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quarta-feira, agosto 12, 2009

Jogo de líderes (versão atleticana)

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A partida foi emocionante. Não sei se pelas qualidades ou pelos defeitos dos dois times. O primeiro gol do Galo foi em falha de Marcos. O gol do Palmeiras uma falha coletiva da defesa do Galo, com a bola indo de um lado para o outro. Mas o lance decisivo foi o pênalti perdido por Renan Oliveira, ou defendido por Marcos. Depois Cleiton Xavier perdeu praticamente um pênalti sozinho na frente do goleiro chutando por cima do gol.


Mas falar só dos erros não faz jus ao jogo, emocionante, extremamente disputado, o que mostra por que os dois times estão na parte de cima da tabela. Houve diversas chances e poderia ter dado qualquer resultado.

Aí vem o antes e depois do jogo. Tinha medo do menino que estreava no gol do Galo, Bruno, 21 anos, entrando numa partida decisiva. e confiava demais no Renan Oliveira, com seus 19 anos, no lugar do Tardelli. Bruno fez pelo menos duas defesas impressionantes. Renan perdeu o pênalti e depois disso não acertou mais nada. Não se pode queimar o menino, mas ele precisa também criar personalidade. Do lado do Palmeiras, Marcos falhou no primeiro gol e depois se redimiu na defesa do pênalti. Todos lances de uma partida épica, com erros e acertos de seus personagens.

O Palmeiras, com todos os méritos, deve ser campeão do turno, mas o Galo vai para a disputa pelas quatro posições da Libertadores até o final do campeonato.

Agora, Tardelli fez falta na hora de bater o pênalti. Fora, Dunga... Brincadeira.


Para ler o lado palmeirense, clique aqui.

9 comentários:

Anselmo disse...

achei um belo jogo. Claro que é belo dentro do nível do futebol que se joga no campeonato. mas foi disputado, corrido.

acho interessante que os atleticanos têm motivos pra lamentar o resultado por um pênalti mal batido (e pela ausência de tardelli). mas pelo que foi o final do jogo, com celso roth aproveitando uma contusão pra recuar o time diante do crescimento alviverde, tbem acho que o palmeiras poderia ter saído vitorioso.

sobre o primeiro turno, o santos ou o atlético ainda precisam parar o Inter pra definir as coisas. Do contrário, os colorados é que faturam.

Maurício disse...

Acho justo que o primeiro turno fique com os colorados. Mas eles vão ter que ir buscar.

fredi disse...

Maurício, o Inter, nos jogos que vi, não está tudo isso também não...

Tem mais elenco que Atlético e Palmeiras, mas precisa provar em campo...

Ainda bem que com o desmanche do Corinthians, o senhor achou um time para torcer (rs).

Maurício disse...

Olha, quem achou um time pra torcer foi o senhor, Frédi. Pelo menos, desde que eu te conheço.

fredi disse...

Aí, temos divergências.

Não importa a fase, mesmo no rebaixamento, na segunda divisão, seja onde for, sempre torci pelo Galo.

A exceção é nas vezes que torci para quem jogava contra o Cruzeiro.

Agora, a provocação refere-se apenas ao fato de o senhor achar que o Inter vai atropelar os times que fizeram aquele joguinho de ontem.

Jason Urias disse...

Pessoal,

nós lá do FEF temos uma visão sobre o jogo parecida com a do Anselmo.

O Celso Roth definiu muitíssimo bem a partida: "um jogo de xadrez".

Leandro disse...

Não é a primeira vez que Marcos se adianta escandalosamente sob o silêncio reverenciador do grosso da mídia esportiva.
O goleiro consolidou sua imagem de bom moço, de boa praça, de sujeito engraçado, e isso parece influir demais até na verificação desses lances de aspecto meramente técnico.
Tudo bem que a concorrência com gente do naipe de Felipe, Fábio Costa e, sobretudo, Rogério Ceni, ajuda muito. Não é difícil ganhar disparado o selo de bom caráter com concorrentes como estes citados, e aí fica fácil esquecer as vezes em que o penta-campeão tripudiou sobre times e torcidas adversárias, com direito até a cafezinho no meio do jogo.
E o que é pior: O título honorário e perpétuo de bom rapaz parece gravitar não só no subconsciente da crônica e de muitos torcedores, mas também dos apitadores e bandeiras, pois a conivência com as adiantadas dele em tudo que é penalidade já beira o surreal. Me sinto como na história em que o rei está nu...
É lógico que a relação do time com diversos setores da mídia também acaba influindo. Basta lembrar das recentes campanhas de vilanização que vitimaram o corinthiano Tevez e que hoje vitimam o corinthiano Ronaldo. E em decorrência disso temos um processo de ação e reação que faz com que estes jogadores não vão a certos programas esportivos, coisa que, por sua vez, traz o recrudescimento do processo de vilanização, que fatalmente reflete também no comportamento da arbitragem. Reflete nos bastidores.
De certo que hoje o beatificado (em todos os aspectos) "São" Marcos é o menos culpado por tudo isso. Também sofreria este mesmo processo que visaria torná-lo vilão entre os vilões se jogasse no outro "demoníaco" parque.
As traves esmeraldinas estão pra lá de protegidas, por este muito bom goleiro e pela imagem apenas parcialmente verdadeira que se construiu acerca dele, inclusive na cabeça daqueles que compõem os trios de arbitragem.

Anselmo disse...

Marcos se adiantou.

Marcos sempre se adianta.

Marcos sempre diz que se adianta.

Marcos é fumante. Bebe sempre que pode. Não faz a barba e não tem nada de bom moço.

Não me lembro de ter visto pênalti defendido por Marcos em que algum comentarista de arbitragem apontasse isso.

Nas reportagens sobre os jogos, a não ser que a adiantada gere polêmica, não é costume citar esse evento em relação a goleiro nenhum.

Mas realmente nao vejo Marcos com título de "bom rapaz". Por assumir seus erros (e malandragens) em campo, se elogia o profissional.

Enfim, discordamos...

Glauco disse...

Acho que há uma confusão. Marcos não é "bom rapaz", é "gente boa", que são conceitos totalmente diferentes (graças a deus). O cara parece que é daqueles que dá pra tomar uma no bar, por isso é popular.

Quanto ao fato de se adiantar nos pênaltis, Dida fazia isso também e ninguém falava nada, só mencionava que era um baita pegador de penalidades. Mas ninguém chega aos pés no quesito "adiantamento" de Doni e Ceni, campeões absolutos na modalidade.