Destaques

terça-feira, dezembro 08, 2009

15 anos sem Tom

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook


Das paixões, daquelas de vida inteira, poucas vão aumentado no dia cada dia mais velho. Tempo sem jeito, com alento de ouvir Tom.


Aquele Jobim que partiu faz 15 anos. O das melodias que, dizem alguns, plagiadas dos mestres Villa, Chopin, mas que fazem rombos na´alma ( até de quem não crê em alma).

Coincidências dessas da vida por aí, nas mãos, sem saber da data, a biografia do maestro soberano por Sérgio Cabral. Centenas de páginas devoradas em poucos dias. Ali, sem disfarces, um homem que viveu para a música e para conseguir "pagar o aluguel". Amou, viveu, compôs, bebeu (e muito) no meio disso tudo.

Fez mais. Música popular chegar bem alto, o Brasil existir no mundo das canções. Fez a sabiá levantar voo, o Urubu chegar e cortar os céus, fez sonhos com Lígias, Luízas, garotas de Ipanema. Fez águas de março não anunciarem só tragédias.

Dessas outras coincidências não programadas, o disco Urubu cai nas mãos e lá um tesouro, a faixa Saudade do Brasil, de disco gravado em outubro de 1975 nos EUA. Como viver tanto tempo sem ter ouvido? Sem palavras, e precisa? O Deus da melodia existe.

No texto do maestro no disco, o verso final: "A vida era por um momento./ Não era dada./ Era emprestada./ Tudo é testamento.

Obrigado, maestro Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.

7 comentários:

Olavo Soares disse...

Uma das minhas primeiras lembranças que tenho do Tom Jobim permanece sendo o comercial que ele, ainda vivo, gravou com um Vinícius de Moraes representado por um efeito de computador.

Ao som de "Eu sei que eu vou te amar", ambos degustavam uma Brahma. Ou Antarctica? Deu branco.

Anselmo disse...

ache importante a menção a "o comercial que ele, ainda vivo, gravou".

o Tom Jobim não era um manguaça das proporções do Vinícius de Morais, mas seguia um padrão competitivo, segundo relatos.

eu só acho que essa turma deveria ter apostado mais na cachaça, em vez do uísque...

Anônimo disse...

Que textinho bicha! ô, rapaz, poesia não quer dizer viadagem, você entendeu errado.

Maurício disse...

Taí, com a capa do "Urubu" o Fredi presta sua singela homenagem ao Flamengo. E eu, que hoje trabalho na escola de música Tom Jobim, me junto ao companheiro (sem viadagem, apesar do que sentiu o anônimo) nesta dupla homenagem.

Glauco disse...

O correto é beber o morto. Lembrando que ontem também foi aniversário de morte de John Lennon, 29 anos.

Anônimo disse...

nossa. vocÊ é muito bom cara. brincadeira, brincadeira... ow, tirando a rasgação de seda de vocês... vai toma no cu! e pega no meu jobilau. kkkkk a cada dia dia do dia, mais longo no seu toba! kkkkkkkkkkkkkk ai ai jobinm um mestre!

Marcão disse...

Aniversário de nascimento do Jim Morrison.

Muito bom o texto, Frédi. Eu também devorei esse mesmo livro em um ou dois dias, há mais de 10 anos. E todo santo dia o Tom reverbera no cérebro: "Quanta cachaça/ Na minha dor...".