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quarta-feira, maio 14, 2008

Só faltou o Botafogo. Será?

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Em sua carreira, Pelé disputou algumas partidas por times cariocas. A primeira vez ocorreu em junho de 1957, no chamado Torneio Internacional do Morumbi, uma competição amistosa para celebrar a construção do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, com jogos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Vasco e Santos decidiram atuar como um combinado, jogando com a camisa dos cariocas no Rio e dos alvinegros praianos na capital paulista (na foto acima, em treino com o uniforme vascaíno, Álvaro, Pelé e Jair Rosa Pinto). Pelé fez três jogos com a camisa do Vasco (dois deles, os primeiros confrontos internacionais de sua carreira), nos dias 19, 22 e 26, contra o português Belenenses, o iuguslavo Dínamo Zagreb e o Flamengo. Marcou simplesmente cinco gols. E ainda faria mais um, com a camisa do Santos, contra o São Paulo.

Mais de duas décadas depois, em abril de 1978, o Fluminense fazia uma excursão pela Nigéria. Por coincidência, Pelé também estava naquele país, trabalhando na promoção de uma marca de eletrodomésticos. No dia 26, o tricolor carioca enfrentaria o Racca Rovers, em Kaduna. As autoridades nigerianas convidaram e Pelé aceitou dar o chute inicial da partida. Seria apenas isso, mas as rádios nigerianas, por confusão, ou tentando forçar uma situação, passaram a divulgar que o Rei jogaria. Sem saída, Pelé jogou (à direita, perfilado com o time carioca) . O Fluminense venceu por 2 a 1, com gols de Marinho Chagas e Gilson Gênio.

Um ano mais tarde, em 6 de abril de 1979, Pelé vestiu a camisa do Flamengo no Maracanã (abaixo, nos vestiários, o Rei com Nelson e Cláudio Adão). O Flamengo enfrentou o Atlético Mineiro, em jogo beneficente às vitimas das enchentes de Minas Gerais. Compareceram 139.953 pagantes. Os cariocas golearam por 5 a 1, com três gols de Zico e outros de Luizinho e Cláudio Adão (Marcelo diminuiu). Um dos gols do Galinho de Quintino foi de pênalti. A torcida pediu para que Pelé batesse, mas ele declinou.

Portanto, dos grandes clubes do Rio, Pelé só não jogou pelo Botafogo. Porém, no período entre as Copas de 1958 e 1962, o santista jogou diversas vezes com vários botafoguenses na seleção brasileira. Um exemplo é a linha de ataque da foto abaixo: Garrincha, Pelé, Paulo Valentim, Didi e Zagallo. Só o Rei não jogava pelo time da estrela solitária.

sexta-feira, maio 09, 2008

Santos garante vaga nas quartas-de-final

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O Santos, que para muitos cronistas boleiros não era favorito para superar o Cúcuta, repetiu o resultado que havia conseguido na Vila Belmiro. Com gols de Kléber Pereira e Lima, a equipe não encontrou dificuldades para superar o clube colombiano em sua casa.

Já havia sido escrito aqui que o Cúcuta teria que sair de suas características defensivas, de quem joga com duas linhas de quatro atrás, para tentar vencer o jogo por dois gols de diferença. Tentou e deu espaços para o Santos, que foi novamente aplicado na marcação, com Adriano anulando o camisa dez Macnelly Torres e Betão pegando o atacante Urbano.

Além de marcar firme no meio, o Peixe chegava com rapidez ao ataque, com Molina armando o jogo, mais solto. Aos 12 minutos, já tinha criado três oportunidades de gol e dominou todo o primeiro tempo até abrir o placar com Kléber Pereira aos 40.

Com a vantagem de poder tomar três gols, o Peixe deu o tiro de misericórdia
aos 7 do segundo tempo, com o recém-contratado Lima (ex-Paraná em 2007 e destaque do Juventus no primeiro semestre), que já havia marcado em sua estréia na partida de ida. A partir dali, o jogo ficou nos pés peixeiros que, mesmo assim, manteve a concentração e a pegada. Após os 30 minutos da segunda etapa, a partida praticamente acabou, com um Cúcuta entregue e o Alvinegro perdendo inúmeras chances de gols seguidas.

Uma classificação inesperadamente tranqüila. A opinião de Kléber Pereira ao fim do jogo explica: "Foi fácil porque fizemos ficar fácil. O Cúcuta tentou jogar, mas nossa equipe correu muito mais e mereceu o resultado". É assim esse Santos nada brilhante mas que, junto do São Paulo, parece ser o time brasileiro com mais cara de Libertadores em 2008.

As quartas

E assim ficaram as quartas-de-final do torneio continental, após a outra partida de ontem em que o San Lorenzo, com dois jogadores a menos, empatou em 2 a 2 com o River Plate em pleno Monumental de Nuñez e assegurou um lugar nas quartas. Como em 2007, cinco segundos colocados avançaram contra três primeiros na fase de grupos. A tabela dos confrontos:

Boca Juniors (ARG) X Atlas (MEX)
São Paulo X Fluminense
San Lorenzo (ARG) X LDU (EQU)
América (MEX) X Santos

O cruzamento normal das semis seria entre o vitorioso do clássico triolocor contra o vencedor de Boca e Atlas. Mas, caso o Santos se classifique, os brasileiros terão que jogar contra si já na semifinal, como no ano passado, para evitar uma final com equipes do mesmo país.

Depois de Flamengo e River Plate, alguém tem coragem de arriscar palpites para as quartas?

quinta-feira, maio 08, 2008

Confronto pó-de-arroz na Libertadores

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O duelo que quase aconteceu nas oitavas - caso o tricolor paulista tivesse terminado a fase anterior em segundo lugar em seu grupo - se confirma agora: São Paulo e Fluminense farão o confronto brasileiro nas quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Pela melhor campanha até aqui, os cariocas têm a vantagem de fazer a segunda partida no Maracanã. É a primeira vez que o clube chega tão longe na competição. Nunca, antes, havia chegado sequer às oitavas-de-final. A prioridade para a Libertadores ficou clara no (sofrível) Campeonato Carioca, em que o Fluminense não disputou o título e nem mesmo as finais do primeiro turno (Taça Guanabara) e do segundo (Taça Rio).

Nem ao Brasileirão o time está dando pelota: para a estréia neste final de semana, contra o Atlético-MG, no Mineirão, foram escalados apenas reservas. O técnico Renato Gaúcho vai poupar Conca, Thiago Neves, Dodô e Washington para tentar superar o São Paulo já na primeira partida das quartas-de-final da Libertadores, na próxima quarta-feira. Pelos lados do Morumbi, o maior trunfo vem sendo o artilheiro Adriano. Ele participou de 42% de todos os gols do tricolor paulista no ano, com assistências e marcando 15 vezes. Como ressalta Paulo Vinicius Coelho em sua coluna de hoje no Lance!, as estatísticas provam que, apesar da importância de Jorge Wagner, quem pode desequilibrar é mesmo o camisa 10. Porém, a instabilidade nas laterais e no meio-campo pode ser fatal para as pretensões são-paulinas. O time vence (às vezes), mas nunca convence.

De qualquer forma, São Paulo e Fluminense prometem boas partidas. Admiro Renato Gaúcho como técnico tanto quanto Muricy. Vai ser um duelo tático interessante, mas, como todo jogo eliminatório de Libertadores, com forte marcação, catimba, tensão, faltas duras etc. E quem passar ainda poderá encarar o Santos, nas semifinais, e o Boca Juniors na decisão. Só pedreira...

Maracanazo

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globo.com

E o Flamengo me fez queimar a língua. Depois da vitória fora de casa sobre o América do México por 4 a 2, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, eu escrevi (perdão pelo personalismo) que a possibilidade do rubro-negro perder a vaga era a mesma do Atlético-MG ganhar do Cruzeiro na final do estadual. Afinal, o clima era perfeito: Maracanã lotado, jogo de despedida do idolatrado Papai Joel, possibilidade de perder por 2 a 0 e ainda assim classificar.

????
Mas não é que o time conseguiu a façanha de ser eliminado? (Só faltou ser contra um time uruguaio para completar o clima de Maracanazo). Não vi o jogo, óbvio, mas não dá para pensar em outra possibilidade que não uma afinada geral. Que time faz 4 fora de casa e nem umzinho na volta? Ou seria a presença do Caio Jr. que inspirou o pessoal a fazer como o Goiás na Copa do Brasil? Ou foi salto alto? Os torcedores não quiseram saber e apedrejaram o ônibus da delegação na saída do estádio.

O fato é que o time, favorito, caiu, e o pessoal do Rio deve estar se perguntando até agora o que foi que aconteceu. (Para isso, leia o pessoal do parceiro BláBláGol)
globo.com
Nos outros jogos, aconteceu o previsto. Apesar de ter uma esperançazinha no Cruzeiro, o Boca era favorito e mostrou isso no Mineirão. Venceu por 2 a 1, mesmo placar do jogo de ida, e eliminou a Raposa. Foi justo, fazer o que?
Rubens Chiri/SPFC
Já o São Paulo sofreu um pouco, mas jogou o suficiente para passar do Nacional do Uruguai, por 2 a 0. Adriano marcou o primeiro e Dagoberto, já no final do segundo tempo, desencantou e fechou o jogo. O que me deixou feliz é ver que a defesa está cada vez mais parecida com a do Campeonato Brasileiro do ano passado. Assim, o Tricolor tem alguma chance contra o Fluminense, que já havia despachado o Atlético Nacional na terça. Vai ser um baita confronto!

sexta-feira, maio 02, 2008

Brasileiros bem na Libertadores

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crédito: Cruzeiro/divulgação

Os jogos de ida das oitavas-de-final da Libertadores foram, em grande medida, positivos para os brasileiros. Dos quatro times que decidem em casa, apenas o Cruzeiro perdeu - foi à Bambonera e tomou um baile do Boca. Mas o placar de 2 a 1 não refletiu o que foi o jogo, para sorte dos cruzeirenses, que se ganharem por um mísero 1x0 aqui estarão classificados para a próxima fase. Difícil, mas não é tão improvável assim - anos passado, o São Paulo eliminou o Boca - sem Riquelme, ok - da Copa Sulamericana exatamente desse jeito.

crédito: AFP

O Flamengo foi ao México e trouxe a vaga. A possibilidade do América fazer no Maracanã placar para reverter os 4 a 2 que tomou em casa é quase a mesma do Atlético-MG ganhar o Campeonato Mineiro, ou seja, quase nula.

crédito: Bruno Lousada - O Estado de S. Paulo



O Fluminense também foi bem. Venceu o Atlético Nacional na Colômbia por 2 a 1. A vantagem não é tão expressiva quanto a do Flamengo, mas deverá ser mais um brasileiro a avançar para as quartas.

crédito: Ivan Franco/EFE

Já o São Paulo foi ao Uruguai e não passou de um empate sem gols com o Nacional. Menos mal que o time melhorou de produção, não tomou sufoco e mostrou um desempenho defensivo superior ao que teve até agora na temporada. É o que pode fazer o tricolor avançar nesse campeonato, que lá na frente as coisas estão bem difíceis. Dessa fase também deve passar.

A trajetória do Santos, já mostrada no post abaixo, mostra que a chance de 4 brasileiros avançarem é grande. Se isso acontecer, dois confrontos das quartas serão entre times do Brasil. (São Paulo x Fluminense e Santos x Flamengo).

quinta-feira, abril 24, 2008

Definidas as oitavas-de-final da Libertadores

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Com o final da última partida da primeira fase da Libertadores, entre São Paulo e Atlético Nacional da Colômbia, foram definidos os confrontos que marcarão o início do mata-mata no torneio continental. Com a vitória do Tricolor, assegurada por Alex Silva (foto), não haverá agora nenhum jogo entre times brasileiros. Caso o árbitro da partida não tivesse anulado o gol legítimo do rival do clube do Morumbi e a partida terminasse empatada, teríamos um Flamengo e São Paulo logo de saída. Confira a tabela abaixo:

Jogo A - Fluminense X Nacional (COL)
Jogo B - Flamengo X América (MEX)
Jogo C - River Plate (ARG) X San Lorenzo (ARG)
Jogo D - Atlas (MEX) X Lánus (ARG)
Jogo E - Cruzeiro X Boca Juniors (ARG)
Jogo F - Estudiantes (ARG) X LDU (EQU)
Jogo G - Cúcuta (COL) X Santos
Jogo H - São Paulo X Nacional (URU)

A tabela foi elaborada de forma que evite o cruzamento dos melhores da primeira fase (ou de quem os eliminar) até as semifinais. Ou seja, o vencedor de A pega o de H, o B o de G e assim por diante. Mas, se dois times do mesmo país chegarem às semifinais, eles terão necessariamente que se enfrentar. E a chance disso ocorrer com Brasil (que tem cinco times entre os 16) e com a Argentina (cinco times também) é grande. Inclusive pode haver uma semifinal entre brasileiros e outra entre argentinos.

A partida mais interessante das oitavas, pelo menos para os brasileiros, é Cruzeiro e Boca Juniors, atual campeão e sempre candidato à taça. A equipe mineira decide o confonto em casa, embora isso não tenha sido uma grande vantagem na última edição. Dos oito classificados para as quartas, apenas três times que jogavam a segunda partida em casa avançaram em 2007.

O diário argentino Olé define a partida entre River (líder do Clausura) e San Lorenzo (três pontos atrás do time de La Plata) como "duelo de titãs". Já o blogue Muy Boca destaca o atacante Marcelo Moreno e alerta que, das quatro ocasiões que o time celeste foi ao Mineirão, perdeu três e empatou uma. Entre os comentários do site, muito respeito em relação ao clube das Alterosas.

Caso os times brasileiros sejam bem sucedidos em seus confrontos, duas quartas-de-final serão tupiniquins: o clássico tricolor Fluminense e São Paulo e um revival da final do Brasileiro de 1983, Flamengo e Santos. Claro que precisa combinar com os adversários das oitavas antes, mas que seria excelente pros de cá, seria...

domingo, abril 20, 2008

Enquanto isso, no Rio: Botafogo ganha com dois a menos

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No Rio, deu a Estrela Solitária diante do Fluminense. O gol da classificação saiu aos 40 do segundo tempo, dos pés de Renato Silva, que estreou no futebol sob o comando de Cuca no Goiás, depois de ser desprezado pelo tricolor carioca. A matéria tá pronta. O alvinegro terminou com dois a menos, mas a segunda expulsão, de Jorge Henrique, aconteceu aos 48 da segunda etapa.

A final do estadual, contra o Flamengo, repete a decisão de 2007, quando o rubro-negro levou a melhor. Neste ano, as duas partidas são no Maracanã, nos domingos 27 de abril e 4 de maio.

sexta-feira, abril 11, 2008

Apenas os paulistas balançam na Libertadores

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O final da quinta rodada na primeira fase da Libertadores deixou três clubes brasileiros já classificados. Cruzeiro, Flamengo e Fluminense agora se preocupam em assegurar uma melhor posição entre os primeiros colocados dos grupos, o que garante a vantagem de jogar a segunda partida em casa.

O time mineiro é por enquanto o de melhor campanha no torneio, com 11 pontos, mas vai enfrentar a altitude na última partida contra o Real Potosí. Ainda assim, tem tudo pra vencer, conquistando o direito de pegar nas oitavas o segundo colocado com menor pontuação. O que, a bem da verdade, é algo lotérico, já que esse posto pode ser ocupado, por exemplo, pelo Boca Juniors, que não vai conseguir avançar para a fase seguinte sem uma vitória por no mínimo dois gols de diferença sobre o União Maracaibo, em casa. A depender do resultado da partida entre Atlas e Colo Colo, será obrigado até a fazer mais que isso.

Já os cariocas decidem seus destinos em casa. Vantagem para o Flamengo, que vai pegar o fraquíssimo Coronel Bolognesi no Maracanã, o que deve lhe garantir o primeiro lugar do grupo. Já o Fluminense enfrenta a LDU que, assim como o Fluminense, tem dez pontos, embora com saldo de gols pior. Um empate deixa o time de Renato Gaúcho na liderança, mas a vitória pode até fazer com que ele seja o melhor clube da primeira fase.

São Paulo e Santos

As derrotas fora de casa, se não tiraram São Paulo e Santos da zona de classificação de seus respectivos grupos, jogaram pressão sobre os times que jogam em seus estádios sua sorte na Libertadores.

O São Paulo ainda tem chances de ser o primeiro colocado do grupo, bastando vencer o Atlético de Medellin no Morumbi. Mesmo o empate pode classificar o Tricolor, só que na segunda posição, desde que o Audax Italiano não vença o já desclassificado Sportivo Luqueño no Paraguai. A questão é se o time de Muricy vai conseguir embalar no torneio. Ontem, voltou a demonstrar o futebol sem sal que o caracteriza na temporada, emplacou alguns contra-ataques no segundo tempo, Adriano perdeu um gol incrível, mas a defesa entregou. Em especial, André Dias, o lento zagueiro que não me acostumo a ver como titular em um time como o São Paulo.

Já o Santos fez um dos piores primeiros tempos de sua história recente contra o Chivas, em Guadalajara. O esquema de três zagueiros de Leão, aliado a atuações tenebrosas de jogadores como Dênis, por pouco não fizeram a equipe tomar uma goleada antes do intervalo. 2 a 1 ficou barato e na segunda etapa o Chivas fez de tudo pra entregar a partida, mas o Alvinegro não aceitou. Agora, o time tem que vencer o Cúcuta na Vila Belmiro, embora também possa se classificar até com derrota, desde que o Chivas não vença o San José, nos 3.700 metros de Oruro.

As campanhas contrastantes dos paulistas com os demais brasileiros pode forçar um confronto verde-amarelo já nas oitavas de final. O Santos, sem possibilidade de ser primeiro do seu grupo, é um forte candidato a topar Cruzeiro, Flamengo ou Fluminense, podendo até mesmo cruzar o São Paulo, se este ficar em primeiro. Se o Tricolor paulista ficar em segundo, até dois cruzamentos entre brasileiros pode acontecer.

E fica a questão pros palpiteiros de plantão: qual brasileiro vai mais longe na Libertadores?

quinta-feira, abril 03, 2008

Vitórias fácil, média e difícil

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Primeiro a fácil. Palmeiras venceu por 5 a 1 o Central de Pernambuco pela Copa do Brasil e assegurou vaga na próxima fase da competição sem necessidade de partida de volta. Martinez entrou bem, Kléber, suspenso no Paulista, voltou com gol e se repetem as conclusões fáceis: o Verdão tem um bom elenco e está rendendo bem. Está acertado dentro de campo, eu arriscaria. O risco está em enfrentar outro time montado para parar o esquema de Luxemburgo. No papel, é para essas emergências que serve o elenco, para dar opções.

Segundo, a média. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, Thiago Neves cobrou duas faltas para os dois gols do Fluminense na vitória sobre o Libertad do Paraguai. Está na segunda fase. Além do meia que chegou a se envolver em um rolo de pré-contrato com o Palmeiras, o tricolor das Laranjeiras tem ainda o meia argentino Conca que, segundo o Tostão, joga mais do que é notado.

Por fim, a difícil. Gol aos 49 do segundo tempo em um chuverinho de Jorge Wagner para um gol de Adriano. Vitória simples sobre o Sportivo Luqueño. Se colocar dois para marcar essas bolas alçadas à área, metade das jogadas de gol acabam?

Outras vitórias
Grêmio e Botafogo perderam na Copa do Brasil nos jogos fora de casa. Vão ter que tentar reverter em casa. Venceram River do Piauí e Atlético de Goiás. Roger, ex-Adriane Galisteu, ex-chinelinho, fez o de honra dos gaúcho. O Náutico (PE) bateu o Juventus por 3 a 0 e se classificou na partida de volta. O Moleque Travesso havia vencido na rua Javari por 2 a 0. A Lusa bateu o Volta Redonda por 2 a 0.

Muito mais legal do que a Copa dos Campeões.

terça-feira, março 25, 2008

Fluminense e Bragantino condenados por virada de mesa

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Uma decisão de primeira instância proferida pelo juiz Wilson Marcelo Kozlowski Junior, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro fez pelo menos "meia-justiça" a um dos capítulos mais vergonhosos da história do futebol tupiniquim. Ele condenou o Fluminense, o Bragantino e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao pagamento de reparação moral no valor de 2% da receita arrecadada no Campeonato Brasileiro de 1996, por conta do não-rebaixamento dos dois clubes à Série B de 1997.

A sentença se refere a uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e, de acordo com ela, a virada de mesa atenta contra um patrimônio cultural do país: o futebol. "Não há como fugir ao truísmo de se referir ao nosso país como o país do futebol , sendo o único a conseguir ser pentacampeão mundial dentre os profissionais masculinos e a possuir a 'tríplice coroa' , além de contar com o atleta do século - Pelé", diz a sentença, que continua mais à frente. "Desta feita, a violação ao correto desenvolvimento do futebol é uma ofensa direta ao patrimônio cultural brasileiro, verdadeiro patrimônio dos que não possuem patrimônio".

Para comprovar o dano real, o juiz relembra inclusive a festa com champanhe feita por dirigentes do Fluminense após o "rearranjo". Diz a sentença: “Bem se sabe o sentimento de dor, vexame e humilhação que inundou e inunda o coração daquela parcela da população que passou a experimentar as maiores pilhérias e até hoje é lembrado dos dissabores advindos da decisão contrastada, tal qual um filme de terror sem fim em que o clímax ocorre com a cena do estouro da ‘champanhe da virada de mesa’”, relata.

Contudo, Koslowski não declarou nula a manutenção do Bragantino e do Fluminense na primeira divisão de 1997, negando também a declaração de ineficácia dos jogos que tenham participado, como pedia o Ministério Público. "Há, aqui, o surgimento do chamado fato consumado, dado que se passaram bem mais do que dez anos do campeonato fustigado, não havendo razão jurídica ou fática que suportasse a insegurança trazida com o desfazimento dos atos derivados do campeonato de 1996".

A íntegra da decisão pode ser lida aqui. À decisão, cabe recurso.

quinta-feira, março 06, 2008

Não é para qualquer um

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É obrigatório aqui o registro da goleada acachapante que o Fluminense aplicou no Arsenal, da Argentina, com show de Dodô. O placar de 6 a 0 é difícil até contra times pequenos, em campeonato estadual. Na Libertadores, é um feito. Não assisti ao jogo, claro, nem os melhores momentos, mas taí um placar que não tem como não refletir o que foi o jogo: domínio do começo ao fim. E o Arsenal não é qualquer time, foi campeão da Copa Sul americana do ano passado.

Não sei nada sobre esse time (deixo a análise para o pessoal do Blá Blá Gol). Mas pode ser que saia coisa boa das Laranjeiras.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Diego Cavalieri, Arouca, negócios e futebol

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Segunda-feira ouvi (não lembro se na ESPN-Br ou na Sportv) que o Palmeiras e o Fluminense estariam interessados na troca de Arouca por Diego Cavalieri. Não sei se o negócio se concretiza. Mas matéria da Agência Estado das 20:39 (ontem) dá conta de que a transação é iminente: "O Palmeiras tem até sexta para registrar Arouca na Federação Paulista de Futebol, a fim de que ele jogue o Estadual. O time carioca precisa nesta quarta-feira de uma liberação do Palmeiras para que Diego jogue a primeira fase da Libertadores". No Uol, a última informação foi publicada às 4 e meia da tarde de terça-feira (anteontem), e era: "Na reserva, Cavalieri diz desconhecer interesse do Fluminense".

Todo mundo sabe, até este ignaro que vos fala (vide artigo na revista Papo de Homem de um mês atrás, no item Fluminense), que o Tricolor carioca está desesperado à procura de um goleiro há meses, pois corre o sério risco de perder a Libertadores precocemente porque não tem sequer um, já que Fernando Henrique (sic) e Diego não dão um goleiro, e portanto não têm a mínima condição de jogar uma Libertadores.

Mas a pergunta óbvia é: vale a pena pro Palmeiras abrir mão de um goleiro jovem, que já deixou de ser uma promessa e é uma realidade, em troca do Arouca? Na montagem do time alviverde, a comissão técnica estaria optando por Marcos (um goleiro dos maiores, mas em fim de carreira) em detrimento de Diego, que poderia preencher a posição por anos a fio. Já vi o Arouca jogar, é um segundo volante muito interessante, qualificado, que sabe o que fazer com a bola (e eu, que fui mal acostumado com Elano e Renato, sei o que digo)... Mas Cavalieri por Arouca, se for concretizado, me parece um negócio tipicamente luxemburguiano, pra resumir.

Tenho lido muitas críticas e especulações sobre o imbróglio Leão (Santos) x Wagner Ribeiro x Traffic etc [este é um assunto que merecerá um post à parte], mas curiosamente ninguém fala do Palmeiras, que segue num caminho promissor a curto prazo, mas preocupante. É importante observar que o Palmeiras metido com Luxemburgo e Traffic pode até conseguir um título este ano, mas as conseqüências dessa parceria são imprevisíveis. É um castigo merecido, aliás, essa situação a que chegamos: a de se conformar que futebol é um negócio e ponto. Estão acabando com o futebol.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Nariz do Valdívia, voleio do Viola e goleiro do Barueri

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Enquanto o Ituano termina de empatar com o São Paulo em 1 a 1, com direito a uma defesa de cinema do goleiro Marcelo em cobrança de falta de Rogério Ceni, traço estas mal-escritas linhas.

Palmeiras/Divulgação
O Palmeiras venceu o até então líder do campeonato MAC, em Marília. Como estamos na terceira rodada do Paulista e até o Corinthians já foi líder a vitória não chega a representar grandes avanços: uma vitória importante. O gol da vitória alviverde foi conferido pelo lateral Élder Granja (foto), de falta. No meio da semana, fiquei indigando ao ler que o atleta estava contente por ter começado jogando em duas partidas consecutivas, algo que não ocorria há algum tempo na carreira do cidadão - que teve um 2007 complicado no Inter.

Chamou atenção o pontapé de um volante do MAC no nariz do chileno Valdívia. Não se pode dizer que o chute tenha tido como alvo o cheirador do "Mago", mas foi uma pezada de derrubar.

No Maracanã, o Fluminense venceu o Duque de Caxias por 3 a 2, de virada, depois de estar perdendo por 2 a 0. O segundo tento caxiano foi de Viola, o veterano de 39 anos, ex-Corinthians, Palmeiras, Santos e outros. Um raro voleio arrematado de esquerda. Surpreendente.

Já o goleiro do Barueri armou uma presepada ao abrir a brecha para a vitória do Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. Após reter a bola em uma jogada ofensiva, o arqueiro Márcio correu para repor a bola em jogo, na direção do meia Michel. O atacante ficou no caminho, irritou o vizinho de Alphaville e Tamboré que lhe mandou um cotovelaço grotesco. O árbitro Marco Antonio de Oliveira Sá não viu (ou fingiu que não viu), mas foi alertado pelo assistente Carlos Augusto Nogueira Jr. Com a expulsão pela violência, o lateral Guigov foi para o sacrifício para o camisa 12 Renê. Não resolveu.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Lá vem a Libertadores

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Por falta do que falar, já estão dizendo (como o Uol) que o Fluminense caiu no “grupo da morte” na Libertadores. O sorteio dos grupos foi realizado pela Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol) nesta quarta-feira, em Assunção, Paraguai

Mas, se Libertad (PAR), LDU (EQU), Arsenal (ARG) ou Mineros de Guayana (VEN) é um “grupo da morte”, o que serão (ou não serão) os outros?

O Cruzeiro é que não se deu muito bem: vai ter que jogar a pré-Libertadores contra o Cerro Porteño (PAR), que, pelo menos em tradição, não é tão baba como costumam ser os adversários dos brasileiros que disputam essa preliminar.

Confiram os grupos dos brasileiros:

GRUPO A
San Lorenzo (ARG)
Real Potosí (BOL)
Caracas (VEN)
Cruzeiro (BRA) ou Cerro Porteño (PAR)

GRUPO D
Flamengo (BRA)
Nacional (URU)
Coronel Bolognesi (PER)
Cienciano (PER) ou Montevideo Wanderers (URU)

GRUPO F
Santos (BRA)
San Jose (BOL)
COLÔMBIA 2
Chivas Guadalajara (MEX)

GRUPO G
São Paulo (BRA)
Sportivo Luqueño (PAR)
Atlético Nacional (COL)
Audax Italiano (CHI) ou COLÔMBIA 3

GRUPO H
Fluminense (BRA)

Libertad (PAR)
LDU (EQU)
Arsenal (ARG) ou Mineros de Guayana (VEN)

(atualizado à 00:44)

domingo, dezembro 02, 2007

Depois da queda, campanha Fica Nelsinho se fortalece

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A queda do Corinthians para a Série B do Campeonato Brasileiro pode ser vista como o fundo do poço pelos torcedores do alvinegro paulistano, o time de segunda maior torcida do país. Mas a grandeza preconizada e já mencionada no Futepoca nas últimas horas é um alerta aos torcedores adversários: o Timão (sic) pode ir mais fundo.

O Campeonato Paulista de 2008 será a única competição do semestre. As dificuldades impostas ao combalido caixa-um do clube, impõem um obstáculo do tamanho da crise para montar um time para a disputa. Sem falar na possibilidade de um tenebroso desmonte. É verdade que time que tem "feras" do naipe de Zelão e Moradei nem precisa de desmonte para temer.

Mas para liderar um time com tanto potencial de seguir direto, cada vez mais fundo, mesmo sem Alberto Dualib, só há um nome. Aquele que permitiu que metade dos não-corintianos se sentissem meio mãe dinah, ao prever que sua chegada não resolveria.

É Nelsinho. Ele pode realizar mais de seu brilhante trabalho. Para provar que o poço pode não ter fim.

Ninguém lhe atribui a responsabilidade pela queda deste histórico 2007. Longe disso, ela já estava dada, embora não matematicamente. O treinador apenas fez o que deveria ser feito para manter o prumo do abismo. Seguiu a folclórica recomendação atribuída ao centroavante Nunes, do Flamengo: à beira do abismo, a coisa certa a se fazer é dar um passo a frente.

Fica Nelsinho!

Espalhe esta idéia.

Exemplos de como ir mais fundo existem. Há também casos de volta por cima, mas isso, convenhamos, nenhum dos leitores quer ver estampado nestas linhas do Futepoca. Os alvinegros estão reclamando das dificuldades impostas à cooperação do Paulo Baier ao Corinthians (errar dois pênaltis num jogo, depois de ter perdido a mesma cobrança contra o Corinthians). Reclamam da diretoria, dos jogadores, do técnico. Dos adversários, dos secadores, das cabeças-de-burro e sapos com boca amarrada enterrados na Fazendinha. Choram, porque é preciso.

Mais fundo
Recomenda-se o estudo de dois casos particulares de como se chegou na lama no futebol brasileiro. As estratégias de retorno são secundárias.

Em 2002, a Portuguesa de Desportos caiu para a Série B do nacional. Dois anos depois, foi para a segundona do paulista, de onde demorou três anos para voltar. E só não disputou a série C do brasileiro este ano, porque o Sport de Recife a salvou em 2006. A volta por cima recente tem glórias em teor excessivo (pelo menos para serem citadas neste texto).

O Fluminense se deu mal em 1996. Virou-se a mesa, mas caiu de novo em 1997. Disputou a segunda divisão e despencou para a terceira, da qual foi campeão em 1999. Quando voltava para a série B, em 2000, veio a excrescência da Copa João Havelange. Só subiu com pizza. Mas eram outros tempos, em que ter o presidente da confederação como torcedor contava mais. Pelo menos espera-se.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Como o Palmeiras não perde para carioca, respira no G4

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A vitória do Palmeiras diante do Fluminense no Palestra Itália na noite de quarta-feira, 14, é um respiro para o alviverde depois de dois tropeços diante do Juventude e do Sport. A vitória simples da noite foi obtida com gol de Rodrigão. Sem o chileno Valdívia, o time de Caio Jr. (ou Harry Potter ou Milhouse) teve a volta de Edmundo, que deu o passe para o gol, sofreu pênalti não-marcado e teve chute defendido por Fernando Henrique.

Montagem Futepoca






Caio Jr., Milhouse, Homem Fluido e Harry Potter,
não necessariamente nesta ordem: quem é quem?



Classificado para a Libertadores via Copa do Brasil, o time carioca vai cumprindo tabela até o fim do campeonato, embora siga bem na foto e na classificação, em Mesmo assim, com o gramado molhado da chuva pré-feriado na capital paulista, não foi tão simples.

A torcida xingou até a quadragésima sexta geração de Thiago Neves. O papelão de ter assinado pré-contrato com o clube paulista para desfazê-lo mediante renovação com o tricolor carioca, deixou corneteiros, turma do amendoim e alviverdes em geral ressentidos. Ouviu o que não gostou, e quase devolveu em campo, mandando uma bola na trave.

O respiro no G4 da Libertadores pode durar só até domingo, quando o Cruzeiro vai a Recife tentar o que o Verdão não conseguiu. O problema é todo palmeirense, já que a partida da penúltima rodada será contra o Inter no Beira-Rio. Em agosto, em casa, deu empate. O Grêmio mesmo se vencer o lanterna América-RN ficaria um ponto atrás.

Os colorados deveriam assegurar que o rival também dispute a Sul-Americana, dando mole aos paulistas garantirem vaga (doce ilusão).

Carioca é freguês
Enquanto nada está garantido no que importa, no retrospecto contra times do Rio, o Palmeiras não perdeu. Tudo bem que fazer os outros de freguês exigiria só vitórias, como aconteceu duas vezes com o Fla e com o Flu. Contra o Vasco, uma vitória e um empate, enquanto a estrela solitária – ou cavalo paraguaio – arrancou duas igualdades no marcador.


Atualizado às 18h12 de 15/11

quarta-feira, novembro 14, 2007

Simpathy for the Fluminense

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Não é provocação ao Palmeiras, que hoje enfrenta o Fluminense no Palestra Itália, em São Paulo. Mas, sim, um dado curioso: passando pelo Blog'n'Roll e pelo site Torcida Tricolor, descobri que pelo menos três dos Rolling Stones têm simpatia pelo Flu: o vocalista Mick Jagger, o baterista Charlie Watts e o guitarrista Mick Taylor (que integrou a banda entre 1969 e 1974, substituindo Brian Jones e dando lugar a Ron Wood). O blog provoca: "It's not rock'n'roll (but they like it)".
Taylor chegou ao Rio em janeiro de 1974 e visitou também Manaus. Neste período, tirou uma foto com a camisa do Fluminense, publicada no ano seguinte na edição especial sobre os Rolling Stones da revista “Rock, A História e a Glória” (ver reprodução acima). Charlie Watts foi o próximo a desembarcar no Rio de Janeiro, no dia 11 de julho de 1976, com a esposa Shirley, a filha Serafina e o cunhado Stephen.
Uma semana depois, no dia 18, um domingo, a família Watts esteve no Maracanã para assistir o clássico Flamengo x Fluminense, que terminou em 1x1, num jogo recheado de confusões e de expulsões. Poucos dias antes, Watts tinha sido flagrado fazendo compras em uma loja de material esportivo, deixando clara sua preferência ao presentear a filha Serafina com uma camisa do Fluminense (na reprodução ao lado, os dois aparecem, na loja, à esquerda).
Já em 1984, Mick Jagger fez sua quarta visita ao Brasil, para as filmagens do longa metragem Running Out Of Luck. Muitas cenas foram gravadas na sede do Fluminense, no bairro Laranjeiras. Ele freqüentou um treino (foto abaixo) e no filme há cenas gravadas no salão nobre do clube e seqüências dentro de um caminhão frigorífico que estava estacionado ao lado do estádio. Em 16 de dezembro daquele ano, o líder dos Rolling Stones marcou presença no Fla x Flu que decidiria o campeonato carioca.
Acomodou-se na tribuna de honra do estádio e, no intervalo da partida, encontrou-se com o então presidente do Fluminense, Manoel Schwartz, que presenteou Jagger com um escudo do clube, grudado na lapela de seu blazer preto. Em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, o stone disse estar gostando do jogo, cuja movimentação, segundo suas palavras, se assemelhava muito ao futebol jogado na Itália. No segundo tempo da partida, mesmo estando em companhia de Neusinha Brizola, rubro-negra fanática, Jagger torcia pelo Fluminense. “O Flamengo tem bons valores, como Bebeto e Fillol, mas o Fluminense está melhor”, analisou. Palpite certeiro: Assis fez o gol da vitória para o tricolor.

terça-feira, novembro 06, 2007

Governo parcela dívidas e cariocas estão aptos para a Timemania

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A loteria que alivia o caixa dos clubes de futebol brasileiro tem oito novos aptos, todos cariocas. Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, América, Americano, Bangu e Olaria assinaram termo de parcelamento de dívidas com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), condição mínima para se beneficiarem da Timemania. A assinatura ocorreu na segunda-feira, 5, e parcelou em até dez anos as dívidas vencidas até 15 de agosto de 2007.

O prazo foi uma concessão do governo, que queria, na Medida Provisória editada em maio de 2005, resolver tudo em cinco anos.



Os 98 times na mira do governo devem a bagatela de R$ 2 bilhões ao fisco, dos quais R$ 155 milhões são do FGTS. Essa lista é a dos que aderiram a nova modalidade de jogatina oficial em setembro, junto à Caixa Econômica Federal. A nova loteria pretende pagar 22% do volume apostado a título de direitos de imagem. De tantos "a pagar", só recebe quem estiver em dia com o governo. Ou quem deixar sua parte para abater o rombo.

Em outras palavras, quando estiver disponível, a loteria vai servir para o governo receber o que é devido pelos clubes e arrecadar um troco para o Ministério dos Esportes, Santas Casas etc. Por isso apenas alivia e não reforça o caixa administrado pela cartolagem nacional.

Com a assinatura dos cariocas, o Flamengo apresenta uma irregularidade a menos no contrato mantido há 23 anos com a Petrobras, patrocinadora das camisas do time, já que os signatários receberam o Certificado de Regularidade do FGTS (CRF), documento obrigatório para quem quer obter dinheiro público por empréstimos ou patrocínio. Em tempo, o Flamengo mantém sua dívida com o INSS em R$ 239 milhões, segundo dados de junho.

Que beleza.

P.S.: Desafio aos comentaristas: citar um terço dos 98 aptos, sem consultar o Google.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Palmeiras se esforça para entregar de graça a vaga da Libertadores

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Duas derrotas seguidas contra times na ponta de baixo da tabela. Enquanto o Juventude está rebaixado e ganhou um jogo de presente do Palmeiras no Palestra Itália, O Sport do Recife venceu por 3 a 1 na Ilha do Retiro. Jogos diferentes, um sem Valdívia, outro de trapalhadas de Carlos Simon para todo lado. O ruim é achar que mesmo sem esses fatores não melhoraria muito. Duas derrotas.

Tentei lançar a sarcástica teoria de que as derrotas tinham por objetivo sórdido atrapalhar o Corinthians, mas fui o primeiro a lamentar a troça, porque não faz sentido.

Pior do que sair do G4 é o impacto que isso tem para os próximos jogos. Em geral, quando um time se dá mal assim, ou é jogador querendo derrubar técnico, ou querendo quebrar a diretoria. Diante do episódio do pré-contrato de R$ 400 mil assinado com o Thiago Neves, que depois renovou com o Fluminense, provocou protestos de jogadores como o zagueiro Dininho. Ele alegava luvas atrasadas.

Ainda que seja precipitado fazer a afirmação sobre as causas, continua a haver uma necessidade de o ataque do Verdão tomar juízo e de a defesa não dormir tanto. E isso já na próxima partida, contra o Fluminense, em casa, daqui uma semana e meia. Fácil, né?

Senão, a vaga fica de bandeja pra Cruzeiro e Flamengo.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Um turno inteiro pela frente

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Os santistas estão esfriando a cabeça. Os corintianos andam de ressaca da comemoração por saírem da zona de rebaixamento. Os são-paulinos, com medo de comemorar e serem achincalhados. E eu, o palmeirense do Futepoca, não vi nada, mantive-me alheio a tudo e juro que não foi cachaça.

Por isso, recorro aos blogues parceiros para fazer a análise da rodada do Brasileiro.

Atlético-MG e Palmeiras
"Sim, foi um sufoco, sofremos perigo e levamos bola na trave. Mas são 3 pontos importantíssimos conquistados no Mineirão", defende o Observatório Verde. Para eles, o 2 a 1 fora de casa se soma aos resultados positivos dora de casa, por isso, "está na hora de insulflar a mística do visitante ladrão de pontos. Esse é o time que não teme ninguém".

Não consultei os atleticanos para saber a respeito de acusações de pênalti não marcado.

Corinthians e Grêmio
A vitória por 2 a 1 de virada garantiu a saída do time paulista "da zona de rebaixamento a tempo do encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro", defende o Retrospecto Corintiano. Como dizem os portugueses: "Ah viva!" O detalhe é que Gustavo Nery fez gol.

São Paulo e Atlético-PR
Como o parceiro tricolor não anda muito atualizado, restou recorrer à imprensa, já que ela é são-paulina mesmo, embora não seja parceira. A voz uníssona foi de que o time fechou como "vencedor" do primeiro turno, uma conquista que valeria menos do que torneio início, não fosse a absoluta falta de times minimamente organizados que assola o campeonato. Os jogadores, bons-moços, não comemoraram o título. Outros autores já manifestaram preocupação com a quase certeza do título do time de Muricy Ramalho.

Minha teoria é de que o objetivo das torcidas adversárias é insuflar a soberba e o salto alto são-paulinos, missão inútil e desnecessária, já que esses atributos aparecem sempre, menos no Futepoca, onde os torcedores do tricolor paulista cansaram de provocações baratas (mas eu não, como se vê).

Fluminense e Santos
O desolado comentário sobre a Portuguesa antecipa os apontamentos. O que se fala por aí é que o tal de Thiago Neves, foi bem e que o tricolor carioca reagiu em termos de campeonato para garantir os 3 a 0, barrando a ascensão santista. Vanderlei Luxemburgo, o técnico que oscila entre os papéis de vilão e coadjuvante nas partidas, espera Petkovic pronto em duas semanas. É o que falta? Dureza.

Mas há um turno inteiro pela frente