Destaques

quarta-feira, outubro 09, 2013

NÃO vale a pena ver de novo...

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Liédson confere um dos três que marcou no massacre de 2011
No dia 26 de junho de 2011, o São Paulo se preparava para entrar em campo contra o Corinthians, fora de casa, com desfalque de seis titulares: os zagueiros Miranda e Rhodolfo, contundidos, o volante Casemiro, com febre, o atacante Lucas, convocado pela seleção brasileira para a Copa América, o lateral-esquerdo Juan e o volante Rodrigo Souto, suspensos. Sem alternativas, o técnico Paulo César Carpegiani fez várias improvisações com o que tinha no banco de reservas: o zagueiro Luis Eduardo foi preencher buraco na lateral-esquerda, o (então) meia Ilsinho foi deslocado para a lateral-direita, o garoto Bruno Uvini segurou a bomba na zaga junto com Xandão e o também garoto Rodrigo Caio, de 17 anos, fez sua estreia - na fogueira - para compor um trio de volantes junto com Wellington e Carlinhos Paraíba. Depois que este último foi expulso, ainda no primeiro tempo, o Corinthians iniciou a etapa final arrasador e enfiou 5 x 0 no São Paulo, para delírio dos mais de 30 mil torcedores alvinegros que lotaram o Pacaembu. Naquele ano, o time de Tite seria o campeão brasileiro.

Ricardo Goulart já fez 8 gols e vai 'babando' pra cima do S.Paulo
Hoje, 9 de outubro de 2013, o São Paulo se prepara para entrar em campo contra o Cruzeiro, fora de casa, com desfalque de três titulares: o goleiro e capitão Rogério Ceni, suspenso, o atacante Luís Fabiano e o zagueiro Antônio Carlos, ambos contundidos. Outros dois que também são escalados quando estão em condições, o zagueiro Rafael Tolói e o volante Denílson, seguem no estaleiro. Por isso, além de escalar o goleiro reserva Denis (que, na última vez que jogou, tomou um frangaço por baixo das pernas, na derrota por 1 x 0 contra o Milan, na Alemanha), o técnico Muricy Ramalho terá que recuar o volante Rodrigo Caio novamente para a zaga, remendar o meio com o (encostado) volante Fabrício e apostar em dois atacantes que não costumam jogar juntos, Aloísio e Ademilson. É assim que o Tricolor vai à Belo Horizonte enfrentar o líder absoluto do campeonato, 11 pontos a frente do segundo colocado, 58 gols marcados e vindo de uma sequência de 12 partidas invicto (11 vitórias e só 1 empate). O Cruzeiro é praticamente o campeão deste ano. E o Mineirão estará abarrotado...

OH, DEUS, TENDE PIEDADE DE NÓS!!!

3 comentários:

Moriti disse...

Marcão, seu pessimismo não se confirmará por uma simples razão: não é só o time do São Paulo que é meia-boca, mas todos os elencos (alguns, um pouco menos meia-boca, mas meia-boca), como mostra esse campeonato horroroso. A rodada de ontem foi o exemplo mais bem acabado disso.

Abraço.

Marcos Futepoca disse...

Essa tese do "campeonato medíocre" é a bola da vez, até o Juca Kfouri encampou (ah, como deve ser bom ser palpiteiro remunerado! - rsrs). No meu entender, esse campeonato não é mais fraco nem mais forte do que NENHUM dos outros disputados em pontos corridos desde 2003. É mais do mesmo. Mas a mídia esportiva (ah, a mídia esportiva!) tem que inventar alguma coisa, de vez em quando, pra variar a teorização sobre o nada - que é exatamente o que eu faço aqui no Futepoca... rsrsrs

No São Paulo, a primeira tese, no início do ano, foi a de "melhor elenco do Brasil". Depois, com os fracassos, a tese foi a do "legado zero" do Ney Franco. Depois, com Autuori, foi a do "preparo físico ruim". E agora, com Muricy, é a do "plantel insuficiente". O pior é que alguém lança a tese e TODOS os meios de comunicação de esportes "compram" a pauta, batendo insistentemente naquilo, até que algum fato a contradiga e ela seja abandonada. Mais do mesmo...

Apesar de reconhecer que Ganso mudou da água pro vinho nos últimos meses, jogando sério e sendo muito útil (apesar de irregular), me surpreendi várias vezes com certo "coro orquestrado" na mídia em seu favor. Toda análise de jogo do São Paulo (vitória ou derrota) exaltava Ganso, tivesse ele atuado bem ou não. Quando jogava mal, aliás, sempre tinham desculpas: "Não jogou nada, mas tem potencial etc". Tudo bem, ele é craque e merece confiança. Mas nenhum outro jogador do São Paulo tem merecido tanta "mão na cabeça".

Enfim, o que importa é que faltam só 4 vitórias. Tomara Deus que o São Paulo faça sua parte em casa, pelo menos, contra Náutico, Flamengo, Botafogo e Coritiba. Vamo, São Paulo!

Moriti disse...

Então, Marcão, nem creio que a mídia esportiva defenda tanto a coisa da fraqueza do atual certame, aliás, nem dos outros. Alguns veículos até mencionam, mas não vejo tanto assim. Até porque, por exemplo, Globo, Band e as tvs fechadas que transmitem a competição não teriam o menor interesse em desvalorizar o produto que exibem.

Itens interessantes de analisar: calendário e rendimento de longo prazo. É só conferir a média de jogos nos últimos anos entre algumas das principais equipes brasileiras e ver o quanto isso influencia na queda de produção. É o longo prazo e o acúmulo que destroem atletas e acabam com qualquer possibilidade de planejamento, já tão em falta na maioria dos clubes brasileiros. As comissões técnicas vivem de recuperar atletas e não de preparação de fato.

A disputa por baixo, a tabela achatadíssima, nesta edição, são fatores causados pelo desgaste e falta de preparação, que se acentuam ano após ano.