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quinta-feira, abril 04, 2013

Com dois belos gols de falta, Santos e São Caetano empatam no Pacaembu

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Dava pra ver, pelos primeiros cinco minutos de partida, qual era a proposta de cada um dos times que jogavam no Pacaembu hoje. De um lado, um Santos sem Dracena, Bruno Peres e Arouca procurando o ataque, principalmente pelos lados, e, do outro, um São Cetano em situação agonizante no campeonato com um esquema defensivo, esperando um vacilo do rival para tentar a sorte na partida.

E o vacilo aconteceu cedo. Em uma bola que voltou rebatida do meio de campo, Durval falhou grotescamente deixando o caminho para o gol livre para Jael. O defensor teve que fazer falta e o atacante, ex-Portuguesa e Flamengo, vulgo “o cruel”, fez o tento com uma bela cobrança, ao lado da barreira, mal montada por Rafael.

A partir daí, a toada seguiu a mesma, com o Peixe pressionando e o Azulão recuando. Os mandantes criaram inúmeras chances de gol, com Neymar mais de uma vez, com Giva, chegando com Cícero... E nada de o gol sair. Um domínio inconteste na etapa inicial, com o Alvinegro tento mais de 68% de posse de bola, e doze finalizações contra duas do São Caetano.

O técnico Daniel Martine resolve levar o manual do ferrolho muito a sério e substituiu o meia Éder Marcelo pelo volante Moradei aos 34 minutos. Foi contestado à distância pelo goleiro Fábio e, no intervalo, pelo capitão Eli Sabiá, que disse à imprensa que discordava do treinador. A decisão quase se mostrou errada em cinco minutos, tempo no qual Moradei tomou um cartão amarelo e só não tomou o segundo ao fazer uma falta por trás em Neymar porque o juizão preferiu a advertência verbal.

Na segunda etapa, a pressão deu resultado, com um belo gol de falta anotado por Neymar, aos 7 minutos. O São Caetano até tentou sair mais para o jogo, mas conseguiu no resumo da etapa final mais duas finalizações, enquanto o Peixe, que tentou e criou muitas oportunidades, em especial até os 30 minutos, finalizou mais 15 vezes e não conseguiu a virada.


A troca feita por Muricy no intervalo, de Giva por André, não surtiu o efeito desejado pelo comandante. Apesar de o atacante ter feito uma função diferente, fazendo mais o pivô, muitas vezes seus passes – muitos de calcanhar, o que irritou um pouco o torcedor por serem mal feitos – atrasavam o lance ao invés de aprofundar a jogada.

Apesar do empate em casa, pode-se dizer que o time fez uma boa apresentação. O destaque, pra variar, foi Neymar, que mandou na partida principalmente no segundo tempo, fazendo as vezes de meia e deixando Monitllo, Léo ou Pato Rodríguez na esquerda. Um resultado que não faz muita diferença para o Santos, mas que afunda ainda mais o São Caetano, agora um pouco mais perto do rebaixamento. Próxima parada, Piauí, contra o Flamengo local, pela Copa do Brasil.