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domingo, dezembro 18, 2011

Barcelona, hoje eu sonhei contigo e caí da cama

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Muito falei aqui sobre o “sonho” de vencer o Mundial em cima do time catalão, tido por muitos como um dos melhores da História. Mas hoje de manhã, meu perturbado inconsciente que me fazia acordar de tempos em tempos durante a madrugada, desenhou um 3 a 0 para os azuis-grenás. Tentei dormir de novo naquele momento, trapaceando a mente para alterar o resultado. Não consegui.

Falar o que?
Se foi assim pra mim, imaginem para os jogadores peixeiros... No último clássico contra o Real Madrid, os alvos da capital espanhola saíram com 1 a 0 a menos de um minuto, dentro de casa. Mas, ao tomar o empate, veio todo o peso da superioridade rival e o Barça venceu por 3 a 1. No caso do Alvinegro, o peso já vinha antes da partida. Jogadores sentiram o fardo de tentar parar o melhor time do mundo e se impor.

Muricy falou durante a semana que era preciso “encurtar” o campo do rival. Ou seja, compactar o time e não cair na armadilha de correr atrás da roda de bobinho catalã, o que é um teste para a paciência e para os nervos de qualquer um. O natural seria ele fazer isso com o time atuando atrás, saindo para o contra-ataque, ou adiantando a marcação e fazendo a linha do impedimento. A segunda opção, o time fez na segunda etapa, mas, na primeira, enquanto os atacantes marcavam na intermediária espanhola, o meio de campo ficava muito atrás, dando espaço para que se articulassem as jogadas na meia cancha. Deu no que deu, o que era uma prevista superioridade, virou massacre.

Ontem, na rádio Bandeirantes, Claudio Zaidan, quando perguntado sobre o que mudaria no Santos em relação à equipe que venceu o Kashiwa Reysol, opinou: tiraria Durval e colocaria Léo. Algo que não vi (e vi muito palpite) ninguém mais cogitar. Dada a surpresa do interlocutor, ele falou da fase técnica do zagueiro, que foi muito mal enfrentando os japoneses e já vinha numa toada ruim há algum tempo.

E ele tinha razão. Muito se falou que seria preciso que o Santos não errasse e aproveitasse as chances que surgissem. Borges não aproveitou, Neymar também não; Ganso, idem. E Durval, ah, Durval, errou, duas vezes, nos dois primeiros gols, e errou em inúmeras outras oportunidades durante a partida. Era, de longe, o mais perdido. Foi herói na Libertadores, merece a gratidão da torcida, mas não é possível esconder que hoje deu uma ajudazinha ao adversário. Que nem precisava de auxílio.

Mas a verdade, doída para o santista como uma queda da cama, é que venceu o melhor e, como diria o poeta, “foi um sonho medonho/Desses que, às vezes, a gente sonha/E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar”. O Santos está de parabéns pelo que fez na Libertadores, e o Barcelona tem que ser mais que parabenizado pelo que fez no Mundial. E pelo que ainda fará.

E o Brasil com isso?

Sempre que alguém falava da chance do Santos derrotar o Barcelona, invariavelmente vinha a argumentação de que “é uma partida só”, não ida e volta. Pois era isso: contar com uma jornada infeliz do adversário, com um Neymar que resolvesse e um Rafael que segurasse tudo lá atrás.

Claro que essa análise não se dava apenas pelo fato do Barcelona ser superior ao Santos e a todos os outros esquadrões do mundo. Mas se baseava o próprio histórico recente dos Mundiais. Desde 2005, foram cinco títulos europeus contra dois sul-americanos. E, mesmo nas duas conquistas do continente, brasileiras, não houve domínio de jogo do lado de cá. São sempre os europeus em cima, e nós nos defendendo e apostando nos contragolpes.

O Barcelona de DNA holandês é ponto fora da curva em relação aos campeões europeus anteriores (e até a ele mesmo, de 2009), mas ele escancara uma realidade para nós e para os sul-americanos: nós já tivemos toque de bola, dribles, tabelas, encantamos a todos com ginga e gols, muitos gols. Mas hoje, predominam por aqui os sistemas defensivos, baseados no contra-ataque. O Santos de Muricy é em boa parte do tempo assim, a arte fica por conta do talento individual dos jogadores. O esquema às vezes os auxilia, às vezes os atrapalha. O Corinthians, em maior medida, e o Vasco, melhores equipes do país no segundo semestre, também se estruturam a partir da defesa. Marcação, roubada de bola e estocadas eventuais. Nossos vizinhos não fazem nada muito diferente, a exceção honrosa é a Universidad Católica. Pegamos o gosto pela defesa que antes atribuíamos aos europeus? 

Neymar X Messi

Claro que, dado o resultado da final, vão chover opiniões do tipo “tá vendo como o Messi é muito melhor que o Neymar?”. É melhor sim, mas devagar com o andor. Dizer coisas como escutei na transmissão, depois do atacante alvinegro ter desperdiçado diante de Valdés, que ele deveria “ter feito que nem o Messi e tocado por cima” é ignorar o contexto da partida. Diante das dificuldades, Neymar tinha que ser 100%, o jogador do Barça, não. Tanto que ainda chegou a desperdiçar chances de gol diante de Rafael e contou com falhas de zagueiros que Neymar não teve a felicidade de ter. Aliás, se Neymar jogasse no Barcelona e Messi no Santos, o resultado teria sido diferente?

Provavelmente não, mas o nome da partida certamente seria outro...


PS
E o Mazembe, Internacional?

14 comentários:

Edu Maretti disse...

Bom, venho aqui como santista de todas as horas ("Seja qual for a sua sorte/ De vencido ou vencedor") para dizer (sério mesmo!) que dei boas risadas lendo o post, ao chegar à passagem: "como diria o poeta, 'foi um sonho medonho/Desses que às vezes a gente sonha'".

Mas o cerne do post é esse: "nós já tivemos toque de bola, dribles, tabelas, encantamos a todos com ginga e gols, muitos gols. Mas hoje, predominam por aqui os sistemas defensivos, baseados no contra-ataque. O Santos de Muricy é em boa parte do tempo assim, a arte fica por conta do talento individual dos jogadores".

É isso aí.

Vou tomar uma cervejinha, almoçar e dar uma dormidinha - hehe

Nicolau disse...

Foi um vareio... Até que comecei num sentimentp de neutralidade pendendo para o Santos, por conta da escolha clubística da minha namorada Débora. Mas é difícil para quem não está diretamente envolvido ver as jogadas do Barça, as trocas de passe, as inversões, e torcer para que dê errado.

Leandro disse...

Por preguiça (eufemismo para ressaca pós-domingo de muita pinga), vou me limitar a colar abaixo o que comentei no blogue do Edu Maretti:


O Santos reverenciou exageradamente o Barcelona antes, durante e depois do jogo.
Tudo bem que o Barcelona sempre figurou como favorito para 9 entre 10 críticos especializados ou palpiteiros como eu, mas mesmo não tendo visto nem metade dos jogos do Santos ao longo destes últimos dois anos, por favor, não tentem me convencer que o time brasileiro estava dentro de seu "normal" nesta noite, no Japão.
Ficou claro que o Muricy não só abdicou de jogar um futebol mais próximo do da escola brasileira como também desmantelou, praticamente na véspera da final, o "modus operandi" do time ao longo de todo este tempo em que se formou e consolidou como um dos melhores do continente.
Tirando o goleiro, todos os demais jogadores tiveram uma noite abaixo da média no aspecto individual, para piorar, o técnico inventou em vez de fazer o simples e foi punido com um resultado dilatado.
E na transmissão da Rede Bobo eu não sei o que foi mais patético. Se o santista Cléber Móchato e seus comentaristas tão malas quanto tentando convencer a todos que este Barcelona é melhor que a Hungria de 54, o Brasil de 70 e 82 e a Holanda de 74 ou o onipresente Pedro Bassan tentando convencer que a ausência de comemorações na Fonte de Canalets devia-se ao fato dos torcedores estarem "empanturrados" de tantos títulos.
Custava escancarar com veemência as invencionices do Muricy sem se preocupar com futuras entrevistas, bem como a notória falta de interesse dos europeus pelo torneio, em vez de dissimular só porque a emissora possui os direitos de transmissão do campeonato?
Voltando ao jogo, prefiro pensar que se jogassem mais nove vezes o Barcelona provavelmente ganharia a série, mas nunca tendo todas as primazias, sem suar a camisa e sempre de goleada.
Basta lembrar que há dois anos o Estudiantes do Verón, que não é melhor que este Santos, não só conseguiu segurar este mesmo Barcelona como vendeu cara uma derrota na prorrogação, com os espanhóis buscando o empate no final do jogo.
E este ano o Arsenal e o Getafe também conseguiram fazer isso.
O time é muito bom, espero que influenciem técnicos e dirigentes em todo o mundo com este estilo de jogo vistoso, refinado, mas sem endeusamentos, por favor.
Devemos ter presente que a troca de passes em profusão que encantou a todos decorre de um entrosamento absurdo que um time brasileiro ainda não consegue ter.
Queria ver o time do Guardiola jogando desse jeito se ele tivesse que começar do zero a cada seis meses porque três ou quatro peças importantes do elenco simplesmente fazem as malas e se mandam.
Busquets, Mascherano, Puyol e Piqué não são superiores a jogadores como Jucilei, Arouca ou Ralf, mas se pusermos vendas até mesmo nestes barcelonistas mais "voluntariosos" eles conseguirão jogar porque sabem onde está todo mundo. Resultado de muito entrosamento e de um estilo adotado desde as categorias de base, ainda bem mal tratadas pela maioria dos clubes aqui na terra brasilis.
Que num futuro breve nossos times também possam se dar este luxo.

P.S.: Trilha sonora bastante oportuna. Chico Buarque e Tom Zé são destes raros caras que conseguem escrever/cantar com maestria sobre tudo que nos rodeia.

Nicolau disse...

Essa questão que o Leandro levanta é interessante: porque mudar o estilo de jogo? Ou ainda, se o Santos abriu mão do Brasileiro para se preparar e teve uns bons meses para pensar em como jogar contra o Barcelona, não faria mais sentido ter preparado a estratégia, seja ela de 11 no gol ou de marcar saída de bola, com antecedência?

Glauco disse...

Na verdade, muito se falou que, para o Santos ser campeão, era necessário o Barça estar num mau dia e o Peixe num bom dia. Aconteceu o contrário, enquanto um entrou compenetrado e atuando muito, o outro, não jogou nada.

Claro que não faltou "raça" e quetais, mas faltou um pouco menos de complexo de vira-lata. Como o Xico Sá falou no sábado, quem deveria dar a preleção era o Serginho Chulapa. "Ele diria, certamente: 'Quem tiver com medo desses branquelos donos da bola que pegue o trem-bala, hoje precisamos de homens.'"

Repito, não faltou raça, mas a postura tinha que ter sido outra pra pelo menos tentar equilibrar. Tirando Neymar, as outras declarações pós-jogo de atletas peixeiros são de doer, em especial a do "capitão" Dracena: “O nosso melhor foi perder só de 4 a 0. Todos foram ao limite, mas não deu. Acho que tem horas que precisamos reconhecer o mérito do adversário mesmo". Esse "limite", Dracena, de verdade, é muito pouca ambição para um time como o Santos. O time cometeu "erros não forçados", como se diz no tênis, e jogadores assumirem isso seria algo respeitoso com a torcida que não deixou de apoiá-los nem quando vocês tomavam um dos maiores bailes da mais que gloriosa história santista.

Anselmo disse...

foi um jogo impressionante.

o santos foi muito pouca coisa em campo... é curioso q louvar o barcelona parece funcionar pra espiar a pouca bola q o time brasileiro apresentou. por outro lado, achar "culpados" pelo vareio sofrido funciona menos ainda, pq é fato que os azul-grená jogaram bastante.

sobre o comentário do caio ribeiro sobre o "dar um tapa na bola como o messi", realmente desnecessário.

Ricardo disse...

Cá venho, como pediu o amigo Glauco.

Antes de qualquer outra coisa, anunciar o ódio: odeio Muricy Ramalho. Aquele que era um dos poucos (se calhar o único) treinadores brasileiros que eu via com potencial para treinar o Benfica num futuro próximo, passou a ser um alvo a abater. Aquilo que ele disse o Barcelona só se enquadra na perspectiva de um homem que desconhece o futebol e para onde ele tem caminhado. É tão absurdo que hoje nem sequer compreendo como é possível este Muricy ser treinador de futebol. Odeio-o de morte. Espero que nunca o encontre num boteco qualquer numa das minhas viagens. A Rocinha vai estar de volta.

Quem é Durval? Este jogador que um dia veio ao Estádio da Luz ver um jogo porque - dizia-se - estava muito perto de assinar pelo Benfica. Ó Deus misericordioso, Obrigado. Que anedota de jogador. Danilo - já do Porto - nem tempo teve para mostrar serviço, na despedida. Eu sei que ele é bom mas tenho grandes dúvidas sobre se será capaz de cumprir no futebol europeu.

O que nos leva ao jogo e à realidade sul-americana, especificamente a brasileira. Talento aos molhos, nascendo de debaixo das pedras, nas folhas das árvores e entre o cabelo pintado do Neymar. Mas chega? Não chega. O futebol brasileiro, como diz e bem o Glauco, está a caminhar para uma orientação que foge da essência do que foi e do que deveria sempre ser. A europeização do treinador brasileiro - ainda por cima a má europeização - dá nisto: talento amarrado a uma ideia errada de futebol. Se isto é assim na actualidade, ela fica mais à mercê da realidade quando o adversário do brasileiro é o Barcelona.

O Santos começou o que me parecia ser um bom plano: condicionar a saída de bola dos catalães para as laterais, procurando depois cair em cima. Mas foi sol de pouca dura - o que reflecte não só o "medo" dos santistas mas a pouco esclarecida convicção estratética que tinham para o jogo; o mesmo é dizer: os jogadores não acreditavam que, estando subidos no terreno, pudessem enfrentar com sucesso o Barcelona. E, no entanto, essa seria a única hipótese de, enfim, equilibrar os dados que, a priori, seriam sempre muito pouco abonatórios para os brasileiros.

O medo veio, depois veio a irritação. Imaginam o que será estar em campo contra aquela equipa? Passar 5 minutos seguidos atrás da bola sem poder tocá-la, acariciá-la, ficar com ela? Mais: imaginam isto para o jogador brasileiro? É o suicídio. Com a irritação, vem o caos táctico e o erro. É sempre assim com o Barcelona: medo, irritação, precipitação, erro, suicídio. Os jogadores recuaram, pensaram que, atrás, podiam evitar as entradas pelo centro do adversário e, talvez, numa bola perdida, pudessem lançar o génio à solta de Neymar ou aproveitar aquele pezinho esquerdo maravilha do Ganso. Só que o problema estava antes: para Ganso e Neymar sobressaírem (nem que fosse esporadicamente), era preciso um meio-campo que deixasse a marcação individual e ocupasse os espaços e, acima de tudo, que toda a equipa subisse uns bons metros e submetesse o Barcelona a uma pressão alta. Nada disto aconteceu. E o Santos morreu. E morreu por menos do que devia.

Sobre Neymar, é obviamente um jogador com um talento acima da média. Mas calma com isso: falta-lhe muito para chegar e mostrar serviço, especialmente se a ideia é colocá-lo num Barcelona ou Real Madrid. O meu conselho ao jovem é que entre na Europa por um clube que não esteja já consolidado no topo. Vem, Neymar, vem para o Benfica. Um grande clube que procura levantar-se do chão, depois de anos e anos de incompetentes. Um clube de Champions que não te dará a pressão monstruosa de teres de aparecer logo em formato génio. Vem que o Aimar dar-te-á as últimas lições que te faltam.

fredi disse...

Bom, há pouco a comentar e muito a refletir a partir desse jogo.

Como comentário, o Santos não conseguiu jogar. O Barcelona marcou no campo adversário por pressão. E, pior, pela nossa perspectiva, não errou passe. Foi o jogo de um time só. O Santos quando teve (pouca) oportunidade, errando as conclusões.

A questão para pensar por diante é quanto o futebol brasileiro está taticamente atrasado em relação aos times de ponta da Europa. E quanto jogadores que sabem passar fazem diferença.

Ok, o Barcelona não vale como comparação com a maioria dos times europeus (muito ruins), mas os times de ponta do Velho continente estão bem à frente dos nossos times de ponta.

Nossos técnicos ainda se dividem entre os motivadores (tudo é confiança, psicológico) e os retranqueiros que mandam dar chutões.

Os jogadores brasileiros, em sua maioria, não acertam uma sequência de quatro passes. Tentam dribles, firulas e chutões. Esquecem o quanto o jogo é coletivo. Lição que o Barça deu a todos.

Até parece que o time catalão joga um outro esporte.

Outra questão é que hoje a Espanha é muito melhor que a seleção brasileira tanto em qualidade técnica quanto tática. Se não melhorarmos muito e descobrimos novos jogadores, as chances de sermos campeões do mundo no Brasil são pequenas.

Glauco disse...

Ricardo, o Muricy é mais ranzinza e mais mal educado que a maioria dos técnicos do Brasil, mas também é fruto do meio: está em um ambiente no qual é necessário vencer a todo custo. Se for com retranca, com erros de arbitragem, do modo que for, é preciso vencer. Isso leva a um comportamento covarde e, quando eles perdem, se justificam: "mas equilibramos a partida". Quando não conseguem isso, tem que dizer que o adversário é superior e ponto. Não comentam tática, alternativas, nada. E parte dos jornalistas esportivos se porta igual aos treinadores.

Mas essa cantada no Neymar pra ele ir pro Benfica... rs. Deixa o garoto aqui, quem sabe inspira o futebol tupiniquim a querer alguma coisa além da mediocridade que vemos hoje no (ex?) país do futebol.

Moriti disse...

O Barça fez com o Santos o que faria com o Corinthians, o Vasco ou o Fluminense, talvez até com mais intensidade. Isso, pra ficar só nos três mais bem classificados do último Brasileiro.

O Estudiantes, em 2009, escapou de uma goleada porque armou uma retranca desgraçada, mas, no geral da peleja, também não viu a cor da bola. O que se pode dizer é que, ao menos, definiu um esquema.

Só que o Barcelona também faz isso na Europa, mesmo contra o Real Madrid e o Manchester United, por exemplo. É só ver os confrontos desde 2009. Em momento decisivo, só a Inter de Milão, na Liga dos Campeões, em 2010, se safou, numa retranca danada armada pelo Mourinho, incluindo muitas botinadas e um dia ruim dos catalães no jogo de ida.

Os caras são excelentes. Fico feliz em poder testemunhar um time como esse. Mais ainda, num momento de tanta ruindade.

Ah, sim. Neymar é grande. Xavi é sensacional. Messi é gênio.

Leandro disse...

O Anselmo observou muito bem.
O Barcelona merece todos os elogios, mas esse lance do Muricy e dos jogadores exagerarem na louvação aos caras como se fossem os novos Globetrotters, essa resignação de tentar fazer parecer que jogaram contra os membros da Sala de Justiça para amortecer o vexame, não cola, e não pode mesmo colar.
Uma final de mundial de clubes nunca teve só um time em campo, e não pode ter.
Contra o Internacional e contra o Estudiantes, um Barcelona não tão diferente deste nunca teve a mesma sombra e água fresca. Nem contra o campeão africano a Inter campeã européia teve.
Final de Mundial tem que ter dois times em campo sempre, e o técnico e os jogadores do Santos não podem se resignar com isso. Não podem acreditar nem imaginar que a torcida do time e a mídia acredite neste estratagema para desviar o foco de um modo que revela, no mínimo, falsa humildade.
Têm que ficar p… da vida com eles mesmos (os jogadores e o técnico), para o bem de suas carreiras e biografias e para fazer jus à tradição da camisa que vestem.
Os jogadores do Olaria poderiam ter ou fingir que têm um enfoque destes, mas os jogadores do Santos FC campeão continental, que vestem a mesma camisa de um tal Edson Arantes, não podem pensar assim, muito menos externar umas besteiras tão grandes, ainda que, no fundo (no bom sentido), não pensem.

Bia disse...

Perfeita a analise, Glauco.
Eu tb comecei a "temer" o Barça quando vi o último classico contra o Real. Na verdade, ultimamente, jogo difícil para o Barça é o que termina 3x1 pra eles. Foi assim na final da Champions contra o Manchester tb...
Mesmo 4x0 sendo um resultado normal para esse time do Barcelona, é impossível aceitar. O Santos é grande demais para achar isso normal... Lamentável a declaração do Dracena, mas esse espírito era notado em todos dentro de campo. Respeito exagerado... Todos pareciam deslumbrados...
Sobre o Neymar, ele sofreu ontem o que sofre o Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Dois craques que jogam em equipes totalmente incapazes de vencer esse Barça. Messi é tudo o que falam, mas joga em um time perfeito. E nesse time perfeito, até Daniel Alves vira um grande jogador...

Anônimo disse...

Mané Barcelona o que... o melhor time que eu já vi jogar foi em Tufufuclu 10 x 0 Baianos do Mal, aida no Estádio do Eremitão, sendo que Flauco G. foi o destaque do jogo.

E aproveitando o ensejo, morte ao Jabuca! Que afunde junto com o nosso amigo "de Matos", seu fiel torcedor, no lamaçal da Caneleira.

Um abraço do Chiappa.

Glauco disse...

Grande Fábio! De fato, esse jogo foi uma apresentação única das raras vistas nas areias do Itararé. Agora, torcer contra o Jabuca é perda de tempo, nem precisa, quem está precisando de força é a Mais Briosa, que ainda nesta década voltará à elite do futebol paulista.

E vamos ver se conseguimos juntar aquele esquadrão glorioso, agora, praticamente um time de masters... Podemos chamar o Luciano do Valle pra ser técnico, rs. Abraço!