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terça-feira, abril 24, 2007

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Arte: Carmem Machado

Um bar com cara de anos 1950 em pleno bairro de Pinheiros, na São Paulo do século XXI. Os pôsteres e discos de Elvis Presley convivem harmoniosamente com o retrato de João Paulo II e outro menor, de Bento XVI, colados na geladeira de cerveja. Ali foi onde surgiu a idéia de se fazer um blog que reunisse os três temas que fascinam os palpiteiros que escrevem neste espaço. Também foi nas mesas da calçada da Fradique Coutinho que inúmeras discussões saíram da internet e tomaram corpo, sempre acompanhadas do líquido sagrado vendido pelo simpático dono do recinto.

Por isso, neste milésimo post do Futepoca (desculpa aí, Romário!), resolvemos homenagear o local mais freqüentado pelo coletivo que faz este blog: o bar do Vavá, menos conhecido como Gardenburger, o nome "oficial". Para tanto, o próprio, nascido Washington Cardoso Salvador em 7 de agosto de 1946, concedeu uma hora e meia de entrevista para Eduardo Maretti, Glauco Faria e Marcos Palhares, com fotos da futepoquense extra-oficial Carmem Machado. Era uma tarde de sábado e o cenário não poderia ser outro: uma das indefectíveis mesas de plástico do recinto, com as indispensáveis cervejas que o calor e o momento exigiam.

Publicamos aqui a primeira parte da entrevista de alguém que sintetiza os três temas do Futepoca. Vavá jogou e foi técnico em times amadores, tendo sido reserva do Jabaquara, também é ex-árbitro profissional, militou no PMDB e recebeu em seu bar figuras como Fernando Henrique Cardoso, Orestes Quércia e Marta Suplicy. Além de tudo, agüentou durante meio século toda sorte de manguaças. Durante o animado papo, muitas lembranças. Por vezes, seus olhos marejaram. Mas nem assim o sorriso saía de seu rosto. Abaixo, a história do homem.


::Qual memória mais antiga você tem do futebol?
Com o futebol foi o seguinte: comecei a jogar moleque, na Vila Sônia. Na delegacia de hoje tinha um campo, que era do Botafogo, a gente brincava lá. Depois, me mudei para a Vital Brasil, onde meu pai tinha comprado um bar.

::Seu pai gostava de futebol?
Não, não... Se ele tinha um time de preferência eu não tenho essa lembrança. Ele era muito atribulado, minha mãe era muito doente, tinha um problema que, graças ao bom Deus tive a felicidade de ajudar ao descobrir um bom médico. Ela tinha um problema intestinal, uma retoclite ulcerativa, que dava hemorragias todo dia. Consequentemente, atingia um nível de anemia gravíssima e constante. Então, estava sempre de cama, branquinha, amarelinha... Eu que cuidava, era filho, enfermeiro, médico, tudo. Meu pai tinha que trabalhar para sobreviver.

Fotos: Carmem Machado
O apelido vem da linha do São Paulinho, time da
várzea do bairro do Butantã, Zona Oeste de São Paulo.
Centroavante goleador, este Vavá garante que era
mais habilidoso do que o chará campeão do
mundo em 1958.

::Você começou a jogar onde?
No Butantã, tinha um time que a molecada formou chamado o São Paulo Futebol Clube, o São Paulinho. Tinha uma rádio, a Rádio São Paulo, acho, cuja torre ficava no bairro. Não me lembro em que época foi, eu devia ter uns oito anos, era tudo moleque. E era quando meu pai estava em casa que podia ir lá.

::Você tem um irmão mais velho e outro mais novo?
Isso.

::Por que você começou a torcer pro São Paulo?
Comecei a torcer para o São Paulo porque, na Vila Sônia, o São Paulo foi campeão em 1953. A molecada da rua gritava "São Paulo, São Paulo, São Paulo". A gente se deixa contagiar pela molecada. E eu aderi também, porque a gente jogava bola na rua de terra, descalço. Meu irmão já gostava do Santos. Acho que por causa da Era Pelé, e com razão. Acho que não existe nenhum brasileiro que não tenha o dever de torcer para o Santos, porque era uma máquina. Era uma alegria ver o time do Santos jogar até contra o seu próprio time do coração. Era uma arte, uma academia, uma aula para quem sabe o que é futebol, o que é belo e clássico. Isso é importante. Eu também passo até a ter dois times (risos).

::Qual foi o jogo mais incrível que você viu na vida?
Que eu assisti foi no Morumbi, Santos 6, São Paulo 2. O que ouvi pelo rádio e jamais vou esquecer: Santos 4, Milan 2 (risos). Marcou minha vida e minha história, e até no céu irei relatar esse fato.

::Por que são tão especiais?
No Morumbi, me lembro que o Santos jogou com Kaneco na ponta direita, Mengálvio e Dorval de centroavante – o Coutinho não jogou – Pelé e Pepe. Me lembro que o Dorval foi escalado como centroavante e, no dia seguinte, saiu até no jornal, uma atuação espetacular: "Viajei seis horas para ganhar de seis", disse o Dorval (risos). A aula de futebol era tão grande que eu até aplaudia os jogadores do Santos. E a turma do São Paulo que estava do lado reclamava: "Pomba! Você é sãopaulino e fica torcendo pro Santos?" "Não, é a arte!" Aí, um negrão se levantou: "Deixa o garotão aí, ele tá certo" (risos).

O irmão mais novo, João, no balcão do Gardenburger.

::Fosse hoje em dia, você não estaria aqui para contar...
Não estaria, com essa ignorância total, tamanha. As torcidas estavam todas juntas. Não posso afirmar com certeza absoluta, mas não havia torcida uniformizada. Me parece que não havia nem torcedores em campo ou do Santos, me parece.

::Por que seu apelido é Vavá?
Quando a gente tinha esse timinho, em 50 e pouco, formaram a linha. Nas peladas, eu fazia muitos gols e eu era um cara ao contrário do Vavá, extremamente habilidoso.

::Melhor do que o Vavá?
Não, não, era habilidoso no sentido de burilar a bola. Matava também, mas era mais hábil. Me lembro bem, era Julinho na ponta direita, Bernardes na meia direita, Vavá, o Pelé e um cara que era muito parecido, um sósia do Zagallo. Então, cada um levava um apelido. Já era o Brasil campeão de 1958, tinha 12 anos, era uma molecada que jogava, mas não teve muita notoriedade, porque não tinha campo. Jogava na antena da rádio São Paulo. Quando começou a receber adversários na Rádio São Paulo, alguém fazia coisas desagradáveis, estragava uma planta ou alguma coisa, de modo que acabaram não cedendo mais o campo. Como havia a dificuldade de andar eu e o Pelezinho e um outro cara que me parece que era o Tarcísio, as estrelas do time, tínhamos dificuldades. Eu não poderia ir para outros bairros jogar, por causa do problema da minha mãe e do meu pai. Então, o time acabou parando.

::Naquela região, no Butantã e na Vila Sônia, tinha quantos times?
No Butantã tinha muitos times. Naquela época, revelou o Aldo e o Joãozinho, que acabou indo para o Jabaquara, em Santos, e que teve algum problema no joelho. O próprio Toninho Riset jogou no Comercial de Ribeirão Preto. O Batista, o apelido para nós era Dica, morreu de graça. O pai dele era um dos donos do Itapecirica Sociedade Anônima. Ali tinha o Estrela, o Ouro Verde, o Canto do Rio, o Pirajussara, o próprio Butantã, o Palmeirinha e o São Paulinho que era tudo garotada.

::Era muito forte a várzea?
Sim. Onde hoje tem a escola de polícia, tinham cinco campos de futebol. Tinha uma competiçãozinha. Uma vez teve um campeonato de uma revista chamada Turfe Ilustrado. E era tanta cobrança em mim para fazer o gol, que uma vez fiz um sem querer. Diziam: "Olhe que hoje você vai ter que fazer uns três". O nervosismo era tamanho que não saia jogada. Uma hora a bola veio, eu me enrosquei com ela e caminhei para dentro do gol -- o goleiro estava fora; caminhei com a bola no meio das pernas, andando, mas sem condições psicológicas de chutá-la. Fiz o gol. Ela que acabou entrando, ou me levando para dentro do gol (risos). Então, hoje eu falo, não é assim, a cobrança, a pressão é muita.

::Depois do fim do São Paulinho, você jogou em outros times?
Joguei no Maria Luiza, no Butantã, era mais garoto. No Pirajussara também. Eu era centroavante. Depois que passei a decrescer, por causa de um problema respiratório, passei a jogar de quarto zagueiro. E tinha algum destaque também. Mas aí esse Joãozinho, nunca esqueço, ele achava... Porque se eu tivesse que dar a bola a você, marcado, não daria no seu pé, mas do seu lado, no espaço vazio, para que você fosse buscar a bola...

A devoção ao papa João Paulo II divide
espaço com pôsteres de Elvis Presley. O
atual pontífice, Bento XVI, tem menos
destaque: é o santinho vermelho acima
da cabeça de Wojtyla.



::Você diz que burilava a jogada... Com que jogador você acha que parecia?
Minhas canelas não têm marca, eu me achava muito parecido com o Pagão. Eu limpava o lance. O Pagão era mestre, fácil. Saía com toque de bola rápido.

::Mas a marcação era diferente...
É, hoje a marcação é mais de perto, é mais ferrenha, mais física. Até acho que há muita complacência dos árbitros, o futebol está menos técnico e mais violento.

::Era outro futebol.
Era outro, tinha distância, cada um poderia mostrar mais as suas qualidades. O cara chegava depois, agora chega na dividida. Essa ação, eu até atribuo, e acho que ele foi o precursor da coisa, ao mestre Oswaldo Brandão, popular Caçamba, um técnico também vencedor. "Chega antes, senão, chega junto" (risos). Ele falava isso.

::Você pensou em ser jogador profissional?
Pensei. Mas tive uma bronquite, um problema respiratório grave etc. Estava com 16 ou 17 anos. Quando esse amigo, João de Bato, me levou para o Jabaquara, em Santos, em 1962 -- O Santos era uma máquina. O técnico era Dom Ernesto Filpo Nuñes. Eu era um cara tão burro e acanhado, de moleque... Tinha, claro, a torcida do Jabaquara, e algumas moças que assistiam a gente ouvia. O Filpo falava para cair para a esquerda, para tirar o Del Poso, central do time reserva. O zagueiro central fora da área, né? Aí eu ouvia alguma falar: "Olha as pernas dele". Aí acabava, eu ficava acanhado. Burro demais, né. Aí o Filpo: "Deixa el Pibe", que era para elas ficarem quietas para eu poder jogar bola.

::Por quanto tempo você ficou no Jabaquara?
Acho que fiquei seis meses. Uma vez eu estava até escalado para jogar contra o Comercial de Ribeirão Preto, mas não passei no exame médico. O doutor Washinton de Giovani era o médico do Jabaquara e foi presidente do clube. E no jantar, ele viu que eu tremia. Ele falou que eu não estava em condições psicológicas. Se jogasse, capaz que não tivesse nada. Aí eles improvisaram outro jogador, um tal de Sauí, carioca. Era Marcos, Lara -- que morreu em campo, do coração -- Sauí, Alcides e Bragança, na ponta esquerda que era filho do dono de uma rádio da cidade.

::E você também foi árbitro?
Depois.

::E o que é melhor, ser árbitro de futebol ou dono de bar? Ou mesmo jogador, você está falando que tinha muita pressão...
Árbitro é muito mais difícil. Eu, graças a Deus, nunca tive problemas. Juvenil, aspirantes de São Paulo, Campeonato Brasileiro que apitei. Agora, é duro. Vi outros que abandonaram. Um que foi apitar Primavera de Indaiatuba, não sei se existe ainda. Ele foi mal e os caras quiseram pular o muro, e ele teve de tirar a roupa de árbitro e sair correndo. Iam agredi-lo. Outro amigo meu, que era até gay, apitou Maf de Piracicaba, os 22 queriam bater nele. Conseguiu desagradar a todos. Porque esse negócio de compensar, aí você se machuca. Entende?

::Por quanto tempo você foi árbitro?
Por uns sete anos. Depois, abandonei.

::Qual foi o jogo mais complicado que você apitou?
O mais complicado que apitei, que senti medo, medo mesmo, foi no Campeonato Alagoano. Entre o Clube Sportivo Alagoano, o CSA, e o Clube de Regatas Brasil. A federação alagoana pediu árbitros à federação de São Paulo. Eu, para mostrar serviço, levantei o braço. No estádio, eu sempre era o mais atrasado. Os assistentes pegaram as bandeirinhas e foram para o campo. Dali a pouco, voltaram correndo, ofegantes: "O cara do CSA ameaçou a gente com o revólver, falou que se o CSA não ganhar a gente não sai vivo daqui." Aí, quem ficou com medo fui eu. Porque não vi o cara. Fui para campo e pedi: "Vocês vão me apontar quem era o cara". Peguei orientações do Coronel Ney Aguiar, Mario Francisconi, essa turma toda. Qualquer coisa, a orientação era chamar o chefe do policiamento. Se fosse o caso, era dizer que não tinha condições para começar o jogo e acabou. Queria saber quem era o cara. E batemos bola, e eles não conseguiram me apontar. E eu fiquei com medo. Aí começou o jogo, eu, antipedagógico, com o apito na boca, com medo. O cara piscava, e eu pá, parava o jogo. O Brasil, com empate era campeão. O CSA precisava ganhar. Sabe se árbitro torce para não sair gol? Eu, Washington Cardoso Salvador, torci para não sair gol (risos).


No sentido anti-horário, a partir do
topo: Marcos Palhares, Eduardo Maretti
e Glauco Faria. Vavá, de costas. Na mesa, claro, cervejas...

21 comentários:

amanda disse...

até o falecido papa vai no vavá

Anselmo disse...

essa última foto é claramente montagem: só quatro garrafas na mesa é inverossímil. Rolou um Photoshop!

Nicolau disse...

Por confiar na fonte, acredito que a foto foi tirada no início da entrevista, quando a produção ainda era baixa.

Anselmo disse...

difícil. é ebriamente impossível que todos os manguaças tenham aportado juntos no bar do vavá. Com uma diferença de 5 minutos entre os manguaças, temos 10 minuto entre a chegada do primeiro e do último. 10 minutos antes de começar a entrevista! 4 cervejas, nesse tempo, ou é uma mentira ou é ressaca coletiva.

Glauco disse...

O Marcão não bebeu de cara porque estava tomando anti-inflamatório... daí o baixo volume de cervejas no começo.

Glauco disse...

E o Edu tava de ressaca, daí a água na mesa...

Edu Maretti disse...

Glauco, Marcão e Carmem, vocês são testemunhas de que não há Photoshop e que, além disso, a camisa do glorioso Santos F.C. é a mesma com a qual eu fui ver o primeiro 0 a 0 com o Bragantino. Quanto às acusações matemáticas do Anselmo, são facilmente desmontáveis. Se Marcão e Glauco já estavam lá antes, não há matemática quie resista...

Edu Maretti disse...

sim, uma baita ressaca. Credo.

Anselmo disse...

pô! a acusação não é aos personagens que aparecem, mas ao reduzido número de garrafas de cerveja. Reduzidíssimo, dado o índice de produção dos manguaças. Mesmo desfalcados de um ressaqueado, acho estranho... mas como é fácil desviar o foco da discussão.

Arthur Virgílio disse...

Parabéns ao blog pela conquista, dos mil post.

olavo disse...

De levar às lágrimas.

Frédi Vasconcelos disse...

Aí vai minha contribuição para atingirmos o milésimo comentário no milésimo post.

Cadê a Carmem? Ela esqueceu de aparecer na foto?

Na realidade, só inveja dos que foram, parabéns pela entrevista...

Anselmo, quem não aparece não tem direito de entregar o photoshop dos outros (rarará).

Frédi Vasconcelos disse...

Carmem, reclama: - não apareci porque fui eu que fiz as fotos...

Que desculpa esfarrapada....

Marcão disse...

A foto é bem do início da entrevista, mesmo. Eu tava tomando anti-inflamatório, mas aí a Carminha falou que não pegava nada beber. Na dúvida, fiquei ali, naquele calor dos infernos, observando o Glauco esvaziar a garrafa com empenho e satisfação.
Foi então que chegou o Vavá e deu o veredicto: pode beber(esquecemos de dizer que ele fez dois anos de Medicina e que costuma diagnosticar e passar receita - principalmente do temível Elixir Kutelak).
Bom, com a liberação, o Glauco nem me perguntou nada, encheu o copo e deixou ali, na minha frente. Foi como dar milho pra bode...

Ps.: O foda foi que os manguaças foram pro jogo do Santos e prometeram voltar pra seguir com a entrevista. Eu fui pra casa, vi o jogo e voltei pro Vavá. Não apareceu ninguém. E eu bebi mais "uma". O anti-inflamatório que se dane!

Fernando Galvão disse...

Caraca, mil posts. Que marca... e a rônia ao Romário é espetacular... abs e parabéns...

Anselmo disse...

Um ressaqueado, um constrangido por anti-inflamatórios, a 10 minutos de entrevista... o mistério vai sendo desvendado.

carmem disse...

o pior é que é tudo verdade, e eu queria tomar uma caipirinha, pedi, (arrependimento insuportável!!!)pedi sem açúcar pois gosto quase sem e iria colocar adoçante, prefiro, mas... primeiro que não tinha gelo e o joão, querendo agradar, encheu a p... de adoçante. resultado: tive que partir pra cerveja mas aí o tempo já tinha corrido. essa foi a minha contribuição para o reduzido número de garrafas na foto.

Marília disse...

Quero participar da entrevista da próxima entrevista que o Vavá conceder!!!!

ROGÉRIO WANDERLEY disse...

Washington Cardoso Salvador, também conhecido por Vavá não era apenas um amigo foi Presidênte do Diretório Regional de Pinheiros do P.F.L(Partido da frente Liberal), conseguiu cobrar muitas coisas dos vereadores e inclusive arrumou junto aos vereadores de são paulo empregos para as pessoas que ele sabia que estavam quase passando fome e que moravam no bairro de pinheiros eram empregos que ganhavam salário minímo, mas que tiravam essas pessoas da faixa de miséria. Me lembro que só com o vereador na época Sampaio Doria conseguiu empregar 18 pessoas para ganhar salário minímo e essas pessoas estavam quase passando fome. Vavá era uma pessoa do povo, mas que ajudava a todo mundo que conhecia podia ser rico ou pobre ajudava a todos e sofria com os problemas de todos. Na sua lanchonete por várias vezes apareciam políticos pedindo apoio político me lembro da vez que o ex -presidênte Fernando henrique Cardoso foi a sua lanchonete pedir o apoio do Vavá e de lá Vavá foi para seu apartamento e levando Fernado Henrique Cardoso que ficou lá quase duas horas conversando com Vavá e tomando cafezinho dentro do apartamento do Vavá e tirou várias fotos com o fernando henrique sentado em seu sofá dentro do seu apartamento. Em fim Vavá era uma pessoa do povo e um lider nato. Conheço o Vavá a 22 anos e fui delegado do seu Diretório e sei o quanto ajudou a todos e sem nunca querer nada em troca e quem conheceu o Vavá sabe a vida humilde que ele leváva. E parabéns ao FUTEPOCA por fazer uma matéria com a história do Bairro de Pinheiros que era o Vavá. infelizmente perdemos o Vavá ele morreu, mas está vivo na história do Bairro de Pinheiros e Vila madalena. (ROGÉRIO WANDERLEY AMIGO DO VAVÁ).

Liliana disse...

Uma entrevista digna da memória do Vavá, que a essa altura deve estar nos bares do céu (ou do inferno, a depender do que isso significa), contando as histórias de arbitragem pro público manguaceiro que o acompanhar.
Futepoquenses em luto: uma cerveja em homenagem.

Anônimo disse...

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