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quinta-feira, dezembro 30, 2010

Brasileirão - considerações finais

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Os números do Footstats mostram alguns aspectos interessantes do Brasileirão 2010, que poucos colunistas ou comentaristas se preocupam em analisar antes de dispararem seus coquetéis de teorias, palpites ou absurdos puros e simples. Algumas coisas são meio óbvias, mas quase ninguém atenta para elas. Como, por exemplo, o fato de que quem mais arrisca finalizações, mais gols faz. Ou, então, de que o time que tem o maior driblador é aquele que sofreu mais pênaltis. Enfim, uma radiografia interessante de alguns aspectos do nosso maior torneio nacional - que, sem entrar no mérito do nível técnico, da má arbitragem e de outros problemas graves, tem sido mais disputado e emocionante a cada ano.

Violência não traz resultado - Dos quatro times mais tradicionais de São Paulo, o Corinthians foi o melhor e o Santos também fez um bom campeonato. Palmeiras e São Paulo terminaram na zona intermediária e nem conseguiram classificação para a Libertadores. Curiosamente, são times que tiveram atletas que receberam três cartões vermelhos cada um (Marcos Assunção e Richarlyson), só ficando atrás do recordista Heleno, do Ceará, com quatro expulsões. O mesmo Richarlyson ainda levou 12 cartões amarelos (Pituca, do Atlético-GO, e o carniceiro Heleno levaram 15). O palmeireinse Edinho recebeu 11.

Quem arrisca, petisca - Na lista dos maiores finalizadores do campeonato, nenhuma surpresa. Jonas, do Grêmio, foi o maior de todos, com 135. Não por acaso, terminou como artilheiro da competição, com 23 gols. Na sequência, empate técnico com Bruno César, do Corinthians, com 108 finalizações, e Neymar, do Santos, com 107. Também não é nenhuma coincidência que o santista tenha sido o vice-artilheiro, com 17 gols, e o corintiano o terceiro maior goleador, com 14.

Talento e objetividade - Ainda falando sobre o talentoso Neymar, ele driblou 194 vezes no Brasileirão, recordista absoluto. Fato que chama a atenção é que o Santos foi o time que sofreu mais pênaltis: 13. Interessante é que o terceiro e o quarto colocados no fundamento, Lucas, com 120 dribles, e Marlos, com 110, jogaram pelo São Paulo. E o time do Morumbi não teve nem meia dúzia de pênaltis a favor. Curiosidade: Mazola, que jogou pelo Guarani, foi o segundo maior driblador, com 139 lances. Ele também é atleta do São Paulo. E o Guarani foi rebaixado.

Arbitragem ou erro de posicionamento? - Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro, foi o recordista de impedimentos no campeonato, 40 vezes. Seu time foi o segundo mais advertido nessa infração, 110 vezes. Já o botafoguense Jóbson vem na sequência, com 32 impedimentos. E o Botafogo foi o líder, com ataque impedido 123 vezes. Será que os dois jogadores precisam mesmo corrigir sua noção de posicionamento ou a arbitragem foi especialmente rigorosa com esses dois clubes?

Longevidade e qualidade - Aos 37 anos e titular do gol do São Paulo desde 1997, Rogério Ceni foi, ao lado de Conca, do Fluminense, e de Fernando Prass, do Vasco, um dos únicos que entraram em campo todas as 38 partidas da competição. Isso significa que não foi expulso e nem chegou a tomar três cartões amarelos. Apesar de suas habituais falhas inacreditáveis (que foram bem mais raras nesse Brasileirão), o goleiro sãopaulino fez alguns jogos espetaculares, gols e continuou fazendo lançamentos precisos na ligação do contra-ataque. É o jogador com mais partidas na história da competição. Um mito.

3 comentários:

Anselmo disse...

taí... estatística também é cultura.

melhor sorte para o meu time em 2011.

Leandro disse...

Os números do Br/2010 corroboram o muito bom desempenho do Corinthians.
Uma pena (para os corinthianos) que no futebol os números não se refletem de modo mais efetivo no resultado final, pois o time, sem dúvida, merecia mais.
O problema segue sendo 2011, pois até o momento o único reforço de peso anunciado foi o (eterno) presidente Lula, que prometeu voltar ao Pacaembu nos jogos do próximo ano.

Anselmo disse...

O comentário do anônimo foi excluído porque desnecessariamente xingava o Rogério.

A parte central e relevante do comentário era que "Victor foi para a Seleção, Rogerio não".