ricardo Gomes.
Mas a maior surpresa foi a convocação do único atleta que joga no Brasil. O lateral Carlinhos, de 19 anos, reserva no Santos, é um ilustre desconhecido para a maior parte da torcida. Vi algumas partidas na Vila Belmiro em que ele atuou e sua entrada tem se tornado freqüente nos jogos do time. Invariavelmente, o jovem entra no segundo tempo como uma alteração tática de Vanderlei Luxemburgo. Ou entra no lugar de um dos três zagueiros dando mais ofensividade à equipe e ou entra no lugar de um dos meias. Em ambas as situações, Kléber é deslocado para o meio de campo, exercendo uma função mais ou menos ofensiva de acordo com o andamento da partida.
Carlinhos passou pelas categorias de base da seleção, tendo sido campeão com a seleção sub-20 da 6ª Copa Internacional do Mediterrâneo, disputada em Barcelona, no primeiro semestre. Tem como forte o arranque em diagonal, levando perigo ao gol adversário e chegando a marcar alguns gols, como o anotado na vitória contra o São Paulo, em partida recheada de reservas de ambos os lados válida pelo Brasileiro de 2005. Seu cruzamento também é um fundamento que vem sendo aprimorado, embora esteja longe dqa qualidade do titular Kléber, que vive ótima fase.
No entanto, assistindo aos jogos na Vila, confesso que muitas vezes fiquei temeroso com a entrada do garoto. Seu senso de cobertura não é dos melhores e várias brechas são econtradas pelo adversário em seu lado. Se ele entra no lugar de um dos três zagueiros, o temor é ainda maior.
Mas por que Dunga teria convocado um reserva? Ao que parece, ele está testando, a cada convocação, jogadores que podem atuar no Pré-Olímpico. Além disso, a lateral esquerda, repleta de bons jogadores em um passado recente, vive uma escassez de novos valores. No Brasil, Júnior, do São Paulo, tem 33 anos, e, fora, Roberto Carlos parece aposentado da seleção, Serginho também já tem 35 e Léo, do Benfica, tem 31 anos. Vendo por essa ótica, a estranha convocação, que surpreendeu o próprio lateral que achou se tratar de um trote, faz sentido.