Submarino

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Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Campeão do primeito turno e novidades no meio-campo

O Timão sagrou-se campeão simbólico do primeiro turno do Brasileirão Série B. A “conquista” não vale nada, mas é uma boa continuar em primeiro, com 39 pontos, quatro na frente do vice (Avaí) e sete na frente do quarto colocado e último a subir, hoje a Ponte. A parte ruim do título é que, ao contrário da primeira divisão, nenhum dos campeões de primeiro turno até agora levaram o título da segundona nos pontos corridos. Escrita a ser quebrada, se depender de minha torcida.

Vi só os gols da vitória contra o América RN, mas parece que o time nordestino é fraquinho, especialmente na defesa. Douglas deitou e rolou nos dois tentos, com boas jogadas que andava devendo. Isso pode mostrar que o problema do rapaz nos últimos jogos era a marcação que enfrentava. Como boleiro tem que saber sair de marcação, fica a impressão de que o meia precisa melhorar. Por outro lado, a presença de mais jogadores capazes na armação pode ajudar a dividir a responsabilidade.

Com isso chegamos à nova contratação do time, o meia Morais. O jogador vinha em má fase em São Januário, mas o resto do time também não andava ajudando. Quem viu ele jogar diz que o rapaz é bom de bola. Espero que ajude. Com ele (se jogar bem) e a volta de Diogo Rincón, ficamos com três opções decentes no meio, além de Elias que não vem obrando muito bem (ele não era segundo volante na Ponte?).

Para o próximo jogo, contra o CRB, em Maceió, Mano Menezes terá que improvisar na lateral-esquerda, já que Saci e André Santos estão machucados. As hipóteses aventadas pelo nobre treinador são utilizar Denis ou Alessandro na esquerda ou ainda promover a reestréia de Marcelo Oliveira, que, também improvisado, jogava mais ou menos por aí quando começou no time principal no ano passado. Espero ver esse garoto jogando logo, para confirmar ou não a boa impressão que deixou em 2007.

Veja aí os gols de Corinthians 2 x 0 América RN:

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Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Corinthians perde e vê liderança ameaçada

O Corinthians foi derrotado no sábado pelo Vila Nova, time de Túlio Maravilha, por 2 a 1. O artilheiro, no entanto, não fez nenhum.

O Timão jogou mais ou menos bem no primeiro tempo, criando algumas chances de gol e pressionando, principalmente no início. Cedeu espaço a partir de uns 20 minutos e o time goiano equilibrou o jogo, abrindo o placar aos 33 min. com Alex Oliveira.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com Denis no lugar de Carlos Alberto e Saci no lugar de Eduardo Ramos. O empate saiu em chute de fora da área de Douglas, logo aos 3 minutos.

Mano Menezes resolveu mexer de novo, não sei se para tentar jogar no contra-ataque, e tirou Herrera para a entrada de Diogo Rincón. O time perdeu em ofensividade (o argentino vinha fazendo boa partida) e passou a ser pressionado pelo Vila Nova.

Aos 30 minutos, Wellington Saci se machucou. Como as substituições já tinham acabado, teve de ficar fazendo número em campo. O Corinthians se defendeu quanto pode, mas tomou o gol de Pedro Júnior aos 43 minutos.

Felipe ainda fez uma bela lambança numa saída do gol sem sentido, quando dividiu com o zagueiro William e meteu a mão na bola fora da área, sendo expulso de forma tosca. Com isso, não pega o Avaí, adversário dessa terça, bem como Fabinho, que recebeu o terceiro amarelo, e Saci, machucado. Quem vencer leva o título simbólico de campeão do primeiro turno e uma vantangem sobre o rival na briga pelo título. Pedreira.

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Domingo, Julho 27, 2008

Timão vence e abre seis pontos sobre o vice-líder

O Timão venceu o Paraná, em Coritiba, por 2 a 0, dois gols de Dentinho. Com isso, voltou a abrir seis pontos de vantagem sobre o vice-líder, que agora é a Ponte Preta, que derrotou o Avaí por 3 a 2. O Juventude, ocupante anterior do segundo lugar, tomou uma ensacada de 4 a 0 do Santo André, mostrando que o campeonato é equilibrado.

O que me chama a atenção é o tratamento que a gloriosa mídia deu à vitória alvinegra. Segundo Uol, IG e Folha de S. Paulo, o Timão “acabou com o jejum” ao vencer o Paraná. O time perdeu UM jogo em 14 disputados, e os caras estão tentando arranjar uma “crise no Parque São Jorge”, título mais amado da galera. Reclamação antiga, sobre prática mais velha ainda...

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Terça-feira, Julho 22, 2008

Corinthians perde a invencibilidade e Felipe, a moral



Após 11 jogos, o Corinthians perdeu a invencibilidade na Série B do Brasileiro, na partida contra o Bahia. A derrota por 0 a 1 (o jogo foi no Pacaembu) tem muitos motivos e pelo menos um culpado: o goleiro Felipe, cuja aura de heroísmo, conquistada com boas atuações no ano passado, já acabou.

Convém analisar o fenômeno Felipe. Ele chega ao clube em 2007, numa leva de jogadores do Bragantino que incluía Everton Santos, Moradei e Zelão. Com boas atuações e uma série de milagres, ajuda a retardar o trágico desfecho da participação corintiana, mas não consegue evitar o rebaixamento. Mas ganha a posição e a aura de ídolo, ou quase isso. Eu mesmo cheguei a escrever que ele tinha tudo para entrar para a história do Timão, se ficasse um tempo no time.

No entanto, mesmo nesse bom momento, Felipe pisava na bola quando decidia falar. Tem uma postura um tanto arrogante e mais de uma vez jogou a responsabilidade por derrotas nos companheiros.

E mesmo em suas atuações já se percebiam falhas: problemas ao sair do gol e, principalmente, a mania de rebater bolas para dentro da área. Alguns dos milagres protagonizados por ele só existiram porque o próprio goleiro criou a situação trágica, ao rebater nos pés do adversário bolas chutadas de longe. No frigir dos ovos, Felipe tem muita agilidade e excelentes reflexos, mas pecava em alguns fundamentos. Coisa que se corrige com treinamentos, se você souber onde estão os erros, assumi-los e trabalhar neles.

No início deste ano, quando o time começa a se remontar, uma das prioridades era segurar Felipe e Finazzi (pra você ver o nível do time no ano passado). O goleiro e seu empresário armaram um salseiro no negócio, ajudados pelo dublê de manager Antonio Carlos. Justa ou injustamente, o goleiro levou a fama de mercenário e gastou de uma vez só quase toda a moral adquirida no ano anterior.

Depois disso, foi pro jogo, e continuou tendo boas atuações e tomando gols evitáveis. Caiu de produção e foi para o banco após a derrota para o Sport na Copa do Brasil (em atitude controversa de Mano Menezes, que o inocentou num dia e rifou no outro). Voltou e fez boa partida, depois da qual sua mãe declarou à TV Bandeirantes que tinha aconselhado o jogador a ficar no clube no início do ano e que agora daria o conselho inverso.

Nisso tudo, em meio a boas e más atuações, ser chamado de ídolo e de mercenário, a única coisa inabalável foi o ego de Felipe. É um caso impressionante de auto-estima bem construída. Depois da final contra o Sport, disse sem pestanejar que quem o acusa de haver falhado não era treinador de goleiros para avaliar. Contra o Bahia, pediu desculpas no momento do gol, mas disse que tinha sido sorte de quem cobrou a falta. Nada abala o ego do rapaz.

Autoconfiança é muito importante para qualquer pessoa, ainda mais um goleiro, posição mais solitária do futebol, segundo o poeta. Mas ela deve vir acompanhada de uma boa dose de autocrítica para que o cabra perceba os erros e trabalhe para corrigi-los. Felipe é bom goleiro e tem potencial para ser ainda melhor, mas precisa descer do pedestal e ir trabalhar.

Achei que aquela temporada de banco tinha servido para baixar a bola do rapaz. Mas temo que esse ego inabalável e imponderado do rapaz tenha abortado o processo. Felipe precisa treinar fundamentos, melhorar seu senso de colocação e sua saída do gol. Principalmente, precisa aprender a receber críticas e tentar aprender com elas. Não pode achar que é intocável em lugar nenhum, ainda mais num time grande e com uma torcida apaixonada (e como tal, nem sempre racional) como o Corinthians.

Mas e o resto?

Felipe não é, obviamente, o único respondsável pela derrota. O pessoal do ataque e meio-campo corintiano tem deixado a desejar. Uma série de desfalques demonstraram que faltam peças de reposiçaõ ao time, especialmente no meio. Douglas, Diogo Rincón, Fabinho e Nilton deixaram saudades, já que Lulinha não é meia (e o que ele é mesmo?) e Elias não consegue carregar o setor sozinho. Douglas volta contra o Ceará, junto com Dentinho e Chicão. E Diogo Rincón já está na última etapa de sua recuperação, o que pode ajudar.

Por fim, mais uma conseqüência importante dessa derrota foi que meu pai terá que pagar uma dúzia de cervejas para um amigo, com quem havia apostado que o Corinthians não perderia nenhuma partida na Série B. Pelo menos o anti-corintiano passou 11 rodadas sofrendo com o assunto.

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Sexta-feira, Julho 18, 2008

Didi e Garrincha no futebol paulista, em 1966

Que Garrincha havia passado pelo Corinthians em 1966 eu já sabia, mas tinha dúvidas se, naquele mesmo ano, Didi havia jogado pelo São Paulo (na foto, os dois nos áureos tempos de Botafogo-RJ). Pois o mestre da folha-seca encerrou sua carreira, de fato, pelo Tricolor paulista. Didi havia pendurado as chuteiras pelo Botafogo em 1965, mas aceitou o convite para voltar, no ano seguinte, aos 38 anos. Estreou pelo São Paulo num amistoso em Araçatuba (SP), contra o Ferroviário local (vitória por 2 a 0), em 4 de outubro. Ele compunha o meio-campo com o histórico Roberto Dias. O técnico do Tricolor, na época, era Aimoré Moreira, que comandou Didi pela seleção brasileira no bicampeonato mundial, em 1962. E a zaga tinha Bellini, outro remanescente das Copas de 1958 e 1962, que havia disputado ainda a de 1966, junto com o também são-paulino Paraná.

O primeiro jogo oficial de Didi com a camisa do Tricolor, pelo Campeonato Paulista, foi uma derrota de 2 a 0 para a Portuguesa, no Pacaembu, em 12 de outubro. Na rodada seguinte, mais um tropeço: vitória do América de Rio Preto por 4 a 3, em pleno Morumbi. Didi foi sacado e só voltou contra a Portuguesa, em 24 de novembro: novamente no Pacaembu e outro resultado negativo, 1 a 0. Terminava ali, de forma melancólica (venceu só uma partida em quatro e não marcou um gol sequer), a carreira do "Príncipe Etíope", um dos meias mais clássicos e cerebrais que o Brasil já teve.

Curiosamente, naquele mesmo início de outubro de 1966 em que Didi estreava pelo São Paulo, Garrincha, então com 33 anos, se despedia do rival Corinthians. Foi no dia 9, numa derrota de 3 a 0 para o Santos, pelo Paulistão. Mané havia estreado em 2 de março, no Pacaembu, em outra derrota por 3 a 0, para o Vasco da Gama, pelo Torneio Rio-São Paulo. Os dois times, mais Santos e Botafogo, seriam os quatro campeões do torneio naquele ano, por falta de datas para as partidas de desempate. Garrincha marcou seu primeiro gol pelo alvinegro paulistano contra o Cruzeiro, em 13 de março, na vitória corintiana por 2 a 1.

No total, fez 10 jogos e 2 gols - o segundo, aliás, na vitória por 2 a 0 do Corinthians sobre o São Paulo, em 19 de março de 1966. Ao contrário de Didi, que era cinco anos mais velho, Garrincha ainda jogaria pelo Flamengo e o Olaria, até 1972. Despediu-se numa partida amistosa no ano seguinte, no Maracanã. Morreria em janeiro de 1983, e Didi, em maio de 2001.

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Quarta-feira, Julho 16, 2008

O "se" não entra em campo...

Bola na cal no Morumbi. Marcelinho Carioca vai para a batida. Se ele perder a cobrança, o Corinthians será eliminado da Libertadores pelo Palmeiras nos pênaltis, exatamente igual ao que ocorrera um ano antes. Ele chuta... e acerta o gol. A bola chega a tocar os dedos de Marcos, mas, forte, vai até o fundo das redes. Na cobrança seguinte, Rogério chuta a bola por cima do gol de Dida. Vampeta tem em seus pés a chance da classificação. Ele perdera uma cobrança em 1999; mas dessa vez, chuta no meio do gol, vê Marcos voando inutilmente para o canto direito e o Corinthians chegando à decisão da Libertadores.
O fato aí em cima não ocorreu, como todos sabem. Na prática, o Palmeiras despachou o Corinthians nas penalidades, assim como fizera em 1999. Este parágrafo é o início do texto E se o Corinthians vence o Palmeiras em 2000?, de autoria deste que vos fala, publicado no Balípodo, site/blog de Ubiratan Leal.

A idéia, como o próprio nome diz, é brincar com hipóteses do futebol. Vale a pena ler a seção "E se" inteira. Lá, o Ubiratan e outros autores levantam lebres como E se o Internacional fosse rebaixado em 2002? e E se o Atlético-MG vence o Flamengo em 81?, entre outros.

Excelente diversão e combustível para bate-papo em mesa de bar.

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Terça-feira, Julho 15, 2008

Maluf não pára, não pára

Inspirado pela lembrança de que Paulo Maluf não torce para time nenhum, me lembrei, de pronto, de uma absolvição em última instância do ex-prefeito Paulo Maluf.

Quando o Brasil foi tri-campeão do mundo, cada jogador do escrete que carregava a Jules Rimet na bagagem ganhou, de presente, um Fusca zero quilômetros. Com dinheiro dos cofres do estado de São Paulo, cujo governador era Maluf.

As relações com o político que não tem preferência clubística vão além.

No fim de semana, em uma feira no bairro de São Miguel Paulista, zona Leste da capital, a campanha apresentou o que foi anunciado pelos veículos esportivos como um "roubo do Maluf". É que tocou o jingle "não pára, Maluf, não pára", uma paródia da paródia que embalou o sonho do vice-campeonato corintiano na Copa do Brasil. A letra original, fonte da cantoria dos alvinegros, é de Roberto Carlos. Mas o detalhe é que em "Amigo" não tem a parte do "não pára", quer dizer, só o resto é parodiado. É curiosa a apropriação da parte nova da música.

Pelas datas das notas que vi, quem soltou primeiro foi o Lancenet, mas a coluna de notas sobre o time da semana passada da ESPN coloca como título "Rouba, mas faz" para destacar a história. O roubo é da idéia.

A partir da apropriação de jingle – não consegui achar o site oficial do cidadão pra confirmar –, terá Maluf o mesmo desempenho do Corinthians de 2007 ou do invicto Timão 2008 na série B?

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Sábado, Julho 12, 2008

Corinthians mantém invencibilidade e liderança

Corinthians e Santo André fizeram um joguinho bastante esquecível na tarde deste sábado, na cidade do ABC. A partida terminou em 1 a 1, gols de Marcelinho Carioca e Wellington Saci.


O Ramalhão tem um time bem fraquinho, onde Marcelinho Carioca consegue se destacar, com passes e lançamentos precisos. Mas o gol dele, ainda no primeiro tempo, foi fruto de uma saída atrapalhada de Felipe, ajudado por Chicão.


O Corinthians começou com amplo domínio da partida, com uma marcação forte no meio e saída rápida para o ataque. Parecia que seria um passeio, mas a posse de bola não se traduzia em oportunidades claras de gol. Faltava alguma objetividade ao time, cujas jogadas eram basicamente pelas laterais, com Lulinha, Dentinho e os dois alas, alimentados por Elias, que fez uma boa partida. Mas faltava poder de conclusão.


No segundo tempo, para aproveitar as jogadas pelos lados, Mano Menezes colocou Lima e tirou Eduardo Ramos. O time perdeu meio de campo e não ganhou no ataque. Não me lembro nem de Lima ter encostado na bola.


Depois, o técnico colocou Wellington Saci no lugar de Lulinha, liberando André Santos para a criação. O time melhorou, com mais inteligência no meio, e pressionou. O gol saiu de um cruzamento da direita cortado pela zaga cortou nos pés de Saci, que acertou um chute rasteiro e no canto, fazendo seu primeiro gol com a camisa do Timão.


Aconteceu um pênalti em Herrera no começo do jogo e outro mais duvidoso no finalzinho. O jogador saiu reclamano de três penalidades, o que foi exagero. Mas o juizão não obrou muito bem na partida, deixando passar faltas dos dois lados. Mas as expulsões, uma de cada lado, Dentinho cá e Williams lá, foram acertadas: o jogador andreense bateu bem o jogo todo e Dentinho foi idiota no carrinho do segundo amarelo, na lateral do ataque, jogada sem importância.


O Corinthians segue líder isolado, com 27 pontos, seis à frente do vice-líder Juventude. O Santo André está com 16 pontos e em oitavo lugar. Na próxima semana, o Timão pega o Bahia, no Pacaembú.

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Sexta-feira, Julho 11, 2008

Beber, cair, levantar

Buenas, depois de um tombo cinematográfico, vários pontos no supercílio, duas costelas quebradas e dez dias no estaleiro, consegui saldar a dívida com a provedora e restabelecer a internet aqui em casa - e, conseqüentemente, o contato com o mundo dos vivos. Acidentes acontecem, mas sempre desconfio de praga de corintiano (rsrs). Brincadeiras a parte, o pior já passou: agora só dói quando respiro (pode parecer piada, mas quem já quebrou costelas sabe que é exatamente assim). O importante é voltar ao Futepoca e, aproveitando o resultado parcial da enquete sobre os assuntos preferidos pelos nosso leitores, vamos ao pitacos futebolísticos:

Seleção brasileira - Com o perdão da rima involuntária, a seleção convocada para Pequim não é de todo ruim. Dunga corre o risco de, aos trancos e barrancos, como em 1994, colecionar mais um título importante em seu currículo. Será que Ronaldinho Gaúcho conseguirá repetir o mesmo cala-boca que Ronaldo Nazário deu nos críticos em 2002?

Palmeiras - A aposta de Felipão em Ronaldo Obeso, aliás, pode ser comparada à de Vanderlei Luxemburgo no extraordinário goleiro Marcos (em termos de convicção e resultados). Não tem discussão: Marcos é seleção! E em todo jogo, o Palmeiras sempre livra, no mínimo, um pontinho. A continuar nessa toada, vai brigar, sim, pelo título. Neste domingo, vencerá o meu Tricolor.

São Paulo - Esse pessimismo - ou fatalismo - em relação ao meu time decorre menos dos últimos resultados do que da constatação, pura e simples, de que a equipe é fraca. Na justa derrota para o Náutico e no injusto empate contra o Ipatinga (que merecia ter vencido, não fosse o Rogério Ceni e a trave), comprovei que: 1) Como diz a Thalita, Richarlyson fora é reforço; 2) O time não tem lateral-esquerdo e, daquele lado, os adversários fazem a festa; 3) Joílson tem que jogar no meio, Muricy, no meio!; 4) Jorge Wagner e Aloísio já estão merecendo fazer companhia ao Dagoberto no banco, mas não há substitutos; 5) As prováveis saídas de Alex Silva, Hernanes e Miranda tendem a deixar a coisa ainda mais feia. Conclusão: temporada perdida ou uma (improvável) vaga na Libertadores. Um lugar na repescagem da primeira fase já mereceria rojões.

Santos - Não acredito que o Peixe seja tão fraco ao ponto de freqüentar a zona de rebaixamento, bem como o Fluminense. É fase - e deve ter algo a ver com a tal "terra arrasada" que Luxemburgo deixa quando sai de um clube. Os dois reforços mostraram serviço no último jogo e a tendência é o time engrenar. Só que algo me diz que não será com o Cuca...

Corinthians - Não acompanho a segunda divisão, mas a mídia "são-paulina" me mantém constantemente informado sobre as sucessivas vitórias e goleadas do alvinegro paulistano. Literalmente sem adversários, o clube deve garantir o acesso e o título de forma invicta, em pouco tempo. Não gostei da postura do Mano Menezes na derrota para o Sport, mas o trabalho que ele faz no Corinthians merece elogios.

Fluminense - Pra variar, era quarta-feira e não vi o jogo. Deu LDU, o que é melhor do que um time argentino. O Flu caiu - e eu também, quase que no mesmo horário...


Pronto, palpitei. Volto agora aos comprimidos de codeína, às cápsulas de cetoprofeno e ao colete que tenta manter os ossos soltos no lugar. E o Ministério dos Jornalistas que Vão ao Bar Sem TV na Quarta-Feira à Noite adverte: Se beber, não caia; Se cair, cuidado com os ossos; E se quebrar as costelas, evite hospitais públicos!

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Quinta-feira, Julho 10, 2008

Corinthians goleia o Marília e ganha reforços da enfermaria

Assisti o compacto de Corinthians 5 x 0 Marília. Num jogo cheio de complicações, a começar por Herrera e Douglas, dois destaques do time, já eram desfalques por suspensão. Já em campo, uma cabeçada estilo Três Patetas de William e Nilton tirou o volante de campo com o nariz quebrado. Alessandro também saiu cedo, com uma contusão no músculo da coxa.

Os substitutos dos desfalques iniciais foram Acosta, meio de atacante, e Lulinha, mais ou menos de meia. No lugar dos machucados durante a partida (antes de 15 minutos do primeiro tempo) foram Carlos Alberto no meio e o estreante Denis (ex-Santos) na lateral-direita

O time começou meio estranho, mas melhor que o Marília. Acosta, surpreendentemente, vinha jogando bem, e sofreu um pênalti (pra lá de discutível), convertido por Chicão. O zagueiro, além disso, matou a pau na defesa e na saída de bola.

Denis, contrariando um pouco previsões bastante pessimistas do santista Glauco, não foi mal. Fez duas ou três boas jogadas no ataque e não comprometeu a defesa. A tabela com Lulinha que resultou no quinto gol foi bonita (a conclusão foi sorte).

No segundo tempo, Acosta foi infantilmente expulso, mantendo o status de minha decepção no ano. Além disso, a bola bateu no braço (aberto) de Eduardo Ramos e o juiz deu pênalti, o que pode ser questionado se levarmos em conta a tal da intenção, numa discussão infértil, mas que no fórum adequado pode ser divertida. Como Felipe pegou, deixa pra lá.

No mais, o placar elástico se deveu mais a uma atuação bisonha do goleiro do Marília, que levou um gol por debaixo das pernas de Dentinho, pegou com a mão bola recuada com os pés por um zagueiro e deu azar no chute de Denis. Mas o Corinthians foi pra cima, jogou melhor que o Marília e mereceu com folga a vitória.

Mais dois
Da enfermaria, surgem dois reforços para o elenco alvinegro: o meia Dinelson e o volante Marcelo Oliveira. O primeiro era um carinha habilidoso, mas pouco produtivo, que chegou numa das infinitas crises do Corinthians (se bem me lembro, com Regis Pitbull), jogou Copa São Paulo e ficou meio esquecido. Quando começou a ser aproveitado, arrebentou o joelho e ficou coisa de um ano parado. Dada a escassez de meias em todo lugar, pode ser boa opção e, vai saber, de repente cola.

Marcelo Oliveira era um segundo volante, prata da casa, que começou no início do ano passado. Jogava numa espécie de ala esquerda, naquele time do começo do Brasileiro que chegou a disputar a liderança. William foi vendido, Oliveira arrebentou o joelho (sempre ele), um monte de outras coisinhas aconteceram, e acabou-se a ilusão. Mas fiquei com uma ótima impressão do rapaz, inteligente, tocava bem a bola, descia na hora certa. Se voltar no mesmo nível, disputa vaga no time titular de segundo volante.

E menos um
O Timão não paga mais o salário de Roger. O dublê de meia rescindiu seu contrato e foi para o Qatar, onde será feliz. O Grêmio chiou barbaridade, mas eu achei foi bom.

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Segunda-feira, Julho 07, 2008

A torcida imaginária da Globo

O assunto não é novo, mas como continua a acontecer, merece menção. Ontem, após secar Roger Federer e assistir a um jogo épico na final de Wimbledon, vi o restinho da partida entre Atlético (MG) e e Palmeiras. Parecia até que o confronto era no Palestra Itália. Só se escutava a torcida do Verdão, de forma tão nítida que chegava a rivalizar com a narração e os comentários. Em franca minoria entre os 35 mil pagantes no Mineirão, a Globo fez com que chegassem aos nosso ouvidos a adaptação da torcida verde de Asa Branca, praticamente uma segunda morte de Luiz Gonzaga, e outra “versão”, do Dale Boca, pra mim prova do complexo de vira-latas eterno que volta e meia se manifesta nesse pais, além de brutal falta de criatividade (antes que digam, não é exclusividade da torcida palestrina).

Na final a Copa do Brasil, os corintianos, que representavam pouco mais de 5% da torcida na Ilha do Retiro, tinham seus gritos transmitidos para todo Brasil, enquanto o correto Cléber Machado narrava quase com lamentação os gols do Sport. O assunto foi pauta no Extracampo e no De Primeira, onde o colunista Julio Moreira explicou o recurso: “O áudio foi captado e divido em 3 canais - o do narrador, o da torcida do Corinthians e o geral do estádio. Então, o diretor técnico aumenta o volume do canal da torcida do Corinthians e diminui o volume geral do estádio.”

Fiquei impressionado com esse tipo de recurso quando, na partida entre Cruzeiro e Santos, mesmo com o time paulista perdendo por 1 a 0, só se ouviam os santistas cantarem em pleno Mineirão. Mesmo com a goleada, de novo o “fora Leão” que se gritava superava uma maioria feliz no estádio. O mesmo se repetiu no domingo retrasado, no jogo entre Cruzeiro e São Paulo.

A lógica, pra variar, é comercial. Como a partida não é transmitida para a praça em que ela acontece (exceção à final da Copa do Brasil), busca-se privilegiar o mandante, ainda mais sendo de São Paulo, foco principal dos anunciantes. Mas existe uma clara distorção da realidade, ainda mais quando o locutor corrobora a farsa dizendo: “e olha como canta a torcida do [time paulista].”

Transmissões esportivas têm um caráter de espetáculo, de entretenimento, e os recursos eletrônicos e palpiteiros de cabine estão aí pra isso. Mas também merecem um tratamento jornalístico, e isso a Globo faz bem, com repórteres de campo competentes e outros profissionais que dão uma bela retaguarda ao que acontece na rodada. Entretanto, quando falseia o som ambiente de forma tão grotesca, acaba jogando por água abaixo qualquer esforço de todos ali envolvidos, reforçando bairrismos e ludibriando o espectador comum.

Se for pra abandonar o critério jornalístico, talvez seja melhor contratar os humoristas do Pânico para fazer reportagens de jogo e, quem sabe, a Lucia Hippolito para comentar da cabine, para ouvirmos mais análises e ilações de nível como a descrita aqui. Já que é circo...

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Segunda-feira, Junho 30, 2008

"O seu paradeiro/ Está no estrangeiro/ Onde está o dinheiro?"

Os versos do título desse post, presentes na letra de "Onde está o dinheiro?", sucesso de Gal Costa nos anos 1980, caem como uma luva para o novo escândalo do Corinthians. Ao contrário do que escrevi aqui há alguns dias, a venda do atacante Jô, do CSKA para o Manchester City, não é uma notícia tão boa assim para o clube de Parque São Jorge. E tudo por culpa de seu atual presidente, Andrés Sanchez (acima), que eu já havia citado no post anterior por ter vendido porcentagens dos direitos econômicos de três atletas para o Grupo Sonda - o que fez com que a tônica dos comentários fosse principalmente contra a cartolagem brasileira.

Pois os nossos comentaristas tinham toda a razão: matéria de Maurício de Oliveira, do Lance! de hoje, revela que, ao contrário do que se pensava, o Corinthians não vai receber R$ 7,7 milhões pela transação de Jô (ou 13,5% dos R$ 57 milhões da venda, sendo 3,5% como "indenização aos clubes formadores", prevista pela Fifa, mais 10% registrados no contrato de venda para o CSKA, em 2005). Na verdade, o clube paulistano receberá apenas R$ 1,78 milhão do Manchester City. E sabem por que? Os 10% previstos em contrato foram vendidos por Sanchez, no início de maio, por US$ 1,25 milhões (quase R$ 2 milhões). Traduzindo: os R$ 7,7 milhões transformaram-se em R$ 3,78 milhões.

E sabem para quem Sanchez vendeu os 10%? Para uma das empresas de Giuliano Bertolucci, amigo do iraniano Kia Joorabchian, ex-presidente do MSI. Esse comprador conseguiu multiplicar R$ 2 milhões por três no espaço de um mês e meio. Kia, por parte de sua assessoria de imprensa, nega ter ganho qualquer dinheiro nessa transação. Mas o empresário de Jô, Marcelo Djian, joga mais gasolina na fogueira: "-Não sei direito como e qual foi a influência de Giuliano nesse negócio. O que sei é que teve a participação do pessoal de Pini (Zahavi) e de Kia também...". Para quem não se lembra, Pini Zahavi (acima) foi identificado pelo ex-presidente corintiano Alberto Dualib como um dos principais investidores do MSI. E Andrés Sanchez foi vice-presidente de futebol no auge da parceria com o grupo investidor...

"-A divisão do Jô era assim:10% era do MSI, outros 10% do Corinthians e 80% do CSKA. Eu nem sabia que Giuliano tinha comprado os 10% do Corinthians", conta Djian. Em defesa de Andrés Sanchez, que fica numa baita saia justa, o vice de finanças do clube, Raul Corrêa da Silva, soltou a seguinte "justificativa": "-Quem podia imaginar que o Jô valeria tanto?".

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Quarta-feira, Junho 25, 2008

Lula são-paulino?!??


Nosso mais novo colaborador, Clóvis Messias, envia a foto acima, em que aparece entrevistando Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989. E conta o seguinte "causo":

Lula em campo adversário. Esta foto foi tirada na liderança do PT, na Assembléia Legislativa de São Paulo. O líder era o deputado, são paulino, Geraldo Siqueira. O assessor de imprensa a quem pertence a faixa comemorativa do campeonato paulista de 1989 era Ronaldo Cabral. Na opurtunidade eu disse ao Lula, brincando, lógico, que para chegar ao Planalto ele teria que evoluir futebolisticamente, e sentir o prazer de ser tricolor. Ele permaneceu corinthiano, e eu errei. Se jornalista acertasse tudo sempre ganharia na loteria esportiva. Abraço a todos, Clóvis.

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Sobre Corinthians, Bragantino, Felipe e Rede Globo

O Corinthians entra em campo hoje contra o Bragantino pela Série B do Brasileiro. E se a liderança continua folgada, o empate com a Ponte Preta lembrou aos corintianos que existem adversários no campeonato.

O time da terra da lingüiça não cumpre campanha muito abonadora nesse começo de campeonato, estando em 15º lugar, com 8 pontos em sete jogos. Mas pela tradição, o Braga pode ser um dos incômodos na escalada mosqueteira de volta à elite do futebol.

No Corinthians, não jogam Fabinho, que cumpre suspensão, Alessandro, machucado, e Felipe, afastado por Mano Menezes. Nas respectivas posições entram Nilton, Carlos Aberto e Júlio César. Das trocas, a dos volantes complica um pouco mais, pois Fabinho tem mais condições de sair jogando e ajudar a organizar o meio-campo que o voluntarioso Nilton.

Mas é a troca dos goleiros que chama a atenção. Felipe nunca foi gênio ou melhor goleiro do Brasil, como diziam um tempo atrás. Recentemente, cometeu algumas falhas e tomou alguns gols que, se não chegam a ser erros, poderiam ser evitados, ainda mais para um goleiro da estatura da expectativa criada em torno dele.

O fato é que após a derrota para o Sport, Mano Menezes começou um processo de fritura do arqueiro, bem como do menos comentado Wellington Saci. Hoje leio na Folha de S. Paulo que “Felipe dificilmente voltará a vestir a camisa do clube, que espera negociá-lo”.

Eu não acho que um erro, por mais grave que seja, seja o suficiente para rifar um jogador. Felipe é bom goleiro, mesmo que não venha a se tornar o gênio cantado – inclusive, e talvez principalmente, por seus agentes – ano passado. Wellington Saci teve pouquíssimas chances de jogar, mas é bem jovem e pareceu um cara habilidoso, que poderia render alguma coisa.

Afastar os dois do elenco, o goleiro com a justificativa de “falta de comprometimento nos treinos” e o lateral sem mais explicações, é uma bela estratégia de venda, não? Parece o discurso do governo FHC na época das privatizações: a empresa é uma merda, não dá lucro, está inchada, por isso vamos vender. Desvaloriza ao máximo seu produto.

Eu discordo da fritura dos dois jogadores, que o próprio técnico isentou de culpa após o jogo contra o Sport. Tomara que consigam vender bem o Felipe, porque o Saci provavelmente fica encostado até sair de graça.

Mas Júlio César, que não tem nada a ver com isso, vem cumprindo excelente papel, inclusive pegando pênalti contra a Ponte (o que mostra que o jogo não foi fácil). Seja quem for, que continue resolvendo.

TV

Um dado interessante sobre o jogo do Timão é que ele acontece hoje, quarta-feira, enquanto os jogos da Série B sempre ocorrem às terças e sábados para não competir com a divisão principal. Outro dado, complementar, é que ele vai passar na televisão em São Paulo, mesmo com o Fluminense jogando a final da Libertadores no mesmo horário.

O jogo do alvinegro estava previsto para p sábado, mas a mudança foi feita a pedido (sic) da rede Globo. Por mais que eu goste de tripudiar falando da grandeza do Corinthians e coisa e tal, numa análise fria, o fato é bastante ridículo.

Frase

"As leis são como as teias de aranha ; os pequenos insetos prendem-se nelas, e os grandes rasgam-nas sem custo."

A frase, que recebi por e-mail, é atribuída a Anacarsis, que, segundo a Wikipédia, foi um príncipe e filósofo escita (povo do sudeste da atual Rússia), que viveu por volta de 600 a.C. Triste pela atualidade.

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Terça-feira, Junho 24, 2008

Boa notícia para o Corinthians

O mercado da bola é mesmo imprevisível. Depois de receber míseros R$ 162 mil pelos 5% de direito, como clube formador, pela venda do zagueiro Betão (à esquerda) do Santos para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia (transação de R$ 3,74 milhões), o Corinthians ganhará agora, de presente, a bolada de R$ 7,7 milhões pelos direitos decorrentes da venda do atacante Jô (à direita), do CSKA, da Rússia, para o Manchester City, da Inglaterra (transação de R$ 57 milhões). O Corinthians tem direito a 10% sobre a multa rescisória, registrados no contrato de venda para o CSKA, em 2005, mais 3,5% de um tal "mecanismo de solidariedade" para indenização aos clubes formadores. Os 13,5%, portanto, totalizam R$ 7,7 milhões.

Se soubesse que essa dinheirama ia cair em seu colo, o presidente do alvinegro paulistano, Andrés Sánchez, teria pensado duas vezes antes de vender os direitos econômicos do atacante Dentinho (22,5%), do lateral-esquerdo André Santos (22,5%) e do zagueiro Renato (25%) à empresa D.I.S. Esporte e Organização de Eventos Ltda., o chamado Grupo Sonda, por R$ 5,4 milhões. Assim como Betão e Jô, Dentinho (à esquerda) e Renato (à direita) também são revelações das categorias de base do Corinthians.

Mas os R$ 7,7 milhões poderiam ser utilizados, por exemplo, para manter alguns dos destaques na execelente campanha que o time faz na Série B do Campeonato Brasileiro. Os direitos federativos do artilheiro Herrera (à esquerda) podem ser adquiridos por módicos R$ 3,54 milhões. Metade de seu passe pertence ao clube argentino Gimnasia y Esgrima e metade, ao empresário Ricardo Schilieper. Outro que veio emprestado, o atacante Diogo Rincón (à direita), do Dínamo de Kiev, custa exatos R$ 7,5 milhões.

A grana do Jô também poderia ser utilizada para quitar de vez os R$ 3,3 milhões, divididos em seis parcelas, que o Corinthians tem de pagar ao São Caetano pelo importante meia Douglas. Ou, então, procurar outro bom reforço no mercado. De qualquer forma, R$ 7,7 milhões despencando na conta assim, inesperadamente, é sempre uma boa notícia.

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Terça-feira, Junho 17, 2008

Betão vai para a Ucrânia e Corinthians comemora 5%

O zagueiro Betão, detestado por boa parte das torcidas de Corinthians e Santos, irá jogar no Dínamo de Kiev, da Ucrânia. A transferência renderá 2 milhões de euros aos cofres santistas ou 1,5 milhão de euros (R$ 3,74 milhões) mais o empréstimo do meia Michael por um ano. Vi a notícia no IG.

O Corinthians receberá 5% do valor da transação por ser o clube que revelou o zagueiro. O dinheiro foi comemorado pelo diretor técnico do Timão, Antônio Carlos Zago. “É importante para o clube qualquer dinheiro que entrar. Seria bom se entrasse esse dinheiro, pois nosso presidente está correndo atrás para pagar as dívidas que foram deixadas pela (diretoria) passada”, afirmou o dirigente.

Há algo curioso no episódio. O Corinthians, onde Betão foi revelado e jogou por 14 anos, o deixou sair sem contrato no início do ano, após uma frustrada tentativa de venda para o Sochaux, da França, por 1 milhão de euros.

Ou seja, o Peixe está ganhando dinheiro com um jogador totalmente formado pelo Corinthians, que a atual diretoria não conseguiu vender por metade do preço atual e que foi rifado após o rebaixamento. Convém lembrar aos corintianos ressentidos com o zagueiro que ele foi o único jogador a chorar após a fatídica partida contra o Grêmio, além de ser bem melhor zagueiro do que pintaram. Agora, o diretor que é ao menos em parte responsável pela tal rifa comemora 5% do valor da venda.

Isso acontece depois de o time vender parte dos direitos federativos de três jogadores (André Santos, Dentinho e Renato, zagueiro das categorias de base) para o grupo Sonda por 5,4 milhões de reais. Não perdeu os jogadores, mas ganhará menos em uma possível venda. Operação, mínimo, questionável.

Com uma diretoria dessas, vamos longe...

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Segunda-feira, Junho 16, 2008

Figuraça

O programa "Bola na rede" de ontem, da RedeTV, contou com a participação do folclórico volante Amaral (foto), ex-Palmeiras, Corinthians, Vasco e dezenas de clubes, recém-desligado do Barueri. Em companhia do também veterano Marcelinho Carioca, o atleta, ex-coveiro, já começou dizendo que quer montar uma funerária chamada Pé de Anjo. Depois, o apresentador Fernando Vanucci relembrou diversas situações impagáveis de sua carreira. Amaral confirmou que, viajando com a seleção pela África do Sul, foi questionado sobre o apartheid e respondeu que precisava se informar com o "professor" Zagallo sobre a melhor forma de marcar "esse jogador".

Contratado pelo Benfica, de Portugal, o volante foi pedir um durex para uma secretária do clube. Ouviu um monte de palavrões: durex, lá, é camisinha. Em 1996, no Palmeiras dos 100 gols, Vanderlei Luxemburgo pensou em fazer propaganda do time em um outdoor no Parque Antártica. "-O que você acha, Amaral?", perguntou o técnico. "-Acho muito bom, o estádio tá precisando disso". Desconfiado, Luxemburgo perguntou se Amaral sabia o que era outdoor. "-Claro que sei, professor. É cachorro-quente!".

Mas a melhor história também envolveu Luxemburgo. "-O Palmeiras foi jogar em Recife e, no caminho do aeroporto para o hotel, vi um tal de Forró do Gérson. À noite, depois de vencer o jogo, pedi para o professor para a gente dar uma saída, se divertir. Ele concordou. Chamamos cinco táxis e fomos para a praia de Boa Viagem, onde eu tinha visto o tal forró. Chegando lá, era uma casa de acabamento, tava escrito 'Forro e Gesso'! Deu 50 reais a corrida de cada táxi, os companheiros fizeram eu pagar tudo!", diverte-se Amaral.

Sobre a final do Campeonato Paulista de 1995, o volante revelou que Carlos Alberto Silva, seu treinador no Palmeiras, pediu para que ele jogasse sal grosso no Marcelinho Carioca assim que entrasse em campo. Gargalhando, o Pé-de-Anjo confirmou: "-Vi o Amaral com aquele negócio branco na mão e não entendi nada". Mas o tiro saiu pela culatra: "-Joguei o sal e pegou no pé direito dele. O mesmo que faria o gol na falta que deu a vitória para o Corinthians", lamentou Amaral, entre risos.

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Domingo, Junho 15, 2008

De ressaca, Corinthians goleia Brasiliense

Na Série B do Brasileirão, o Corinthians segue nadando de braçada. No sábado, bateu o Brasiliense por 4 a 1, no Pacaembu, com gols de William, Herrera, Chicão e André Santos. Adrianinho descontou para o Brasiliense no finalzinho.


Como o jogo não passou na TV aberta, não consegui assistir. Quem viu diz que o time estava visivelmente abatido, o que é natural depois da derrota de quarta-feira na Copa do Brasil. E mesmo abatido, enfiou quatro no pessoal do DF.


Os jogadores entraram em campo exibindo uma faixa com os dizeres “Obrigado, Fiel”, o que desfez qualquer clima de tensão entre time e torcida. Alguém na diretoria corintiana teve uma boa idéia.


Como resultado, o Timão continua com 100% de aproveitamento e abre sete pontos em relação aos vice-líderes Juventude e São Caetano. Falando no Azulão, dei uma sapeada na peleja do time do ABC contra o Bragantino. Não vi nada demais em nenhum dos dois times, que devem estar entre os mais perigosos da competição. O Azulão ganhou por 2 a 0. Tuta jogou bem, abrindo espaços, e deu até chapéu, quem diria. E tem um Rafinha, meia, que é habilidoso. O caminho para a Série A cada vez mais dá mostras de que será tranqüilo.


Reforço?


Falam por aí que o Corinthians procurou Renatinho, atacante revelado pelo Santos e que estaria tendo problemas para renovar seu contrato. Quando eu vi o garoto jogar, gostei bastante. Rápido, habilidoso, perigoso mesmo. Pode se ruma boa.


Antes disso, já pegamos o tal de Dênis do Peixe. O companheiro Glauco avalia o jogador de forma deveras negativa, para sermos econômicos. Confesso que não o vi jogar, mas o cara tá parado há não sei quantos meses por contusão. Será que vale o risco?


Dispensas


Após o fim da Copa do Brasil, o Corinthians sabe que só terá a Série B para disputar até o final do ano. Sendo assim, talvez seja o caso de dar uma reduzida no elenco, que ficou meio inchado com as contratações de batelada do início do ano. Minha lista de “dispensáveis” começaria com Marcel, Bóvio e Perdigão. Entre Finazzi e Lima, outros cotados para a rifa, talvez caiba avaliar se tem atacantes o bastante para dispensar os dois. Cristian Suarez manteria boas chances de pegar o caminho da roça, mas tb poderia ficar por falta de zagueiros. Entre os meias, o tal do Rafinha poderia ser emprestado para algum time médio para ver se vinga. O mesmo pode valer para Dinelson, que deve estar perto de sair do estaleiro.

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Quinta-feira, Junho 12, 2008

Juca Kfouri, sobre a final da Copa do Brasil

Passadas as emoções, a sensatez de Juca Kfouri:

"Escrevi ontem que aparentemente houve pênalti de Magrão em Acosta.

Fosse eu o árbitro e teria marcado a falta.

E hoje estaria arrependido...

Depois de ver o lance dezenas de vezes, calmamente, de todos os ângulos com as imagens da Globo e da Band, conclui que não houve o toque no atacante corintiano.

E comparar o lance ao de Fábio Costa em Tinga, em 2005, só pode ser brincadeira.

Caros corintianos, aprendamos todos a perder."

(íntegra do post)

Em outro post, o jornalista comenta o lance já falado aqui e que não mereceu qualquer comentário ou ponderação da imprensa ou mesmo dos freqüentadores deste blogue: o chute de Fabinho em Enílton dentro da área.

"Em tempo: é claro que houve erros de arbitragem contra o Corinthians, como, por exemplo, um lance de impedimento mal marcado do Acosta.

Como Carlinhos Bala merecia ser expulso com Saci, embora ele tenha sido discreto e o Mula-Sem-Cabeça tenha sido espalhafatoso.

Mas houve um pênalti em lance sem bola do Fabinho no Enílton, lance que também deveria redundar na expulsão do corintiano..."

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O mau perdedor

Sempre que vejo coletivas de treinadores, sinto o famoso sentimento de “vergonha alheia”. Os repórteres, em geral até com certa e perigosa intimidade com os comandantes de times, fazem somente perguntas caridosas, às vezes quase pedem desculpas por questionar algo mais incisivo.

Na coletiva de Mano Menezes não foi diferente. Claro que somente a imprensa paulista queria escutar o corintiano. Dentre as pérolas do gaúcho, disse que o título do Sport “não foi justo”, acrescentando que “se o Corinthians tivesse vencido por 3 a 0 no Morumbi, perderia pelo mesmo placar aqui”, sugerindo um complô contra a equipe paulista.

Criticou a arbitragem, evitando falar da formação do time, defensiva na melhor das hipóteses, covarde na mais realista. Acusou um “descritério” do árbitro (perdoai-o, Camões!) e disse que era possível contar nos dedos de uma mão as situações em que seu time foi favorecido na Copa do Brasil, o que, para ele, era algo “desparelho” (tá bom, Camões, é complicado perdoar quem quer falar difícil).

Coerente, Menezes desculpou Wellington Saci, que permaneceu 58 segundos em campo antes de pisar em Carlinhos Bala e ser expulso. Claro, toda culpa era da arbitragem. Ele, que viu faltas invertidas, pênalti não marcado, a conspiração em cada grama da Ilha do Retiro, afirmou que não pôde observar o lance da expulsão. Uma falácia, já que foi informado de todas as versões por gente que viu pela TV, como acontece com todos os técnicos.

Mas o que ele não disse é por que colocava um lateral no lugar de uma atacante, no caso, Dentinho, precisando marcar um gol. Eu, que vi a partida, gostaria de saber. Até imagino que fosse para liberar André Santos para o ataque, já que o atleta pouco apareceu em Recife. Mas só imagino. Acho que o torcedor corintiano tinha o direito de saber, ao invés de ser bombardeado com argumentos pueris que só fomentam ainda mais a cultura de nunca admitir a derrota, tão enraizada no torcedor brasileiro. É melhor incitar o ódio elegendo um inimigo externo do que admitir os próprios erros. É mais fácil estimular o emocional do que tentar debater de forma inteligente.

Nelsinho Baptista deu um baile em Mano Menezes. Mudou o time com 25 minutos, alterando a forma de jogar e agredindo (futebolisticamente) o rival. Ao time paulista, restou agredir (fisicamente) o vencedor. O corintiano merecia mais.

PS: a Globo e seus comentaristas formam o consenso. Enquanto o lance de suposto pênalti em Acosta (que nenhum corintiano no gramado reclamou, só o Mano vidente pós-jogo) foi dado como verdade, o também ex-árbitro Renato Marsiglia discordava na Sportv. Afirmou que o goleiro pegou na bola em uma dividida normal. Já o lance de Fabinho, que alavancou um adversário dentro da área e depois o chutou sem bola no mesmo lance, não mereceu sequer um segundo replay na emissora carioca, que ontem era paulista. E assim as "verdades" são construídas...

PS 2: Sport campeão da Copa do Brasil e Fluminense na final da Libertadores. São Paulo percebe que não é o centro do universo. Ainda bem.

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