Outro dia postei aqui sobre as pretensões eleitorais de Kiko, da bandinha KLB, pelo DEM, e de Jean Wyllys, ex-Big Brother, pelo PSol. Pois o site Congresso em Foco traz uma lista com outros famosos que devem tentar uma boquinha em Brasília:
Romário (PSB), ex-jogador de futebol
Edmundo (PP), ex-jogador de futebol
Dedé Santana (PSC), humorista de Os Trapalhões
Netinho de Paula (PCdoB), cantor e apresentador
Sérgio Malandro (PTB), humorista e apresentador
Márcio Braga (PMDB), cartola do Flamengo
Vanderlei Luxemburgo (PT... de Tocantins), técnico de futebol
Vampeta (PTB), ex-jogador de futebol
Sérgio Reis (PR), cantor e ator
André Gonçalves (filiado ao PMN), ex-Casa dos Artistas
Kleber "Bambam" (PTB), ex-Big Brother
Maguila (PTB), ex-boxeador
Eduardo Braga (PTB), filho do cantor Roberto Carlos
Pesquisadores do Keogh Institute for Medical Research, da Austrália, garantem que os homens que costumam tomar alguns drinques com regularidade têm melhor desempenho sexual do que aqueles que nunca tomam bebidas alcoólicas. Eles advertem, porém, que tomar um porre pode ser um tiro pela culatra. Ou seja, o segredo para ser bom de cama está em consumir bebidas com moderação. O estudo, realizado com 1.580 manguaças, mostrou que aqueles que bebiam até 5 doses por semana (porção considerada moderada) tinham uma vida sexual mais ativa e satisfatória do que os que não bebiam nunca ou aqueles que exageravam. Só que, mais uma vez, eu pergunto: quem consegue beber só isso?
Segundo o médico Kew-Kim Chew, coordenador da pesquisa, a incidência de problemas de ereção era 30% menor naqueles que tinham o hábito de beber alguns drinques por semana. Ele explica que a bebida alcoólica em doses moderadas pode ajudar a desinibir e melhorar a função circulatória, que está diretamente ligada aos problemas de ereção. Foram avaliados na pesquisa alcoólatras, homens que bebiam as doses recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), os abstêmios e aqueles que não bebiam nada durante a semana, mas exageravam no fim de semana.
Minutos antes do início de Santos x Ituano, no estádio do Pacaembu, o locutor anuncia os times. "Ituano; camisa 1, Saulo". Logo começam os comentários entre os torcedores: esse Saulo do Ituano.. é ele? É aquele!? Alguém confirma que, sim, é ele, é aquele. É aquele Saulo.
O "aquele" tem sua razão de ser. Saulo é um goleiro que foi revelado pelas categorias de base do Santos. Assumiu a titularidade em um período complicado para o time, o segundo semestre de 2005. Fez alguns jogos razoáveis e chegou a ser querido pelos torcedores. Mas de repente começou a decair. A jogar mal. A entregar partidas. Até que foi o protagonista - pelo lado peixeiro, é claro - do maior vexame da história recente do Santos.
Sua atuação catastrófica naquela partida não foi a única coisa que fez com que ele fosse digno de atenções maiores na tarde-noite de hoje. Mais que isso, o que se destacou foi a postura que Saulo adotou quando esteve na Vila. Sabe o que se fala de jogadores como Léo Lima, aquele papo do "se ele jogasse metade do que pensa que joga, estaria na seleção"? Pois é, vale o mesmo para o tal Saulo. Enquanto atuou no Santos, tinha uma atitude que sugeria a quem o visse em campo que estava ali o sucessor de Gilmar dos Santos Neves e Rodolfo Rodriguez - ou até mesmo uma soma, e melhorada, dos dois. O ápice disso tudo se deu no início de 2006, quando, em uma ação ao mesmo tempo revoltante e risível, Saulo processou o Santos por ter sido... colocado na reserva. É, isso mesmo: um jogador movimentando o judiciário nacional por ter sido preterido por outro atleta.
Tudo isso fez com que o desenrolar da partida adquirisse um contorno especial. Todos os santistas presentes no Pacaembu esperavam uma vitória, alguns até já visualizavam uma goleada; mas ninguém, ao menos inicialmente, pensava em fazer Saulo buscar oito vezes a bola dentro do gol.
Mas à medida que o jogo foi correndo, esse passou a ser o objetivo - dos torcedores, é claro. Ao final do primeiro tempo, quando o placar mostrava o Santos enfiando 4x1 em um Ituano desorientado e com um jogador a menos, só o que se ouvia no Paulo Machado de Carvalho eram gritos como "aí, Saulo! só faltam três!", e variantes.
Quando veio o sétimo gol, o santista se sentiu relativamente vingado. O oitavo, um peru histórico, foi um banho de alegria na alma. E o nono, originado em um lance que resultou na expulsão do próprio Saulo, foi um regozijo único. A ponto da coisa já ter virado brincadeira e santistas reclamarem da expulsão de Saulo. Eu, também no estádio, dizia que não me incomodaria muito em ver a cobrança de André sendo defendida pelo jogador improvisado que estava no gol - tudo para que ficasse ainda mais evidente o papelão de Saulo.
No fim das contas, registro que o ocorreu no Pacaembu hoje foi a maior humilhação de um jogador profissional que vi na vida. Porque não foi um time, uma torcida, uma nação a ser pisoteada; foi, sim, um só atleta.
O título desse post é uma referência a um marco da cultura latino-americana, que como poucos falou sobre a questão da vingança. E, ao mesmo tempo, é pra deixar claro que a vingança dos santistas não foi plena - ela só acontecerá caso derrotamos o mesmo adversário, com placar igual ou superior ao ocorrido em 2005. Mas já garantiu uma certa dose de diversão.
PS: aos leitores do Futepoca, cabe um esclarecimento. Os dois posts seguidos sobre Santos 9x1 Ituano se devem a diferentes razões de ser de cada texto. O Glauco fez uma análise precisa do jogo; eu tô apenas desancando coisas de torcedor. Usem os comentários para falarem sobre vinganças no futebol, tenho certeza que vocês têm boas histórias pra contar.
Antes de falar da partida em si, é preciso apresentar a campanha do Ituano antes do jogo contra o Santos. Era o 11º colocado do Paulista, a 3 pontos do Palmeiras, clube com o qual empatou em 3 a 3. A defesa do interior, inclusive, era melhor que a do clube do Palestra Itália, 21 gols sofridos contra 26. O São Paulo só superou o Ituano, no Morumbi, por 1 a 0 com um gol de pênalti.
Acho que está claro que o Ituano não é um Naviraiense. E olha que assustou o Peixe a um minuto de jogo, com uma falta na qual João Leonardo recebeu a bola em jogada ensaiada. Rodrigo Mancha foi enganado na marcação e o Santos sofreu o gol. No lance, duas lições. Primeiro, que não basta colocar um marcador “de ofício” na equipe para melhorar a defesa. Mais importante é saber ocupar espaços atrás, acuar o adversário e fazê-lo com que se preocupe mais em se defender do que atacar. Um volante a mais no time, junto com Arouca, não evitou o gol do Ituano.
A segunda lição foi para o próprio rubro-negro de Juninho Paulista. Não se cutuca a onça com vara curta. Se o Peixe poderia levar o jogo em banho-maria, o fato de sair atrás no marcador fez com que os meninos peixeiros acelerassem a partida. Uma, duas, três oportunidades. E tome falta do Ituano, como tem sido comum no comportamento dos rivais que se deparam com o Santos. Aos 14, veio o empate com André. A virada anunciada só aos 27, na falta que originou a justa expulsão de Carlos Eduardo, que tomou o segundo amarelo. Ganso marcou na cobrança de Marquinhos, seu companheiro de armação.
Depois, veio o terceiro. E o quarto. Após o intervalo, o Alvinegro voltou mordendo, marcando pressão na saída de bola do adversário. Não adianta ficar aqui descrevendo a partida ou os gols. Melhor vê-los. O Ituano teve mais dois atletas expulsos (justamente), mas o Santos já havia feito o oitavo gol quando isso aconteceu. E o santista Wesley também recebeu seu vermelho no fim da partida.
Mesmo assim, vão dizer que o Ituano é fraco, que jogou com um a menos a maior parte do tempo... Mas, se o santista ouvir isso de algum rival, pergunte a ele qual foi a última vez que ele viu seu time vencer alguém fazendo nove gols. E olha que isso aconteceu dez dias após uma vitória por dez gols. Ainda se pode acrescentar que o Alvinegro jogou sem duas das três principais estrelas do time, Neymar e Robinho. Mas nada convencerá os céticos. Azar o deles.
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Escrevi um texto sobre as meias verdades que seriam ditas após a derrota para o Palmeiras que uma das assertivas falsas era de que “O Santos vai ‘perder o encanto’ e o Palmeiras vai ‘desencantar’”. O Porco foi derrotado pela Ponte Preta em casa e o Santos fez o que fez. Os rivais, e também os santistas, precisam parar de se precipitar.
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Conversando com a amiga Bia depois da vitória sobre o Naviraiense na Vila Belmiro, ela dizia que um garoto que presenciou aquela vitória no estádio jamais deixaria de ser santista. Ontem, quem viu no Pacaembu a vitória peixeira vai ter uma lembrança inesquecível. E é esse o ganho que não pode ser medido, mas que é obtido pelas apresentações espetaculares do Santos.
Não são necessariamente os resultados que conquistam o coração de um torcedor. E foi assim que um clube praiano, de uma cidade média, um “time de bairro” como disse José Roberto Torero uma vez, virou grande mesmo sem ser de uma capital do país. O Santos sempre conquistou fãs pela capacidade de fazer sonhar. Que continue assim.
A Ponte Preta não jogou para vencer, mas para não perder. Conseguiu sair do jogo com o melhor resultado. Depois de três vitórias consecutivas, o Palmeiras voltou a perder. De novo no Palestra Itália, por 2 a 0. Os visitantes ainda desperdiçaram um pênalti, defendido por Marcos, o Goleiro. Por isso, o revés por dois tentos saiu barato para um time que criou só no primeiro tempo e bobeou demais quando sofreu ataques campineiros.
Com o resultado, as chances de classificação no Paulista voltam a se afastar, possivelmente de forma definitiva – quatro ou mais pontos a quatro rodadas do fim.
Até 30 minutos do segundo tempo, estava zero a zero. Bastou esse tempo para Diego e Finazzi marcarem, com uma diferença de seis minutos. Nos acréscimos, o mesmo Finazzi perdeu o pênalti. O time verde minguou.
É só um time marcar melhor que a capacidade ofensiva se dissolve. No primeiro tempo, foram mais lances, obrigado boas defesas do goleiro rival. Mas depois, faltou o técnico Antonio Carlos Zago buscar alternativas com mexidas no time. As mudanças só vieram depois de o Palmeiras estar atrás no marcador. Tarde demais.
Passou da hora de começarem as obras da arena para, quem sabe, desenterrar os sapos debaixo do gramado. Ou permitir que o time jogue em outro estádio, onde tem se saído melhor.