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segunda-feira, abril 28, 2014

Futebol 'mesa branca' (e 'mala preta'): Alan Kardec mata esperança do Palmeiras e quer reencarnar no São Paulo

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Kardec pediu mais cincão; Nobre não deu
Não, não foi pelos 20 centavos. Foi por 5 mil reais. Quando Alan Kardec pai deu um ultimato ao Palmeiras sobre o salário do Alan Kardec filho, dizendo que fechava contrato por 220 mil reais mensais, o diretor-executivo José Carlos Brunoro e o gerente de futebol Omar Feitosa garantiram que o negócio estava acertado. Mas o presidente alviverde, Paulo Pobre, digo, Nobre, mandou avisar que encerrava a conversa por 215 mil reais. Alan Kardec pai, que é empresário do filho boleiro, perdeu a paciência: "R$ 5 mil a menos, o que é muito pouco no futebol. Parece que queria pisar, humilhar, brincar... Chateou muito".

Pelo o que parece, depois da "desfeita" da cartolagem palmeirense, o pai-empresário abriu um "leilão" e o São Paulo cobriu todas as ofertas com 300 mil reais mensais para o jogador e um "chorinho" de 500 mil euros a mais para o detentor de seu passe, o Benfica (consta que o Palmeiras, que tinha preferência, pagaria 4 milhões de euros para comprá-lo, mas o clube do Morumbi pagará aos portugueses 4,5 milhões). No capitalismo é assim: quem pode mais, chora menos. No passado, o mesmo Palmeiras, turbinado pela Parmalat, tirou Cafu e Antônio Carlos do Tricolor, usando outros clubes como "pontes". Mais tarde, o Tricolor "roubou" o lateral Ilsinho.

Aidar ainda deu 500 mil a mais pro Benfica
Mas é curioso que o novo/velho presidente do São Paulo seja o mesmo Carlos Miguel Aidar que idealizou o Clube do 13 e sempre pregou a "união" entre os quatro "grandes" clubes paulistas. Essa "tungagem" no caso Alan Kardec azedou de vez a relação do Tricolor com os chamados "co-irmãos" (só se for o mesmo tipo de irmandade que Abel tinha com Caim!). No passado recente, Corinthians e Palmeiras já haviam desistido de mandar jogos no Morumbi, o que enfraqueceu sobremaneira os cofres sãopaulinos, e o alvinegro de Parque São Jorge foi ainda além e acabou com o acordo de negociar os direitos de TV em bloco. Tudo reflexo da gestão "soberana" de Juvenal Juvêncio, que elegeu o sucessor Aidar.

Juvenal, aliás, foi empregado sintomaticamente como novo comandante das categorias de base do São Paulo. O mesmo setor sãopaulino que vem sendo repudiado constantemente pelos "co-irmãos" e por vários outros clubes do Brasil como "ladrão" de jogadores (muitos ameaçam até boicotar qualquer competição que a garotada de Cotia se inscreva). Buenas, no frigir dos ovos, fica uma dúvida: Alan Kardec vale mesmo toda essa disputa? Só porque fez um bom Campeonato Paulista? Não foi artilheiro nem campeão. Vale 300 mil por mês? Tenho muitas dúvidas. O que sei é que o Palmeiras não quis pagar nem 220 mil. E no futebol, onde ninguém é santo, Alan Kardec renova o espírito - e o bolso - para reencarnar no São Paulo.

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