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terça-feira, dezembro 04, 2012

Como Ganso já é importante para o São Paulo

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POR MORITI NETO


O melhor para o são-paulino na vitória diante do Corinthians, além do óbvio de vencer o maior rival com time reserva, foi ver Ganso jogar bem.  Entre outras questões levantadas pelo companheiro Nicolau após o último post sobre oTricolor, estava uma pergunta a respeito do que este escriba espera do armador. Disse a ele das óbvias dúvidas sobre condição física e tal, mas posso estender o comentário aqui.       

Em campo, como se viu no clássico de domingo, um jogador como Paulo Henrique Ganso passa muita segurança ao time e preocupa o adversário. A qualidade fica impressa não só nas assistências que o meia deu a Douglas e Maicon, mas na calma e clareza com que toca a bola. Quando o time tinha a posse e bom passe, ele era o diferencial, o homem capaz de sair do elementar. Nos momentos em que a equipe saía jogando torto, com a redonda regurgitando aqui e ali, o maestro ajeitava as coisas.     

Aliás, Ganso contribuiu com a mudança de postura do São Paulo mesmo antes de atuar.  Creio não ser coincidência o aumento de rendimento logo depois da chegada dele. A autoestima, a confiança dos jogadores, da comissão técnica, inclusive da torcida, deram sinais de subir.

Foi no dia 21 de setembro que a longa negociação entre Ganso, São Paulo e Santos teve o término oficial. Nessa data, o atleta assinou contrato com o Tricolor. Dali para frente, o time jogou 18 vezes, com oito vitórias, dois empates e duas derrotas no Brasileiro, mais dois triunfos e quatro partidas empatadas na Sul-Americana. Além disso, o período marcou as melhores apresentações do ano, melhor campanha do segundo turno no nacional e passagem à decisão da competição continental. Não é pouco.      

Claro que Paulo Henrique foi só um dos ingredientes na boa mistura que dá resultados na equipe de Ney Franco, como escrevi no texto passado, mas jogador fora de série é assim mesmo. A contratação sacode as estruturas, mexe com o imaginário coletivo, coloca o clube em evidência, deixa rivais precavidos. Também faz com que o elenco se agite, para o bem e o mal. Esperando que Ganso não seja um Ricardinho, fico com a primeira opção.