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sexta-feira, março 23, 2007

Um outro Zé Roberto

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Outro dia o treinador Émerson Leão comentou que seu ex-pupilo Robinho, campeão brasileiro de 2002 pelo Santos comandado pelo “rei da selva”, estava triste, que não demonstrava mais a alegria de antigamente. Agora, leio uma matéria do Uol segundo a qual “o meia-esquerda Zé Roberto jamais havia vivenciado um período tão fértil como goleador”.

Segundo a matéria, “em seis jogos na competição sul-americana Zé Roberto marcou três vezes - 0,5 gol por jogo”, enquanto “precisou de 53 jogos na Liga dos Campeões da Europa para fazer também três gols - média de 0,05 gol”. Ou seja, na média, dez vezes mais. Segundo o site do Santos, Zé Roberto (na foto acima, comemorando o gol contra o Gimnasia na Vila Belmiro, dia 14) fez 44 gols nos 597 jogos de sua carreira (0,07 por jogo). Se ele mantivesse a média recente da Libertadores, teria feito no mesmo número de partidas não 44, mas 298 tentos. Enquanto Robinho está mais triste, Zé Roberto está mais alegre. Por que será?

Como se sabe, o camisa 10 do Santos está jogando hoje mais avançado e com mais liberdade sob Luxemburgo do que em sua época de futebol alemão e também da seleção brasileira do bolha do Parreira, que eternizou a célebre verdade de que “o gol é um detalhe”.

Pena que seja inevitável que eles tenham de viver mais tristes, amarrados sob táticas dos “gênios” fascistas como o Fabio Capello e outros. Inevitável pela grana que, como disse Caetano, “ergue e destrói coisas belas”.

4 comentários:

Olavo disse...

A crítica ao Parreira não procede. O Zé jogava mais recuado num time que tinha Kaká e Ronaldinho como meias de ligação - ou seja, sem a necessidade de lançar um volante tão à frente como no Santos de hoje. No qual, precisamos reconhecer, Zé joga avançado porque o Santos não tem tantos meio-campistas de qualidade assim.

E chamar o Capello de fascita é algo até grave.

Edu Maretti disse...

Caro, o Zé Roberto de Parreira responsável por marcar lateral é o mesmo Zinho que todo mundo chamava de enceradeira (na seleção de Parreira, e não no Palmeiras de Luxemburgo, onde era um meia), o mesmo Zagallo que foi o primeiro "ponta" oficialmente recuado, entre tantos outros iguais, que fizeram a mesma figura tática parreirista.
E o Capello é fascista.

olavo disse...

Então diz pra mim: se o Santos tivesse dois meias como Ronaldinho Gaúcho e Kaká você escalaria o Zé tão à frente?

Edu Maretti disse...

Essa pergunta não vai dar pra responder como comentário (que seria longo), vou responder depois, como um novo post (como sugeriu Anselmo quando um comentário pedir mais linhas do que um comentário deve ter...)