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terça-feira, abril 06, 2010

Subindo e descendo ladeiras

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Como faz mais de 15 dias que o Futepoca falou pela última vez sobre as divisões inferiores do futebol paulista, segue aí um apanhado do que vem rolando nas Séries A2 e A3.


Série A2
O segundo nível do futebol bandeirante está em sua fase semifinal. Agora, são oito times divididos em dois grupos. As equipes jogam entre si dentro das chaves, em turno e returno, e primeiro e segundo de cada grupo irá à A1 em 2011.

No Grupo 2 estão São José, Guaratinguetá, Noroeste e União São João; o 3 tem Pão de Açúcar, São Bernardo, Linense e União Barbarense (antes que alguém pergunte "e o grupo 1?", esclareço que "grupo 1" foi o nome dado ao conjunto de todas as equipes na primeira fase).

O favoritismo ao acesso, em tese, vai para União São João, Linense, Pão de Açúcar e Noroeste, os quatro melhores colocados na primeira fase. Mas é difícil prever. O União mostrou fama de cavalo paraguaio em anos anteriores, quando também arrebentou no início e pipocou na hora de subir de divisão.

As semifinais terminam em 2 de maio.

Na ponta de baixo da tabela, o Guarani escapou. O alviverde campineiro, que jogará a elite do Brasileirão, finalizou sua participação na A2 em 14º lugar, com 23 pontos, seis acima da zona do rebaixamento. Caíram Osvaldo Cruz, Taquaritinga, Flamengo de Guarulhos e Grêmio Osasco. Duro golpe no futebol metropolitano.

Série A3
Lembram da Portuguesa Santista, que até 2006 estava na primeira divisão do Campeonato Paulista, incomodando os times grandes? Pois é. A Briosa está virtualmente rebaixada para a quarta divisão estadual (chamada de "Segunda Divisão" pela FPF).

Falta uma rodada para o término da primeira fase da A3. Para a Santista escapar do rebaixamento, precisa vencer, em casa, o Força e torcer para que dois entre Batatais, Itapirense e Sport Barueri percam. É pauleira.

Falando em Barueri, o time novo da cidade de Rubens Furlan pode iniciar sua história já com uma queda. Entre os três a quem a Portuguesa Santista precisa secar, o Barueri é quem tem o duelo mais difícil - contra a Francana, fora de casa.

Olímpia e o folclórico Bandeirante de Birigui já estão rebaixados.

Em contrapartida, falando de quem quer ter maiores horizontes a partir do ano que vem: Red Bull, Comercial, Ferroviária, XV de Jaú, Palmeiras B e XV de Piracicaba já estão classificados para as semifinais (que terão formato igual às da A2).

Toda essa cambada de times tem chance de ficar entre os oito e, portanto, ainda sonhar com o acesso: Penapolense, Lemense, Juventus, Atlético Araçatuba, Francana e Taubaté.

5 comentários:

Marcão disse...

O seu comentário de que é preciso mandar um caixão para Taquaritinga, ou para O Taquaritinga, faz sentido agora com esse rebaixamento, Olavo.

Glauco disse...

Olha, a mais Briosa já estava rebaixada há quatro rodadas. Mas Paulinho Kobayashi chegou e já conseguiu duas vitórias consecutivas (há muito a Portuguesa Santista não fazia isso...). Eu acredito! Vai, Briosa!!!!

Anselmo disse...

torço contra o pão de açucar.

Guilherme Scalzilli disse...

Estadual emocionante

A última rodada do Campeonato Paulista prova que os estaduais podem ser emocionantes e imprevisíveis. A proposta de extingui-los é uma reação ao sucesso dos times do interior, que não têm chances numa disputa em pontos corridos e seriam impedidos de participar dos regionais. A pauperização dos “pequenos” é conseqüência do longo e sistemático favorecimento dos clubes das capitais; não tem nada a ver com a fórmula ou a abrangência da disputa.
Caso a arbitragem não impeça o Grêmio Prudente de avançar às semifinais, a crônica logo começará a atacá-lo. É como se o futebol de um time patrocinado pelo Poder Público fosse menos digno do que o financiado por multinacionais. Como se um “clube-empresa” que recebe privilégios da quadrilha da bola merecesse melhor sorte do que um adversário com estrutura semelhante e menos poder de influência.

Mudam as moscas

A mídia silencia sobre as eleições no Clube dos Treze. Por que não divulga os votos de cada presidente de clube? Os torcedores não têm direito de saber? Tudo acontecerá no melhor estilo mafioso, com dissimulações, chantagens e benefícios escusos.
O Clube dos Treze é o câncer que corrói as entranhas do futebol nacional. A destruição dos times interioranos e a fuga de jogadores para o exterior foram seus únicos legados. O controle do esporte mais importante do país por uma corja de cartolas e empresários insulta qualquer inteligência.

Ludopedicas disse...

Pois é. Sou de Birigui, terra do folclórico (?) Bandeirante, mais uma vez rebaixado. Acho importante ressaltar que o time começou a degringolar à medida em que a prefeitura da cidade diminuiu o repasse de recursos. O que, aliás, acho correto. Não vejo razão em se empregar dinheiro público nos times. Por outro lado, é o que times como o Grêmio, ora Prudente, ex-Barueri, fazem: uma guerra fiscal entre prefeituras, escolhendo aquela que lhes forneçam dinheiro que, em tese, deveria ir para educação, saúde, segurança.
Bem, é um assunto meio complicado, que merece mais discussão.
Parabéns pelo blog.
João Felício Quirino.
www.ludopedicas.blogspot.com