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quinta-feira, novembro 12, 2009

Palmeiras Robin Hood tenta, mas não impede rebaixamento do Sport

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O título pra lá de irônico é a elaboração de cabeça menos quente sobre o empate entre Palmeiras e Sport no Palestra Itália. O 2 a 2 não agradou a nenhum dos lados, já que o time permanbucano se juntou ao Náutico e está matematicamente rebaixado para a Série B.

Também foi péssimo para o Palmeiras. Com 59 pontos, o time empata com o São Paulo, fica dois na frente do Flamengo, mas aguarda, apreensivo, a conclusão da rodada do fim de semana. A sensação é de uma breve estada na liderança, quase uma despedida.

As chances de o desinteressado Vitória passar pelo time de Ricardo Gomes só não é menor do que a do rebaixadíssimo Náutico surpreender o Flamengo. Se o Atlético-MG vencer o Coritiba, o alviverde termina a rodada em quarto.

O time mostrou que não aguenta a pressão de participar da rodada por antecipação para atender aos interesses da TV. Não sabe lidar com isso. Na próxima semana, contra o Grêmio no Olímpico, a partida também foi antecipada. Contra o Santo André, também foi assim.

No segundo turno, contra Náutico, Santo André e Fluminense, a turma do G-4 dos pesadelos, foram três derrotas. Contra o Sport, que também mora por lá, de modo ainda mais definitivo do que o tricolor carioca, foi um empate. Se incluídos outros dois ameaçados, Botafogo e Coritiba, vale lembrar que o primeiro ainda será enfrentado na última rodada e o paranaense venceu o Palmeiras no jogo do carbono neutro.

Este desempenho digno de um verdadeiro Robin Hood do Brasileirão não é comportamento de time que disputa para ser campeão. Se tinha virado senso comum que é preciso vencer os "jogos de seis pontos", aqueles confrontos diretos com concorrentes ao caneco que trazem três pontos e virtualmente tiram outros três do rival, anote-se aí uma nova lição, ainda mais óbvia: vencer os times fracos é ainda mais importante.

É que a teoria do confronto direto leva em conta que a minha segunda e ululante premissa já era garantida por um escrete que quer a taça.



O futebol apresentado pelo time de Muricy Ramalho no primeiro tempo não é sequer de uma equipe que merece vaga na Sul-Americana. Na segunda etapa, foi futebol de quem, com um pouquinho de sorte, se classifica para a Libertadores.

E ainda teve a lambança de Elmo Alves Resende Cunha apitou por engano um impedimento – de fato inexistente – de Danilo no segundo gol do time da casa. Élder Granja dava plenas condições ao zagueiro. Mas o juizão não tinha nada que apitar. Os jogadores do Sport ficaram revoltados. Ao acertar, o cidadão conseguiu errar.

Neste aspecto, foi muito diferente do Carlos Eugênio Simon. Ah, mas o que o Palmeiras apresentou no primeiro tempo, foi uma continuação trágica do que havia mostrado na segunda etapa no Maracanã.

Resumo da ópera, os gols de Deyvid Sacconi e Danilo dão uma conotação de "empate suado", conquistado. Foi um desastre atenuado. Mas que continua a ser trágico. Wilson e Arce haviam marcado no primeiro tempo em jogadas rápidas e bem articuladas diante de uma defesa perdida.

Mais uma vez a estranha raiva por ocupar a liderança apenas pelo segundo critério de desempate. Será que exorcizando a fase resolve?

13 comentários:

Marcão disse...

Impressionante. Primeiro furo na minha teoria palpitologica postada outro dia, de que os quatro primeiros venceriam nesta rodada. Mas corrobora minha analise de que o Palmeiras esta em franca decadencia. Se o Sao Paulo tropecar contra o Vitoria, o Flamengo encomenda as faixas. Sem desmerecer o Atletico-MG, que ainda tem chance, mas o jogo contra o rubro negro no ultimo domingo diferenciou, nesta reta final, os homens dos meninos.

Ps.: E o Belluzzo, hein? Vai mesmo dar porrada no Simon?

Nicolau disse...

Impressionante que, perdendo por 2 a 0 em casa e sem conseguir criar uma mísera jogada na área adversária que não fosse um chuveirinho, a torcida do Palmeiras pedia em coro a entrada do volante Pierre... É ele que iria virar o jogo? O retranquismo está tão encarnado que só se vê solução pra trás, nunca pra frente...

Glauco disse...

Achei interessante mesmo o fato do Sport enrolar pra segurar o empate que garantia seu rebaixamento. Não sei se alguém chegou a comentar isso, mas põe a nu essa hipocrisia da "mala branca" que justificou o afastamento de dois dos principais jogadores do Barueri contra o São Paulo. Óbvio que os atletas do Sport, já rebaixados, seguravam o empate por algum interesse não tão oculto assim. Ou estou louco e vi outra partida?

Victor disse...

Desculpe Anselmo.
Li na diagonal. Estou esperando as palavras do Belluzo.
:-) Brincadeira.

O Anônimo disse...

Impressionante como esse título está escapando do Palmeiras. Quando estava a 5 pontos do segundo colocado teve a chance de ampliar a diferença e levar o título por antecipação. Agora caiu tanto de rendimento que provavelmente nem no G4 vai ficar. Triste.......

fredi disse...

Camarada, o Galo joga contra o Coritiba no sábado, não contra o Flu.

O erro do juiz ontem também é digno de nota. Não estava impedido mesmo, mas fica claro que o goleiro Magrão para no lance ao ouvir o apito.

O Belluzzo não vai matar outro árbitro?

Nicolau disse...

Glauco, bem notado, o Sport realmente se recolhe e só vai no contra-ataque. É tática de quem sabe que não guenta o tranco ou efeito de recompensas ocultas?

Anselmo disse...

as chances de o são paulo tropeçar contra o vitória são nulas. o são paulo nao tem obrigação de vencer o título, é tricampeão. reformulando: não tem pressão por lá pelo caneco e o que tem parece nao atrapalhar tanto.

corrigido, fredi, valeu pelo toque.

sobre o árbitro e o belluzzo: além do gol, tem o pênalti no danilo.

do meu ponto de vista, além do simon contra o fluminense, teve a falta de futebol do palmeiras. fenômeno q me dá ainda mais raiva.

sobre pierre ser pedido pela torcida, não é questão de retranquismo, é questão do que um jogador pode representar. A não ser que vc acha que algum torcedor em 1993 preferia ver Tonhão a Edmundo, Edilson e Evair em campo. Pierre é raçudo e corre sem parar. Também oscila pouco, não é craque, mas é regular naquilo que faz. essa determinação não ocorre em outros jogadores.

sobre a troça do Victor, eu precisaria saber o sorriso de pontos e parênteses que representaria o sorriso amarelo. Ah, o Belluzzo disse que daria tapas e queria bater no Simon. Quem falou em morte foram comentaristas, fredi. devagar com o andor que até a piada é de barro.

Insisto: tô muito, mas muito mais puto com a queda de produtividade do que com o erro do árbitro em um partida.

Com Caio Jr. o time caiu de produção na reta final. Com Luxemburgo, o time caiu de produção na reta final. Com Muricy, adivinhe, o time caiu de produção na reta final.

Tirando o Obina, consta que não há contratos por vencer no fim do ano como acontecia em 2008. O elenco, embora não seja grandes coisas, é melhor do que o que tinha Caio Jr.

São esses os motivos da minha raiva.

fredi disse...

Só agora atinei, o árbitro trapalhão, que apitou Palmeiras e Sport é o Elmo, de Goiás, o mesmo que inventou pênalti para o Fluminense contra o Galo.

Só agora é afastado.

Glauco disse...

E o árbitro que garfou o Grêmio contra o Atlético-MG no primeiro turno é o mesmo que não marcou pênalti de Renato Silva, do São Paulo, no jogador do Barueri. E não foi afastado.

Nicolau disse...

Vão afastar um juiz por rodada agora no final?

Leandro disse...

Danilo nem poderia ter feito o segundo gol porque deveria estar, desde o último clássico de Presidente Prudente ao lado do zagueiro inglês Martin Taylor, entre os jogadores banidos do futebol por atos de violência.

Vinicius Grissi disse...

Nessa altura do campeoanto, qualquer empate é derrota. Seja para quem está na parte de cima ou de baixo da tabela.

São dois pontos que ficam para trás.

E os adversários agradecem.