Destaques

sexta-feira, agosto 06, 2010

Fim imerecido e desgosto em projeção

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Por Moriti Neto


Não foi justo o final da participação do São Paulo na Copa Libertadores deste ano. Na verdade, o time estava “de bônus” nas semifinais da competição. Certo seria que o Cruzeiro tivesse passado das quartas e enfrentasse o Internacional. Ao menos, teríamos um confronto técnico mais interessante. Concluí-se, pois, que não houve mesmo “justiça” na participação do Tricolor no torneio continental. Aliás, caso houvesse “justiça” no futebol, o time deveria parar nas oitavas, naquelas atuações ridículas contra o peruano e fraquíssimo Universitário. Ontem, como acabou o bônus, deu no que deu diante do Colorado, mais time tecnicamente.

Covardia, enganação e indolência
Se há uma coisa de que não preciso é pudor em “falar mal” do São Paulo 2010. Desde os primeiros posts do ano, já imaginava o destino da equipe nesta temporada, ou seja, nada de títulos A explicação vem em três palavras: covardia, enganação e indolência.

Covardia, primeiro, da direção do clube, que não resolve carências que estão se tornando eternas no elenco, como a falta de um lateral direito em boas condições e de um homem de criação. Aquisições, só jogadores em fim de contrato, que estejam se recuperando no Reffis, refugos ou nomes de baixo custo apenas para compor elenco (nos “reforços”, entra a parte da enganação). E, nas raras ocasiões em que busca nomes de peso, a diretoria são-paulina o faz sempre na bacia das almas, em cima da hora, acreditando que o “efeito Amoroso”, de 2005, vai se repetir – vide Fernandão e Ricardo Oliveira, ótimos, mas que chegaram tarde demais. Nada de ousadia. Sim, Juvenal, no futebol, é preciso!

A comissão técnica, comandada por Ricardo Gomes, que hoje foi demitido, não conseguiu emplacar um time titular. Tentou implantar um “sistema diferente” em 2009, sem sucesso. No início, parecia que a equipe jogaria mais com a bola no chão, mas, em momentos fatídicos, sempre voltava ao esquema dos chuveirinhos, ao jeitão Muricy Ramalho. A diferença é que o atual técnico do Fluminense sabe fazer funcionar o estilo, pois treina exaustivamente esse tipo de jogada. RG também cantou aos quatro ventos que jogaria no 4-4 -2, mas nunca fixou essa alternativa, invariavelmente, retomando o 3-5-2. A covardia mostrada em Porto Alegre foi de lascar para um time com a tradição do São Paulo e, ontem, apesar da vitória, o time continuou “correndo errado”, torto e fez dois gols somente em falhas grotescas da defesa adversária. De resto, criou o quê? Talvez, tenha se instalado estado de espírito semelhante ao que afundou a seleção pré- olímpica, em 2004.

Sobre a indolência, vagabundice até, fica por conta de alguns jogadores. Dagoberto é um exemplo bem acabado disso. Pensa que é craque e não tem inteligência para dar um passe de 5 metros. Dificilmente sabe o que fazer no momento de definir as jogadas e, crendo ter um enorme talento, não procura aperfeiçoar-se. Como ele, há outros. Cicinho, que foi um fiasco, Cléber Santana, idem, e mais. Enfim, jogadores que se encheram de ganhar dinheiro e estão acomodados e preguiçosos.

Resultado? Além da eliminação em si, quinta seguida em Libertadores, viramos saco de pancadas de rivais compatriotas, pois todas as derrotas foram para times brasileiros, Inter, Grêmio, Fluminense, Cruzeiro e Inter de novo. De algozes, até 2005, passamos a fregueses. E, em concordância plena com a Thalita – sobre a atitude do Rogério também concordo – com a história de Copa do Mundo e Morumbi, podemos esperar muito desgosto em campo.

PS: onde está a tão propalada base do Tricolor, com a parafernália do CT de Cotia? Até agora, parece um elefante branco, pois mesmo que de lá tenha saído o time campeão da última Copa São Paulo – que não tem a relevância de outros tempos, é bom seja dito – não conseguiu produzir um nome de destaque desde a revelação de Breno.

1 comentários:

Barbara disse...

Adorei o post.