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segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Som na caixa, manguaça! (Volume 7)

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Mulher, patrão e cachaça


Adoniran Barbosa
(Composição: Osvaldo Moles – Adoniran Barbosa)

Num barracão da favela do Vergueiro
Onde se guarda instrumento
Ali, nóis morava em três
Meu violão da silveira e seu criado
Ela, cuíca de souza
E o cavaquinho de oliveira penteado

Quando o cavaco centrava
E a cuíca soluçava
Eu entrava de baixaria
E a ximantada sambava
Bebia, saculejava
Dia e noite, noite e dia

No barracão, quando a gente batucava
Essa cuíca marvada, chorava como ela só
Pois ela gostava demais do meu líti
Que bem baixinho gemia
Gemia assim, como quem tem algum dodói
Tudo aquilo era pra mim
Gemia e me olhava assim
Como quem diz "-Alô, my boy"

E eu, como bom violão
Carregava no bordão caprichado sol maior
Mas um dia, patrão, que horror
Foi o rádio que anúnciou com o fundo musical
Dona cuíca de souza
Com cavaco de oliveira penteado se casou

E deu uma coisa na claquete
Eu ia pegá o cavaco
E o pandeiro me falou:
"-Não seja bobo, não se escracha
Mulher, patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha"

"-Não seja bobo, não se escracha
Mulher, patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha"
(Do LP "Adoniran Barbosa", Odeon, 1975)

2 comentários:

Joker disse...

Tem uma composição mais simplória e mais moderna que me acompanha nos butecos e viroscas por onde vou:
Risca Faca

Composição: Biguα/ Pepe Moreno

De bar em bar
De mesa em mesa
Bebendo cachaça,
Tomando cerveja.

De bar em bar
De mesa em mesa
Bebendo cachaça,
Tomando cerveja.

Foi assim...
Que eu te conheci.

Olha que
Foi no risca faca
Que eu te conheci
Dançando...
Enchendo a cara
Fazendo farra
To nem ai...

Foi no risca faca
Que eu te conheci
Dançando...
Enchendo a cara
Fazendo farra
To nem ai...

Marcão disse...

Putamerda, outro dia eu tava atravessando a Teodoro Sampaio, lá perto do Largo da Batata, e essa música aí (Risca Faca) tava tocando a todo vapor dentro das Casas Bahia!