A goleada sofrida pelo Palmeiras em Porto Alegre, contra o Inter, e a vitória do ascendente Botafogo sobre o Cruzeiro permitiram que o Grêmio abrisse cinco pontos de vantagem do Cruzeiro após a 21a rodada do Brasileirão. Muito conforto para enfrentar hoje o Flamengo no Maracanã. E incômodo para enfrentar a Portuguesa no Pacaembu no final de semana para defender tentar recuperar a posição perdida no G4.
O pênalti que originou o gol de Alex aos 5 do primeiro tempo não existiu. Como não existiu o impedimento de dois minutos antes do zagueiro Jeci. Será que o árbitro fez para compensar?
Irrelevante. Porque 13 minutos depois, o Colorado começou a virada. Depois do empate de Índio, com passe de Alex, foi o camisa 10 que virou a partida um minuto depois, aos 19.
Antes do empate o alviverde poderia ter controlado a partida. Claro que aí sobraram méritos para a equipe do Beira-Rio. E para Marcos para evitar vexame ainda maior.
Ainda no primeiro tempo, Vanderlei Luxemburgo tentou adiantar o time com Denílson no lugar do volante Jumar. Não funcionou.
Placar final: 4 a 1.
Ninguém disse que seria fácil. Depois de uma seqüência de três partidas sem vitórias do Inter, na casa do adversário, com a volta de Alex, o time de Tite precisava mesmo reencontrar o caminho da vitória. Mas para quem saiu na frente, tomar uma goleada é bem desagradável.
Luxemburgo
O técnico do Palmeiras é defendido por muita gente por fazer grandes mexidas no time. Tirar lateral para escalar um meia – eventualmente um atacante – é a mais tradicional. Mas às vezes sai um volante para tornar o time mais ofensivo. Nas últimas mexidas do técnico isso não tem dado resultado. Não se espera exatamente organização tática com uma mexida dessas, mas tentativa de criar um abafa. Como o resultado tem sido o de fragilizar a própria zaga (que já é frágil desde a saída de Henrique), fica a pergunta: será que ele faz a alteração para dizer que tentou ser ofensivo ou para o técnico adversário achar que ele vai dar um nó tático inovador, quer dizer, pra causar certo "medo" no rival?
Quinta-feira, Agosto 21, 2008
Uma rodada para o Grêmio
Segunda-feira, Agosto 18, 2008
O 1 a 0 e nada de prazo de validade
No segundo fim de semana Olímpico, eu nem consegui saber do jogo. Li, no Parmerista que a torcida se portou bem no 1 a 0 sobre o Coritiba, apesar de o gol de Alex Mineiro só ter saído aos 30 do segundo tempo, numa jogada bem tramada.
São sete pontos de diferença para o líder Grêmio.
Para ser sincero, fiquei sabendo do gol por causa de um vizinho palmeirense que sempre faz esse tipo de alerta. Valeu, vizinho!
Sandro Silva, Jumar e Evandro fizeram um meio de campo sólido à frente da vulnerável zaga de Jeci e Gladstone. Alguém afim de um estágio na zaga?
Apesar de Valdívia estar suspenso, ele já não figura na lista de desfalques. Vendido para o Herta Berlim, segundo consta, à vista, deixou a vaga para Evandro, numa formação mais defensiva, ou Denilson, se a proposta for pôr o time para frente. Mais dependência do que nunca dos laterais.
O que preocupa é ver Diego Souza titular absoluto jogando perto dos atacantes. Tomara que eu queime a língua e decida (note-se que não quero só que ele jogue bem).
E Celso Roth segue sem prazo de validade.
Quinta-feira, Agosto 14, 2008
Perder para o Vasco é simplesmente inadimissível
A derrota do Palmeiras na estréia da copa Sul-Americana para o Vasco não tem justificativa nem explicação. Os 3 a 1 em São Januário, depois de uma descendente cruzmaltina no campeonato nacional é lamentável. Pior: o Palmeiras jogou muito pior e foi covarde.
Covarde porque só fez o primeiro gol depois de sofrer um. Depois de começar o jogo mal. Como se estivesse dormindo no jogo.
Os dois times entraram com reservas. Não fiz as contas de quantos suplentes entraram em cada lado para não ficar com mais vergonha.
Depois, no intervalo, quando voltou com Diego Souza, o meia titular, o time piorou ofensiva e defensivamente.
No fim do primeiro tempo e em todo o segundo, apesar de ter mais posse de bola, se mostrou covarde, porque não conseguiu ou não quis ir para cima.
Nem quero ouvir o que o Luxemburgo vai falar. E ainda tive que ouvir o Neto dizendo que a diferença do técnico é pôr o time para cima do adversário mesmo jogando fora de casa.
Ridículo.
Até ia escrever sobre Kléber perseguido depois de ter construído sua reputação de cotovelo maluco e vítima de um golpe de capoeira, mas francamente fica para depois.
Segunda-feira, Agosto 11, 2008
Retranca à queijo suíço
No jogo do Palmeiras, quem se deu bem foi o Botafogo. O time de Vanderlei Luxemburgo voltou a praticar uma retranca ao jogar fora de casa. Mas retranca que deixa Zé Carlos livre para cabecear no cruzamento preciso de Jorge Henrique, não resolve. Isso porque Gustavo, o zagueiro titular, voltou para compor a defesa com Jeci.
A maldade do título, raiva de torcedor, é só por isso.
Foto: Almare![]()
O Botafogo conquista sua quarta vitória consecutiva após a fase negra que teve com Geninho. Curioso é que Leandro Guerreiro, volante, foi substituído pelo autor do gol, que é meia, o que pôs a estrela solitária mais para frente.
O gol saiu aos 34 do segundo tempo. Os visitantes fingiram que iam tentar o empate, mas bem pouco efetivos.
Evandro, que foi bem contra o Vitória, foi substituído por Diego Souza, mas deve voltar a jogar contra o Coritiba, porque Valdívia tomou o terceiro cartão amarelo por reclamação. É a terceira partida de ausência motivada por cartões amarelos.
Nada carrinhos nem palavras nas atuações do chileno. Como foi convocado por Bielsia para a seleção vermelha para amistoso contra a Turquia – e deve ser mantido para as eliminatórias – o meia pode ficar três semanas ou até um mês.
Mas no meio de semana tem o Vasco, pela Sul-Americana.
Meio título
No primeiro fim de semana de competições em Pequim, houve festa no estádio do Grêmio. A goleada sobre o Atlético garante o primeiro turno para o tricolor gaúcho.
O Cruzeiro perdeu para a Lusa, o que abre cinco pontos de vantagem para o líder. O terceiro, Palmeiras, está a sete pontos.
Há cinco meses, quem apostasse no Grêmio estaria acreditando em zebra. Até quando ela dura?
Hoje, meu palpite é de que não acaba tão cedo. Os primeiros jogos do segundo turno são, em casa, o São Paulo, no Maracanã, o Flamengo e, nos Aflitos, o Náutico. Com quatro e sete pontos de vantagem à frente dos rivais.
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Corrigido às 17h do dia 11
Sexta-feira, Agosto 08, 2008
Um 3 a 0 chuvoso, mas bem jogado
A rodada foi positiva para o Palmeiras, que venceu em casa e abriu quatro pontos sobre o quarto colocado. Os 3 a 0 diante do Vitória, no Palestra Itália, mostraram o time jogando bem. Os dois primeiros gols saíram de jogadas de bola parada, um escanteio e uma falta. Mas o time foi bem, disposto e com gana. Vibrante, para o Terceira Via Verdão.
Um detalhe importante é que Evandro entrou jogando na meia com Diego Souza. A presença dele na cobrança de escanteios e armação de jogo deu um ritmo bom para o time. Outro destaque foi Sandro Silva, volante ex-Mirassol, pelo segundo gol no Brasileirão, uma jogada de quem sabe do ofício. Claro que ninguém vai esperar lances assim todo jogo.
É curioso que Jumar e Sandro Silva eram a dupla de volantes reserva até que Pierre e Martinez se contundissem. Viraram titulares.
Valdívia
Valdívia, atento e participante, atuou mais avançado, como atacante. Começou o jogo para avisar que estava em "uma noite daquelas", na avaliação do Parmerista. Foi de jogador de área o gol de cabeça que abriu o marcador no primeiro tempo, sem marcação, depois de cobrança de escanteio pela esquerda, depois de desvio de Alex Mineiro. Em cobrança de falta, também de cabeça, saiu o segundo, do artilheiro Alex Mineiro.
A enxurrada de gols de cabeça no campeonato mostra que a arma do time continua a ser a boa chegada dos laterias. A sequência de vitórias indica que, até agora, só o São Paulo conseguiu aproveitar a fragilidade na marcação nas costas do Leandro, lateral-esquerdo.
Leitura labial
Vai ver que o Léo Lima estava pensando nisso quando, emocionado de entrar no jogo, que se enganou. Falou para o quarto árbitro que quem ia sair era o Leandro e não o Evandro. Numa leitura labial revelada pelo manguaça na padaria hoje de manhã, o Luxemburgo teria dito:
– Vai lá e entra no lugar do "...andro"
O jogador fica em dúvida, mas tenta deduzir com base nas próximas instruções do treinador. Mais atento, ele ouve:
– Você vai ficar mais atrás, pra pegar o cara que tá caindo pela esquerda, nas costas do "...andro".
O jogador concluiu o que concluiu, fazer o quê? Ou será que o manguaça da padoca já tava calibrado?
Vitória
Acompanhei o jogo pelo rádio, e o que me chamou atenção foi ver o time com Adriano, atacante, no lugar do lateral Marco Aurélio. Jogando como visitante, perdendo por 2 a 0, em vez de recuar para tentar surpreender no contrataque, Vagner Mancini queria ver sangue. Fiquei pensando que é por isso que, mesmo com um ponto a menos do que o São Paulo, tem uma vitória a mais. Mas é o menor saldo de gols entre os 8 primeiros.
Segunda-feira, Agosto 04, 2008
Ganhar do lanterna é obrigação
Os 2 a 1 do Palmeiras sobre o Ipatinga em Minas Gerais foi, por um lado, obrigação. O time mineiro é favorito ao rebaixamento e lanterna da competição.
Mas em 2007, um dos 17 pontos do América de Natal foi conquistado diante do Palmeiras, em Natal. Mas isso foi com um elenco bem mais limitado. O Ipatinga não é o América do ano passado, mas time que quer brigar por alguma coisa que valha, tem que somar três pontos contra as equipes mais fracas.
Valdívia foi bem, marcou dois gols, criou jogadas, correu. E deu um carrinho que, na minha opinião, foi bem punido com cartão amarelo. Ele até pega a bola, mas a posição de onde ele vem é desfavorável e, ao pegar a perna do adversário junto com a bola, consiste em falta.
Cartão mal aplicado foi a Kléber, o desgovernado, que dividiu e tomou cartão. Depois do lance, evitou trombadas. Claramente visado – deu motivos para isso – mas continua claro que ele não pode entrar duro em nenhum lance.
E Alex Mineiro perdeu um pênalti. Em um misto de empurra-empurra com se jogar para trás – que poderia perfeitamente não ser marcado –, o centroavante se encarregou de diminuir o peso da polêmica: chutou tão no canto que pôs a bola para fora.
No final do jogo, o alviverde paulistano ainda conseguiu a proeza deixar o Ipatinga criar jogadas. Tanto que diminuiu a diferença.
Mas a segunda vitória fora do Palestra Itália no campeonato é bem vinda, garantiu o terceiro lugar. A próxima partida, na quinta-feira, é contra o Vitória, em casa. O time baiano saiu da zona de classificação para a Libertadores. Missão nada fácil para o Palmeiras manter o bom aproveitamento dentro de seu estádio.
Quinta-feira, Julho 31, 2008
Na vitória sobre o Flamengo, TV pela internet
A 15ª vitória do Palmeiras sobre o Flamengo em campeonatos brasileiros não foi uma grande atuação do time da casa. Um primeiro não muito bom, que deixou o Flamengo criar principalmente depois dos 25. Parecia que Caio Jr. iria surpreender em contrataques na 300ª partida em que Vanderlei Luxemburgo treinou o alviverde.
O Palmeiras volta melhor para o segundo tempo. Aos 10 do segundo tempo, Valdívia tabela com Sandro Silva que fuzila para o fundo do gol de Bruno.
O goleiro que fez duas belas defesas, uma de Diego Souza aos 18 do primeiro tempo, e outra aos 4 do segundo, com Valdívia,
Depois do gol, uma ou outra chance verde. Foi a vez de o Palmeiras se apequenar diante do Flamengo, esperando o contragolpe. Deixou o rubronegro avançar e pressionar.
A defesa com dois zagueiros até que se segurou, embora tenha cedido a movimentação de Jailson. Isso não impediu Luxemburgo de recuar a equipe colocando um terceiro volante, Léo Lima, que seria expulso.
Como o Valdívia foi até que bem, começo a achar que ele não vai para o Hertha Berlim. Bom, essa hipótese parte do princípio de que ele não vinha bem por estar com a cabeça na transferência para a Europa. Ressalte-se que buscar jogo também foi a atitude do chileno na partida contra o Fluminense e até contra o Santos, embora tenha sido um jogo bastante atípico.
Experiência
Assisti a partida em um site que retransmitia o canal Premiere da Net. Junto da transmissão, pra lá de lenta por causa da conexão da mesma empresa (plano econômico tem disso), ficava no ar um bate-papo entre quem estava assistindo.
O que me impressionou foram duas coisas. O número de vezes em que Marcos foi elogiado – até por flamenguistas – e o número de vezes em que Valdívia foi xingado ou mandado embora.
O mais interessante foi o palmeirense comemorando: "Milagre, o Kléber nem amarelo tomou!" Na sequência, outro deu uma de hardy: "É, mas o Mago sim".
Também me impressionou o fluxo de ofensas racistas ao atacante Obina, aquele que já foi melhor do que o Eto'o. Fiquei pensando que o alvo era o cara também por ser, provavelmente, o mais lembrado no elenco flamenguista. O que não torna menos nojentos os comentários escrotos.
Flamengo
Até fico com vontade de dizer que é síndrome de Caio Jr. Mas seria revanchismo, até porque, nos confrontos de 2007 o técnico que hoje manda por lá, treinava por aqui.
Maldade inexplicável. Lembra de quem fez os gols na última partida? Osmar e Florentín, no 2 a 1 no Palestra Itália. Que diferença do time...
O ataque rubronegro é que ficou emperrado.
Segunda-feira, Julho 28, 2008
Empate com o líder em campo encharcado
O Palmeiras foi ao Olímpico e empatou com o líder Grêmio. O empate foi ruim do ponto de vista da classificação, porque o São Paulo venceu a Lusa e o Cruzeiro passou pelo Fluminense, sempre por por 3 a 1, sempre de virada.
Mas empatar com o líder na casa do adversário, nunca foi resultado ruim. Ainda mais em um campo encharcado como estava o Olímpico.
O que me deixou um pouco amuado foi ver o Grêmio só partindo para o jogo só no início de cada tempo e depois depois de tomar o gol palmeirense.
Esboçou pressão nos 10 primeiros minutos de jogo, com direito a cabeçada na trave do lateral Felipe, mas depois se apequenou. Ainda teve outra cabeçada de Perrea na trave, como bem lembraram os insistentes comentaristas, apesar da teimosia do autor. No segundo tempo, aí sim houve pressão, com outra bola na trave e duas defesas de Marcos antes dos 15 minutos.
O gol do Palmeiras só saiu num erro da defesa, "desarmada" pela poça d'água. Kléber avançou e sofreu pênalti, batido sem paradinha pelo artilheiro Alexi Mineiro. Aliás, no primeiro tempo, no primeiro minuto de jogo, com Kléber, e depois com camisa 9, perdeu chances criadas de modo bem parecido.
Lado bom
O melhor da história foi ver a zaga de três zagueiros fazer sua primeira partida quase boa. É que além da bola na trave já citada e do gol, a defesa formada por Jeci, Maurício de Gladstone foi muito bem. O careca, aliás, surpreendeu ao jogar adiantando a marcação.
Talvez tenha sido resultado da campanha Volta, Tonhão.
Mas resistir a 45 bolas alçadas à área, segundo o Datafolha, não é fácil.
Para a próxima partida, Maurício não joga, então a defesa ficará com dois zagueiros novamente.
Kléber
Com dois minutos de bola rolando, o camisa 30 subiu para dividir uma bola. Pareceu completamente desajeitado, mas com os braços para cima demais para considerar só isso. E sempre que fizer qualquer coisa parecida, vai tomar amarelo.
Advertência de alguém que fez por merecer os estigmas que carrega, ao liderar o ranking de expulsões do campeonato. E que foi reforçada pela reação da comissão técnica e da diretoria. Depois de dois carrinhos desnecessários, uma cotovelada e um lance não registrado pelas filmagens, mas que parece ter sido um chute sem bola no tornozelo alheio, é previsível que ele já entre em campo com cartão amarelo.
Nem acho de todo errado, mas tem outros jogadores que merecem essa, digamos, propriedade. Quem é visado pela arbitragem só pode entrar em dividida com o pé baixo e braços recolhidos. Embora não tenha reincidido nos carrinhos, ele joga o tempo todo balançando os braços. Mesmo se estiver fazendo isso para se livrar de um marcador, é só o adversário querer para forçar o cartão pra Kléber.
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Alterada às 17h50 de terça-feira, 29
Sexta-feira, Julho 25, 2008
Em placar de um tempo só, um desfalque santista valeu mais
O primeiro tempo foi histórico. No segundo, foi só bom. As defesas brilharam no clássico de quinta-feira que precisou apenas dos primeiros 45 minutos para dar números finais. No terceiro do Palmeiras, o goleiro reserva santista Felipe falhou. No primeiro, é discutível, porque era um contrataque, cara a cara. Mais mérito da rapidez verde e do sono da zaga, que também bobeou no segundo, ao deixar a bola para Diego Souza.
Eu que achei que era pedreira, me enganei. Não que tenha sido fácil nem que o placar mostre tanta superioridade em campo.
Ainda que o ataque venha funcionando (é o terceiro mais positivo da competição e há nove rodadas marca gols em todas as partidas), mesmo as exibições verdes que resultam em três pontos não têm sido de gala, o time cria jogadas, mas erra passes e abre espaços desnecessários atrás, como no segundo gol do Santos, apesar de a jogada ter sido muito bem tramada. Talvez a irregularidade dos resultados seja fruto disso.
Contra o Santos, teve um adversário com momentos de desatenção impressionantes. E o inverso também, foi quando o placar se apertou em 3 a 2.
A vitória do Palmeiras em casa levou-o à quarta posição e deixou o Santos em penúltimo.
Os melhores momentos
Embate tático
Com os 10 desfalques sobrepostos, quer dizer, o reserva do desfalque tampouco podia jogar. Tanto assim que Maurício, zagueiro, entrou jogando, o que fez o Palmeiras entrar com três defensores. Jumar e Wendel fizeram a dupla de volantes, enquanto Valdívia e Diego Souza teoricamente se revesavam no ataque ao lado de Alex Mineiro.
Engenharia curiosa que funcionou porque Diego estava em noite inspirada. Mais adiantado, deu passe para um gol e até apareceu bem, sendo que um foi anulado aos 2 do primeiro tempo – lance que seria mais polêmico se o resultado fosse mais apertado. Achei que Gladstone não toca na bola, mas alguém pode argumentar que ele atrapalha o goleiro.
Outro que brilhou foi Leandro, o lateral, que fez dois gols e deu o passe para outro. Luxemburgo, de troça, "acusou" o jogador de ter marcado sem querer no terceiro gol, ao que ele respondeu: "O Vanderlei está de brincadeira. Ele, quando jogava, tentava a mesma coisa, só que não fazia gol", brincou. Cutucada de lateral esquerdo para ex-lateral esquerdo.
O jogo também foi atípico porque aos 14 minutos do primeiro tempo já estava 2 a 0. O terceiro saiu aos 28, de falta. Dali 10 minutos, estava 3 a 2, com Kléber Pereira e Apodi (golaço). Mas aos 44, Gladstone deu números finais ao jogo, num replay do gol anulado.
No segundo tempo, apesar das mudanças de Cuca que transformou seu 3-5-2 em 4-2-4, enquanto Vanderlei Luxemburgo convertia o mesmo esquema inicial em um convencional 4-4-2, não saíram mais gols.
Isso mostra que Cuca tem grande capacidade de mexer no time durante o jogo. Até aí, nada de milagres. Alguns jornais descreveram a saída de Cuca para o intervalo. Gesticulando com os jogadores, reclamava de seu jovem goleiro. Nervosismo excessivo ou tentativa de acordar o time?
Kléber, do Santos deu razão às críticas do Glauco. E as defesas desfizeram a imagem ruim do primeiro tempo.
Valdívia não esteve tão mal, quase ampliou o placar em jogada individual aos 33 do segundo tempo. E tomou o terceiro cartão amarelo.
Uma forma boa de acabar com a sequências de cinco partidas sem vencer o Santos em campeonatos brasileiros.
Grêmio
A vitória por 7 a 1 diante do Figueirense colocou o Grêmio na liderança do campeonato. É este o próximo desafio verde.
Eu que só cobro regularidade do time há seis rodadas, sei que a missão vai ser complicada diante de um time embalado como o tricolor gaúcho. O jogo é no Olímpico, e a regularidade que falta é a da defesa, para parar o segundo melhor ataque da competição.
Contra o Grêmio, definitivamente pedreira.
Valdívia não joga, Kléber, Denílson, Léo Lima e Sandro Silva voltam. Gustavo e Pierre seguem no departamento médico, mas em franca recuperação, Élder Granja brigando com o Corinthians de Alagoas – que se lembrou de uma dívida alviverde com Max em 2007 – e por aí vai.
Segunda-feira, Julho 21, 2008
Joga uma partida e pára. Joga vinte minutos e pára
O Palmeiras perdeu para o Goiás por 3 a 2.
Depois do apagão, a reação. Com dois a zero abertos aos 21 do primeiro tempo, o Palmeiras chegou ao empate ainda no primeiro tempo, com um gol de Alex Mineiro, artilheiro, e outro de Jeci, zagueiro. Um com passe outro com cruzamento de Léo Lima.
(Se havia impedimento no tento do camisa 9, foi milimétrico. Não vi o tira-teima, e acho que estava na mesma linha).
De novo, ao se ver perdendo, Vanderlei Luxemburgo pôs o meia Evendro no lugar de um volante. No caso, Sandro Silva. Depois, ainda entrou Maicosuel.
Depois da reação, na volta para o segundo tempo, seria manter o ritmo, virar a partida e evitar o quarto revés como visitante no campeonato. Mas não foi.
Explica o Palmeiras Todo Dia como a virada não chegou: "o Verdão parecia que chegaria sem problemas ao terceiro gol, até que Diego Souza resolveu inventar perto da área; o camisa 7 tentou driblar três marcadores, perdeu a bola que sobrou para Romerito cruzar para Alex Terra fazer 3 x 2 para os donos da casa. Três minutos depois, Kléber entrrou de vez qualquer possibilidade do Palmeiras ao chutar um adversário fora do lance de bola; não restou outra alternativa ao juiz a não ser expulsar o atacante (foi sua terceira expulsão no campeonato)."
Some-se a isso que "mantendo os laterais presos e com Valdivia e Diego Souza mais uma vez em tardes infelizes, o Palmeiras pouco criou" na segunda etapa, como bem lembra o Parmerista Conrado.
Outro dado positivo foi a substituição do meia chileno, sacado por não render. Denílson tampouco resolveu, mas é bom não haver intocáveis. Principalmente quando os rumores sobre a venda para o Hertha Berlim são crescentes.
Além de sair do G4, na segunda etapa, o rebaixável Goiás poderia ter marcado mais gols.
Preocupante
Após a derrota, como visitante, para um time que permanece na zona de rebaixamento, o Palmeiras tem o Santos pela frente na quinta-feira. Depois de vencer a primeira com Cuca, o agora livre da lanterna vai querer, como nunca, vencer os verdes.
O time não tem Kléber nem Denilson, expulsos. Não tem também Léo Lima, com terceiro cartão amarelo. Gustavo, David e Martinez continuam em recuperação. Pode ter Pierre, se estiver recuperado, e Élder Granja, se superar o embargo do Corinthians de Alagoas.
É pedreira. Mas outra sequência de partidas sem vencer seria fatal para as pretenções do time de Luxemburgo.
A síndrome de início de jogo é preocupante especialmente em partidas fora do Palestra Itália. O time até cria um lance ou outro, mas dá bobeira na defesa, especialmente nas bolas aéreas. E a falta de regularidade depois da vitória diante do Fluminense, e mesmo dentro da partida. Um time que empata depois de estar perdendo por 2 a 0 precisa se concentrar muito em campo.
Terapia?
Kléber precisa fazer terapia. A terceira expulsão precisa ser colocada em perspectiva. Não basta o desgovernado atacante não fazer mais faltas. Precisa entender que ele não pode mais dar carrinho, mexer os braços. Não que eu considere a expulsão injusta. Como bem apontou o comentário do Rafael, sem imagens, só há o zagueiro Rafael Marques com a mão no tornozelo e pouca reclamação dos jogadores. A expulsão dá razão aos críticos e aos apelidos simpáticos, já que se trata do recordistas de cartões vermelhos no campeonato.
O cara é raçudo, mas se excede. E, quando acerta jogadores sem bola ou com o cotovelo, forma um histórico nada favorável. Cada vez mais, se ele entrar numa jogada mesmo sem ser desleal vai tomar cartão. Mesmo já marcado, o cara continua entrando duro demais e se deixando levar pelo nervosismo. Esse é um dos motivos do intertítulo.
O outro tem a ver com a falta de regularidade do time e com o que o Vicente Criscio, do Terceira Via Verdão, elenca. São sete questões para refletir. Na derradeira, lembra que o Palmeiras está "com o mesmo problema da época de Caio Jr.". "Em outras palavras: "Não ganhamos na hora que temos que ganhar". Não sei se concordo integralmente, mas dá o que pensar.
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Atualizado às 19h40
Quinta-feira, Julho 17, 2008
Diante do Fluminense, reencontro com a vitória e com o G4
A vitória de 3 a 1 do Palmeiras sobre o Fluminense trouxe o Verdão de volta à quarta posição. O único paulista a figurar na zona de classificação para a Libertadores.
O primeiro tempo foi equilibrado. O segundo, uma tranquilidade. Na volta para o segundo tempo, logo aos 4 minutos, o segundo gol. Depois, o terceiro saiu por insistência.
As boas notícias são três. Primeiro, o time não começou o jogo apático quanto nas últimas três partidas. Levou uma canseira – Dodô apareceu na cara do gol e o Fluminense conseguiu empatar – mas nos outros jogos, nem criar chances de gol o time conseguia no início. Segunda: Valdívia apareceu, chutou, buscou jogo. Terceira: Diego Souza, Denílson e os laterais Élder Granja e Leandro estiveram bem. O lado ruim, a zaga e o temor de que a falta de regularidade permaneça.
Kléber e os zagueiros
Foi motivo de troça de 9 em cada 10 comentaristas o fato de Kléber ter marcado dois gols de cabeça na boa defesa do tricolor carioca. O atacante palmeirense que deixou passar despercebida a ausência de Alex Mineiro tem 1,73m. Os zagueiros Thiago Silva, 1,83 m, e Luiz Alberto, 1,86 m têm 13 e 16 centímetros a mais.
Mas peraí: Alex Mineiro tem 1,75m. Se ele fizesse gol de cabeça estaria tudo bem para a zaga adversária? Kléber, o desgovernado, se posicionou bem, disputou a bola e cabeceou. Também tem mérito aí, porque os zagueiros estavam em cima do lance (mais no primeiro do que no segundo gol).
Falha muito mais grave, na minha visão, foi a da dupla Jeci Gladstone, que deixou Washington livre, ao lado de Rafael, colega da camisa 2, para marcar o tento dos visitantes. A bola de Thiago Neves foi tão bem lançada quanto as de Denílson e Leandro. Washington é oportunista até dizer chega. Mas o defensor verde mais próximo estava a um metro do centroavante. Na pequena área.
Da crise ao tudo bem
O Observatório Verde sempre critica a sanha da imprensa em apontar crise no Palestra Itália. É fato, embora não seja exclusividade de tratamento.
Basta uma vitória em casa depois de uma sequência de três partidas sem marcar três pontos, o time está em quarto, e voltam às manchetes a "soberania" do Palmeiras. Mais devagar. Até o Marcos está cobrando regularidade ao time. É isso que precisa, mas isso não tem sido demonstrado até aqui no Brasileiro.
Quarta-feira, Julho 16, 2008
O "se" não entra em campo...
Bola na cal no Morumbi. Marcelinho Carioca vai para a batida. Se ele perder a cobrança, o Corinthians será eliminado da Libertadores pelo Palmeiras nos pênaltis, exatamente igual ao que ocorrera um ano antes. Ele chuta... e acerta o gol. A bola chega a tocar os dedos de Marcos, mas, forte, vai até o fundo das redes. Na cobrança seguinte, Rogério chuta a bola por cima do gol de Dida. Vampeta tem em seus pés a chance da classificação. Ele perdera uma cobrança em 1999; mas dessa vez, chuta no meio do gol, vê Marcos voando inutilmente para o canto direito e o Corinthians chegando à decisão da Libertadores.O fato aí em cima não ocorreu, como todos sabem. Na prática, o Palmeiras despachou o Corinthians nas penalidades, assim como fizera em 1999. Este parágrafo é o início do texto E se o Corinthians vence o Palmeiras em 2000?, de autoria deste que vos fala, publicado no Balípodo, site/blog de Ubiratan Leal.
A idéia, como o próprio nome diz, é brincar com hipóteses do futebol. Vale a pena ler a seção "E se" inteira. Lá, o Ubiratan e outros autores levantam lebres como E se o Internacional fosse rebaixado em 2002? e E se o Atlético-MG vence o Flamengo em 81?, entre outros.
Excelente diversão e combustível para bate-papo em mesa de bar. Sphere: Related Content
Domingo, Julho 13, 2008
Deu Muricy. E quando o Palmeiras vai jogar bem?
O São Paulo venceu por 2 a 1. Foi mais objetivo e simples. Principalmente no segundo tempo. Na disputa entre técnicos, deu Muricy Ramalho, que apostou em um começo forte, com dois atacantes rápidos.
Mérito do São Paulo ao aproveitar a incapacidade de defender do adversário. A dupla de zaga formada por Jéci e Gladstone mostrou que a torcida vai sentir saudades de Henrique, negociado com o Barcelona. Também sente a falta de Pierre, volante, com o tornozelo torcido. Sem falar me Gustavo e David expulsos, que não necessariamente resolveriam.
Assim, o time verde chega à terceira rodada seguida sem vitórias. O agravante foi ter perdido esta, um clássico.
O São Paulo fez a festa com a falta de marcação sobre Jorge Wagner. No primeiro tempo especialmente. Não que o time tricolor se resuma ao meia, mas porque não marcar muito de perto o cabra? QUem caísse nas costas do recuperado Leandro se dava bem.
As "inovadoras" substituições de Vanderlei Luxemburgo combinaram mudanças que o técnico sempre fez quando o time corre atrás no marcador. Primeiro, tirou um lateral para escalar um meia (Fabinho Capixaba por Evandro). Depois, tirou um volante, Léo Lima, para pôr Lenny no ataque. Ainda tirou Diego em vez de Valdívia (aí sim um erro absoluto). Com Denilson, Alex Mineiro, Kléber e Lenny, quatro atacantes, não resolveram. O time chutou mais muito em função do recuo do adversário.
Recuo porque, depois da entrada do quarto homem de frente, Muricy mexeu. A saída de Dagoberto para entrar Eder Luis (um atacante por outro) colocou no gramado o autor do segundo gol tricolor.
Valdívia manteve o chá de sumiço. Um primeiro tempo de banco de reservas na partida contra o Fluminense, na quarta-feira, vai fazer muito bem para o meia chileno. E, quem sabe, amplia as chances de o time ver mais concretamente a chance de ter a vaga para a Libertadores. Depois de três rodadas como quinto "de besta", quer dizer, sem vencer nem ser ultrapassado, o Palmeiras percebe que poderia ter colado no Flamengo, mas ficou onde estava, dando sopa para o azar. Com a vitória sobre o Vasco, ficou oito pontos à frente.
Se o principal jogador não voltar a jogar plenamente, fica feio. Será que o Hertha Berlin mexeu com a cabeça careca dele? E se o time depende de uma combinação entre boas atuações de laterais e de volantes, é limitante.
Bom, essa foi a visão palmeirense. Que venha também a sãopaulina.
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Beber, cair, levantar
Buenas, depois de um tombo cinematográfico, vários pontos no supercílio, duas costelas quebradas e dez dias no estaleiro, consegui saldar a dívida com a provedora e restabelecer a internet aqui em casa - e, conseqüentemente, o contato com o mundo dos vivos. Acidentes acontecem, mas sempre desconfio de praga de corintiano (rsrs). Brincadeiras a parte, o pior já passou: agora só dói quando respiro (pode parecer piada, mas quem já quebrou costelas sabe que é exatamente assim). O importante é voltar ao Futepoca e, aproveitando o resultado parcial da enquete sobre os assuntos preferidos pelos nosso leitores, vamos ao pitacos futebolísticos:
Seleção brasileira - Com o perdão da rima involuntária, a seleção convocada para Pequim não é de todo ruim. Dunga corre o risco de, aos trancos e barrancos, como em 1994, colecionar mais um título importante em seu currículo. Será que Ronaldinho Gaúcho conseguirá repetir o mesmo cala-boca que Ronaldo Nazário deu nos críticos em 2002?
Palmeiras - A aposta de Felipão em Ronaldo Obeso, aliás, pode ser comparada à de Vanderlei Luxemburgo no extraordinário goleiro Marcos (em termos de convicção e resultados). Não tem discussão: Marcos é seleção! E em todo jogo, o Palmeiras sempre livra, no mínimo, um pontinho. A continuar nessa toada, vai brigar, sim, pelo título. Neste domingo, vencerá o meu Tricolor.
São Paulo - Esse pessimismo - ou fatalismo - em relação ao meu time decorre menos dos últimos resultados do que da constatação, pura e simples, de que a equipe é fraca. Na justa derrota para o Náutico e no injusto empate contra o Ipatinga (que merecia ter vencido, não fosse o Rogério Ceni e a trave), comprovei que: 1) Como diz a Thalita, Richarlyson fora é reforço; 2) O time não tem lateral-esquerdo e, daquele lado, os adversários fazem a festa; 3) Joílson tem que jogar no meio, Muricy, no meio!; 4) Jorge Wagner e Aloísio já estão merecendo fazer companhia ao Dagoberto no banco, mas não há substitutos; 5) As prováveis saídas de Alex Silva, Hernanes e Miranda tendem a deixar a coisa ainda mais feia. Conclusão: temporada perdida ou uma (improvável) vaga na Libertadores. Um lugar na repescagem da primeira fase já mereceria rojões.
Santos - Não acredito que o Peixe seja tão fraco ao ponto de freqüentar a zona de rebaixamento, bem como o Fluminense. É fase - e deve ter algo a ver com a tal "terra arrasada" que Luxemburgo deixa quando sai de um clube. Os dois reforços mostraram serviço no último jogo e a tendência é o time engrenar. Só que algo me diz que não será com o Cuca...
Corinthians - Não acompanho a segunda divisão, mas a mídia "são-paulina" me mantém constantemente informado sobre as sucessivas vitórias e goleadas do alvinegro paulistano. Literalmente sem adversários, o clube deve garantir o acesso e o título de forma invicta, em pouco tempo. Não gostei da postura do Mano Menezes na derrota para o Sport, mas o trabalho que ele faz no Corinthians merece elogios.
Fluminense - Pra variar, era quarta-feira e não vi o jogo. Deu LDU, o que é melhor do que um time argentino. O Flu caiu - e eu também, quase que no mesmo horário...
Pronto, palpitei. Volto agora aos comprimidos de codeína, às cápsulas de cetoprofeno e ao colete que tenta manter os ossos soltos no lugar. E o Ministério dos Jornalistas que Vão ao Bar Sem TV na Quarta-Feira à Noite adverte: Se beber, não caia; Se cair, cuidado com os ossos; E se quebrar as costelas, evite hospitais públicos!
Minha estréia no estádio
Brunna Rosa

A noite fria e de atuação apagada marcou a minha estréia nos estádios de futebol. Após uma enrolação formidável e alguns contratempos na aquisição do ingresso (havia um bar no meio caminho, no meio do caminho havia uma fila...) lá estava eu devidamente à paisana, pronta para entrar no glorioso Palestra Itália.Sphere: Related Content
A noite prometia uma partida não tão difícil, sem maiores problemas para o Parmera, que recebia o catarinense Figueirense. Era estréia do novo uniforme e o retorno do Valdívia. Sim, eu veria o Mago atuando e estava confiante que ele faria um belo gol!
Na entrada, mais contratempo. Depois de revistar minha bolsa, a policial militar feminina avisou: "não pode entrar no estádio com livro". Por sorte, ela não pediu para ver o título nem para retirá-lo da bolsa. "Na próxima, você não traz". Passo por ela sem entender a medida, que me parece descabida. Hoje de manhã, o Frédi alertou que o temor da polícia é que o papel vire combustível na mão de algum torcedor que queira jogar uma "bola em chamas" dentro do estádio.Adentro ao Palestra, onde toca Bezerra da Silva no sistema de som. Isso mesmo, o Bezerrão, mas a música eu não consegui identificar. Não sei se é regra, mas o sistema de som do estádio é horroroso.
Subo na primeira escadaria, arquibancada vermelha. Reparo que estou no meio da Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP) e me lembro da tentativa anterior de adquirir ingressos para assistir Palmeiras e Náutico, e a briga entre esta e outra organizada do mesmo time, a Mancha Alviverde, que terminou em gás de pimenta e bomba de efeito moral. Assim resolvo descer, ir para o outro lado do estádio (só depois reparei que dava para atravessar a arquibancada sem sair dela).
Quando subo, estou no meio da Mancha. A impressão é que esta torcida é muito, mas muito mesmo, mais animada que a outra. Animada até demais, então resolvo ficar entre os blocos, distante das duas, no meio, com uma terceira torcida organizada que tinha alguns bumbos, chamada Savóia.
O espaço estava um pouco mais vazio e tinha mais cara de "família". Logo o ambiente também mudou, mas eu fiquei.
Tudo novo e fascinante, de um lado ficava olhando a Mancha descendo e subindo a bandeirona e suas coreografias. De outro, a TUP fazia sua parte. Num misto de análise sociológica e idiotice pura, estava tão encantada com tudo, que o jogo havia começado e eu nem tinha visto!
O jogo corre, eu ainda aprendendo os cantos da torcida, procurava entender quem era dono de qual camisa em campo. Mais tarde, seguindo as orientações padrão, aproveitava qualquer deixa para xingar o juiz. Deflagrada a cota de "elogios" ao dono do apito, me considerei credenciada como torcedora.
Fim do primeiro tempo. Enquanto aguardava, o vendedor gritava "cerveja, cerveja". Por uma questão ética, não pago quatro reais em cerveja servida em copo de plástico. Por isso, me livrei de ser ludibriada pela falsa oferta. Hoje, pela manhã, me certifiquei com o Anselmo: era sem álcool.
O resultado: intervalo sem cerveja.
Com o retorno dos jogadores, chegou às proximidades um grupo de torcedores daqueles que gritam durante 45 minutos. Sugerem destinos aos jogadores ("volta pro Grêmio, Diego!"), fazendo ironias sem cessar ("tão achando que é pinbolim (sic)?"), além de incentivar o time ("é isso time, é isso time, cruza alto, porra!").E claro, na hora do gol do Palmeiras (o que empatou a partida) pude experimentar a sensação de ver as 19 mil pessoas pulando e gritando, além da euforia que empurrou o time, que por sua vez esbarrou nas deficiências técnicas de alguns e na falta de alvo certeiro de outros. Sinceramente, não havia torcida do Figueirense.
Fazendo uma cera enorme, fazia coro com os pedidos de cartão para os jogadores do Figueirense. Que de nada adiantou, com o apito final, a torcida decepcionada se dividia entre os que não paravam com os "elogios" ao juiz, aos jogadores e as cobranças de uma vitória no clássico de domingo.
Para mim, enquanto aguardava o tumulto da saída do estádio, de certo a vitória seria mais agradável. Mas estava muito mais empolgada por ter finalmente assistido a um jogo e ter começado a entender definitivamente a tal da paixão pelo futebol, do que a sensação do resultado positivo.
Mesmo assim, fui comemorar. De lá, direto pro bar.
Empate em casa deixa o Palmeiras em quinto
Que bar é este que não tem TV? Foi num lugar assim que eu não assisti o empate entre Palmeiras e Figueirense no Palestra Itália. Diferentemente dos jogos contra Vasco, Flamengo e Cruzeiro, em que foi goleado, o time catarinense soube segurar os paulistas. O tropeço representou os dois primeiros pontos perdidos em casa no Brasileiro e a manutenção da quinta posição. Ou, chance perdida de se aproximar do Flamengo.
O alviverde paulista saiu perdendo aos 16 e empatou aos 25 do segundo tempo, com gol de Alex Mineiro. O artilheiro, ao lado de Marcinho, desviou com o bico da chuteira o cruzamento de Fabinho Capixaba, depois de jogada individual. Constam boas jogadas do Figueirense, que poderia ter feito estrago maior.
É importante o lateral reserva funcionar um pouquinho melhor. Jefferson, pela esquerda, perdeu um gol aos 49 da segunda etapa. No resto, não há registros de que tenha entrado em campo. Pelo jeito, ambos não estão no nível dos titulares, mas o canhoto está mais distante.
Sem cruzamentos como no jogo passado, avalia Vicente Criscio, do Terceira Via Verdão, a posse de bola e as finalizações não resolveram.
Ao contrário do que eu imaginei, Lenny saiu jogando, se movimentou, mas foi substituído por Denílson na segunda etapa. Pierre torceu o tornozelo, deu lugar a Wendel, que deu lugar ao meia Evandro. O time ficou com a surpreendente formação de um único volante, Léo Lima. Evandro é capaz de pôr Valdívia no banco dia desses.
"O Verdão permanece em quinto, e mais do que nunca uma vitória frente ao São Paulo domingo é obrigação", explica Conrado, do Parmerista. Para o clássico, o Palmeiras tem o reforço de Martinez e Kléber.
O parceiro considerou lamentável a atuação de Valdívia, e lhe concedeu nota 2,5. Os 19 mil palmeirenses (ou seria 19.001?) viram o mago realizando o número do desaparecimento, tirando o fato de ter levado cartão uma partida depois de ter cumprido suspensão pela terceira advertência. Ao que consta, a última vez em que o chileno esteve bem na foto foi ao lado de duas modelos na apresentação do novo uniforme, estreado ontem, aliás, mais verde escuro. Sphere: Related Content
Quarta-feira, Julho 09, 2008
De novo, sem Leandro e Granja. Sem Kléber também
O Palmeiras vai a campo contra o Figueirense, na quinta-feira, no Palestra Itália, sem os laterais titulares, Leandro pela esquerda e Élder Granja pela direita. Enquanto o primeiro se acerta com o Porto para prorrogar o contrato, o segundo tem que lidar com a sentença judicial que deu ganho de causa ao Corinthians de Alagoas, assegurando ao time de Maceió que o lateral deve se apresentar por lá. A negociação corre solta.
Dá-lhe Fabinho Capixaba e Jefferson, mesmo tendo ido muito mal contra o Atlético MG.
No ataque, o desgovernado Kléber cumpre a segunda partida de suspensão determinada após a expulsão contra o Náutico, resultado do segundo cartão amarelo na partida, que era seu terceiro acumulado. Quer dizer, como já estaria suspenso de um jogo pelo terceiro amarelo, ficou dois de fora por também ter sido expulso. E pode piorar se o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) ampliar a pena nesta terça.
Lenny tenta, mas o titular deve ser Denilson. Jorge Preá não seria mal, mas é inferior ao Kléber (em termos de futebol, não estou falando em carrinhos nem cotovelos).
Valdívia volta, mesmo tendo sido expulso do treino por reclamação excessiva contra o árbitro Nélson Souza Góes. Mandou o aprendiz para "aquele lugar" por três vezes. Em português.
O elenco verde não é tão ruim como dizem os secadores nem tão bom quanto acreditou a imprensa na cantilena do treinador Vanderlei Luxemburgo. Mas se não renovar com a dupla de laterais titulares, a casa vacila.
Segunda-feira, Julho 07, 2008
A torcida imaginária da Globo
O assunto não é novo, mas como continua a acontecer, merece menção. Ontem, após secar Roger Federer e assistir a um jogo épico na final de Wimbledon, vi o restinho da partida entre Atlético (MG) e e Palmeiras. Parecia até que o confronto era no Palestra Itália. Só se escutava a torcida do Verdão, de forma tão nítida que chegava a rivalizar com a narração e os comentários. Em franca minoria entre os 35 mil pagantes no Mineirão, a Globo fez com que chegassem aos nosso ouvidos a adaptação da torcida verde de Asa Branca, praticamente uma segunda morte de Luiz Gonzaga, e outra “versão”, do Dale Boca, pra mim prova do complexo de vira-latas eterno que volta e meia se manifesta nesse pais, além de brutal falta de criatividade (antes que digam, não é exclusividade da torcida palestrina).
Na final a Copa do Brasil, os corintianos, que representavam pouco mais de 5% da torcida na Ilha do Retiro, tinham seus gritos transmitidos para todo Brasil, enquanto o correto Cléber Machado narrava quase com lamentação os gols do Sport. O assunto foi pauta no Extracampo e no De Primeira, onde o colunista Julio Moreira explicou o recurso: “O áudio foi captado e divido em 3 canais - o do narrador, o da torcida do Corinthians e o geral do estádio. Então, o diretor técnico aumenta o volume do canal da torcida do Corinthians e diminui o volume geral do estádio.”
Fiquei impressionado com esse tipo de recurso quando, na partida entre Cruzeiro e Santos, mesmo com o time paulista perdendo por 1 a 0, só se ouviam os santistas cantarem em pleno Mineirão. Mesmo com a goleada, de novo o “fora Leão” que se gritava superava uma maioria feliz no estádio. O mesmo se repetiu no domingo retrasado, no jogo entre Cruzeiro e São Paulo.
A lógica, pra variar, é comercial. Como a partida não é transmitida para a praça em que ela acontece (exceção à final da Copa do Brasil), busca-se privilegiar o mandante, ainda mais sendo de São Paulo, foco principal dos anunciantes. Mas existe uma clara distorção da realidade, ainda mais quando o locutor corrobora a farsa dizendo: “e olha como canta a torcida do [time paulista].”
Transmissões esportivas têm um caráter de espetáculo, de entretenimento, e os recursos eletrônicos e palpiteiros de cabine estão aí pra isso. Mas também merecem um tratamento jornalístico, e isso a Globo faz bem, com repórteres de campo competentes e outros profissionais que dão uma bela retaguarda ao que acontece na rodada. Entretanto, quando falseia o som ambiente de forma tão grotesca, acaba jogando por água abaixo qualquer esforço de todos ali envolvidos, reforçando bairrismos e ludibriando o espectador comum.
Se for pra abandonar o critério jornalístico, talvez seja melhor contratar os humoristas do Pânico para fazer reportagens de jogo e, quem sabe, a Lucia Hippolito para comentar da cabine, para ouvirmos mais análises e ilações de nível como a descrita aqui. Já que é circo...
Domingo, Julho 06, 2008
Arnaldo, o pior comentarista do mundo
Arnaldo César Coelho é o pior comentarista de arbitragem do país, não porque não conheça regras, o que poderia até ser aceito.
Arnaldo é o pior porque é venal. Sabe a regra e comenta de acordo com seus interesses.
Se o jogo é passado para o maior mercado, São Paulo, comenta sempre a favor do time do maior estado e com potencial maior de audiência.
No mínimo, faz média.
Escrevo no intervalo do jogo. O Galo pode ganhar ou perder, mas vamos aos exemplos.
Alex Mineiro vai com o braço aberto, acerta a cabeça do zagueiro do Atlético com uma cotovelada e Arnaldo diz que foi sem intenção. O zagueiro sai de campo sangrando e nem pode voltar. Mas o pior comentarista de arbitragem do país mantém a opinião. Kléber Machado ao ver a imagem vai dizer que Alex deu uma cotovelada. Pára e diz que Alex foi com o braço na cabeça. Pelo amor de Deus...
Na seqüência, o zagueiro do Palmeira acerta a cabeça de um jogador do Atlético na área. Corretamente, o juiz marca pênalti. Arnaldo diz que foi exagero, que deveria marcar jogo perigoso...
No pênalti mal batido, Marcos defende, mas a câmera mostra o jogador do Palmeiras que tira a bola invadindo. Arnaldo diz que ele não conseguiria perceber.
Apenas três exemplos de uma parcialidade sem tamanho. Não fez durante todo o primeiro tempo nenhum comentário a favor do Galo.
Tenho a opção e mudei de canal, fui assistir no pay per view...
E quem não pode? Tem de agüentar o pior comentarista do país, repito, não porque não sabe regra. Poderia deizer levianamente que é desonesto. Vou finalizar dizendo apenas que é parcial demais...
Terça-feira, Julho 01, 2008
Kléber, a besta
Em entrevista ao repórter Bruno Winckler, do Jornal da Tarde, o atacante Kléber (que já foi tema de post aqui e foi citado aqui) mostrou ser tão inábil com as palavras como é violento dentro de campo. O personagem da vez no Palmeiras, que nesse campeonato Brasileiro vem sendo expulso jogo sim, jogo não, tentou se defender das acusações de deslealdade. Só conseguiu ficar mais comprometido.
Para começar, o brutamontes diz que sua expulsão no jogo contra o Náutico foi injusta. E justifica contando como se deu o lance:
"Os jogadores do Náutico pressionaram bastante depois que eu tive um encontrão com o Eduardo (goleiro). (...) Eu pedi desculpa. Não foi intencional. Futebol é jogo de contato. O juiz falou que não ia tolerar mais esse tipo de jogada e que eu ia precisar me controlar. Disse que ele estava me ameaçando. ‘Você não quer mais que eu jogue, é isso?’. Depois eu falei que ele estava deixando se pressionar. Na hora que levei o amarelo, reclamei e disse que já tinha me tirado do próximo jogo. Não precisaria me expulsar. Claro que falei em um tom mais alto, mas não ofendi ninguém."
Agora a gente conta. 1 - Tromba violentamente no goleiro, ainda que sem intenção (colher de chá). 2 - Acusa o juiz de ameaça. 3 - Acusa o juiz de ser levado pela pressão do adversário. 4 - Leva o amarelo. 5 - Lembra o árbitro de que já está suspenso, em um tom "mais alto" (a troco de que, cristo?). E o cabra não quer ser expulso? E isso é o próprio Kléber contando, ou seja, versão suavizada.
Mais a frente, solta essa: "A maioria dos lances em que levo cartão há uma disputa normal de jogo."
Mas a melhor parte vem no final.
"Tem jogador que é muito macho de te ameaçar em um jogo, mas se te encontra numa festa, com sua família, não faz nada"
O que o donzelo queria? Que os outros atletas o encontrassem na rua e o chamassem pra briga? É muita falta de noção.
(esse post pode - ou não - virar uma nova seção no Futepoca: Entrevistas Comentadas. Tem muita pérola solta por aí que merece ser destacada)
Adentro ao Palestra, onde toca Bezerra da Silva no sistema de som. Isso mesmo, o Bezerrão, mas a música eu não consegui identificar. Não sei se é regra, mas o sistema de som do estádio é horroroso.
E claro, na hora do gol do Palmeiras (o que empatou a partida) pude experimentar a sensação de ver as 19 mil pessoas pulando e gritando, além da euforia que empurrou o time, que por sua vez esbarrou nas deficiências técnicas de alguns e na falta de alvo certeiro de outros. Sinceramente, não havia torcida do Figueirense.