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quinta-feira, julho 31, 2008

A vitória contra o Inter e o marketing santista

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Ontem o Santos mostrou uma qualidade que não exibia há tempos: segurança na defesa. Finalmente o sistema de três zagueiros funcionou com Cuca, e algumas mudanças foram fundamentais para que isso acontecesse, algumas de ordem tática, outras pela simples substituição de atletas.

A saída de Fabão do time acabou fortalecendo o miolo de zaga. O ex-sãopaulino não conseguiu emplacar até agora na Vila Belmiro e, ao que parece, está próximo de sair do clube. Outro atleta, discreto, porém eficiente, foi Dionísio. Embora esteja longe de ser um craque, tem mais senso de cobertura que o esforçado Adriano. Quiñones pela direita e Kléber pela esquerda também avançaram pouco, resguardando mais suas posições e congestionando o jogo no meio.

O resultado dessa formação é que no primeiro tempo não houve finalização a gol. No segundo, os times se soltaram um pouco mais, mas o Inter fez apenas uma finalização realmente perigosa ao gol de Douglas, a 1 minuto. O Peixe continuou dominando o meio de campo, o que dificultou a movimentação do Inter, principalmente do trio de garotos da frente, Taison, Guto e Walter, dominados pela defensiva alvinegra. Isso fez com que o Colorado errasse incríveis 50 passes na partida, enquanto o Santos errou menos da metade, 23.

O gol de Maikon Leite, feito na base da raça e contando com a ajuda do zagueiro Danny Morais, dá moral ao garoto. Mas o ataque do Santos, se fosse mais solidário, poderia ter ampliado a vantagem, tanto o menino quanto Kléber Pereira pecaram pelo individualismo em pelo menos três lances. Ainda assim, a vitória, a primeira fora de casa, é um grande resultado, a ser comemorado dada a consistência apresentada pela equipe de Cuca. E também pelo feito em si, já que a última derrota do Inter em Brasileiros foi em 30 de setembro do ano passado, para o São Paulo. Pode-se ver um esboço de time à frente...

Time da virada


Já li e ouvi inúmeros relatos de como algumas pessoas que eram contra o regime militar se portaram durante os jogos do Brasil na Copa de 70. Cientes de que a ditadura se aproveitava do desempenho da seleção brasileira para reafirmar um sentimento patriótico e ufanista que protegeria, em tese, os generais, muitos se recusavam a torcer para o escrete canarinho. Mas, na hora H, acabavam torcendo pra seleção. Devia ser difícil não torcer para aquele timaço.

Guardadas as devidas e óbvias proporções, a campanha de marketing “Time da Virada”, lançada pelo Santos, me lembrou um pouco essa situação. Pensei: aderir ou não aderir? Depois de ver o vídeo da campanha, onde a trajetória descendente do time é tida como efeito do “abatimento” pela desclassificação na Libertadores e pelo fator “sorte”, vi que, mais do que uma tentativa de trazer a torcida junto ao clube, era uma forma de justificar os erros não tão justificáveis cometidos pela administração santista.

Marketing no esporte é importante e, embora o clube utilize esse instrumento de forma mais tímida do que poderia, já foi bem sucedido em algumas ações, como na criação dos mascotes Baleinha e Baleião. No entanto, ao utilizar em uma campanha gritos criados por uma organizada e celebrizados pela maior parte da torcida santista, parece que os dirigentes tentam se apropriar de algo que não é seu para que continuem sendo pouco questionados. Torço e sempre torcerei para o Santos, independentemente de quem esteja ano comando do clube. Mas não contem comigo pra esse tipo de ação. Prefiro colaborar de outras formas.

E o Inter, hein?

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Segundo semestre de 2007. O Internacional traz Abel Braga de volta ao comando técnico e contrata os atacantes Gil e Nilmar. A primeira metade do ano havia sido caótica para o clube colorado; o Gauchão ficara mais uma vez na mão do arqui-rival Grêmio e a defesa do título da Libertadores fora um fiasco, com a eliminação já na primeira fase. Pensar na conquista do Brasileiro, naquele momento, também era algo inviável. Mas as três contratações de peso refletiam outro pensamento: mais do que pensar no imediato, o Internacional se planejava para o longo prazo. O restante da temporada 2007 seria um treino, uma maneira de azeitar o time; e, em 2008, o Inter seria uma máquina, favorito para todos os títulos que disputaria.

Agora estamos chegando no segundo semestre de 2008 e... o momento do Internacional é, vejam vocês, de reconstrução - novamente. O clube anuncia com pompa as contratações de D'Alessandro (foto) e Daniel Carvalho. Tite assume o elenco e dá declarações como essa, de 16 de julho: "nosso time está buscando a afirmação. É um grupo que mexeu peças e está passando por uma reformulação".

Ontem, perdeu para um frágil Santos em pleno Beira-Rio, três pontos que certamente dificultarão as aspirações do clube no campeonato nacional.

Ou seja: o tal do "trabalho a longo prazo" sugerido no final de 2007 não se concretizou. Hoje, o Internacional está no mesmo pé de todos os clubes brasileiros, vitimizado e beneficiado pela janela de transferências, contratando e vendendo, em suma: montando um time.

A situação sugere, ao meu ver, que no futebol brasileiro ainda é difícil o pensamento no longo prazo, tão desejado pelos comentaristas da área. Ou mesmo que ele não é a garantia inevitável de sucesso sugerida por tantos outros.

Pode até ser que o Inter acabe como campeão brasileiro, ou mesmo entre os classificados para a Libertadores. Afinal, o elenco é forte e Tite é um bom técnico. Mas, se isso ocorrer, será com time, treinador e situação diferentes do que se desenhava no final do ano passado.

Na vitória sobre o Flamengo, TV pela internet

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A 15ª vitória do Palmeiras sobre o Flamengo em campeonatos brasileiros não foi uma grande atuação do time da casa. Um primeiro não muito bom, que deixou o Flamengo criar principalmente depois dos 25. Parecia que Caio Jr. iria surpreender em contrataques na 300ª partida em que Vanderlei Luxemburgo treinou o alviverde.

O Palmeiras volta melhor para o segundo tempo. Aos 10 do segundo tempo, Valdívia tabela com Sandro Silva que fuzila para o fundo do gol de Bruno.



O goleiro que fez duas belas defesas, uma de Diego Souza aos 18 do primeiro tempo, e outra aos 4 do segundo, com Valdívia,

Depois do gol, uma ou outra chance verde. Foi a vez de o Palmeiras se apequenar diante do Flamengo, esperando o contragolpe. Deixou o rubronegro avançar e pressionar.

A defesa com dois zagueiros até que se segurou, embora tenha cedido a movimentação de Jailson. Isso não impediu Luxemburgo de recuar a equipe colocando um terceiro volante, Léo Lima, que seria expulso.

Como o Valdívia foi até que bem, começo a achar que ele não vai para o Hertha Berlim. Bom, essa hipótese parte do princípio de que ele não vinha bem por estar com a cabeça na transferência para a Europa. Ressalte-se que buscar jogo também foi a atitude do chileno na partida contra o Fluminense e até contra o Santos, embora tenha sido um jogo bastante atípico.

Experiência
Assisti a partida em um site que retransmitia o canal Premiere da Net. Junto da transmissão, pra lá de lenta por causa da conexão da mesma empresa (plano econômico tem disso), ficava no ar um bate-papo entre quem estava assistindo.

O que me impressionou foram duas coisas. O número de vezes em que Marcos foi elogiado – até por flamenguistas – e o número de vezes em que Valdívia foi xingado ou mandado embora.

O mais interessante foi o palmeirense comemorando: "Milagre, o Kléber nem amarelo tomou!" Na sequência, outro deu uma de hardy: "É, mas o Mago sim".

Também me impressionou o fluxo de ofensas racistas ao atacante Obina, aquele que já foi melhor do que o Eto'o. Fiquei pensando que o alvo era o cara também por ser, provavelmente, o mais lembrado no elenco flamenguista. O que não torna menos nojentos os comentários escrotos.

Flamengo
Até fico com vontade de dizer que é síndrome de Caio Jr. Mas seria revanchismo, até porque, nos confrontos de 2007 o técnico que hoje manda por lá, treinava por aqui.

Maldade inexplicável. Lembra de quem fez os gols na última partida? Osmar e Florentín, no 2 a 1 no Palestra Itália. Que diferença do time...

O ataque rubronegro é que ficou emperrado.

quarta-feira, julho 30, 2008

Há 78 anos, o o Uruguai se tornava o primeiro campeão mundial

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Era um dia 30 de julho como hoje quando a seleção uruguaia de futebol tornou-se a primeira a conquistar uma Copa do Mundo. A vitória por 4 a 2 contra a Argentina consagrava um time que já vinha de dois importantes triunfos: a conquista do ouro nas Olimpíadas de Paris, em 1924, e de Amsterdã, em 1928, o que lhe valeu a alcunha de “Celeste Olímpica”.

A escolha do país como sede causou controvérsias entre Europa e América do Sul. O então presidente da Fifa, Jules Rimet, entendia que a Copa de 1930 deveria ser disputada no continente americano, uma forma de descentralizar a atenção do esporte no continente europeu, que vivia uma aguda crise econômica à época. Mas os países do Velho Mundo não gostaram nada da idéia e Itália, Hungria, Holanda, Espanha e Suécia boicotaram o Mundial. A justificativa das federações, segundo a Fifa, era de que os jogadores europeus ficariam por muito tempo ausentes de seus clubes, já que a realização do torneio no Uruguai implicava uma longa viagem de navio. Até hoje os uruguaios contestam a versão, dizendo que ofereceram todas as condições, inclusive o pagamento de despesas de transporte e estadia, comprometendo-se inclusive a compensar economicamente os clubes europeus pela ausência dos atletas. Mas não adiantou.

Para garantir que todas as seleções participariam da Copa, o sorteio de grupos só foi realizado quando os times estavam em solo uruguaio. Foram 13 participantes, divididos em quatro grupos (três de três e um de quatro equipes). O Brasil caiu no Grupo B, onde foi derrotado pela Iugoslávia por 2 a 1 e superou a Bolívia por 4 a 0. A seleção era formada quase totalmente por jogadores cariocas, já que a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) não concordou com o fato da comissão nomeada para fazer a convocação, não contasse com nenhum paulista, o que resultou em um boicote bandeirante. O único paulista foi Araken Patusca, que brigou com o Santos para ir à Copa.

O Uruguai caiu no Grupo C, derrotando o Peru, por 1 a 0, e a Romênia, por 4 a 0. De cada grupo, saía apenas o primeiro colocado e nas semifinais a Celeste pegou a Iugoslávia, aplicando uma sonora goleada por 6 a 1. Curiosamente, placar idêntico à da outra semi, onde a Argentina superou os EUA.

Dentre os participantes, o mito José Nasazzi foi eleito o craque da Copa. Campeão nas Olimpíadas de 1924 e 1928 , foi capitão da seleção entre 1923 e 1936, além de ter vencido quatro Copas América, em 1923, 1924, 1926 e 1935. Em 1931, veio ao Brasil em uma excursão com o Bella Vista, base do escrete do país, mas um certo Alvinegro Praiano não o recebeu muito bem. Mas essa é outra história... Para conferir, veja aqui.

segunda-feira, julho 28, 2008

Os garotos não merecem ser sacrificados

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O clássico era contra o Corinthians, válido pelo Brasileiro de 2006. Aos 6 minutos de partida, a torcida do Santos ficou apreensiva com a contusão de Fábio Costa, por conta de um choque contra Cléber Santana. Em seu lugar, entrou um jovem goleiro de apenas 18 anos, Felipe. O garoto, mesmo lançado em uma fogueira, acabou sendo um dos principais destaques da vitória peixeira por 3 a 0.

Após o jogo, o treinador Vanderlei Luxemburgo comentou: "O Santos esteve em um momento muito difícil quando perdeu o Fábio Costa. Aí entrou o menino e surgiu uma instabilidade momentânea, natural quando entra alguém que quase ninguém conhece. Mas quando [os atletas corintianos] viram que o garoto de 18 anos era bom, aí o Santos equilibrou novamente a partida. O Corinthians teve boas chances iniciais, mas o Felipe mostrou segurança e pegou os chutes".

O arqueiro ganhou moral. Chegou a disputar mais algumas partidas e foi relacionado entre os atletas que iriam disputar o sul-americano sub-20. Mas em dezembro veio a surpresa: o exame antidoping acusou positivo e ele foi suspenso preventivamente. Perdeu sua vaga na seleção e só foi absolvido um mês depois pelo STJD.

Desde então, pouco jogou. Amargou a segunda reserva de Roger (quem mesmo?) e de Douglas. Teve uma atuação questionável contra o Barueri, na Vila, no começo do ano e ontem voltou a falhar. Mas não considerar toda a história do jogador desde que surgiu na Vila não só é muita crueldade como também é sacrificar alguém que falhou quando quase o time todo, pra variar, também foi mal.

A situação de Felipe, que na partida contra o Vasco foi substituído por Douglas, também é reflexo da administração MT. Será que o atleta teve acompanhamento psicológico necessário depois do problema do doping? Nas mãos de Vagner Ribeiro, que sempre sopra na imprensa interesses de clubes em seus jogadores, mesmo que estes não existam, é possível imaginar como fica a cabeça de um jovem de 20 anos, que foi do céu ao inferno em pouco tempo.

Em outro clube, talvez Felipe fosse mais valorizado por ser prata da casa. Mas aqui no Santos, nem a torcida o poupa. Aliás, não é o primeiro. Robinho, mesmo depois das pedaladas que fizeram com que o Alvinegro saísse da fila, foi xingado e vaiado várias vezes na Vila Belmiro quando passou por uma fase apagada em 2003. Lembro em um jogo no estádio sagrado quando um dos habituais corneteiros pronunciou a seguinte pérola: “Esse Robinho é um enganador, igualzinho o Gil do Corinthians”. Muita gente ali pensava do mesmo jeito. E o que veio depois mostrou quem estava certo...

Claro que Felipe pode não vingar nem chegar a ser um craque, como outros pretensos meninos da Vila. Mas em tempos de crise, os garotos são sempre sacrificados e o Corinthians é um reflexo disso, já que muitos jogadores tiveram que sair da equipe para encontrar tranqüilidade, como Jô e Bobô (ainda que ambos estejam longe de serem craques, são melhores que os atacantes atuais do time do Parque São Jorge).

Hoje, existem jovens no Santos que têm medo de jogar na Vila porque sabem que vão ser xingados no primeiro erro. É difícil ter paciência quando se vê um time cometer tantas falhas, mas a cobrança deveria ser direcionada a outro tipo de jogador, aquele que ganha muito mais do que esses meninos que já surgem atrapalhados por uma diretoria fraca e empresários gananciosos. Talvez o fato da vitória contra o Vasco ter sido decidida por um garoto, Maykon Leite, seja um sinal de que precisaremos deles para sair da crise.

Aliás, naquele clássico de 2006, quando Felipe fechou o gol, um outro destaque foi Kléber. E onde está ele? Como pode um profissional de um time grande, com diversas convocações para a seleção, não conseguir acertar um lance sequer de bola parada durante várias partidas seguidas? E os outros titulares, estão jogando o fino da bola?

Acho que estamos cobrando as pessoas erradas...

Empate com o líder em campo encharcado

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O Palmeiras foi ao Olímpico e empatou com o líder Grêmio. O empate foi ruim do ponto de vista da classificação, porque o São Paulo venceu a Lusa e o Cruzeiro passou pelo Fluminense, sempre por por 3 a 1, sempre de virada.

Mas empatar com o líder na casa do adversário, nunca foi resultado ruim. Ainda mais em um campo encharcado como estava o Olímpico.

O que me deixou um pouco amuado foi ver o Grêmio só partindo para o jogo só no início de cada tempo e depois depois de tomar o gol palmeirense.

Esboçou pressão nos 10 primeiros minutos de jogo, com direito a cabeçada na trave do lateral Felipe, mas depois se apequenou. Ainda teve outra cabeçada de Perrea na trave, como bem lembraram os insistentes comentaristas, apesar da teimosia do autor. No segundo tempo, aí sim houve pressão, com outra bola na trave e duas defesas de Marcos antes dos 15 minutos.

O gol do Palmeiras só saiu num erro da defesa, "desarmada" pela poça d'água. Kléber avançou e sofreu pênalti, batido sem paradinha pelo artilheiro Alexi Mineiro. Aliás, no primeiro tempo, no primeiro minuto de jogo, com Kléber, e depois com camisa 9, perdeu chances criadas de modo bem parecido.

Lado bom
O melhor da história foi ver a zaga de três zagueiros fazer sua primeira partida quase boa. É que além da bola na trave já citada e do gol, a defesa formada por Jeci, Maurício de Gladstone foi muito bem. O careca, aliás, surpreendeu ao jogar adiantando a marcação.

Talvez tenha sido resultado da campanha Volta, Tonhão.

Mas resistir a 45 bolas alçadas à área, segundo o Datafolha, não é fácil.

Para a próxima partida, Maurício não joga, então a defesa ficará com dois zagueiros novamente.

Kléber
Com dois minutos de bola rolando, o camisa 30 subiu para dividir uma bola. Pareceu completamente desajeitado, mas com os braços para cima demais para considerar só isso. E sempre que fizer qualquer coisa parecida, vai tomar amarelo.

Advertência de alguém que fez por merecer os estigmas que carrega, ao liderar o ranking de expulsões do campeonato. E que foi reforçada pela reação da comissão técnica e da diretoria. Depois de dois carrinhos desnecessários, uma cotovelada e um lance não registrado pelas filmagens, mas que parece ter sido um chute sem bola no tornozelo alheio, é previsível que ele já entre em campo com cartão amarelo.

Nem acho de todo errado, mas tem outros jogadores que merecem essa, digamos, propriedade. Quem é visado pela arbitragem só pode entrar em dividida com o pé baixo e braços recolhidos. Embora não tenha reincidido nos carrinhos, ele joga o tempo todo balançando os braços. Mesmo se estiver fazendo isso para se livrar de um marcador, é só o adversário querer para forçar o cartão pra Kléber.

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Alterada às 17h50 de terça-feira, 29

domingo, julho 27, 2008

Timão vence e abre seis pontos sobre o vice-líder

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O Timão venceu o Paraná, em Coritiba, por 2 a 0, dois gols de Dentinho. Com isso, voltou a abrir seis pontos de vantagem sobre o vice-líder, que agora é a Ponte Preta, que derrotou o Avaí por 3 a 2. O Juventude, ocupante anterior do segundo lugar, tomou uma ensacada de 4 a 0 do Santo André, mostrando que o campeonato é equilibrado.

O que me chama a atenção é o tratamento que a gloriosa mídia deu à vitória alvinegra. Segundo Uol, IG e Folha de S. Paulo, o Timão “acabou com o jejum” ao vencer o Paraná. O time perdeu UM jogo em 14 disputados, e os caras estão tentando arranjar uma “crise no Parque São Jorge”, título mais amado da galera. Reclamação antiga, sobre prática mais velha ainda...

sábado, julho 26, 2008

Além de chegar aos mil gols, Túlio quer ser vereador

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O rei da mídia Túlio Maravilha, autor, de acordo com suas próprias contas, de mais de 840 gols em sua trajetória boleira, vai ser candidato a vereador em Goiânia. O atacante do Vila Nova e vice-artilheiro da Série B com nove tentos vai sair pelo PMDB, partido do prefeito Iris Resende, que lidera as pesquisas de intenção de voto na capital goiana.

Sempre debochado, o artilheiro espera receber votos de todas as torcidas, inclusive dos fãs do Goiás, rival do Vila, e onde Túlio se projetou para o futebol. "Quando recebi o convite para entrar na política fiquei meio inseguro, mas pensei bem e aceitei o desafio. O futebol tem a divisão de torcidas, mas sou um patrimônio do Estado de Goiás e não de um time. Espero que o apoio venha de todos os lados e que eu possa ter uma boa votação", discursou à Agência Estado.

Se eleito, promete trabalhar em dois turnos, já que nem mesmo o dever cívico irá demovê-lo da meta de fazer mil gols na carreira. Para isso, conta com a mesma estratégia de Romário, incluindo os tentos feitos nas categorias menores. Ao ser contratado pelo time goiano, em maio último, Túlio declarou: "Se o Romário contou os gols nas categorias de base, eu também posso." Ele tem 57 pelas categorias de base do Goiás e 6 pela Seleção Brasileira de novos.

Caso não logre êxito em sua empreitada política na capital, o atacante poderá tentar a sorte na próxima eleição em Senador Canedo, onde o time local, a Canedense o trouxe para jogar o campeonato goiano de 2007. Á época, a federação estadual contratou atletas e os “leiloou”no Projeto Craques do Goianão 2007. A equipe recebeu apoio de 37.170 telefonemas, correspondentes a 38,26% do total de ligações, e teve o direito de ser o primeiro time a escolher um atleta, contratando Túlio. Já é uma boa base eleitoral...

sexta-feira, julho 25, 2008

Em placar de um tempo só, um desfalque santista valeu mais

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O primeiro tempo foi histórico. No segundo, foi só bom. As defesas brilharam no clássico de quinta-feira que precisou apenas dos primeiros 45 minutos para dar números finais. No terceiro do Palmeiras, o goleiro reserva santista Felipe falhou. No primeiro, é discutível, porque era um contrataque, cara a cara. Mais mérito da rapidez verde e do sono da zaga, que também bobeou no segundo, ao deixar a bola para Diego Souza.

Eu que achei que era pedreira, me enganei. Não que tenha sido fácil nem que o placar mostre tanta superioridade em campo.

Ainda que o ataque venha funcionando (é o terceiro mais positivo da competição e há nove rodadas marca gols em todas as partidas), mesmo as exibições verdes que resultam em três pontos não têm sido de gala, o time cria jogadas, mas erra passes e abre espaços desnecessários atrás, como no segundo gol do Santos, apesar de a jogada ter sido muito bem tramada. Talvez a irregularidade dos resultados seja fruto disso.

Contra o Santos, teve um adversário com momentos de desatenção impressionantes. E o inverso também, foi quando o placar se apertou em 3 a 2.

A vitória do Palmeiras em casa levou-o à quarta posição e deixou o Santos em penúltimo.

Os melhores momentos



Embate tático
Com os 10 desfalques sobrepostos, quer dizer, o reserva do desfalque tampouco podia jogar. Tanto assim que Maurício, zagueiro, entrou jogando, o que fez o Palmeiras entrar com três defensores. Jumar e Wendel fizeram a dupla de volantes, enquanto Valdívia e Diego Souza teoricamente se revesavam no ataque ao lado de Alex Mineiro.

Engenharia curiosa que funcionou porque Diego estava em noite inspirada. Mais adiantado, deu passe para um gol e até apareceu bem, sendo que um foi anulado aos 2 do primeiro tempo – lance que seria mais polêmico se o resultado fosse mais apertado. Achei que Gladstone não toca na bola, mas alguém pode argumentar que ele atrapalha o goleiro.

Outro que brilhou foi Leandro, o lateral, que fez dois gols e deu o passe para outro. Luxemburgo, de troça, "acusou" o jogador de ter marcado sem querer no terceiro gol, ao que ele respondeu: "O Vanderlei está de brincadeira. Ele, quando jogava, tentava a mesma coisa, só que não fazia gol", brincou. Cutucada de lateral esquerdo para ex-lateral esquerdo.

O jogo também foi atípico porque aos 14 minutos do primeiro tempo já estava 2 a 0. O terceiro saiu aos 28, de falta. Dali 10 minutos, estava 3 a 2, com Kléber Pereira e Apodi (golaço). Mas aos 44, Gladstone deu números finais ao jogo, num replay do gol anulado.

No segundo tempo, apesar das mudanças de Cuca que transformou seu 3-5-2 em 4-2-4, enquanto Vanderlei Luxemburgo convertia o mesmo esquema inicial em um convencional 4-4-2, não saíram mais gols.

Isso mostra que Cuca tem grande capacidade de mexer no time durante o jogo. Até aí, nada de milagres. Alguns jornais descreveram a saída de Cuca para o intervalo. Gesticulando com os jogadores, reclamava de seu jovem goleiro. Nervosismo excessivo ou tentativa de acordar o time?

Kléber, do Santos deu razão às críticas do Glauco. E as defesas desfizeram a imagem ruim do primeiro tempo.

Valdívia não esteve tão mal, quase ampliou o placar em jogada individual aos 33 do segundo tempo. E tomou o terceiro cartão amarelo.

Uma forma boa de acabar com a sequências de cinco partidas sem vencer o Santos em campeonatos brasileiros.

Grêmio
A vitória por 7 a 1 diante do Figueirense colocou o Grêmio na liderança do campeonato. É este o próximo desafio verde.

Eu que só cobro regularidade do time há seis rodadas, sei que a missão vai ser complicada diante de um time embalado como o tricolor gaúcho. O jogo é no Olímpico, e a regularidade que falta é a da defesa, para parar o segundo melhor ataque da competição.

Contra o Grêmio, definitivamente pedreira.

Valdívia não joga, Kléber, Denílson, Léo Lima e Sandro Silva voltam. Gustavo e Pierre seguem no departamento médico, mas em franca recuperação, Élder Granja brigando com o Corinthians de Alagoas – que se lembrou de uma dívida alviverde com Max em 2007 – e por aí vai.

quinta-feira, julho 24, 2008

Quando a melhor defesa NÃO é o ataque...

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Segue abaixo um "causo" que tirei do livro "Mil dias de solidão" (Geração Editorial, 1993), de Cláudio Humberto Rosa e Silva, ex-porta-voz do presidente Fernando Collor de Mello (na foto, ao centro). Consta que o fato ocorreu em 28 de dezembro de 1992, na famosa Casa da Dinda, em Brasília. Collor ponderava a hipótese de renunciar ou não à presidência da República, o que de fato faria no dia seguinte. Estavam presentes o assessor pessoal Luís Estêvão, os senadores Affonso Camargo, Odacir Soares e Ney Maranhão, o deputado federal Roberto Jeferson (ele mesmo), o governador de Alagoas Geraldo Bulhões, o jornalista Etevaldo Dias, o embaixador Marcos Coimbra e o advogado José Moura Rocha. Segue a história:

Risonho, Collor contou uma história marcante do treinador que contratara para o CSA, Hélio Miranda, professor de educação física, seu amigo, irmão de comunistas históricos como o jornalista Jayme Miranda, líder do Partido Comunista Brasileiro (PCB), preso, torturado, assassinado e esquartejado pela ditadura militar.
- Conseguimos colocar o CSA no Campeonato Nacional e o jogo de estréia foi contra o Operário, de Campo Grande, Mato Grosso, na casa do adversário. Não tivemos tempo nem dinheiro para formar um time competitivo.
Collor lembrou sua perplexidade com a única instrução do técnico aos jogadores, no intervalo, após o término do primeiro tempo:
- Vamos nos fechar na defesa para segurar o zero a zero. Vocês estão proibidos de tentar fazer gols. Retranca, vejam bem, só quero retranca!
Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, um atacante do CSA, Misso, goleador inveterado, não teve alternativa senão driblar sozinho toda a defesa do Operário e marcar gol de placa.
O estádio parecia um túmulo.
Só quem ficou feliz foi o próprio Misso, que correu para o silencioso banco de reservas à procura do abraço agradecido do treinador.
Hélio Miranda estava uma fera. Recebeu o autor do gol aos gritos:
- Por que você fez isso? Por quê? eu não disse que o time estava proibido de fazer gols?
Durante os 45 minutos finais, os jogadores do Operário, com brio, conseguiram não apenas empatar a partida como também virar o placar e impor uma goleada de 5x1 ao CSA.

Vamos falar mais um pouco de arbitragem?

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Mais uma rodada recheada de polêmicas. E o jogo Internacional 2 x 0 São Paulo não foi exceção. Bom, talvez tenha sido, porque não houve polêmica. O juiz Heber Roberto Lopes, por indicação do auxiliar (Gilson B. Coutinho ou Ivan Carlos Bphn), anulou um gol legítimo de Dagoberto, que veio do meio da zaga para marcar de cabeça. Na verdade, o bandeira já tinha parado o lance, antes de a bola chegar a um dos dois impedidos. Foi tão claro que não vi ninguém questionar, nem o Inter. Arbitragem de ótima qualidade...

Durante o jogo, Heber também deixou de dar algumas faltas claras. O Richarlyson (justo quem...) foi levantado por um marcador do Inter e ele nem falta deu. Mas também houve lances de violência por parte dos são paulinos, especialmente no final do jogo. Sem repressão.

Sobre o jogo, o gol anulado realmente prejudicou o São Paulo. É óbvio que sair na frente na casa do adversário é uma vantagem enorme. Provavelmente o time teria conseguido um resultado melhor se não fosse esse erro.

Evidentemente tenho que reconhecer que o Inter jogou melhor. Tinha hora em que eu perdia o fôlego, só de ver esse time correndo. É velocidade demais! E a marcação morde o tempo todo, em poucos momentos os jogadores do São Paulo tiveram tranqüilidade para tocar a bola - o momento do gol foi um deles. Estava mesmo difícil ganhar do Inter.

-eu, -eu, -eu, o São Paulo se f*

Mas a real é que os desfalques de Miranda (contundido), Alex Silva e Hernanes (para a Olimpíada) são os maiores problemas. O primeiro gol do Inter saiu de uma falha bisonha do Juninho, que deixou a bola passar não sei por onde e deixou Nilmar livrinho para marcar. O André Dias, que não é nenhuma sumidade, vira o comandante da zaga. Quer dizer, joga quase sozinho. Que tristeza.

O meio-campo também perde qualidade com o Hernanes, talvez hoje o principal jogador do Tricolor. Mesmo sendo volante, ele compartilha muito bem com Jorge Wagner e Hugo a responsabilidade por criar as jogadas. E, claro, dá (muita) consistência à marcação.

Com esses desfalques, o São Paulo tem tudo para perder algumas posições e se complicar no campeonato. Não tem pra onde correr. Eu, que estava ficando um pouco mais confiante nessa equipe, voltei a perder as esperanças.

Ah, sim, justiça seja feita, o Fluminense, que perdeu Thiago Silva e Thiago Neves para a seleção olímpica, está em uma situação pior. Bem pior. Continua na zona de rebaixamento, com 13 pontos e sem seus principais jogadores. Que situação...

Lusa e Mengo em um "show" da arbitragem

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Lusa e Flamengo fizeram ontem o que pode ser definido como o jogo mais emocionante e polêmico do Brasileiro até agora. Só pelos melhores momentos é possível ver que os dois times, com formações que privilegiavam o ataque, fizeram uma partida aberta, de onde saíram quatro gols e erros de arbitragem para ambos os lados. Nesse aspecto, um dissabor para os adeptos da teoria conspiratória.

O primeiro lance foi a favor do Flamengo: Ronaldo Angelim marca um gol em jogada de escanteio. Com a mão, no melhor estilo Adriano. Assim o zagueiro tentou se justificar: "tentei cabecear, mas fui puxado e a bola bateu na cabeça e na mão. Mas se o árbitro marcasse algo teria de ser o pênalti que eu sofri antes de tocar na bola. Assim como ele fez na nossa área."

Ele se refere à penalidade marcada contra o Flamengo, o primeiro tento luso. Se o Frédi diz que Gaciba marcou um "pênalti que ninguém marca" no jogo do Galo contra o Botafogo, esse é outro lance que dificilmente se vê um árbitro marcar. E Evandro Roman marcou. A favor da Lusa, contra o Flamengo! Aliás, nada mais justo, porque houve falta, assim como na penalidade assinalada por Gaciba.

Mas não parou por aí. Na cobrança, o ótimo Diogo dá a paradinha. Bruno se adianta muito pouco e cai. Mesmo assim, consegue fazer a defesa. E a cobrança é repetida! Sim, de novo o árbitro marca. A favor da Portuguesa. Dessa vez, Diogo não desperdiça.

Aos 42, cruzamento na área e Diego Tardelli desvia... com a mão. Ibson marca na seqüência do lance e desempata o jogo. Curiosamente, o atacante seria expulso aos 19 do segundo tempo ao tomar o segundo cartão amarelo. O motivo: colocou a mão na bola em um lance bobo.

A Lusa teve outro pênalti a seu favor logo no início da segunda etapa, e Diogo não deu chances a Bruno. O outro lance polêmico da peleja ocorreu perto do final, aos 43, um pênalti cometido por Gavilán em Juan. Ibson cobrou e o goleiro Sérgio defendeu, mas auxiliar mandou voltar porque o goleiro, de fato, se adiantou. Lembrei de Valdir Peres, que confessadamente sempre se adiantava nos pênaltis e dizia que, se o árbitro mandasse voltar uma vez, não mandava retornar uma segunda. E, na repetição, Sérgio se adiantou novamente, defendeu e Roman não mandou voltar. E garantiu o empate em 2 a 2.

Ao fim, em uma partida com 14 finalizações pra cada lado, um empate justo. E o choro livre pra quem quiser reclamar, seja flamenguista ou luso, em um campeonato onde equívocos e lances discutíveis de arbitragem estão pra lá de democratizados.

Desaparecimento

Aos leitores do Rio de Janeiro. O parceiro Blá Blá Gol faz um apelo a quem possa ter visto
Francisco das Chagas de Sousa Junior, desaparecido desde a madrugada de sábado para domingo, depois de ter feito um show com a banda Brasília no Tio Sam, em Camboinhas, Niterói. Ele foi filmado pelas câmeras de segurança do hotel, saindo sozinho no seu Uno 2008 4 portas preto placa KMW 1064. Mais informações e contatos aqui e aqui.

Gaciba ladrão, acho que não...

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Gaúcho como Simon, que deixou de marcar pênalti para o Galo na cara dele e tirou o time da Copa do Brasil, hoje Leornardo Gaciba marcou um pênalti aos 25 segundos que ninguém marca.

Anulou gol legítimo do Galo contra o Botafogo, marcando impedimento que não existiu quando estava 1 a 0.

Expulsou dois jogadores do Galo.

Dá para chamar Gaciba de ladrão? Não, acho que não. Mas que existem certos árbitros que só erram para um lado, não tenho dúvida.

O problema é de quem ainda tenta assistir a futebol. De quem acredita em futebol e perde tempo com isso.

Nada acontecerá... Gaciba rirá... Que seja feliz...

quarta-feira, julho 23, 2008

Adeus, Luiz Fernando Bindi

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Morreu nessa segunda, aos 35 anos de idade, de um ataque cardíaco fulminante, Luiz Fernando Bindi. Ele era geólogo e jornalista. Suas principais realizações eram o excepcional site http://www.distintivos.com.br/ e o livro "Futebol é uma caixinha de surpresas", cujo estilo reproduzia também no http://www.futeboleumacaixinhadesurpresas.blogspot.com/.

Seu conhecimento ímpar do mundo dos distintivos era explorado por Marcelo Duarte em seu "Fanáticos por Futebol", da Rádio Bandeirantes. Semanalmente (se não me engano), Duarte brindava Bindi com perguntas como "por que o distintivo do Tegucigalpa de Honduras tem uma cruz vermelha e outra verde?", e Bindi sempre, sempre dava a resposta.

Eu sou daqueles que sempre condenou visões apocalípticas do mundo contemporâneo como "a internet e a tecnologia tendem a afastar as pessoas". Muito pelo contrário; acredito firmemente que as novas formas de comunicação permitem, entre outras coisas, que pessoas com afinidades superem barreiras e acabem por se conhecer.

Foi por esses caminhos que "conheci" o Bindi, já fazia uns três anos, por aí. Ele era, assim como eu sou, um dos participantes da Futebol Alternativo, um dos melhores lugares para se discutir futebol no Orkut (Mauro Beting também passa por lá).

Ele estava entre meus contatos no MSN e vez ou outra trocávamos mensagens - por exemplo, conversamos no começo do ano quando o time SEV/Hortolândia foi chamado de SEV/Biônico em alguns veículos da imprensa. O ocorrido gerou um post aqui no Futepoca, que Bindi comentou no seu blog.

Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente. E, da minha parte, seria forçado demais chamá-lo de amigo. Mas é uma pessoa por quem eu nutria profuda admiração - se não tanto por uma questão de amizade, algo que não cheguei a desenvolver, certamente por um lado técnico, profissional, por admirar seu conhecimento e por ambicionar tê-lo, nem que fosse somente a metade, uma fração, algo que já dobraria o que sei sobre futebol.

Vá em paz, Bindi. Quem conviveu com você perdeu um grande amigo, segundo os relatos (ver Trivela e Milton Neves); nós, leitores, perdemos um ótimo profissional.

Foto: miltonneves.com.br

terça-feira, julho 22, 2008

Em nova sessão de fotos, Ana Paula Oliveira mostra tatuagem

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Depois de desistir de ser candidata a vereadora, a auxiliar de arbitragem Ana Paula Oliveira ataca de modelo outra vez. Agora, as fotos são bem mais comportadas do que em julho de 2007 para a Playboy. O destino do ensaio parece ser uma campanha publicitária.

No making of das fotos, a bandeirinhas mostra uma tatuagem de um pássaro misterioso. Isso porque, nas imagens, não fica claro qual é a imagem, por aparecer parcialmente coberta.

Reprodução


Imagens do making
of de fotos de
Ana Paula Oliveira,
com destaque
da tatuagem.



"Quero ser mãe"
A divulgação do making of do ensaio acontece um dia depois da publicação de uma entrevista com Ana Paula pelo jornal Agora, em que ela manifestou dois sonhos, o de ser mãe e de atuar em uma Copa do Mundo. O que atrapalha para o primeiro sonho é não conseguir manter um relacionamento estável e construir família, por conta das viagens e treinamentos.

Para participar de um mundial é diferente. "Ainda tenho 15 anos de carreira, eu acho que dá", declarou.

Ela falou ainda sobre os recorrentes boatos sobre sua sexualidade. "Se eu falar que não sou homossexual, vão dizer que eu estou preocupada em negar. E toda mulher que está envolvida no futebol está vinculada a isso. Ficam procurando pêlo em ovo. Tenho amigos homossexuais, assim como todo mundo. No meio artístico, já vi coisas que me deixaram de queixo caído", declarou.

Clique aqui para assistir ao making of.

Mas...já foi?

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O Internacional de Porto Alegre deve apresentar amanhã sua mais recente e bombástica contratação: Gustavo Nery. Uma aposta pra lá de arriscada, pois, em sua curta passagem pelo Fluminense, o lateral-esquerdo foi vaiado em todas as parcas seis oportunidades em que esteve em campo, de janeiro para cá. Até começou o Campeonato Carioca como titular, nos três primeiros jogos, mas em todos foi substituído. Depois, foi afastado para recuperar a forma física.

Duas hipóteses devem ser consideradas: ou os clubes gaúchos enlouqueceram (pois o Grêmio também disputava o lateral) ou a explicação está no contrato firmado com o Inter, baseado em produtividade. Aí, o risco de não receber nada será todo de Gustavo Nery...

Porque, convenhamos, além da pífia passagem pelo Fluminense, o lateral-esquerdo já não havia jogado nada no Zaragoza, nem no Corinthians e no Werder Bremen. Aliás, suas passagens por Santos, Guarani e São Paulo também não foram assim tão espetaculares. Chegou a disputar jogos pela seleção, sim. Mas não é sonho de consumo de ninguém.

Tanto que, quando viu a notícia da contratação de Gustavo Nery pelo Internacional, nosso companheiro Glauco exclamou: "-Pô, mas esse cara deve ter um excelente empresário!". É outra explicação plausível. E Róbson Florêncio é o nome do cabra.

segunda-feira, julho 21, 2008

Rodada Robin Hood

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A curiosidade da 13a rodada do Brasileirão é que praticamente todos os times que estavam atrás na tabela de classificação ganharam dos mais bem posicionados.

Destaque para os últimos cinco colocados, Ipatinga, Santos, Fluminense, Goiás e Atlético-MG. Todos venceram suas partidas.

O destaque negativo foi o Flamengo, que perdeu para o Vitória dentro do Maracanã, dando chance a de Grêmio e São Paulo encostarem.

Com isso, a tabela embolou de vez.

A distância entre o primeiro e o último colocado é de 16 pontos. Há, ainda, cinco times com 15 pontos. Veja a tabela aqui. Com cerca de 2/3 do primeiro turno, a palavra é equilíbrio. O nível é baixo, mas equilibrado.

Ao que interessa, o Galo – Todo esse nariz de cera foi para falar do Galo. Quando tudo parecia dar errado, com dois gols bobos tomados em falhas individuais, a vontade dos jogadores e a entrada de Petkovic fizeram tudo mudar. O sérvio ajudou a corrigir o esquema extremamente cauteloso de Alexandre Gallo, com três volantes, e fez as principais jogadas da virada por 3 a 2. É pouco ficar fora da zona de rebaixamento, mas é melhor que nada.

Destaque para mais de 20 finalizações a gol, defendidas pelo goleiro do Coxa. O time está começando a jogar bem, com bom volume, mas falta um atacante que saiba fazer gol. Alguém tem alguma indicação?

Joga uma partida e pára. Joga vinte minutos e pára

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O Palmeiras perdeu para o Goiás por 3 a 2.

Depois do apagão, a reação. Com dois a zero abertos aos 21 do primeiro tempo, o Palmeiras chegou ao empate ainda no primeiro tempo, com um gol de Alex Mineiro, artilheiro, e outro de Jeci, zagueiro. Um com passe outro com cruzamento de Léo Lima.

(Se havia impedimento no tento do camisa 9, foi milimétrico. Não vi o tira-teima, e acho que estava na mesma linha).

De novo, ao se ver perdendo, Vanderlei Luxemburgo pôs o meia Evendro no lugar de um volante. No caso, Sandro Silva. Depois, ainda entrou Maicosuel.

Depois da reação, na volta para o segundo tempo, seria manter o ritmo, virar a partida e evitar o quarto revés como visitante no campeonato. Mas não foi.

Explica o Palmeiras Todo Dia como a virada não chegou: "o Verdão parecia que chegaria sem problemas ao terceiro gol, até que Diego Souza resolveu inventar perto da área; o camisa 7 tentou driblar três marcadores, perdeu a bola que sobrou para Romerito cruzar para Alex Terra fazer 3 x 2 para os donos da casa. Três minutos depois, Kléber entrrou de vez qualquer possibilidade do Palmeiras ao chutar um adversário fora do lance de bola; não restou outra alternativa ao juiz a não ser expulsar o atacante (foi sua terceira expulsão no campeonato)."

Some-se a isso que "mantendo os laterais presos e com Valdivia e Diego Souza mais uma vez em tardes infelizes, o Palmeiras pouco criou" na segunda etapa, como bem lembra o Parmerista Conrado.

Outro dado positivo foi a substituição do meia chileno, sacado por não render. Denílson tampouco resolveu, mas é bom não haver intocáveis. Principalmente quando os rumores sobre a venda para o Hertha Berlim são crescentes.

Além de sair do G4, na segunda etapa, o rebaixável Goiás poderia ter marcado mais gols.

Preocupante
Após a derrota, como visitante, para um time que permanece na zona de rebaixamento, o Palmeiras tem o Santos pela frente na quinta-feira. Depois de vencer a primeira com Cuca, o agora livre da lanterna vai querer, como nunca, vencer os verdes.

O time não tem Kléber nem Denilson, expulsos. Não tem também Léo Lima, com terceiro cartão amarelo. Gustavo, David e Martinez continuam em recuperação. Pode ter Pierre, se estiver recuperado, e Élder Granja, se superar o embargo do Corinthians de Alagoas.

É pedreira. Mas outra sequência de partidas sem vencer seria fatal para as pretenções do time de Luxemburgo.

A síndrome de início de jogo é preocupante especialmente em partidas fora do Palestra Itália. O time até cria um lance ou outro, mas dá bobeira na defesa, especialmente nas bolas aéreas. E a falta de regularidade depois da vitória diante do Fluminense, e mesmo dentro da partida. Um time que empata depois de estar perdendo por 2 a 0 precisa se concentrar muito em campo.

Terapia?
Kléber precisa fazer terapia. A terceira expulsão precisa ser colocada em perspectiva. Não basta o desgovernado atacante não fazer mais faltas. Precisa entender que ele não pode mais dar carrinho, mexer os braços. Não que eu considere a expulsão injusta. Como bem apontou o comentário do Rafael, sem imagens, só há o zagueiro Rafael Marques com a mão no tornozelo e pouca reclamação dos jogadores. A expulsão dá razão aos críticos e aos apelidos simpáticos, já que se trata do recordistas de cartões vermelhos no campeonato.

O cara é raçudo, mas se excede. E, quando acerta jogadores sem bola ou com o cotovelo, forma um histórico nada favorável. Cada vez mais, se ele entrar numa jogada mesmo sem ser desleal vai tomar cartão. Mesmo já marcado, o cara continua entrando duro demais e se deixando levar pelo nervosismo. Esse é um dos motivos do intertítulo.

O outro tem a ver com a falta de regularidade do time e com o que o Vicente Criscio, do Terceira Via Verdão, elenca. São sete questões para refletir. Na derradeira, lembra que o Palmeiras está "com o mesmo problema da época de Caio Jr.". "Em outras palavras: "Não ganhamos na hora que temos que ganhar". Não sei se concordo integralmente, mas dá o que pensar.

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Atualizado às 19h40

domingo, julho 20, 2008

A maré vai virar?

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Antes do jogo, o técnico Cuca brincou com um repórter dizendo que aquela era a “estréia” dele no comando do Santos. De fato, após ter pedido demissão na derrota para o Figueirense, muita coisa parece ter acontecido no clube, e finalmente a diretoria parece ter bancado o treinador diante daqueles que mais atrapalhavam seu trabalho: os jogadores. 

Vontade e raça não bastam, mas são primordiais para um time que quer sair da crise. E os atletas do Santos mostraram isso. Sem opções, Cuca voltou a atuar com três zagueiros como, na prática, já vem fazendo há tempos. A diferença é que Rodrigo Souto, que vinha jogando à frente da zaga, deu lugar a Fabiano Eller na posição. O zagueiro deu mais qualidade na saída de bola, mas por diversas vezes, em função da falta de entrosamento, o sistema defensivo deu brechas ao Sport no primeiro tempo, principalmente com uma mal ensaiada e quase enfartante linha de impedimento, fundamental para jogar em cima do adversário.

À frente, o arisco Maikon Leite foi substituído pelo paraguaio Cuevas. O ex-atleta da seleção guarani carece ainda de uma melhor condição física, mas se movimentou bem, abriu espaços e cavou faltas importantes e cartões amarelos preciosos. Aliás, outra mudança de Cuca foi em relação à cobrança de faltas. Provavelmente cansado de ver Kléber errar tanto nas últimas partidas, quem cobrou a maioria das jogadas de bola parada foi Molina, que levou muito perigo ao gol de Magrão.

E foi o colombiano que sofreu o pênalti que resultou no gol do Santos. O arqueiro do Sport defendeu a cobrança de Kléber Pereira, mas o próprio atacante marcou no rebote. Aos poucos, o artilherio volta ao seu normal: desperdiçou uma oportunidade clara de gol, quase perdeu a penalidade e marcou o gol da vitória. Performance que os santistas já se acostumaram a ver.

Na segunda etapa, o Alvinegro conseguiu postar melhor a defesa, tentando aplicar contra-ataques que praticamente não aconteceram a partir dos 20 minutos. Mas o Sport não demonstrou forças pra buscar o empate, apesar da tentativa de abafa nos minutos finais. Não foi um grande jogo, mas o resultado foi justo e um alento para Cuca, que pode virar definitivamente a maré a seu favor se o Santos derrotar o time de Luxemburgo na quinta-feira. Difícil, mas longe de ser impossível.

A propósito, em sua coluna na revista Carta Capital, o ex-jogador Sócrates falou sobre a situação do Peixe. Para ele, há jogadores que não têm estrutura emocional para atuar em clubes grandes, e se estes são maioria no elenco, a equipe acaba sucumbindo em momentos decisivos da partida. Isso por conta de uma insegurança temporária, que vai embora a partir de uma vitória ou seqüência delas. Aí a fase ruim se esgota em sim mesma. Tomara que seja esse o caso do Santos. 

sábado, julho 19, 2008

Cristiano Ronaldo é escravo no Manchester?

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O namorado da bela espanhola Nereida Gallardo é um português que trabalha na Inglaterra, na cidade de Manchester. Cristiano Ronaldo quer sair de seu emprego e migrar para a Espanha, mais precisamente em Madri, a serviço do time Real. Acontece, que o patrão desse gajo não quis deixar o sujeito ir embora. Tanto fez, que ele ficou. Está preso, por contrato, até 2012.

– Existe muito de escravidão moderna nas transferências e na compra de jogadores – bradou Joseph Blattler, presidente da Fifa, bem acomodado em seu escritório na Suíça.

Enquanto isso, a cidade de Manchester recebeu o rei do futebol, Pelé – que saia justa, entende? –, a quem se perguntou se concordava com Blatter:

– Você é um escravo se você trabalha sem contrato ou se você não é pago – disse o rei – Se há um contrato, então, como em qualquer outro emprego, você deve cumpri-lo. Acho que quando ele [Cristiano Ronaldo] terminar seu contrato ele então estará livre para ir para o clube que quiser. Se há um contrato, então, como em qualquer outro emprego, você deve cumpri-lo. Acho que quando ele terminar seu contrato ele então estará livre para ir para o clube que quiser.

Corroborou com a nota oficial do clube.

Cristiano Ronaldo se recupera de uma operação no pé. De muletas, não pôde alongar as férias com sua supra-citada namorada que, depois de curtir o descanso com anel no dedo ganho, saiu por aí sem anel, vide foto (foco só nos dedos!). Tudo bem, esse parágrafo era só pra confundir, por isso a foto pequena.

Quando a Lei Pelé foi aprovada, substituindo a Lei Zico, o debate esbarrava na liberdade para os jogadores. Ao se comemorar 10 anos da legislação, sancionada em março de 1998, os defensores diziam que representava a liberdade para os jogadores que não estariam mais presos aos clubes.

No Brasil, ficam vinculados a empresários. E a palavra "passe" continua a ser empregada por cartolas e jornalistas.

Para Pelé, que batizou a lei debatida e aprovada durante sua gestão no Ministério dos Esportes, escravidão, no futebol é estar preso ao clube, a quem está submetido completamente: é só o presidente querer e o jogador fica ou sai.

Curiosa situação. Em fevereiro, especulava-se em 44 milhões de libras (cerca de R$ 150 milhões) o salário do moço por seis anos.

Escravidão, não é. Um contrato ruim, talvez? Se isso for possível, com R$ 2 milhões por mês na conta.