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domingo, novembro 01, 2009

Vitória e torcida pragmáticas

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Por Moriti Neto

Foi outra vitória apertada, no sufoco. Muito mais na garra do que na técnica. Quanto ao primeiro item, convém elogiar, já que há alguns posts eu reclamava veementemente da abulia do São Paulo. Sobre o segundo quesito, nada a falar, além do que está aos olhos de todos. Tecnicamente, o Campeonato Brasileiro é isto aí, repetição do receituário pragmático. Não dá para gerar grandes expectativas. Gostemos ou não, este é padrão do futebol atual, o tal “jogo de resultados” (como a derrota da seleção brasileira na Copa de 1982 fez mal ao esporte bretão!).

Ganhar do Barueri, no Cícero Pompeu de Toledo, era obrigação e, aos 4 minutos do primeiro tempo, Jorge Wagner garantiu o cumprimento do dever de casa. O São Paulo fez 1 x 0 e, como de costume, recuou, esperando a oportunidade de um contra-golpe. O adversário, equipe certinha que é, encardida, corre bastante, marca forte, e a partida, na etapa inicial, foi caracterizada pelo congestionamento no meio de campo. Na segunda, os visitantes voltaram mais ofensivos, mas não criaram chances contundentes. O Tricolor teve mais espaço. Dagoberto chutou uma bola na trave e o goleiro Márcio – revelado no Morumbi –, fez boas defesas.

Agora, são 58 pontos na tabela e, novamente, a liderança provisória e “secatória”. Para comemorar, dois fatores. Um é a volta da aplicação. O time são-paulino pode não fazer grandes apresentações, porém tem demonstrado vontade e ninguém está se omitindo em campo. Até Dagoberto e Washington têm voltado para marcar com frequência. O outro aspecto é que três vitórias consecutivas nestas alturas, faltando cinco rodadas para acabar a competição, aumentam a confiança.

Deixa com a gente

No fim do jogo, Hernanes falou a repórteres sobre o clássico Palmeiras x Corinthians e disse que nem assistiria, pois torcer (leia-se secar), “gasta muita energia”. Está certo, meu caro. Poupe suas forças para o difícil confronto da quarta-feira que vem, contra o Grêmio, no Olímpico. Deixe que os torcedores engordem os olhos para cima do Verdão. Inspirada pelo que acontece no gramado, que venha a “torcida pragmática”.


Moriti Neto é torcedor do São Paulo e escreve sobre o Tricolor Paulista no Futepoca. Qualquer são-paulinismo exacerbado não é de responsabilidade de quem publica, hehe...

4 comentários:

Fabricio disse...

Agora fiquei preocupado. Todos no Morumbi passaram a dizer que não vão se preocupar com o clássico de Prudente.

Má notícia visto que até então o Palmeiras se deu bem em todas as vezes que teve o adversário secando após já ter feito sua apresentação na rodada.

Leandro disse...

Quem tem que reclamar muito desse jogo entre São Paulo e Barueri é o Flamengo.
E anotem o que vou afirmar aqui: o pessoal do Flamengo, e até o do Internacional, vai reclamar bastante e pelo resto da vida se estes três pontos do jogo de ontem acabarem por determinar o título para o SPFC.
Vão reclamar pela eternidade, como também reclama e reclamará (com carradas de razão) o pessoal do Atlético Paranaense por ter sido retirado seu mando de campo na final da Libertadores de 2005.

Edison Junior disse...

Esse é o tipo de jogo bom de assistir. Qualquer resultado será engraçado.

Moriti disse...

Leandro, o Atlético Paranaense não tem nada o que reclamar sobre 2005.
Ou, pensando bem, talvez os torcedores do Furacão tenham, sim, motivos para chiar. Mas com a própria direção do clube, que não deve ler regulamentos antes de começar competições e, portanto, fica sem saber quantos lugares são exigidos em um estádio para jogar uma final de Libertadores.
Já sobre São Paulo e Barueri, se você estiver se referindo à ausência do Rene e do Val Baiano, por causa da tal "mala sei lá de que cor", se eu não me engano, a coisa teve a ver com o Cruzeiro. O Tricolor tem culpa de quê?
Alíás, esse lance de grana para ganhar jogo é ilegal, sim, pois utiliza recursos não contabilizados, caracterizando ato ilícito.
Assim, se existe tal suspeita, que haja apuração, mas aqueles que acusam têm que provar o que falam e não fazendo insinuações apenas.