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segunda-feira, julho 22, 2013

Visita do Papa: Joaquim Barbosa não cumprimenta Dilma. Quem ele lembra?

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Deu no Blog do Rovai (veja aqui). Na recepção ao Papa Francisco, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, cumprimentou o chefe religioso e ignorou solenemente a presidenta da República, que apresentou o ministro ao pontífice. A atitude me fez lembrar alguns momentos da história brasileira.



José Sarney não recebeu a faixa presidencial do último presidente da ditadura militar, João Baptista Figueiredo, que não tinha muito apreço pelo povo, pela democracia e muito menos por ritos institucionais. Já Sarney entregou a faixa a Fernando Collor. Muita gente tinha dúvidas se o então presidente estaria presente na cerimônia de posse a seu sucessor. Ele havia sido criticado por todos os candidatos à presidência, em menor ou maior grau, mas o presidenciável do PRN ia muito além da crítica. Cansou de desancar o mandatário não economizando no palavreado chulo e nos palavrões em comícios, tendo chamado Sarney de filho da p... e mais alguns termos nada elogiosos.  Achava que, sendo a "voz do povo", conseguiria amealhar votos.

Sarney entregou a faixa a quem cansou de xingá-lo

A postura pouco republicana de Figueiredo, que evitou se encontrar com um desafeto, e também a de Collor, podem ser identificadas na atitude de Barbosa. Do primeiro, tem o gosto pelo autoritarismo e a dificuldade em conviver com as diferenças, o que já se mostrou em inúmeras outras ocasiões. Do segundo, tem o oportunismo de fazer da falta de cortesia arma de propaganda política para si. Lamentável.

1 comentários:

Marcos Futepoca disse...

Não me surpreendeu. Mas é curioso observar como essa atitude ecoou (propositadamente?) o ódio demonstrado nas ruas contra a presidenta. Na Praça do Patriarca, Centro de São Paulo, por exemplo, fotografei a pichação "Dilma sapata" (já apagada) e ainda é possível ler, na fachada de uma igreja, "Dilma puta" e "Dilma vaca". Quem escreveu essas coisas deve ter aplaudido de pé a recusa do cumprimento de Joaquim Barbosa. E às vezes eu penso que ele sabe disso...