Destaques

sábado, agosto 16, 2008

O irmão mais velho de Michael Phelps

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O incansável trabalho jornalístico do Futepoca encontrou fortes indícios apontando que o pai de Michael Phelps pode ter visitado o Brasil há pouco mais de três décadas. O resultado estaria retratado acima. Isso comprova que ser um "fenômeno" não é algo exatamente genético...

sexta-feira, agosto 15, 2008

O que o dinheiro separa, só a cachaça pacifica

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Autores de algumas das canções mais executadas no mundo em todos os tempos, os ingleses John Lennon e Paul McCartney sempre procuraram manter o público alheio às suas (muitas) divergências nos tempos dos Beatles. Porém, depois que a banda acabou, em 1970, ninguém se preocupou mais em manter as aparências. Envolvidos numa briga ferrenha por dinheiro, John, Paul, George Harrison e Ringo Starr (ou Richard Starkey) só conseguiriam chegar a um acordo judicial e assinar a dissolução formal do grupo em dezembro de 1974. Nesse intervalo, porém, a guerra foi feia, muitas vezes descambando para a baixaria.

Em maio de 1971, Paul partiu para o ataque em seu álbum Ram. Na capa, aparece segurando um carneiro pelos chifres (no alto, à direita), numa referência velada ao período barbudo/cabeludo de Lennon - e muito menos velada ao fato de ter "conhecido" Yoko Ono, no sentido bíblico, muito antes do parceiro se casar com ela. Mais provocadora ainda é a contracapa, que traz uma pequena foto de dois besouros (beetles, em inglês) transando. E Lennon entendeu a maldade da canção Too many people, que tem versos como "Too many people preaching practices/ Don't let them tell you what you wanna be" ("Muita gente pregando práticas/ Não deixe eles lhe dizerem o que você quer ser"), em alusão aos discursos engajados de John e Yoko sobre política, paz e comportamento.

Lennon rebateu cinco meses depois, em outubro de 1971, no disco Imagine. A primeira resposta vem no encarte, que contém uma foto dele segurando um porco pelas orelhas (foto à esquerda). Já na letra de How do you sleep?, o soco é no estômago de Paul, sem rodeios: "The only thing you done was Yesterday/ And since you've gone you're just Another day" ("A única coisa que você fez foi Yesterday/ E desde que se foi, você é apenas Another day"), referindo-se a duas músicas, a última, bem bobinha, o primeiro grande sucesso de McCartney pós-Beatles.

A reconciliação aconteceu por acaso. Em março de 1974, Lennon estava separado de Yoko e tomando todas com o cantor Harry Nilsson e o baterista do The Who, Keith Moon, em Los Angeles, Estados Unidos. De passagem por lá, McCartney resolveu falar um oi ao ex-colega - e, óbvio, beber alguma coisa (acima, John, Keith e Paul juntos). Pois a dupla passou a tarde na praia, tomando umas e rindo das velhas histórias. A fase carneiro/porco foi esquecida e o clima ficou tão bom que eles terminaram fazendo uma jam session em um estúdio local, com Moon, Nilsson e Stevie Wonder, entre outros (gravação que virou um disco pirata: A Toot and a Snore in '74 ). Um belo exemplo da capacidade pacificadora da bebida alcoólica...

A vitória no último segundo

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Se muita gente ficou com raiva da partida contra a Hungria no handebol feminino, quando o Brasil sofreu o empate no último segundo da partida, ontem teve a oportunidade de viver o lado bom desse tipo de situação. Por 33 a 32, a seleção assegurou uma vitória histórica contra a Coréia do Sul, vice-campeã olímpica, o único páis não-europeu a conquistar medalhas na modalidade.

Depois da apresentação contra as húngaras, a derrota para a Rússia parecia fazer as meninas (e o torcedor) voltarem a um patamar inferior em relação às possibilidades da equipe. Ontem, contra uma seleção invicta e forte, não se esperava grande coisa. Mas desde o início as brasileiras jogaram de igual para igual, com uma forte marcação que evitava as jogadas de penetração das sulcoreanas. No final do primeiro tempo, o Brasil ainda conseguiu uma vantagem boa, indo para o intervalo com um 17 a 12, resultado espetacular.

Na segunda etapa, a Coréia do Sul voltou melhor, mas só foi de fato tirar a diferença e empatar na metade do tempo. Entre os 15 e os 20 minutos, não só empataram a partida como, depois disso, ficaram com duas jogadoras a mais em quadra por dois minutos. Você olha pra trás, vê o histórico das duas seleções e pensa: "já era".

Mas não foi. O Brasil marcou dois gols mesmo com a enorme desvantagem numérica e segurou a reação do adversário. A Coréia perdeu inclusive um tiro de sete metros, com Hong, que só entrava para fazer esse tipo de finalização. A partir daí, a seleção manteve uma vantagem de dois gols, que foi tirada justamente no fim. De novo, no último minuto, posse de bola das orientais. Depois de ter mantido a vantagem por quase todo o tempo, perder no fim seria castigo demais.

E a Coréia do Sul desperdiçou. O Brasil foi para o ataque e só foi parado com falta (algo absolutamente comum no handebol). Com uma atleta a mais, a seleção contou com a pontaria de Ana Paula que, no último segundo, desferiu o tiro certeiro contra o gol sulcoreano.

Uma partida pra lá de emocionante e uma vitória histórica. Mesmo tendo diferenças técnicas em relação à maioria das rivais, o time brasileiro compensa as deficiências com uma garra incomum, e que parece faltar à equipe masculina. Dá gosto de ver.

O herói Baloubet du Rouet

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Baloubet du Rouet concedendo uma entrevista à imprensa internacional

No auge de sua sabedoria, há milhares de anos, proclamava o Eclesiastes. "Debaixo do sol, observei ainda o seguinte: a injustiça ocupa o lugar do direito, e a iniqüidade ocupa o lugar da justiça."

Lembrei do dito quando vi um título em matéria do G1 sobre um dos maiores e mais mal cuidados ídolos do esporte tupiniquim. Baloubet du Rouet, o alazão de ouro. Diz o título: "Aposentado das pistas, cavalo Baloubet continua a render dividendos procriando". Mas a crueldade vinha logo abaixo, onde se lê: "Famoso pela refugada nas Olimpíadas de Sydney e campeão olímpico em Atenas, cavalo rende ao seu proprietário € 5 mil por ampola de sêmen."

Famoso pela refugada??? Trata-se do cavalo mais vitorioso da história da República. Foi simplesmente tricampeão da Copa do Mundo em 1998, 1999 e 2000, e, depois, campeão olímpico em 2004. Mas, ainda assim, querem lembrar do triste momento em que ele, como todos nós em diversas ocasiões, refugou três vezes e foi eliminado. Tal qual Pedro, que diante dos acusadores e ímpios romanos negou Cristo por três vezes, o nobre eqüino também se furtou a seguir adiante.

Mas como o apóstolo virou santo, mostrando sua recuperação moral, Baloubet também soube dar a volta pro cima. Sim, amigos, um exemplo de superação. Ele, que era a última esperança de ouro daqueles Jogos de Sidney, recebeu toda uma carga que não era sua. Ou alguém cobrava Luxemburgo e seu patético time que perdeu para Camarões com dois jogadores a mais? Alguém por acaso fala que Luxemburgo é o treinador que refugou na Austrália? Vejam a injustiça...

Ninguém acreditava naquele animal em 2004. Discutia com colegas de redação e afirmava que ele nos traria uma medalha. Não que eu apostasse em cavalos, nem no jockey nem na internet, mas acreditava que aquele ser de quatro patas poderia dar um exemplo a toda a humanidade.

E ele deu (opa!). Conquistou uma prata gloriosa. Mas logo viria a verdade. Para ganhar daquele obstinado, talentoso e astuto Baloubet, os adversários precisariam trapacear. Seu rival Waterford Cristal, montado por um irlandês, foi flagrado no exame antidoping e desclassificado. Nosso animal era ouro, calando os críticos e todos que ousaram difamá-lo durante quatro anos.

E hoje, aposentado, ele é vítima do espúrio capitalismo. Seu sêmem é vendido a peso de ouro, mas o pobre sequer pode cruzar com uma de sua espécie. "Se ele toma um coice da égua, corre o risco de ficar aleijado", explica seu dono, Eraldo Grilo de Souza, privando o herói dos prazeres da carne. Gerou 500 filhos pelo planeta, mas não pôde desfrutar do amor.

Como Sansão, o cavalo da Revolução dos Bichos, Baloubet serviu a uma causa que, ao fim, não era sua. E recebeu a ingratidão como companheira inseparável. Mas neste humilde espaço, recebe uma justa homenagem. Obrigado, Baloubet!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Maluf e a sujeira na gestão da limpeza pública

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Mais encrenca para o deputado federal e candidato do PP à prefeitura de São Paulo: a 2ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) concluiu que os contratos de limpeza pública no município, durante a gestão dos ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta (foto), têm irregularidades que caracterizam improbidade administrativa e lesaram o erário público. Em 1993, ainda na gestão de Paulo Maluf, foi publicado edital de licitação para escolha de empresas responsáveis pelos serviços de limpeza na cidade de São Paulo. Segundo o STJ, em abril de 1995, as empresas CBPO Engenharia Ltda. e a Construtora Noberto Odebrecht S/A assinaram um contrato com valor superior a R$ 82 milhões. Seis meses depois, foi feito o primeiro termo de aditamento, que elevou magicamente o valor do contrato para mais de R$ 101 milhões. Durante a administração de Pitta, foram feitos outros 14 aditamentos, que elevaram o mesmo contrato para mais de R$ 162 milhões, majorando o valor final em mais de 93% do original(!).

O MP (Ministério Público de São Paulo) ajuizou uma ação civil pública, afirmando que os aditamentos desrespeitaram o artigo 65 da Lei de Licitações Públicas, que limita o valor dos termos de aditamento em 25% do contrato original. Além das empresas, o MP também denunciou Paulo Gomes Machado e José Reis da Silva, ex-diretores do Limpurb (Departamento de Limpeza Urbana de São Paulo), responsáveis pela assinatura dos aditamentos. O TJ (Tribunal de Justiça de São Paulo) aceitou a denúncia do MP e considerou que os aumentos no valor do contrato eram irregulares e que houve improbidade administrativa dos ex-diretores. Ainda de acordo com o STJ, eles deveriam ser punidos pelo artigo 12 da Lei n. 8.429, de 1992, que define as penas para agentes públicos em casos de enriquecimento ilícito. A sentença foi mantida em segunda instância e os réus recorreram ao tribunal. Impressionante...

PS.: Ri muito com o camarada Glauco me contando que Maluf disse ter sido "ousado" e "inovador" por ter colocado Pitta na prefeitura de São Paulo, "pela primeira vez, um negro e carioca". É o Malufão inclusivo!

Perder para o Vasco é simplesmente inadimissível

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A derrota do Palmeiras na estréia da copa Sul-Americana para o Vasco não tem justificativa nem explicação. Os 3 a 1 em São Januário, depois de uma descendente cruzmaltina no campeonato nacional é lamentável. Pior: o Palmeiras jogou muito pior e foi covarde.

Covarde porque só fez o primeiro gol depois de sofrer um. Depois de começar o jogo mal. Como se estivesse dormindo no jogo.

Os dois times entraram com reservas. Não fiz as contas de quantos suplentes entraram em cada lado para não ficar com mais vergonha.

Depois, no intervalo, quando voltou com Diego Souza, o meia titular, o time piorou ofensiva e defensivamente.

No fim do primeiro tempo e em todo o segundo, apesar de ter mais posse de bola, se mostrou covarde, porque não conseguiu ou não quis ir para cima.

Nem quero ouvir o que o Luxemburgo vai falar. E ainda tive que ouvir o Neto dizendo que a diferença do técnico é pôr o time para cima do adversário mesmo jogando fora de casa.

Ridículo.

Até ia escrever sobre Kléber perseguido depois de ter construído sua reputação de cotovelo maluco e vítima de um golpe de capoeira, mas francamente fica para depois.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Me esquerda que eu gosto! - Anistia e Fosfosol

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DIEGO SARTORATO*

O ministro da Justiça, Tarso Genro, do PT (foto), disse - e tratou de desdizer rapidinho - que defende punição contra os torturadores do regime militar. Apesar da generosidade da Lei da Anistia (a popular "lei do deixa disso", decretada e sancionada pelo general João Batista Figueiredo), que absolve todos os culpados de crimes políticos cometidos entre 1961 e 1979, existe o entendimento (inclusive da própria ONU) de que mandantes, autores e cúmplices de crimes contra a humanidade não podem julgar e absolver a si mesmos.

Por isso, mesmo sem querer, o ministro acabou nos prestando o grande serviço de evidenciar mudanças alarmantes no espectro político brasileiro. Sabonetando o máximo que puderam, dois deputados federais de partidos idealizados e fundados por inimigos viscerais da ditadura refutaram na punição aos torturadores. "Se sairmos agora caçando as bruxas, vamos procurar chifre em cabeça de cavalo", esquivou-se Pompeo de Mattos (PDT), presidente da comissão de Direitos Humanos e Minorias. "A Anistia é o esquecimento, é como se os fatos não tivessem acontecido para ambos os lados: aqueles que, em nome do governo, praticaram torturas ou crimes conexos; e aqueles que atuaram pelo lado da guerrilha. É como se nós passássemos uma borracha completamente naquilo", emendou Marcondes Gadelha (PSB), presidente da comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Pacificar o país é uma coisa. Fingir que nada nunca aconteceu, como sugerem indiretamente os dois parlamentares "de esquerda", é outra. Assim, a gente só faz permitir que os culpados continuem a acumular cargos eletivos pelo país, como se nunca tivessem sujado as mãozinhas. Falsidade ideológica também é golpe.

Diego Sartorato é jornalista, corintiano e bebe vodca Zvonka. Filiou-se ao PCdoB, trabalha para o PT e simpatiza com o PCO. Escreve esta coluna para o Futepoca porque às vezes desconfia que não foi boa coisa "ser gauche na vida". "Mas é melhor que ser direitoso", resume.

Contratações erradas que deram certo

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Todo mundo - eu inlcusive - riu da cara do Inter quando o Colorado anunciou a contratação de Gustavo Nery. Mas o futebol é doido, a gente sabe. Vai que o cara joga bola por lá?

Estive pensando sobre isso hoje e lembrei de uma série de exemplos que personificam bem o título desse post: as contratações erradas que dão certo, aqueles negócios bizarros que um time faz, recebe ataques de tudo quanto é lado, e aí inexplicavelmente o sujeito atacado passa a mostrar um bom futebol.

Vamos a alguns exemplos. Em 2005, o São Paulo disputava a Libertadores quando seu principal atacante, Grafite, sofreu uma lesão séria. Para repor a perda, o Tricolor do Morumbi recorreu a Amoroso - que havia sido, indiscutivelmente, um baita jogador, mas passava por um momento de vacas magras e contusões sérias. Tudo isso foi esquecido quando ele foi um dos principais atletas do time campeão sul-americano e mundial daquele ano. E lembrado, com todas as forças, quando o mesmo Amoroso fez fiasco com as camisas de Corinthians e Grêmio...

Falando em Grêmio, o tricolor gaúcho é expert nisso. Roger, ex-Flu, Fla e Corinthians, vinha tendo um ótimo 2008 no Olímpico antes de ir para o "mundo árabe", contrariando tudo o que se dizia a seu respeito. E no ano passado, o lateral-esquerdo do time vice-campeão da Libertadores era ninguém menos que Lúcio, que saiu escurraçado do Parque Antarctica e teve uma passagem nada memorável pelo São Paulo.

Mudando de estado, o Vasco tem hoje em Leandro Amaral seu principal atacante. Este rapaz é um exemplo prático e ao quadrado da regra. Quando o Vasco o contratou, em 2006, ele estava mais em baixa do que a moral do atual elenco do Santos. Despontara como revelação na final da década de 1990, viveu seu momento "agora vai!" indo para a Europa, voltou para o Brasil e vestiu as camisas de Grêmio, Palmeiras, Corinthians e São Paulo sem nenhum brilho. Retornou à Portuguesa que o revelara e foi tão mal quanto o restante dos companheiros, naquela terrível fase pré-Benazzi da Lusa. Aí o Vasco o contrata. De repente ele reaprende o bom futebol que o levou à seleção e o tornou o maior artilheiro do estádio do Canindé! O bom momento faz com que ele seja contratado pelo Fluminense como um dos principais reforços para 2008; mas um imbróglio judicial o leva de volta ao Vasco. "Ele vai jogar desmotivado", "sem clima com a torcida", "não terá ambiente pra desenvolver seu futebol"... e tá aí, fazendo gols a torto e a direito.

E vocês, leitores, lembram de mais exemplos que poderiam ilustrar essa tese?

Segundo pastor, Xuxa vendeu a alma ao diabo

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Caros leitores, eis que alguém vem fazer uma revelação divina: a apresentadora Xuxa Meneguel é adoradora de satanás. É o que garante o “polêmico” pastor brasileiro radicado em Los Angeles Josue Yrion. Segundo ele, “estamos brincando com coisas sérias”, ao se referir a inúmeras figuras aparentemente inocentes do universo infantil e que possuem estreita relação com o diabo.

Yrion foi destaque no site noticioso de duvidosa reputação na Argentina MinutoUno e repercutiu também no ex-todo poderoso soviético Pravda. Tudo porque muitos hermanos estão recebendo hoje por e-mail o vídeo no YouTube do fervoroso seguidor de Deus pregando contra a Rainha dos Baixinhos, que foi publicado na verdade em fevereiro de 2007. O nome Xuxa, de acordo com ele, "é o nome de dois demônios brasileiros, O-xu e Ori-xá"*.

No vídeo, Yrion, em um “inglesol” (mistura de inglês com a língua de Cervantes), denuncia que Xuxa vendeu sua alma ao capeta por cem milhões de dólares e que doa seu rubro sangue duas vezes por ano para a igreja de Satanás em São Francisco. Ele não revela se conseguiu essas informações com o próprio coisa ruim, que teria tido um rompante de sinceridade, diferentemente de seu concorrente Daniel Dantas, que teima em ficar calado**.

Mas quem acha que apenas a brasileira está aliada ao anjo caído do céu, peca (arre!) pela ingenuidade. Outras figuras aparentemente inocentes do imaginário infanto-juvenil fazem propaganda subversiva. Homem Aranha, que forma os chifres do cramulhão quando lança suas teias (?) é outro agente das forças malignas. Assim como os Simpsons, o boneco bizarro Barney (que teria inclusive assassinado uma criança) e personagens Disney.

Portanto, cuidado com o que seu filho anda brincando. Ou mais cuidado ainda com as igrejas que você freqüenta...

*Oxu, no candomblé, faz a intermediação entre o iniciado e seu orixá, a divindade da religião.
**A outros órgãos de imprensa, a assessoria da apresentadora se negou a responder ao pastor, o que mostra um pingo de bom senso. Procurado, Daniel Dantas não comentou as acusações.

O maior de todos

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Michael Phelps está quase lá. Faltam apenas 3 das 8 provas em que o americano é favorito ao ouro em Pequim. Das cinco primeiras, venceu todas. Mesmo que perca todas as provas daqui em diante, ele já é o maior atleta da história dos Jogos Olímpicos modernos, com 11 ouros.


A única prova em que Phelps foi ameaçado foi o revezamento 4x100 livre, a disputa mais emocionante na natação até aqui. A equipe da França liderava com vantagem de 0,8 segundos até a última virada, mas o último nadador dos EUA, Jason Lezak,conseguiu uma recuperação que parecia impossível e ganhou a prova na última braçada. Foi sensacional. Phelps comemorou essa medalha mais do que todas as outras.

Comecei a Olimpíada torcendo um pouco contra o Phelps. Mas não dá mais. Agora eu quero mais é que ele bata todos os recordes mesmo. Pelo menos estou presenciando um momento historico.

Amor antigo, mas duradouro

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Quando ninguém mais se lembrava do velho volante Vampeta (os três V são involuntários), eis que o meia alagoano Souza (foto) ressucita a memória do desafeto baiano na mídia. Jogando hoje pelo Grêmio e referindo-se ao clássico gaúcho que será disputado pela Copa Sul-Americana, o ex-são-paulino disse que não tem mote para provocar os rivais. "Se o Vampeta jogasse no Internacional, ainda dava. Mas ele está lá no cafundó do Judas", argumentou, resgatando uma - tola e - velha polêmica entre os dois.

Há poucos meses, quando ainda jogava pelo Paris Saint-Germain, Souza já havia cutucado Vampeta durante visita aos ex-colegas tricolores no CT da Barra Funda, em São Paulo: "O Vampeta já derrubou tantos times que ninguém está sentindo muita falta dele. Os times estão querendo distância do Vampeta, pois sabem que se quiser cair, é só chamar o Velho Vamp", provocou, referindo-se à sina de rebaixamentos do "inimigo". Pra mim, essa fixação é amor enrustido - e antigo. Mas fiquei curioso, pois pesquisei e não achei: em qual "cafundó do Judas" o Vampeta está? Ele ainda joga?

Interesses da coletividade ou das empresas?

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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes (foto), adiantou ontem que pretende concluir ainda neste ano a votação do mérito da Adin (Ação de Inconstitucionalidade) contra a lei seca, segundo integrantes da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro. O ministro estaria preocupado com "interesses da coletividade". Mas digamos que seja uma "coletividade privada": a constitucionalidade foi questionada pela Abrasel (Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento). A lei pune quem dirige com qualquer quantidade de álcool no sangue e impede a venda de bebidas nas áreas rurais de rodovias federais.

terça-feira, agosto 12, 2008

No butiquim da Política - O grande debate

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Debate. O pior da campanha política começou. Tanto se fala. Tanto se reúnem as equipes dos candidatos à prefeitura. Tanto se faz exigências, que distraidamente a gente começa, sem perceber, a acreditar. Vamos tomar um banho de civilidade. Tanto se toca em comportamentos éticos, tanto se fala em respeito aos oponentes, tanto se diz sobre a autoridade dos entrevistados, que a gente esquece que, entra campanha, sai campanha, com pompas de moralidade, e nada acontece.

O debate deveria ter respeito pelo eleitor, sim o eleitor. Os candidatos fazem uso do marketing, estão preocupadas apenas em se beneficiarem do espetáculo. Veste-se o apresentador de autoridade. A empresa está salva. O esclarecimento à opinião pública até pode acontecer. A beleza plástica. Os cabelos, os ternos, os vestidos ficaram bem, está tudo em harmonia com o cenário. A produção está perfeita, diz o diretor do debate. O espetáculo vai começar. Vamos ao debate, instrumento maior da democracia. Vamos nos arrumar nas cadeiras.

As informações começam a surgir, o debate vai trazer esclarecimentos, é o que se presume. Agora vamos construir mais um pilar da democracia. Ledo engano. Com o modelo de debate que aí está, o desrespeito ao eleitor começou. Cada candidato, polidamente, e não poderia ser diferente, fala o que bem entende. Todos olhamos perplexos as sandices. Nem pra papo de boteco serve. Butiquim que é butiquim, nas conversas, tem viagens e imaginações à vontade sobre ações factíveis. Mentira é inadmissível. O papo rola. Alguém observa: parece que eles tomaram todas. O outro completa: "-Não, é que eles não têm respeito nem por eles próprios".

"-Mas sabe que a rapaziada tem razão?", penso com meus botões. Debate pelo debate não esclarece. Afinal, debate político presume esclarecimento aos eleitores. Nossa democracia tem costas largas, aceita espetáculo como esclarecimento. Deixemos os "tantos". Aliás, no butiquim não temos que achar nada, temos que lembrar da primeira frase do samba de Noel Rosa e Vadico, Feitio de Oração que diz: "Quem acha vive se perdendo...".
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*Clóvis Messias é dirigente do Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa de São Paulo e escreve semanalmente para o Futepoca.

Aí vem o desespero.... machucando o coração

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Sacada do blog do Peixe-Palhaço... impagável.

Nota: depois de contratar um reserva do Vitória (Bida), outro do Palmeiras (Wendel), Marcelo Teixeira tenta um do São Paulo (Jeancarlos). Vamos bem.

Vem aí a coluna "Me esquerda que eu gosto!"

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De vez em quando, nós, do coletivo Futepoca, somos acusados de ser "de esquerda". Tudo bem que, de certa forma, já assumimos isso no Quem escreve: "Na política, sem tanta homogeneidade, todos pendem para a esquerda". Mas também não somos assim tão panfletários, radicais ou intransigentes. Prova disso é que estrearemos amanhã uma nova coluna de política, a "Me esquerda que eu gosto!". O responsável será o jornalista - e corintiano - Diego Sartorato, 22 anos (foto). Ele já filiou-se ao PCdoB, trabalha para o PT e simpatiza com o PCO, mas gosta mesmo é de discordar de todos eles. "O problema da esquerda brasileira é a má companhia", sentencia Sartorato. "A que governa chegou lá com uma coligação balaio-de-gato embaixo do braço. A que faz oposição, vira e mexe, se une com tucanos, demos e outros bichos esquisitos. E a que tá de fora de tudo resolveu não ter companhia nenhuma. Ou seja: cada um na sua, enquanto a direita se une pra estar em todas", completa. Nosso novo colunista nasceu em São Bernardo do Campo (SP), berço político do presidente Lula, e formou-se na Universidade Metodista. Em sua região, trabalhou no ABC Repórter, no Diário do Grande ABC e no ABCD Maior, além de atuar como voluntário no jornal do Grito dos Excluídos, no Vozes da Saúde Mental e no informativo da creche Fraterno. Atualmente, é assessor de campanha eleitoral em Santo André (SP) e tenta viabilizar um projeto de Ponto de Mídia Livre no ABC. Diego, assim batizado por ter nascido durante a Copa do México, na qual brilhou Maradona, tem características "vermelhas" insuspeitas: gosta de vodca Zvonka, está tentando aprender o idioma russo e aprova as curvas da tenista Maria Sharapova. É daqueles ateus praticantes. "Mas não como criancinhas", rebate, sem muita convicção.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Grandes emoções no handebol feminino

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Até agora, o jogo mais emocionante em esportes coletivos que contaram com a presença do Brasil foi a partida contra a Hungria, no handebol feminino, disputada na madrugada de hoje. Claro que o massacre da seleção feminina de vôlei contra a Rússia, uma das favoritas, foi o resultado mais comemorado, mas o jogo das meninas do hand foi épico.

Com uma atuação esplendorosa da central Anita Görbicz (à direita), a seleção húngara conseguiu terminar o primeiro tempo com 5 gols de vantagem, 17 a 12. Parecia tudo perdido e restaria às brasileiras apenas diminuir a diferença do placar desfavorável. Mas o treinador espanhol Juan Oliver acreditou e adotou o sistema 3-3, com uma marcação mais agressiva. Aí apareceu a estrela da brasileira Duda Amorim (abaixo, à esquerda), artilheira da equipe na partida e logo veio o empate em 17, algo impensável segundo as circunstâncias.

Daí pra frente, o Brasil permaneceu sempre atrás no placar, empatando de quando em quando. Mas, a três minutos do final, passou a frente e chegou a abrir vantagem de dois gols. Uma tensão anormal até o fim e, no último segundo, a Hungria conseguiu empatar em 28 a 28. Sabor de vitória para elas, mas o empate mostrou que a seleção tem potencial e pode até surpreender se conseguir manter o alto nível da partida de hoje.

As húngaras foram vice-campeãs olímpicas em 2000 em uma modalidade onde o domínio europeu é mais que evidente. Das 30 medalhas distribuídas até hoje no masculino apenas uma foi para um país de fora do continente: Coréia do Sul em 1988. Porém, é no feminino que as sul-coreanas mostram mais força. São dois ouros (1988 e 1992) e três pratas, incluindo a última edição dos Jogos, quando foram derrotadas na final pela Dinamarca (atual tricampeã mas que não conseguiu vaga para Pequim). E as orientais estão no grupo do Brasil junto com a Rússia, atual campeã mundial.

O grupo brasileiro é complicado, mas dá pra pensar em ficar entre as quatro classificados e pelo menos repetir a colocação de Atenas, sétimo lugar.

Corinthians perde e vê liderança ameaçada

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O Corinthians foi derrotado no sábado pelo Vila Nova, time de Túlio Maravilha, por 2 a 1. O artilheiro, no entanto, não fez nenhum.

O Timão jogou mais ou menos bem no primeiro tempo, criando algumas chances de gol e pressionando, principalmente no início. Cedeu espaço a partir de uns 20 minutos e o time goiano equilibrou o jogo, abrindo o placar aos 33 min. com Alex Oliveira.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com Denis no lugar de Carlos Alberto e Saci no lugar de Eduardo Ramos. O empate saiu em chute de fora da área de Douglas, logo aos 3 minutos.

Mano Menezes resolveu mexer de novo, não sei se para tentar jogar no contra-ataque, e tirou Herrera para a entrada de Diogo Rincón. O time perdeu em ofensividade (o argentino vinha fazendo boa partida) e passou a ser pressionado pelo Vila Nova.

Aos 30 minutos, Wellington Saci se machucou. Como as substituições já tinham acabado, teve de ficar fazendo número em campo. O Corinthians se defendeu quanto pode, mas tomou o gol de Pedro Júnior aos 43 minutos.

Felipe ainda fez uma bela lambança numa saída do gol sem sentido, quando dividiu com o zagueiro William e meteu a mão na bola fora da área, sendo expulso de forma tosca. Com isso, não pega o Avaí, adversário dessa terça, bem como Fabinho, que recebeu o terceiro amarelo, e Saci, machucado. Quem vencer leva o título simbólico de campeão do primeiro turno e uma vantangem sobre o rival na briga pelo título. Pedreira.

Ketleyn faz história

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A primeira medalha brasileira nos Jogos de Pequim, bronze conquistado pela peso leve Ketleyn Quadros, significou a quebra de dois tabus: foi a primeira conquista feminina do judô nacional em Olimpíadas e também a primeira medalha individual conquistada por uma mulher brasileira. De quebra, com a medalha de Leandro Guilheiro, o judô empatou provisoriamente com a vela como o esporte que mais deu medalhas olímpicas ao Brasil, 14.
EFE
Ketleyn, que não estava na lista dos favoritos a medalhas, surpreendeu o país. Com apenas 20 anos, tem a promessa de várias Olimpíadas pela frente. Que seja o começo de uma bela caminhada olímpica. E tomara que seu sucesso inspire as brasileiras favoritas - Jade Barbosa, Mauren Maggi, Fabiana Murer e até Daiane dos Santos - a também subir no pódio.

F-Mais Umas - Quando papai saiu para pilotar

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CHICO SILVA*

Amigos e amigas, volto a ocupar esse nobre espaço. Ainda pegando carona no Dia dos Pais, lanço aqui um desafio para os meus cinco leitores (seriam tantos assim?): gostaria de saber qual é, na opinião de vocês, a melhor dupla de pilotos pai e filho da história da Fórmula 1. Obviamente, os critérios de avaliação são subjetivos. É geneticamente impossível compará-los utilizando os métodos convencionais, pois correram em épocas diferentes e com carros muito distintos. Filho do melhor piloto brasileiro de todos os tempos, Nelsinho Piquet é o 13º herdeiro a seguir as aceleradas do seu genitor. O primeiro a ter algum sucesso foi o alemão Hans-Joachim Stuck (acima). Nos anos 1970, o filho do lendário Hans Von Stuck, um mito das corridas de montanha e piloto dos primórdios da F-1, até conseguiu alguns pódios. Mas ficou a léguas do seu velho.

Outro que ficou longe do pai foi David Brabham (à esquerda), filho do tricampeão Jack Brabham. Nos anos 1990, David fez duas temporadas, uma pela equipe que leva seu sobrenome (e que foi fundada por seu pai), e outra pela Simtek, que ficou macabramente famosa por ser a equipe de Roland Ratzemberger, o austríaco que foi deste para algum lugar na véspera do acidente fatal de Ayrton Senna, em Ímola, 1994. Melhor sorte tiveram Jacques Villeuneuve (abaixo) e Damon Hill, respectivamente filhos do maluco genial Gilles Villeneuve e do inglês bicampeão mundial Graham Hill. Villeneuve e Hill Junior foram campeões do mundo ao volante da Willians nos anos 1990. Hill, inclusive, é até hoje o único campeão filho de campeão do mundo da história da F-1. Este colunista torce para que Nelsinho seja o sócio número 2 deste restritíssimo clube e aproveita a ocasião para fazer um brinde aos pais, pilotos ou não, que visitam esse blogue.

Abaixo, seguem mais alguns exemplos dessa parceria que ultrapassa os limites da relação entre pai e filho. Antes de terminar, peço para que não deixem de votar na sua dupla favorita. Até a próxima.

Wilson e Cristian Fittipaldi
Mario e Michael Andretti
Keke e Nico Rosberg
Satoru e Kazuki Nakajima

*Chico Silva é jornalista, wilderista (fanático por Billy Wilder) e nelson-piquetista. Em futebol, 60% santista, 40% timbu pernambucano. Bebe bem e escreve semanalmente a coluna F-Mais Umas para o Futepoca.

Retranca à queijo suíço

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No jogo do Palmeiras, quem se deu bem foi o Botafogo. O time de Vanderlei Luxemburgo voltou a praticar uma retranca ao jogar fora de casa. Mas retranca que deixa Zé Carlos livre para cabecear no cruzamento preciso de Jorge Henrique, não resolve. Isso porque Gustavo, o zagueiro titular, voltou para compor a defesa com Jeci.

A maldade do título, raiva de torcedor, é só por isso.

Foto: Almare


O Botafogo conquista sua quarta vitória consecutiva após a fase negra que teve com Geninho. Curioso é que Leandro Guerreiro, volante, foi substituído pelo autor do gol, que é meia, o que pôs a estrela solitária mais para frente.

O gol saiu aos 34 do segundo tempo. Os visitantes fingiram que iam tentar o empate, mas bem pouco efetivos.

Evandro, que foi bem contra o Vitória, foi substituído por Diego Souza, mas deve voltar a jogar contra o Coritiba, porque Valdívia tomou o terceiro cartão amarelo por reclamação. É a terceira partida de ausência motivada por cartões amarelos.

Nada carrinhos nem palavras nas atuações do chileno. Como foi convocado por Bielsia para a seleção vermelha para amistoso contra a Turquia – e deve ser mantido para as eliminatórias – o meia pode ficar três semanas ou até um mês.

Mas no meio de semana tem o Vasco, pela Sul-Americana.

Meio título
No primeiro fim de semana de competições em Pequim, houve festa no estádio do Grêmio. A goleada sobre o Atlético garante o primeiro turno para o tricolor gaúcho.

O Cruzeiro perdeu para a Lusa, o que abre cinco pontos de vantagem para o líder. O terceiro, Palmeiras, está a sete pontos.

cinco meses, quem apostasse no Grêmio estaria acreditando em zebra. Até quando ela dura?

Hoje, meu palpite é de que não acaba tão cedo. Os primeiros jogos do segundo turno são, em casa, o São Paulo, no Maracanã, o Flamengo e, nos Aflitos, o Náutico. Com quatro e sete pontos de vantagem à frente dos rivais.

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Corrigido às 17h do dia 11