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domingo, maio 30, 2010

Vitória que dá moral (visão corintiana)

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Trabalhando num congresso nesse fim de semana, ouvi a excelente vitória do Corinthians sobre o Santos, 4 a 2. Os (muitos) gols do clássico, que parece ter sido um jogaço, foram marcados, na ordem, por Jorge Henrique, Bruno César (!), Ralf (!) e Paulinho para o Timão, enquanto os centroavantes André e Marcel fizeram para o Peixe.

Não tenho condições de falar muito sobre o jogo, mas sei que o Timão começou pressionando e marcou cedo. Pelo que entendi, depois disso recuou e tomou sufoco durante toda a primeira etapa, mas saiu ileso.

Sei também que tomou o empate logo na volta do intervalo – e que fez o segundo menos de um minuto depois. E novamente de acordo com meu entendimento, avançou o time e pressionou o Santos na maior parte da segunda etapa, chegando à goleada (cabe discussão sobre o critério para definir uma goleada, mas enfim.

A exclamação no gol de Bruno César se refere ao belíssimo começo do meia no Parque São Jorge, com um meio gol na partida passada (foi contra, mas não sei se o juiz assinalou pra ele) e um inteiro hoje. Parece que jogou bem de novo. Já o destaque para Ralph é porque, segundo o Mauro Beting, o dele foi um golaço - e ele não é muito dessas coisas de driblar, fazer gol...

Enfim, vou tentar ver algum teipe da partida e comento mais depois. No momento, é só comemoração pela primeira vitória convincente no Brasileirão, pelo time ter resolvido jogar pra frente e por ter encontrado opções para a armação das jogadas. Ah, e pela liderança, com 13 pontos, que se mantém. Alvíssaras!

8 comentários:

Elder disse...

O Ulisses Costa me enganou também, achei que tivesse sido um golaço. Nem foi tanto assim, a defesa do Santos praticamente dormiu.

Mas isso não tem a menor importância.

Thalita disse...

eita! qdo o pessoal tah feliz, escreve post mesmo sem ter visto o jogo! hehehe

Anônimo disse...

kd o neymar? Ganso? Não os vi, acho q devem ter viajado com a seleção para a Àfrica...

Santástico. Só se for em sonhos.

Essas menininhas dos santos agora já sabem como se joga futebol de homem. Venceram o título paulista por pura sorte.

Anselmo disse...

opa!
que preconceito é esse contra quem escreve post sem ver jogo?

agora, a vitória sobre o santos era realmente uma necessidade pros corintianos. sem isso, eles sentir-se-iam pessoas menos importantes.

não foi o caso, e fica tudo isso no condicional.

pra mto dos corintianos, o alvinegro paulistano poderia deixar a competição agora que taria tudo bem.

e cadê os corintianos que se indignavam com as dancinhas? eles tinham que reclamar do goleiro felipe fazendo a varinha de pescar na hora de comemorar gol.

se pelo menos a turma aprendesse que futebol é legal pra se divertir e que tem q ter espaço pra tudo isso, menos mal.

Leandro disse...

Então, aqui vai um pequeno e despretensioso relato de quem viu a partida "in loco".
Já no caminho para o Pacaembu eu ouvia pelo rádio aterradores discursos que se repetiam desde quinta-feira, no sentido de que hoje poderia ser o dia do Santos devolver os 7x1, que se tem uma equipe que pode fazer isso é o Santos, que era amplamente favorito mesmo jogando no Pacaembu lotado, que deveria dar lençol, espetáculo, colocar na roda, prender e arrebentar...
Um favoritismo amplo, geral e irrestrito, tal qual a anistia outrora exigida, e conquistada por meio de lutas populares com as quais justamente o Corinthians está ligado até a medula. (Só para não perdermos o contexto político deste Blogue)
Tudo bem que, com o futebol geralmente covarde que o time de Mano apresentou no segundo tempo do jogo em que levou o gol do Flamengo e nas primeiras partidas do Brasileirão, estas conjecturas até tinham algum sentido, mas era possível perceber no ar que vinham temperadas com enormes pitadas de anticorinthianismo, numa torcida pra lá de mal disfarçada para que tal ocorresse.
Iniciado o jogo, e com um gol logo de cara, me ocorreu que o primeiro tento, nos primeiros minutos, seria o grande mote para o Corinthians manter a vantagem no marcador por um bom tempo, se não até o final, desde que marcasse bem, que é o que seu treinador mais gosta de fazer, já que, se saísse em desvantagem, a exemplo do que poderia ter ocorrido contra o Fluminense, e que, de certa forma ocorreu contra o Flamengo na Libertadores, a coisa ficaria bastante complicada para levar os três pontos. O time insiste em jogar absolutamente retraído com qualquer vantagem, disso todos sabemos, mas agora não contava sequer com Ronaldo como atacante de referência, útil e capaz de causar problemas à defesa adversária mesmo quando "bichado" e sem bons maestros para municiá-lo.
O Santos empatou, e aí foi o momento de conferir se minha preocupante hipótese se concretizaria, mas, felizmente, Bruno César, novamente inspirado, conseguiu afastá-la.
E com a confiança que o rapaz do Santos André vinha ganhando e que se consolidou depois do gol de desempate, os avanços em contragolpe orquestrados por ele, por Roberto Carlos e por Elias (que finalmente voltou a jogar um futebol aceitável), passaram a ser convincentes como há muito não eram.
Danilo esteve mais uma vez bisonho, o Santos teve mais posse de bola no primeiro tempo, com uma grande possibilidade de gol, e com um gol mal anulado. As opacas atuações de Ganso, Leo, André e Neymar não possibilitaram que o time do litoral produzisse mais, e nem deu para conferir como poderia produzir sem a obrigação de "correr atrás do marcador", já que empatou no início do 2º tempo mas levou o desempate logo a seguir.
Diante deste quadro, não fosse a falta de um clone de Bruno César no lugar de Danilo, e de um aríete com 30% mais de inspiração/capacidade de definição, as outras três ou quatro chances claras que o time criou depois do terceiro e do quarto gols poderiam ter sido convertidas.
Mas a verdade é que, se apresentou avanços no que se refere à execução dos contra-ataques, segue devendo no que se refere à capacidade de concluí-los.
Ainda há muito o que fazer lá pelos lados do Parque São Jorge. Não nos enganemos com este resultado.

Marcio-SJP disse...

Realmente o Timão jogou como há muito não jogava!
Quanto ao gol anulado...me corrijam, mas no momento do chute, acho que era Neymar, estava em posição de impedimento...após o rebote de Felipe, este mesmo que no lance original estava impedido, pegou o rebote e deu sequencia ao lance...depois de outras disputas é que o bandeira levantou o mastro.

Gol anulado corretamente!

Nicolau disse...

Bom, sobre o impedimento, eu vi um tira-teima do Sportv apontando posição irregular de uns 40 centimetros. De qualquer forma, a jogada era bem difícil. E achei pra lá de exagerada a choradeira dos jogadores santistas depois da partida. Mas faz parte.

Maurício Ayer disse...

corintiano vendo a partida "in loco". genial!