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quinta-feira, outubro 01, 2009

Cancelamento do Enem, êta história mal contada

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Foi cancelado hoje o exame do Enem por conta de um suposto vazamento que teria ocorrido. Alguém teria ligado para a redação de O Estado de S.Paulo e oferecido as duas versões da prova em troca do pagamento de R$ 500 mil.


Estranho, por que alguém que quer vazar uma coisa dessas ligaria para um jornal? Seria para que esperasse o resultado e depois divulgasse a fraude?

Se é assim, louve-se a postura do jornal, que avisou ao ministro da Educação antecipadamente para que pudesse cancelar o exame. Mas mais uma vez a pergunta, por que alguém que tem isso em mãos vai oferecer a um jornal? Não sabe que jornal não paga por matérias, ainda mais esses valores? Ou paga e eu estou sendo muito ingênuo.

Uma segunda questão, a gráfica que imprimiu, a Plural, pertence ao Grupo Folha. Não dá para ser leviano e acusar a ninguém sem provas de nada, mas que essa história está muito estranha está...

Não acredito numa conspiração do chamado PIG a esse ponto, mas repito a pergunta, será que estou sendo ingênuo demais????

7 comentários:

Saulo disse...

Realmente é muito estranho.

Fabricio disse...

Telefonema na véspera? Pra mim deve ser coisa do Marco Polo Del Nero e do Tardelli.

Paulo disse...

Camarada Fredimir, por que não acreditar em conspiração? Depois que saiu no Estadão, o R7 noticiou deu que também fora procurado mas não aceitou. Depois do R7, a Folha também informa ter sido procurada (Laura Capriglione). Acho que a repórter do Estadão foi corajosa e decente, sem ingenuidade, e livrou o Enem de uma execração maior (será que a Folha não guardou pra dar depois?). Outra coisa curiosa: além do Haddad, o Estadão/Eldorado deram minutos preciosos para o Paulo Renato bater no MEC (dizendo que no tempo dele isso não acontecia)...

Anselmo disse...

se o r7 e a folha foram procurados, a primeira pergunta do fredi tá respondida. " por que alguém que tem isso em mãos vai oferecer a um jornal? Não sabe que jornal não paga por matérias, ainda mais esses valores?"

Se paga, não há dados, mas tem gente que acha que jornal paga. Isso pode ser suficiente pra oferecerem.

Agora, se vazou pra alguém oferecer pro jornal, quem tinha a cópia poderia vender pra estudantes q vão prestar a prova... É possível q tenha feito isso, mas implicaria em valores menores, em abordar um monte de gente e tbem se expor. Se alguém tivesse a prova do enem em mãos e quisesse fazer dinheiro, precisaria pensar em algum comprador único pra isso. Pensou na mídia.

Agora, imaginar a gráfica do grupo folha tá de conluio com o estadão é complicado. O PIG precisaria ser mto mais articulado de fato (muitos pontos para a teoria da conspiração..).

Não tenho problemas em explicar a história à teoria da conspiração. Mas o jornal que deu o furo parece ter agido corretamente. Se os repórteres q assinam a matéria foram tbém manipulados pela grande conspiração, aí é outra história.

Que a PF investigue as coisas.

fredi disse...

Agora, sabendo que outros veículos foram procurados, há mais questões a levantar:

Esses outros não avisaram o MEC? Se não, por quê?

Pelo que se está falando, a prova vazou aqui em São Paulo, onde fica a gráfica (na realidade, Barueri)... Os veículos de imprensa procurados todos têm sede aqui.

Por que não foi procurado algum político da oposição, que poderia pagar, como se supõe ocorrer nos malfadados dossiês... Se a história "poderia derrubar o ministro", como se diz no texto...

A Folha fala que foi procurada por um dono de padaria... Como um dono de padaria teria acesso à prova?

Alguém pegou na impressão (ou em outra fase) e não sabia o que fazer com aquilo e tentou ganhar uma grana?

Onde é esse Café perto do Estadão? Porque até onde sei, ali na Ponte do Limão, onde fica o prédio, não tem muita coisa.

E última, para não me alongar, a ninguém ocorreu a ideia de gravar a conversa? Você vai encontrar uma pessoa, num ato de crime\chantagem e não grava nada? Nem o telefonema nem o encontro.

A Polícia Federal tem muito a investigar...

Paulo disse...

Na verdade, a repórter do Estadão gravou – áudio ruim, talvez de celular ou mini-gravador digital, que costumam captar muito o som ambiente (no caso, a rua) e não "focar" em quem está mais próximo (como os bons e velhos e extintos k7 recorders).
O "vendedor" esclarece: "só quer grana, não tem interesses políticos" (ou seja, sabe que o gesto tem impacto político).
Mas taí a boa pergunta: por que os outros veículos não avisaram o MEC?

Marcos disse...

Nao tenho opiniao formada mas, gracas a Alah, nunca precisei prestar o Enem.