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terça-feira, janeiro 30, 2007

Torcer pro time do estado? Jamais!

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Sabemos que essa história de "o time X é Brasil na Libertadores" é bobagem. É interessante ver o futebol do estado/país/cidade se fortalecendo, mas, se quem estiver na disputa for um rival próximo, deixamos o patriotismo de lado e queremos mais é que o rival se dane.

O curioso é que eu sempre achei que isso se dava somente - ou principalmente - nos grandes centros, em que o futebol já está consolidado. Pensava que em regiões menores havia uma preocupação maior de ver o esporte ganhando força, independentemente das rivalidades locais.

Que nada! O ótimo site Futebol do Norte traz uma reportagem sobre a torcida do Roraima, que inicia campanha no estado para fazer torcida a favor do América-RN, no confronto entre o clube potiguar e o Baré de Boa Vista. Acontece que o Baré é o principal rival do Roraima - e o que a torcida tricolor (do Roraima) menos quer é ver seu adversário se consagrando na competição nacional, despachando uma equipe da primeira divisão.

A justificativa de Hélio Zanona Neto, coordenador da torcida Terror Tricolor, é sensacional: “rivalidade no futebol roraimense também existe, a Terror Tricolor está há mais de dez anos freqüentando o Canarinho e não aceitamos críticas de qualquer comedor de pipoca”, finalizou.

Quer saber? Concordo com ele.

7 comentários:

Marcão disse...

Isso me lembra a célebre frase de um dirigente do Grêmio: "-Se o Internacional jogar contra um time de cachorros, vamos para a arquibancada latir!".

Anselmo disse...

é... concordo, mas depende. Torci pro Inter levar o mundial. Mas contra o Gremio em 1995. Por incrível que pareça, torci pelo São Paulo em 1992, mas pro Milan no ano seguinte. Na libertadores, comemorei muito quando o Sao Paulo perdeu pro Inter e torci pro Liverpool em 2005. E torci pelo Santos contra o Boca Juniors em 2003 na Libertadores. Fosse o Corinthians, eu jamais torceria.

O que quero dizer é que há questões de rivalidade envolvidas.

O Grêmio da década de 90 fazia frente ao Palmeiras e preserva até hoje minha antipatia. Dos rivais do mesmo estado, depende dos torcedores do time de quem vc vai ficar ouvindo ou para quem você vai falar merda nos meses seguintes (aqui se enquadra o Inter). Depende também do time, se é bom e merece (aqui se enquadra o Santos de Robinho e Elano). No caso do São Paulo de 1992 (percebam que estou me justificando por esta mácula de caráter), minha torcida tinha a ver com o fato de que a seleção derrotada de 90 só tinha jogadores que atuavam na Europa com exceção dos dois goleros reservas (acácio e zé carlos do vasco e flamengo) e do Bismarck. O São Paulo tinha jogadores bons e a possibiildade de, com uma retranca bem montada, diga-se, conquistar um título internacional. No ano seguinte, a postura da torcida sao-paulina gerou um arrependimento infindável, é claro.

enfim, só quis dizer que a torcida em relação aos representantes regionais ou nacionais não é automática, nem a favor nem contra...

Glauco disse...

Aliás, o Grêmio é um time que, eventualmente, se torna bem odiado mesmo. Lembro que, em 1996, fui assistir um jogo do Santos contra o Grêmio na Vila, por uma dita "Copa Verão" e um amigo corintiano foi comigo. Embora todo torcedor do trio de ferro odeie o Santos na Baixada, ele torceu contra o Grêmio porque o Corinthians ia jogar contra os gaúchos na Libertadores. E o Grêmio desclassificou o Corinthians mais tarde.

Nicolau disse...

Eu, particularmente, detesto o Grêmio. Já ferrou o Corinthians uma pá de vezes e deu destaque a um dos cara mais malas da história do futebol, o Paulo Nunes. Sobre rivais locais, naõ torço por nenhum. Uma situação curiosa foi quadno o Palmeiras e o São Paulo se enfrentaram pela Libertadores. Devo dizer que torci pelo Palmeiras (que foi inclusive roubado no primeiro jogo). O Inter, nao torci contra, mas preferia que perdesse. Mas o jogo foi legal, eles até me convenceram.

Glauco disse...

Comecei torcendo contra o São Paulo em 92 e 93, até por que queria que o Snatos fosse o único paulista campeão mundial. Mas Raí, Muller, Palhinha etc eram muito bons. Acabei torcendo pro São Paulo. Com o passar do tempo, os torcedores crianças e jovens que viram isso acaharam que todo time do Tricolor era sensacional, até aqueles que eram somente medianos, mas bastante incensados pela imprensa. Isso foi me dando asco do São Paulo, que chegou no auge quando, no ano passado, em uma partida contra o Corinthians, torci para os xarás alvinegros. Mesmo assim, no Mundial tive uma torcida discreta pelo Tricolor, embora não merecida pela bola que apresentou. Enfim, os ódios no futebol mudam a todo tempo.

Marcão disse...

Na cidade em que nasci, durante minha infância, 90% da população era palmeirense. Pelo censo das passeatas, não havia mais do que 40 são paulinos na cidade, e uns 200 ou 300 corintianos. Santista, eu conheci um só, meu cunhado (parecia que o time não existia e, muito por isso, nunca tive e não tenho qualquer bronca do Santos). O ódio do Palmeiras se consolidou quando a Parmalat assumiu, uma coisa que sempre achei injusta: o time era uma merda (como sempre é quando não tem parceria), daí chega um grupo, assume, compra o que tem de melhor, inflacionando para sempre o mercado nacional, e ganha tudo o que vê pela frente. Aí os palmeirenses começaram a arrotar superioridade. Mas não durou muito: veio o Coríntia e fez o mesmo com o Excel e, depois, com a Hicks Muse. No final, como o Palmeiras acabou e o Corinthians passou a ferrar o São Paulo com maior freqüência, é óbvio que meu ódio principal se cristalizou. Palmeiras, Santos e o resto dos times do mundo não me provocam qualquer reação. Tenho um só time para torcer. E só um para odiar...

Hélio Zanona Neto disse...

Olá! Meu nome foi publicado nesta matéria e eu só fui achar por acaso procurando o meu nome no google. Bom, sou corinthiano e nunca vou torcer para um rival. Trago para Roraima, onde estou vivendo hoje esta mesma realidade!