Destaques

quinta-feira, setembro 06, 2007

Troféu Bola Fora: as piores arbitragens do ano

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A CBF promete a profissionalização dos árbitros. Até que a idéia saia do papel, o nível técnico dos jogadores do Campeonato Brasileiro vai para segundo plano diante da constatação de quão tosca é a arbitragem no Brasil. Querendo laurear essas pessoas que tanto nos fazem rir e chorar, e que hoje são atores principais e não mais coadjuvantes, o Futepoca lança uma enquete para escolher quem foi o autor da maior Bola Fora da temporada até aqui.

Escolha o erro mais bizonho e seu respectivo autor votando ao lado. Extravase todo seu ódio, veja quem são os candidatos e vote. Vamos criar a premiação :

Ana Paula Oliveira a bela ainda pena por ter supostamente errado na partida entre Botafogo e Figueirense, válida pela Copa do Brasil. Na ocasião, ela anulou dois gols da equipe carioca e provocou a ira de Carlos Augusto Montenegro e ganhou um séquito de fãs que sempre lembram dela com especial carinho. Errou também a favor do São Paulo contra o Santos, no campeonato paulista, quando invalidou um gol legítimo de Jonas. Depois reconheceu o erro e Luxemburgo nem xingou.

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Carlos Eugênio Simona dois metros do ocorrido, só o árbitro gaúcho não viu o pênalti contra o Botafogo no jogo com o Atlético (MG), válido pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Erro grotesco, depois chorou as pitangas e também, humildemente, disse que de fato havia se enganado. Perguntem se algum atleticano o perdôou.

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Leonardo Gaciba fez uma arbitragem digna de nota no jogo entre Paraná e São Paulo no primeiro turno, marcando uma penalidade máxima mandrake que originou o gol da vitória paulista. Além disso, no último minuto, anulou um gol legal do zagueiro paranaense Luis Hnrique. Obra completa.

Paulo César de Oliveira apesar da nota dez na prova teórica, precisa refazer os exames médicos já que não viu a raquetada de Marcel, do Grêmio, contra o Fluminense. O lance de vôlei foi uma verdadeira assistência para o gol de Patrício.

Luis Antônio Silva Santos – marcou uma falta duvidosa a favor do Inter na partida contra o Atlético (PR), próximo ao final do jogo. Não contente, assinalou a mesma como se tivesse sido dentro da área, quando foi, na verdade, meio metro fora. A falha estapafúrdia resultou no gol da vitória do time gaúcho.

Djalma Beltrami confesso que foi um lance difícil, mas a pressão palestrina fez com que o árbitro fosse incluído na relação em decorrência do gol mal anulado de Max no jogo contra o São Paulo, no Parque Antarctica. Os botafoguenses fizeram até comunidade no Orkut para reclamar do Beltrami na final do Campeonato Carioca de 2007, mas isso já são outras queixas.

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Elvécio Zequetto outro homem de preto muito bem quisto pelos botafoguenses. No jogo contra o Figueirense, o juizão não marcou pênalti de Felipe em Jorge Henrique e também levou a culpa pelo bandeira não ter marcado impedimento no gol de empate do Figueirense no jogo que terminou em 1 a 1.

Um aniversário sem festa

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Ontem, para quem não sabe, o Mineirão completou 42 anos. Odeio chamá-lo de Magalhães Pinto, xô ditadura. Teve até placa para o goleiro adiantado Rogério Ceni (posição nova inventada no futebol, só para provocar os sampaulinos que amam Rogério sobre todas as coisas.)

Na festa só esqueceram de um futebol melhor. O Galo, mesmo 10 posições abaixo na tabela, não se intimidou, marcou o São Paulo em seu próprio campo, coisa que o tricolor costuma fazer com os outros (segundo o Renato fez tantas faltas quanto o sampaulo faz). Se não houve futebol para recordar, o jogo mostrou o caminho para quem quiser anular o SP: é só marcar.

Mostra-se com isso que, não importa o time que ganhe, e deve ser o Sampaulo, este será o campeonato mais medíocre da era pontos corridos. Ou alguém se lembra de algum jogo épico, inesquecível? Meu único medo é que no ano que vem tenhamos saudade de 2007 por ter piorado mais ainda. Oxalá, esteja errado.

Mas, voltando ao Mineirão, tenho a mesma idade do estádio e o que vi de futebol do meu time foi lá. Recordo do times maravilhosos do Galo, de Reinaldo, Cerezzo, Palhinha, Éder etc, porque não de Marques e Guilherme (embora aí o nível caia muito).

Lembro também, ainda criança, a perda da final de 1977, até então a dor mais doída que sentira. Depois vieram outras piores, mas isso é outra história.

Para fechar, um parêntese de uma gracinha que o Arnaldo César Coelho disse no jogo de ontem. O Cléber Machado perguntou se ele sabia quem havia apitado a final referida acima, e Arnaldo respondeu: o juiz foi tão bem que ninguém lembra.

Revoltei-me: Arnaldo, faz quase trinta anos que não esqueço de um juiz que não deu nem cartão amarelo para uma das maiores agressões que já vi no futebol, o Chicão pisando no joelho de Ângelo caído, com a perna quebrada. O juiz era tão parcial e covarde quanto o comentarista que estava ontem na Globo.

Mais lambança

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O São Paulo empatou sem gols com o Atlético Mineiro no Mineirão e, com a ajuda de Cruzeiro e Vasco está com mais folga na liderança do campeonato. O que não quer dizer que eu concorde com uns e outros que acham que o campeonato já acabou. O Cruzeiro tem um jogo a menos (o que derruba a vantagem dos precavidos para seis pontos) e faltam 14 rodadas para o final.

Mas o que chamou a atenção no jogo foi a arbitragem. A atuação de Paulo de Godoy Bezerra foi risível. Deixou de expulsar o Breno no primeiro tempo, não marcou um pênalti absurdo em Jorge Wagner, que valeria a expulsão do goleiro Edson por agressão, não deu o merecido segundo amarelo para Éder Luis e não mandou voltar o pênalti mal batido por Coelho, na adiantada monumental de Rogério Ceni. É erro pra ninguém botar defeito, além de comprovar que, como escrevemos no post abaixo, se for pra avaliar não sobra um.

Ah, sim. O jogo foi ruim a valer.

Rogério Ceni: o único goleiro do mundo que se adianta em cobrança de pênalti

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Na hora da cobrança deu pra ver nitidamente: o goleiro do São Paulo, Rogério Ceni deu um passo enorme com a perna direita e, assim, conseguiu o apoio necessário para saltar e defender o chute de Coelho, do Atlético-MG (na foto, o lance). Na TV Globo, o locutor Cléber Machado e os comentaristas Falcão e Arnaldo César Coelho acusaram a irregularidade de imediato. No replay, por diversos ângulos, o passo a frente era incontestável. Mas o árbitro catarinense Paulo de Godoy Bezerra não mandou voltar o pênalti, para desespero do técnico atleticano (e ex-goleiro) Emerson Leão.
Até aí, morreu Neves. Não é a primeira nem a centésima vez que Rogério Ceni se adianta numa cobrança de pênalti. Raríssimas vezes, isso permitiu que fizesse a defesa. E, mais raro ainda, algum juiz teve peito de mandar voltar. Porém, a cada vez que ele se adianta, impede o gol e o árbitro se faz de desentendido, o mundo desaba em sua cabeça. Tudo bem, faz parte.
Mas será que ele é o único no Brasil ou no mundo que se adianta na hora do pênalti? E será que é só com ele que os juízes não voltam a cobrança? Eu vi pelo menos meia-dúzia de defesas de pênalti este ano e, na maioria, o goleiro se adiantou. Nenhuma cobrança foi repetida. E ninguém falou absolutamente nada. Por que? Tá, eu sei, vão falar que é o "apito amigo são-paulino", que o Rogério é "frangueiro", "arrogante", "superestimado", "ajudado" etc, etc. Mas isso desvia o foco do problema crucial: a falta de critério (mundial) da arbitragem em cobranças de pênalti.
Por que, na hora das cobranças, os dois auxiliares não ficam postados, um de cada lado, nas bandeirinhas de escanteio? Eles poderiam acusar o adiantamento. E por que a televisão não pode ser consultada num momento desses? Se o passo a frente foi escandaloso e o juiz não acusou, a decisão de voltar a cobrança não pode ficar somente com ele. Parece tão simples, mas, sei lá, tem coisas que parece que ninguém quer mexer. E a culpa, pra variar, é do Rogério Ceni!


Ps.: O Lance! de hoje traz a foto que flagra o passo a frente do goleiro do São Paulo e, logo acima, um lance anterior em que o goleiro do Atlético-MG, Édson, dá uma voadora com o pé direito no peito do Jorge Wagner, dentro da área. O juiz não deu pênalti nem cartão vermelho (e nem amarelo). Mas, lógico, o "apito amigo" é sempre são-paulino...

quarta-feira, setembro 05, 2007

Juiz ladrão? Os erros dos árbitros reprovados pela CBF

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Enquanto Ana Paula Oliveira dá um baile nos marmanjos e esbanja boa forma e conhecimentos técnicos, alguns dos homens fizeram feio na provinha da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ela ficou com 9,5, a segunda melhor nota, atrás apenas de Paulo César de Oliveira, o único 10.

No geral, 45% dos árbitros e assistentes tiraram de 7 para cima, e estão aprovados. Um em cada quatro tiraram 6 ou 6,5. Esses continuam apitando, mas serão reavaliados e precisam tirar pelo menos 7 na próxima provinha, dia 14 de setembro. Quem ficou com 5 ou 5,5 foi afastado até a reavaliação. Já os de nota abaixo de 5 estão afastados do restante da competição em que atuam, e passarão por um cursinho de reciclagem.

Dos 20 árbitros que atuaram na Série A do Campeonato Brasileiro deste ano, sete vão ter segunda chance na próxima sexta-feira, dia 14, em novo teste. Dos 10 assistentes de arbitragem mais escalados, metade acertou menos de 14 respostas, das 20 questões de múltipla escolha. Ao carioca Hilton Moutinho, nota 5, coube a lanterna das notas.

(Interessante notar que o critério da CBF é bastante flexível. Quem erra seis em 20 questões de múltipla escolha sobre regras do futebol continua apitando. Eu presumia que, no mínimo, os homens e mulheres de preto conhecessem as 17 regras do futebol)

Paulo César de Oliveira, o nota 10, ironicamente tem nas costas pelo menos três reclamações em lances capitais em jogos deste Campeonato Brasileiro:

O Botafogo reclamou de um pênalti não marcado em Dodô, no empate contra o Paraná. Já o Corinthians atesta que o lateral que originou o gol do São Paulo no empate do primeiro turno foi invertido. O Fluminense reclama toque de mão de Marcel, no lance do gol de empate do Grêmio, marcado por Patrício. Como os jogos terminaram empatados, ele teria alterado o resultado de todos.

Já Washington de Souza, um dos lanternas com nota 4,5 (vai passar por um curso intensivo pelo desempenho pífio) tem pelo menos quatro reclamações em seis jogos:

O América alega que o gol do Vasco, na primeira rodada, se originou em lance faltoso. O Mecão perdeu por 1 a 0. O São Paulo reclama que, na derrota para o Náutico, Aloísio foi expulso injustamente quando o jogo estava empatado. No empate sem gols entre Sport x Vasco, curiosamente, sobram reclamações. O time recifense afirma que teve um pênalti não marcado a seu favor. Já o Vasco reclama de inversões de faltas durante a partida.

O que prova que na arbitragem brasileira, não sobra um.

(por Anselmo e Thalita)

Racismo introjetado em uma nação

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Por mais que se diga que não, o preconceito contra negros ainda é um status quo no Brasil. Claro que hoje a questão é mais debatida e combatida do que antes, mas, infelizmente, vemos atitudes racistas todos os dias, em todo e qualquer lugar. O que choca é perceber que, mesmo que a pessoa não externe seu preconceito, aquilo está introjetado nela, é um comportamento automático. E mais triste é saber que os negros têm consciência desse racismo velado – mas latente – e, por conta própria, tomam suas precauções. Um exemplo foi o comentário do meia Hugo, do São Paulo (foto), sobre a punição severa que deverá tomar (com toda justiça) por ter cuspido gratuitamente num jogador do Paraná: "A expulsão foi correta. E estou muito arrependido. (...) Meu pai disse que, por sermos negros, temos sempre de andar reto, porque as coisas repercutem mais". Depois disso, começou a chorar e encerrou a coletiva. Fico sinceramente comovido quando gente simples, como o pai do Hugo, fala uma dessas verdades que todo mundo sabe e ninguém tem coragem de dizer. É uma espécie de código velado de compartamento, de racismo enraizado na sociedade e (quase) nunca abertamente declarado. Um apartheid silencioso, resistente e "tradicional". Dizem que errar é humano. Mas ao negro, no Brasil, isso não é permitido. E eles sabem disso. Às vezes dá vontade de sumir...

Preocupação com o América-RN nos EUA

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Dizem que a cidade de Boston abriga a maior colônia brasileira nos Estados Unidos, com cerca de 80 mil imigrantes. E a maioria, lógico, continua doente por futebol. Não por acaso, Boston foi escolhida para abrigar a partida entre Brasil e México no próximo dia 12, no Gilette Stadium (foto). Um dos "desterrados" de lá é o jornalista paranaense Olavo de Souza, que comanda um programa em português para brasileiros - o Rota da Notícia - numa rádio AM local. Ele me telefona diariamente para gravar um pequeno boletim com notícias do ABCD paulista. E hoje me contou que pôs no ar uma entrevista com o radialista Exnar Tavares (o nome é esse mesmo!), da Rádio Poty de Natal (RN), falando sobre as agruras do América local como saco de pancadas do Brasileirão. "Marcos, você não vai acreditar: cinco minutos depois, uns dez torcedores do América de Natal daqui de Boston ligaram para o programa, para comentar a situação do time!", me exclamou o Olavo. Pois é: o futebol brasileiro pode ser tecnicamente sofrível, com jogos fracos e arbitragens catastróficas, público baixo etc., mas é inegável que desperta interesse. Até em Boston - e, mais impressionante, de torcedores do pior time da competição! É, realmente, a paixão tupiniquim.

Leviandade

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Pra variar, é sobre a mídia.

A colunista do Valor Econômico Rosangela Bittar explica, em seu texto de hoje, o motivo da saída de Paulo Lacerda, o delegado que mudou a Polícia Federal. Segundo ela, o problema foi a operação Xeque-Mate, que atingiu Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho de Lula, além de um compadre do presidente, Dario Morelli Filho. Lula teria ficado contrariado e decidiu, sem consultar Tarso Genro, ministro da Justiça, substituir Lacerda.

Bittar vê nas declarações de Genro e do novo diretor da PF Luiz Fernando Corrêa, de que a polícia vai pautar sua atuação pela discrição e busca de provas, não pela publicidade (as palavras são minhas, as deles foram mais suaves) como uma prova da motivação.

Claro que a ligação de Corrêa com setores sindicais da PF, com quem Tarso tem ligação, nadatem a ver com a mudança. Ela mesma afirma que Tarso sempre esteve desconfortável com Lacerda, que não se sentia responsável pelas ações da PF, mas isso também não tem nada a ver.

Como é leviano esse Lula!

terça-feira, setembro 04, 2007

Ainda longe dos gramados, Ana Paula Oliveira desfila na passarela

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A Umbro, fabricante de material esportivo inglesa, terá um reforço para divulgar a coleção de calçados do verão 2008 no Brasil. Ana Paula Oliveira, a bandeirinha mais pelada do planeta, vai desfilar no Oscar Fashion Days (OFD). O evento ocorre de 12 a 15 de setembro em São José dos Campos (SP).

Se antes os homens de preto eram motivo de vergonha até para suas mães, a moça que conquistou corações e discussões acaloradas sobre o papel da mulher no futebol com sua performance dentro e fora do campo. Se por "fora do campo" o visitante entendeu "fotos na Playboy tiradas por JR Duran na edição de julho", entendeu apenas parcialmente. A moça já participou de comerciais de TV e fez trabalhos de modelo.

Ana Paula sobe à passarela no dia 13, logo depois da modelo Ana Hickmann que desfila por outra marca. Os motivos porque a apresentadora é citada aqui ficam para as especulações dos comentaristas.




Ana Paula e a Umbro
Nos gramados ela carrega uma munhequeira da Umbro e uma chuteira modelo X-Boot II. A tecnologia do calçado evita até que ela seja chamada de pé-frio, já que possui propriedades térmicas de refrescar quando faz calor, e aquecer nos momentos de frio.

Enquanto muitos fãs tenham adorado vê-la sem roupas, quando ela dá as caras em programas de televisão, a moça já tem vestido itens da fabricante britânica, incluindo a coleção Black Leopards, desenvolvida para ajudar a comunidade carente de Limpopo, província do norte da África do Sul.

A Umbro sustenta que o contrato com Ana Paula, assinado em março, faz parte de uma estratégia voltada a esportistas femininas. A primeira das musas do futebol patrocinada foi a inglesa Rachel Yankey, do Arsenal. Os times femininos do clube Pinheiros, de São Paulo, e do Santos, semi-finalista do campeonato paulista de 2007 na categoria, recebem apoio da marca.

Polêmica
O patrocínio da Umbro a Ana Paula deu pano para manga às reclamações de botafoguenses que se sentiram prejudicados com a atuação da assistente de arbitragem na semi-final da Copa do Brasil deste ano. Ocorre que a fornecedora de material esportivo do Figueirense, a equipe beneficiada pelos dois gols anulados da Estrela Solitária, também é a empresa inglesa.

Corinthians é caso de polícia, literalmente

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Deu no blog do Juca e na Agência Estado: policiais do Deic, acompanhados de promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), fazem operação de busca e apreensão no Corinthians.
A operação, diz o site do Grupo Estado, “investiga a emissão de cerca de 80 notas frias que teriam lesado as finanças do Corinthians”. E mais: “Alberto Dualib é acusado de liderar quadrilha de estelionatários”.

Mundial Sub-17

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A competição é de certo modo meia-boca, mas merece um registro. Tá rolando, na Coréia do Sul, a 12ª edição do Mundial Sub-17, torneio que já teve até a Arábia Saudita como campeã.

O torneio está em sua fase semifinal. Os quatro que persistem na luta pelo título são dois africanos, Gana e Nigéria, e dois europeus, Alemanha e Espanha. O que permite análises bem interessantes.

Do lado dos africanos, a boa campanha não é surpreendente. Nigéria e Gana têm camisa - ambas faturaram dois Mundiais cada, uma marca expressiva. O bom desempenho africano nos torneios da base contrasta com a frágil participação dessas seleções nas Copas do Mundo, quando as melhores marcas foram apenas duas quartas-de-final, com Camarões (1990) e Senegal (2002). É simplista dizer que os africanos vão tão bem assim por conta dos "gatos"; por outro lado, fechar os olhos para isso seria ignorar uma questão bem sugestiva. Discussões polêmicas à parte, o futebol de nigerianos e ganeses têm sido ótimo no Mundial, com destaque para os atacantes Chrisantus (Nigéria) e Osei (Gana).

E falando em análises simplistas, ver Espanha e Alemanha na fase decisiva do Mundial é algo que derruba muitas "teorias de boteco". Muito se diz - e o Mundial Sub-20, onde nenhum europeu de primeira linha esteve presente sugeriu a idéia - que os países mais ricos da Europa têm poucos jogadores de qualidade porque seus clubes importam atletas a torto e a direito. A incapacidade da Espanha de formar uma seleção forte seria o principal expoente dessa realidade. Pois bem, estão aí os moleques espanhóis e alemães dando trabalho. Os ibéricos principalmente.

Quanto ao Brasil, só pra não passar batido: o time fez na Coréia do Sul sua pior campanha na história do Mundial Sub-17, caindo nas oitavas-de-final. Curioso é que o desempenho da seleção foi à base de extremos. Duas goleadas históricas, contra Nova Zelândia e Coréia do Norte nas primeiras partidas; e nas duas últimas, atuações pífias e derrotas contra Inglaterra e Gana. Lulinha, principal estrela do time, jogou muito mal.

No meu Futebase faço uma cobertura mais detalhada da competição.

Vai começar a Champions League 07/08

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Com atraso, posto os grupos da Liga dos Campeões da Europa.
Vai começar a temporada de ódio mortal ao futebol italiano neste blogue!
Quem aposta no campeão?

Grupo A
Liverpool
Porto
Marseille
Besiktas

Grupo B
Chelsea
Valencia
Schalke 04
Rosenborg

Grupo C
Real Madrid
Werder Bremen
Lazio
Olympiacos

Grupo D
Milan
Banfica
Shakhtar Donetsk
Celtic

Grupo E
Barcelona
Lyon
Stuttgart
Rangers

Grupo F
Manchester United
Roma
Sporting
Dynamo Kiev

Grupo G
Internazionale
PSV
CSKA
Fenerbahce

Grupo H
Arsenal
Sevilla
Slavia Praga
Steaua Bucareste

A primeira rodada, nos dias 18 e 19 de setembro, será a seguinte:



Dia 18









Marseille

x

Beşiktaş


Porto

x

Liverpool


Chelsea

x

Rosenborg


Schalke

x

Valencia


Real Madrid

x

Bremen


Olympiacos

x

Lazio


Milan

x

Benfica


Shakhtar

x

Celtic


Dia 19








Rangers x


Stuttgart


Barcelona x


Lyon


Roma x


Dynamo Kyiv


Sporting x


Man. United


PSV x


CSKA Moskva


Fenerbahçe x


Internazionale


Arsenal x


Sevilla

segunda-feira, setembro 03, 2007

Energia

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Continuando a série "há coisas mais importantes do que futebol", do post do Glauco abaixo.

Quem está interessado em crise energética, acordo de gás Brasil-Bolívia (origens), "desestatização" do setor de energia elétrica (no governo FHC), os riscos ou não de um novo apagão, a importância da Petrobras ainda hoje, a oposição histórica (ainda hoje, pois a história é longa) entre os ideários Getúlio Vargas x FHC (e Lula depois disso) etc, enfim, quem tiver interesse no tema leia o dossiê "Energia – o espectro liberal", na revista CartaCapital desta semana, 5 de setembro (n° 460). Vale (do Rio Doce) a pena. Com o perdão do trocadalho.

O exemplo do Liverpool

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Ontem, antes do clássico entre Santos e Corinthians, 500 torcedores rivais brigaram em frente ao Emilio Ribas, próximo ao Pacaembu. Após a partida, nova confusão. Sobrou até para o santista Mano Brown, que tentou apartar o conflito e acabou preso. Desfeito o "engano", foi liberado. Nada incomum, infelizmente no futebol brasileiro, e o público de onze mil pessoas deixa claro o efeito que isso tem em quem quer ir torcer mas não pretende arriscar acabar apanhando.
Introdução feita, na Inglaterra, país dos famosos hooligans que, depois de um trabalho sério do Poder Público local dão muito menos trabalho que qualquer organizada tupiniquim atualmente, vem um exemplo comovente de integração de equipes rivais. A parceira Bia está em Liverpool e foi assistir a partida entre o time dos Beatles e o Toulose, para decidir quem iria para a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Mas a cidade ainda estava em choque. Na quarta-feira passada, dia 22, Rhys Jones, de 11 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto jogava bola, no estacionamento de um pub em Liverpool. Provavelmente, mais um crime de gangues juvenis que estão ganhando corpo em alguns lugares da Europa.

Ao centro, a mãe de Jones ao lado do pai e do irmão do garoto






O garoto era torcedor do Everton, maior rival do Liverpool, e tinha ingressos para todas as partidas do time na temporada. Isso não impediu que o menino fosse homenageado pelo clube rival no jogo contra o Toulose. Bia descreve assim a homenagem:

No jogo contra o Toulouse, da França, que valia vaga para a fase de grupos da Liga dos Campeões, o Ainfield recebeu os pais e o irmão de Rhys. O azul da camisa do Everton contrastava com o vermelho das 43 mil pessoas que lotavam o estádio. A princípio, os dirigentes estavam com receio de que os torcedores do Liverpool não recebessem bem aqueles três “rivais”.

Mas a recepção foi melhor do que todos ali poderiam imaginar. A começar pelo profundo e respeitoso silêncio que tomou conta do estádio enquanto os auto-falantes tocavam Johnny Todd, hino da torcida do Everton. Traduzindo para o futebol brasileiro, é a mesma coisa que os palmeirenses respeitarem e aplaudirem a execução de “Corinthians minha vida”, em pleno Palestra Itália, onde os torcedores chiam até com o preto e branco no banner do patrocinador. Os torcedores do Liverpool, que também não admitem a cor azul em Ainfield, tiveram essa atitude e, em seguida, dedicaram o próprio hino, “You’ll never walk alone”, para o menino.

Foi a cena mais bonita que presenciei em um estádio de futebol. É fato que, se a cada rodada, fossemos homenagear as mortes estúpidas que acontecem no Brasil, seriam horas, não minutos de silêncio. E um silêncio que não seria respeitado. Afinal, respeito é uma palavra que passa longe do futebol brasileiro, onde o hino nacional é vaiado e jogador precisa ir a um programa de televisão dizer que é macho.

O comportamento dos torcedores do Liverpool foi tão sensacional que, ao final da partida, apesar da goleada por 4x0, a barulhenta torcida do Toulouse cantou e aplaudiu o nome do Liverpool. Na saída do gramado, a mãe de Rhys declarou que o menino deve ter aberto um sorriso ao saber que foi o motivo da execução de Johnny Todd na casa do maior rival.

Mas muito mais do que o feito histórico, Rhys fez os ingleses provarem que ainda há pessoas que cultivam valores mais importantes do que o inexplicável, louco e, muitas vezes, violento, amor por um clube de futebol. Nem tudo está perdido!

Sim, há coisas mais importantes que o futebol. E são muitas.

Leia o post completo da Bia.

E o salto quebrou ou Chupa que a cana é doce

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Quem me conhece sabe que não sou de tripudiar (muito), mas a soberba de alguns santistas antes do clássico (sim, Edu, é um clássico) pediram resposta agressiva. O time “despedaçado” do Corinthians, uma verdadeira draga, venceu o belo e completo elenco santista, inclusive com Rodrigo Souto, que era dúvida.

As ausências dos desfalques Gustavo Nery e Rosinei, e dos inexistentes Fábio Ferreira e Kadu não foi sentida pelo Timão, e o valente Betão e o experiente Vampeta foram suficientes para ganhar do Santos. O eterno S.C. Corinthians Paulista mostrou ao “soberbo adversário quem é o freguês no confronto”, nas palavras de Ricardo, do parceiro Retrospecto Corintiano, que também dá as estatísticas completas da história de confrontos entre os dois clubes:

Retrospecto geral: 288 jogos, 116 vitórias, 82 empates, 90 derrotas, 534 gols pró, 451 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 40 jogos, 13 vitórias, 13 empates, 14 derrotas, 49 gols pró, 53 gols contra.

Ressaca de Cruzeiro 5 a 0 no Palmeiras

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domingo, setembro 02, 2007

Vira três, acaba seis

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Acordei no sábado, dia 1º, com uma puta ressaca (pra variar). Tava calor e bebi dois litros de água antes de ir pra lan house trabalhar (pra variar). Tudo o que eu queria, depois disso, eram dois metros na horizontal e silêncio absoluto, pra ver se a maresia passava. Mas, ao tomar o rumo de casa, lá pelas quatro da tarde, me bateu um pressentimento estranho de que eu tinha que ir ao Morumbi.
Quem me conhece sabe que não gosto de ir a estádio e, além do mais, estou quase sempre com preguiça ou ressaca e - principal - sem grana. Mas acontece que eu tinha recebido salário. E estava com esse pressentimento irritante...
É claro que o São Paulo era favorito, mas o Paraná tinha empatado com o Cruzeiro e nada prenunciava um jogo fácil. Na última vez que tinha ido ao Morumbi, levar minha filha mais velha pela primeira vez a um estádio, amarguei um angustiante zero a zero contra o Flamengo. Por isso, desconfiei do pressentimento. Mas fui.
Fui pra lá em cima da hora, tipo15 pras 6, e tive de acatar os R$ 40 que o cambista me levou por um lugar nas cativas (onde eu nunca tinha pisado). Assim que descolei um lugar, a bola rolou. O jogo estava disputado, lá e cá, até que o Aloísio - para calar minha bronca contra ele - matou uma bola no peito, tirou o adversário e meteu a bica: 1 a 0. Golaço.
Mas, além do camisa 14 estar inspirado, outras duas coisas me chamavam a atenção: Souza, Leandro e, principalmente, Dagoberto, estavam jogando muito bem. Foi Dagoberto quem desceu tocando pela diagonal para fazer 2 a 0 (outro golaço) e Souza quem enfileirou três paranistas e tocou com classe no canto, fazendo o terceiro (o golaço mais golaço do jogo). Se eu fosse o camisa 10, teria dedicado esse gol ao Vampeta.
No intervalo, o técnico do Paraná, Lori Sandri, disse à Rádio Record: "O Dagoberto está deitando e rolando". Não deu outra no segundo tempo: cruzamento da direita e segundo gol do camisa 25 (4 a 0). Eu já tava rouco e plenamente satisfeito. Mas veio mais. Aloísio, para calar minha boca de vez, apostou num lance perdido, invadiu a área e mandou outra bica: 5 a 0. Outro golaço.
Pra completar o dia, Leandro (que jogou muito bem) aproveitou rebote da trave e sacramentou a maior goleada que já presenciei dentro de um estádio. Foi o melhor pressentimento que já tive na vida. Não sei qual será o destino do meu time nesse campeonato. Mas essa partida, muito mais pelo que o time jogou do que pelo placar ou pela beleza dos gols, vai ficar na memória para sempre.
Quando deixei o Morumbi, já não havia o menor sinal de ressaca. Pude saborear o sanduíche de pernil com um latão de Skol estupidamente gelado. Vamo, São Paulo!

Crássico é crássico

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1) Para cumprir a despromessa de um post abaixo, e com a língua queimada, venho a vós.

Mas a vitória incontestável do Corinthians no Pacaembu ontem por 2 a 0 (pra mim uma das mais surpreendentes) se deveu:

a) ao primeiro tempo sonolento e ridículo do Santos. O gol quase espírita do Nilton foi simbólico: ao menosprezar a importância da formação da barreira na falta que originou o primeiro gol, o Fábio Costa acabou traído por subestimar o adversário, e veio a tomar um gol indefensável, mas que antes poderia ter sido pelo menos dificultado. Isso mostra a soberba do Santos como um todo, no clássico... Entrou achando que ganharia quando quisesse. Até a torcida achava;
b) o tal Felipe fez o jogo da vida dele, e a baliza do Corinthians estava "encantada";
c) o Corinthians de fato jogou com raça, e o Santos foi vencido pela mística raça corintiana.

2) Estatística
depois da vitória corintiana de 1° de setembro de 2007, a estatística do clássico Santos x Corinthians no século XXI passa a ser a seguinte:
12 vitórias do Santos (55%), 4 empates (18%) e 6 vitórias do Corinthians (27%).

Vem aí o "bloco da esquerda"

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PDT, PC do B, PSB, PRB, PMN e alguns outros partidos cujos nomes me fogem à memória lançam, nessa segunda, o "bloco da esquerda". A idéia das siglas é manter unidade de votações no Congresso e assim adquirir um bom prestígio - o bloco só ficaria aquém de PT e PMDB em número de congressistas.

O "esquerda" no nome não ajuda a entender para que lado penderá o bloco. Sua composição é muito heterogênea. Estão ali o PC do B, fiel escudeiro do PT há décadas, o PSB, de apoio ao governo federal, mas com muitos integrantes anti-Lula (São Bernardo que o diga) e o PDT - que, apesar de ter fechado consenso com o PT no início do ano, não dá para ser chamado de "aliado" com todas as letras.

Três figuras desses partidos mencionados, que deverão estar na cerimônia de lançamento do bloco, expressam bem essa heterogeneidade. Ciro Gomes (PSB) foi ministro de Lula, defende o barbudo no Congresso e é tido como nome certo para a corrida presidencial, caso o PT abra mão de indicar um nome. Do lado do PC do B, a deputada - gatinha e injustamente esquecida na eleição das musas da política - Manuela D'Ávila acena concorrer à prefeitura de Porto Alegre no ano que vem e sugere um racha com o PT, que pensa em indicar Maria do Rosário para o posto. E o PDT terá como expoente o deputado Paulo Pereira da Silva, o famigerado Paulinho da Força, crítico ferrenho do governo federal e ex-aliado de Mário Covas.

Aliás, o local da cerimônia do lançamento do bloco sugere a influência de Paulinho: será o Palácio do Trabalhador, sede da Força Sindical.

A impressão que dá é que esse bloco quer angariar força para mostrar ao PT que uma coligação para 2010 seria mais do que uma estratégia - seria sim uma necessidade de sobrevivência. Mas eu, sinceramente, não consigo prever quais serão as consequências dessa aliança. Alguém arrisca?