Destaques

sábado, fevereiro 20, 2010

Galo jogou como nunca, perdeu como sempre

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Se alguém ficar em dúvida sobre o gol anulado do Tardelli, segue a imagem da hora do cruzamento.

O atacante está atrás de três zagueiros, com pelo menos um dando condições.




A partida entre Atlético e Cruzeiro foi diferente das últimas, o Galo foi melhor em mais da metade da partida, perdeu pelo menos quatro gols cara a cara com Fábio e teve gol anulado erradamente, além de pênalti a favor não marcado.

Não vou ficar falando de arbitragem, porque eles, além de ruins, não têm coragem de marcar nada contra o time dos Perrela. São ruins e covardes, problema de quem escala e de quem aceita.

O Cruzeiro, que poderia ter levado vários gols, foi mais competente na hora de fazer. Perto dos 30 do segundo tempo, entrou Roger, que decidiu num cruzamento na cabeça do zagueiro azul e um grande chute de fora da área. Aliás, méritos para Adilson Batista nas jogadas ensaiadas. Foram dois gols de cabeça de zagueiros azuis.

Vou destacar do meu lado, os cruzeirenses que façam do lado deles, mas o zagueiro equatoriano Jairo Campos fez uma partida que há muito tempo não via com a camisa branca e preta. Muriqui correu muito, criou muitas chances, mas perdeu gols incríveis.

É uma b... perder para esse time azul, claro, mas se resta algum consolo foi que o time do Galo jogou bem a maior parte do tempo e essa partida foi extremamente equilibrada. Os dois vão se classificar para as finais do campeonato e o decidirão. Aí sim, se perder de novo, minha paciência vai acabar com o Luxemburgo.

Serra contra a liberdade de imprensa

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Ué! Mas não era a Dilma a ameaça à liberdade de imprensa?

Então, de acordo com uma nota do Blue Bus (que provavelmente é o veículo mais distante de coloração política que eu poderia citar aqui), não. Uma nota publicada ontem informa que o Discovery Channel quer usar o desabamento nas obras da Linha 4 do Metrô - que matou 7 pessoas - em um documentário.
Só que o Metrô, leia-se Governo Estadual, impediu que os técnicos do IPT que trabalharam no laudo técnico da tragédia dessem entrevistas.
Abaixo, a nota completa:

O desabamento nas obras da estaçao do Metrô Pinheiros (zona oeste de Sao Paulo) em 2007 pode virar documentário no Discovery Channel. A ressurreiçao do assunto, no entanto, esbarrou na direçao do Metrô. No mês passado, produtores do canal tentaram entrevistar dois geólogos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), responsáveis pelos laudos do acidente. O instituto, que se pronunciou à imprensa na época da conclusao dos laudos, proibiu seus técnicos de falarem ao canal. Na ocasião, o Discovery argumentou ao IPT que queria enquadrar a tragédia da cratera do Metrô em um documentário sobre desastres naturais, mas, mesmo assim, nao obteve as entrevistas. O IPT, via assessoria de imprensa, diz que, para se pronunciar, depende da autorização do Metrô. Alega que há uma cláusula de sigilo em seu contrato sobre o trabalho executado no acidente da Linha 4.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Antonio Carlos? Posso me licenciar de torcer?

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O Palmeiras demitiu Muricy Ramalho e mandou vir Antonio Carlos. Apesar de só querer confirmar depois de rescindir com o São Caetano, o acusado de racismo em 2006 se credenciou atuando como cartola no Corinthians. Pelo menos é assim que Luiz Gonzaga Belluzzo o vê.

O time que impingiu uma goleada no alviverde em pleno Palestra Itália vai pagar com seu técnico por isso.

Enquanto o Futepoca aproveitou um dia de folga deste palmeirense pra uma merecida troça em forma de enquete, não gostei nada das novidades. Cogito tirar uma licença de torcedor (não de escrever a respeito), mas essas coisas eu só consigo ter certeza quando olho o time no gramado.

O Parmerista pede para não jogar pedra na Geni Antonio Carlos Zago. É o quinto treinador sob o comando de Cippulo, incluindo Jorginho.

Tenho birra com Antonio Carlos e certeza de que o problema do Palmeiras não está no banco de reservas, de agasalho e marca de plano de saúde na camisa, mas na falta de peças no elenco. Acho que o time não é tão ruim para estar em oitavo no Paulista, e tem uma parte de responsabilidade do treinador, mas que não sustenta uma troca.

Sou contra demitir treinador no meio de temporada. Mais estanho é isso acontecer duas semanas depois de um contrato de patrocínio que envolve o técnico. Mas o corpo mole demonstrado na quarta-feira indicava uma situação insustentável. Se era para mandar pra rua, que fosse em janeiro quando Jorginho ainda não tinha saído.

Pegar o líder do brasileiro e entregar a quinta colocação é diferente de ter um time pela metade e não conseguir grandes coisas no estadual. Acho menos grave. “O time não vinha jogando bem e achamos que ainda era tempo de mudança", disse Gilberto Cipullo. "Nunca tive qualquer desavença com o Muricy e também quero deixar claro que a decisão foi meramente administrativa, sem nenhum envolvimento político. Ele só foi demitido porque os resultados não apareceram. A multa pela rescisão contratual será quitada”, avisou.

Vanderlei Luxemburgo aproveitou para tirar sua casquinha e os corintianos já têm a primeira conquista do centenário: tirar sarro à vontade dos palmeirenses.

Seraphim Del Grande, ex-presidente, voltou ao comando do futebol do clube. Embora não seja do grupo de Mustafá Contoursi, ver uma figura como ele de volta preocupa. Confesso que o comportamento à lá cartola da pior espécie me deixa com medo de ter uma nova década de um dirigente como foi Mustafá.

São Paulo vence, mas será que engrena?

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Por Moriti Neto

Voltando a mandar jogos no Morumbi, após a maratona de shows musicais ocorrida por lá, o São Paulo, na noite desta quinta, venceu o Barueri (futuro Grêmio Prudentino?) por 3 a 1, de virada. Com o resultado, o time subiu para a quinta posição na tabela do Paulistão, encostando no G4, com 17 pontos.

O Tricolor teve volume de jogo, trocou bons passes e criou logo chances no início da peleja, com Jorge Wagner, aos 6 minutos, e aos 9, com Washington, que recebeu ótimo lançamento da direita, ficou cara a cara com o goleiro Márcio, mas perdeu grande oportunidade ao tentar driblar o arqueiro.

Não muito depois, veio o susto. Marcos Assunção, aos 21, em cobrança de falta e, com a colaboração de Ceni, abriu o placar. Mais uma vez, Rogério perdeu o tempo da bola e se enrolou, em nova mostra de que seus reflexos não estão em dia.

Contudo o São Paulo conseguiu manter a calma e, aos 23, Washington se redimiu do gol incrível que perdeu, e encheu o pé para empatar, depois de passe de Richarlysson.

O domínio são-paulino na partida cresceu e Marcelinho Paraíba resolveu jogar bola. Aos 38, ele fez bela jogada individual e largou Cicinho, que atuou no meio de campo, no lugar de Hernanes, que iniciou no banco, continuando o sistema de rodízio promovido por Ricardo Gomes, de frente para o gol. Mais uma boa chance desperdiçada.

Porém se os companheiros não finalizavam corretamente, Marcelinho bateu pênalti com muita categoria e virou o placar. Isso, aos 44.

Na segunda etapa, menos movimentada que a inicial, novamente foi Marcelinho Paraíba que apareceu para tornar o jogo mais agudo. Cléber Santana e Hernanes entraram para melhorar o toque de bola Tricolor, mas o nome da noite era mesmo o autor do tento da virada. Com bons dribles, passes e mais velocidade do que nos jogos anteriores, o meia atacante ainda mandou, nos minutos finais, uma cacetada no travessão do Barueri, na sequência de um passe do garoto Henrique, que entrou para substituir Washington.

Aliás, o mesmo Henrique que, aos 48, complementou bom lance de Cléber Santana, que arrancou do campo de defesa são-paulino e fez excelente assistência. A conclusão do garoto foi forte, rasteira, no canto de Márcio e garantiu seu primeiro gol na equipe profissional.

A exibição não foi de gala, mas ao menos parece que o São Paulo está com mais cara de time, de equipe com algum padrão e que jogadores importantes vão entrando em forma, exemplo de Marcelinho Paraíba. Washington continua perdendo um ou outro gol, mas dificilmente não deixa a sua marca nas redes adversárias. Cicinho ainda está fora de ritmo, Cléber Santana está em evolução e Xandão, pelo menos até agora, vem queimando minha língua e é uma surpresa boa. Faltam estrear Rodrigo Souto, Alex Silva e Fernandinho, todos previstos para o começo de março. Dagoberto, contundido, deve voltar em dez dias e Henrique, rápido e forte, pode se firmar como boa opção para o ataque.

E os dois próximos confrontos serão relevantes para mostrar se o Tricolor está mesmo engrenando. Contra o Palmeiras, no domingo, é clássico e o Verdão vem de técnico novo. Na quinta-feira, tem o Once Caldas, na Colômbia, pela Libertadores. Hora de realmente começar a perceber quem é quem no elenco.

Tem culpa eu?

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Quando a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo divulgou, no início do mês, os dados da criminalidade no estado em 2009, mostrando que a maioria dos índices piorou muito em relação ao ano anterior, houve uma verdadeira "operação abafa" para "maquiar" as informações e dizer à população (e aos eleitores) que o Serra, digo, o diabo não é tão feio quanto pintam. Prova disso foi a reverberação (séria) da estapafúrdia "justificativa" do (des)governador de que o aumento do crime foi causado pela crise econômica mundial.

Nos locais em que o aumento dos roubos foi assustador, como na região de Sorocaba, por exemplo, onde o índice subiu 60%, a SSP apressou-se a explicar que "a comparação de roubos e furtos entre os últimos trimestres de 2008 e 2009 torna-se equivocada se não levada em conta a sub-notificação". Traduzindo: ano passado os roubos e furtos não aumentaram naquela região porque, em 2008, houve o mesmo tanto de crimes mas a greve da Polícia Civil gerou menos registro de boletins. "O ‘efeito greve’ representou uma subnotificação de 21% das ocorrências", disse a assessoria da SSP.

Ué, mas não houve sub-notificação também de homicídios e latrocínios? Com a palavra, a SSP: "(esses crimes) são considerados de maior gravidade e foram registrados nas delegacias". Ah, tá! Quanta ginástica! O engraçado é que a desculpa da sub-notificação também foi usada para responder sobre o aumento de 16% dos homicídios no interior do estado - e esquecida em outros locais que tiveram queda no número de furtos e roubos. Enfim, "a ocasião faz o ladrão", um ditado muito apropriado para notícias sobre violência e criminalidade. Como listaram a Brunna e o Anselmo num comentário de outro post, no império tucano de São Paulo, a culpa da violência é da crise econômica, do caos das chuvas e enchentes é da natureza (e do povão, que joga lixo na rua), e da péssima educação pública é culpa dos professores.

Agora eu completo: a culpa dos altos índices de criminalidade é dos policiais grevistas! Ê, governo bão: não faz nada, mas não tem culpa, não!