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terça-feira, agosto 28, 2007

Metáfora contra o racismo

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Se o esporte é metáfora da vida (e pra mim é), a seleção de basquete dos Estados Unidos é uma apologia contra o racismo. Mesmo com sono, e com quase nada a beber (só resta meia cerveja), não consigo desligar a televisão, que mostra o jogo Estados Unidos x México pelo pré-olímpico. É um deleite.

Os caras não só são covardemente superiores a todos, como ainda aliam a raça ao seu jogo espetacular. Me desculpem tantos adjetivos.

Vi a derrota do Brasil para Porto Rico e fiquei com vergonha, o time brasileiro foi pusilânime, medíocre, sem vontade. Numa palavra, sem vergonha: sem nenhuma paixão. Contra o México, que, mesmo perdendo, fez um jogo valente contra os EUA, o Brasil não tem chance se jogar o que jogou contra Porto Rico.

Fechado o parênteses: além de tudo, a seleção de basquete dos EUA são a encarnação de um paradoxo: motivo de orgulho nacional, a seleção norte-americana só é o que é porque é formada por negros oriundos das universidades e dos becos onde são reis. O atual símbolo maior, Kobe Bryant (do Lakers, na foto), é encarado como um mito por pretos, brancos, vermelhos e amarelos num país muito mais dividido racialmente do que o nosso Brasil. Isso não é pouco.

20 comentários:

Ada Valentine disse...

Nossa a seleção tá muito fraca mesmo principalmente nesses últimos dois jogos, agora é vencer ou vencer. Mais falando em cor da pele e tal nossa o que é aquele deus grego chamado Tiago Splinter?? ele é simplesmente lindo. Logol logo vai estar na NBA.

Edu Maretti disse...

Ada, na NBA os deuses africanos, e não os gregos, é que mandam.

Ada Valentine disse...

Ainn finge que te entendi. Confirmo mais uma vez o Tiago Splinter é lindo. E vcs viram q aquele reporter do EsporTv q entrevistou ele depois do jogo? é meio viado, já vie várias vezes ele se entregando... hahaha bibona.

Fabricio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabricio disse...

Fu-te-po-ca-BAS?

Anselmo disse...

subscrevo à pergunta do fabrício, propondo outras opções:

• Basquepoca
• Espopoca

Anônimo disse...

Fortalecer uma raça é metáfora contra ou pró racismo?

Fabricio disse...

Fubasquepoca.

Sem alusão ao Gilmar Fubá, hein.

Anselmo disse...

peraí olavo.

do que você tá falando?

Anônimo disse...

É que pra mim uma metáfora contra o racismo seria um time formado por negros, brancos, orientais e etc., e não um time formado por negros.

Glauco disse...

Metáfora contra o racismo é quando uma etnia historicamente excluída é integrada de alguma forma ao resto da sociedade e passa a ser inclusive parâmetro e exemplo para os demais, indsitintamente de sua raça.

Edu Maretti disse...

as palavras do Glauco são tb as minhas

Anônimo disse...

Ainda acho que a mistura harmônica é uma metáfora muito melhor. A França de 1998 é perfeita nesse sentido.

Edu Maretti disse...

Olavo, pelo amor de deus, estamos falando do time de basquete dos Estados Unidos da América, formado por muitos negros oriundos dos becos (ou cuja cultura vem de lá), num país em que vigorou a cultura da Ku Klux Klan, e onde ainda hoje a segregação existe. Basta ver o tratamento recebido pelo povo de New Orleans quando da passagem do furacão Katrina. Recomendo que você assista ao filme "Mississipi em chamas", de Alan Parker, talvez vc entenda o que eu quero dizer. De qualquer maneira, não terá sido um tempo perdido, porque é um grande filme.

Anônimo disse...

Concordo com tudo que você falou. Mas acredito que se a idéia é combater o racismo, o que se deve fazer é pregar a convivência harmônica entre as etnias, e não a elevação de uma em particular.

Repito o exemplo da França de 1998. Lá tínhamos negros (Henry, Thuram), árabes (Zidane) e europeus "tradicionais" (Deschamps, Barthez). Foi emblemático e até hoje é usado em campanhas anti-preconceito na Europa.

Edu Maretti disse...

Mas vc concorda que "Mississipi em chamas" é um grande filme, ou não viu?

Anônimo disse...

É, o "concordo" era pra tudo, menos isso. Não vi o filme.

Edu Maretti disse...

então veja

Nicolau disse...

Mais uma vez tardiamente, meto meu bedelho. No mundo ideal, concordo que o time contra o racismo é como o da França, promovendo a igualdade. Mas existem muito poucas imagens, símbolos da força e importância dos negros para o mundo. Deve ser legal para um menino negro poder dizer que é o Kobe Bryant quando joga basquete. E também para um menino branco querer, naquela brincadeira, ser como um negro. Um time de excelência feito majoritaria ou exclusivamente por negros, tem um peso simbólico importante. Pode ser inclusive um caminho para chegar ao mundo ideal de que eu falei. A mensagem de igualdade é bonita e necessária, mas não sei se tem a mesma força em termos de dar auto-estima ao negro (e outros excluídos) e de fazer aquele cara que não é assumidamente racista (dos assumidos eu desencano), mas acaba muitas vezes reproduzindo um comportamento de superioridade branca socialmente comum, mudar sua atitude por uma de respeito e igualdade. Sei lá, acho que pode ser por aí.

Fabricio disse...

Não precisamos ir nos EUA pra ver uma
"etnia historicamente excluída é integrada de alguma forma ao resto da sociedade e passa a ser inclusive parâmetro e exemplo para os demais".

Quem são e sempre foram os ídolos dos brasileiros no futebol? No nosso tempo era o Pelé, hoje é o Ronaldinho Gaúcho, o Robinho, enfim... negros.

E os times desses jogadores nunca foram formados só por negros.