Destaques

terça-feira, março 23, 2010

Serra não apita nada

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Enquanto a mídia paulistana abafa o tiroteio interno do PSDB estadual, com o potencial candidato a governador Geraldo Alckmin se estranhando com os desafetos Alberto Goldman (atual vice-governador) e Aloysio Nunes Ferreira (secretário de Governo), o futebol proporciona mais uma bola fora do (des)governador José Erra, digo, Serra. Ao receber a seleção da África do Sul, que é treinada por Carlos Alberto Parreira e faz uma série de amistosos no Brasil, o tucano procurou fazer gracinha ao tentar tocar uma vuvuzela, corneta usada por torcedores (foto abaixo, de Ricardo Trida/Diário do Grande ABC/Agência Estado). Primeiro, esqueceu de tirar a proteção do bocal. Depois, encheu o pulmão de ar e assoprou. Nenhum ruído. Após uma demonstração bem sucedida do ex-jogador Cafu, Serra fez mais uma tentativa. Ouviu-se um leve assovio - seguido de muitas gargalhadas da delegação sul-africana, da plateia e dos jornalistas. O (des)governador fingiu que achou graça.

Som na caixa, manguaça! - Volume 51

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CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO
(Mirabeau Pinheiro/ Lúcio de Castro/ Héber Lobato/ Marinósio Filho)

Colé e Carmen Costa

Você pensa que cachaça é água?
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida
Arroz, feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não

Pode me faltar amor
Disto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça

(Do 78 R.P.M. "Cachaça"/"O bode tá solto", Copacabana, 1953)

segunda-feira, março 22, 2010

Cervejas ruins, companheirismo manguaça e prestação de serviço

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Por Moriti Neto

   Demorei pra escrever este post pelo trauma. Recentemente, num final de semana, estava em Atibaia, e fui a um bar daqueles com “cara de casa”, onde o próprio manguaça se serve da cervejada à disposição. E bota cerveja nisso. Tem pra tudo quanto é gosto. De vários cantos do Brasil e doutras nações produtoras da gelada. Normalmente, todas de muito bom gosto. Normalmente.

Eis que, naquele sábado fatídico, os proprietários resolveram “inovar”. Eram duas cervejas vindas de Canoinhas, município de Santa Catarina. Produzidas, como informavam os rótulos, artesanalmente. Peguei a primeira, a Nó de Pinho (à esquerda). Escura. Muita espuma. Doce ao extremo. E aguada. Parecia tubaína com álcool. Por sorte, minha companheira, sempre solidária, principalmente nas causas manguaças, auxiliou na tarefa árdua. Bebemos a garrafa toda.

Então, não satisfeito com a experiência inicial, resolvi provar a outra artesanal catarinense. Tinha que tentar de novo. Não sei o motivo, mas meu subconsciente gravou que cerveja artesanal não pode ser ruim. Como a primeira não caiu legal, achei correta a segunda chance. Aí, veio a Jahu (à direita). Também cheia de espuma. Igualmente aguada. E parecendo álcool de limpeza gaseificado. A companheira, de novo, não me abandonou. A prova, nesse caso, já não era de solidariedade manguaça, mas de amor inconteste. Tomamos, aos trancos e solavancos na garganta, a dita cuja inteira.

Naquelas alturas, procuramos no freezer do bar opção mais agradável. Uma Serramalte salvaria a situação. No entanto, tarde que era, só restava Original. Ainda assim, era um oásis. Abrimos, bebericamos alguns goles e... Travamos a goela (e não a biela). Não desceu. A garrafa ficou pela metade e resolvemos ir embora. Na saída, a dona do bar diz: “uma Original e aquelas duas esquisitas?”. Por que não avisou antes? Ainda bem que era um bar de amigos... 

Os pinguços de Canoinhas que me desculpem, mas a Nó de Pinho (que poderia muito bem se chamar “Nó na Garganta”) e a Jahu, além de serem ruins de beber, impossibilitam aos manguaças sorverem qualquer outra cerveja após experimentá-las. Ao menos, no cômputo geral, recebi mostras de amor e solidariedade e ainda posso prestar um serviço à comunidade ébria.

A um passo do Manguaça Cidadão

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O governo federal estendeu aos funcionários comissionados do Executivo o ressarcimento dos gastos com combustível para aqueles que utilizam seus próprios veículos no trabalho. A oposição apelidou o benefício de "Bolsa Combustível". Olha aí: na linha dos inflamáveis, chegou a hora de retomar o projeto Manguaça Cidadão, bandeira social hasteada pelo Futepoca como complemento do Bolsa Família. Vai encampar, Dilma?

Lula recomenda: 'Troque chimarrão por uísque e cachaça'

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Esse é o meu presidente: em vídeo para parabenizar o ex-ministro da Justiça Tarso Genro por seus 63 anos, Lula recomendou ao pré-candidato do PT ao governo gaúcho que troque o chimarrão por uísque "de qualidade".

- O Tarso é um baita de um companheiro, mas é um companheiro polêmico. Em vez de chimarrão, Tarso, tome um belo de um uísque de qualidade, tome uma cachaça de qualidade, tome uma caipirinha.

O vídeo, de três minutos, foi exibido na noite de sábado em Porto Alegre, no jantar de comemoração do aniversário de Tarso Genro. Será que ele obedeceu Lula?