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quarta-feira, dezembro 10, 2008

Um jogo épico e um grande camisa dez

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Hoje faz 13 anos que vi uma das partidas mais memoráveis da história recente do futebol brasileiro. E, para mim, a maior atuação de um jogador de futebol que testemunhei com a camisa 10 que foi de Pelé.

Era um domingo, 10 de dezembro de 1995. Já havia visto in loco na Vila Belmiro o Santos vencer o Corinthians por 3 a 0 e, no meio da semana; e superar o Palmeiras de Luxemburgo, no Pacaembu, por 1 a 0, com um golaço de Wagner. Esses resultados consolidariam a arrancada alvinegra rumo às semifinais do Brasileiro daquele ano. Eram 24 times divididos em dois grupos e todos jogavam contra todos, classificando-se os campeões de cada grupo no primeiro e segundo turno.

Mas, daquela vez, teria que me contentar em assistir à partida pela televisão. Era o segundo jogo da semifinal entre Santos e Fluminense. No primeiro, no Maracanã, o Peixe perdia por 2 a 1 até os 40 minutos quando, no final, levou dois gols do time carioca, terminando a partida com dois jogadores a menos (Robert e Jamelli foram expulsos). Precisaria devolver a diferença de três gols na volta para chegar à final.

A missão parecia impossível. Nenhuma equipe havia descontado uma vantagem como essa na história do Brasileirão e, nos confrontos entre os dois times até então na competição, jamais o Alvinegro havia vencido o Tricolor por mais de um gol de diferença. Além disso, o Fluminense tinha a melhor defesa do campeonato (17 gols em 23 partidas) e o campeão do Rio (com o gol de barriga de Renato Gaúcho) não perdia por tal diferença no campeonato há 28 jogos. Mas o Santos contava com Giovanni, o 10 chamado de Messias pela torcida, e que, naquele dia, de fato concretizou um milagre.

E quem deu início à histórica jornada foi o lépido atacante Camanducaia, que driblou pela esquerda do ataque e sofreu pênalti. Giovanni, sereno, cobrou e, ato contínuo, foi até o fundo da rede buscar a bola e levá-la até o meio de campo. Sabia que era preciso fazer mais. Ainda na primeira etapa, o dez recebe do meia Carlinhos, finta Alê e chuta, de bico. Novamente, vai até o fundo do gol e resgata a bola. Parecia mais que obstinado. Aparentava estar possesso.

No intervalo, o show continuava. O time não desceu para os vestiários, o técnico Cabralzinho preferiu que os atletas sentissem o calor da torcida que lotava o Pacaembu. E, aos 6 minutos, o time retribui a força dos torcedores. Giovanni toca para Macedo, que se livra da marcação e faz com a canhota. O Santos atingia seu objetivo, mas a alegria não durou um minuto. Na seqüência, Rogerinho empatou para o Fluminense e o time carioca voltava a ter uma vaga na final.

De novo, Giovanni teve que intervir. O zagueiro Alê não sabia se atrasava a bola ou saía jogando e o craque santista deu o bote, roubando a bola que, na dividida entre os dois e o goleiro Wellerson, sobrou para Camanducaia fazer o quarto. De novo, o Alvinegro estava na final. Mas o zagueiro Ronaldo Marconato acabou expulso e o time, com um a menos, se retraiu, dando calafrios na torcida.

Foi quando bola chegou no meio de campo para... bom, nem precisa dizer para quem chegou a bola. Havia dois jogadores do Fluminense marcando em cima e mais um à espreita. O Dez conseguiu, com um passe antológico de calcanhar, achar Marcelo Passos, que avançou até a entrada da grande área, limpou Vampeta e chutou no canto esquerdo de Wellerson. Segundo Odir Cunha em seu Time dos Céus, o lance, que ocorreu quase em frente ao técnico tricolor Joel Santana, fez com que o mesmo exclamasse: “Pqp... como joga esse cara!”.

5 a 1, o torcedor do Santos podia respirar mais aliviado. Ou melhor, nem tanto. Em seguida, Rogerinho de novo desconta para a equipe do Rio. Mas não dava mais tempo. Um espetáculo fabuloso, com belos lances e todo o requinte de drama. Isso sem contar a torcida que jogou junto o tempo todo, tanto que Renato Gaúcho, ao desembarcar no Rio, declarou, conforme relato de Cunha: “Nunca tinha sentido tanta pressão da torcida jogando no Brasil. Era como se estivesse na Bombonera enfrentando o Boca Juniors em uma decisão.”

Uma classificação heróica, um jogo que entrou para a História e um craque que não deixava dúvidas. E que me desculpem Pita - que vi atuar quando moleque -, Diego ou Zé Roberto, mas Giovanni foi o maior camisa 10 que testemunhei jogar no Santos.

Santos
Edinho; Marquinhos Capixaba, Ronaldo, Narciso e Marcos Adriano; Carlinhos, Gallo, Giovanni e Marcelo Passos (Pintado) (Marcos Paulo); Camanducaia (Batista) e Macedo
Técnico: Cabralzinho

Fluminense
Wellerson; Ronald, Lima, Alê (Gaúcho) e Cássio; Vampeta, Otacílio, Rogerinho e Aílton; Valdeir (Leonardo) e Renato Gaúcho
Técnico: Joel Santana

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Público: 28.090 pagantes

27 comentários:

Marcão disse...

O Vampeta diz que vai escrever um livro. Será que vai contar alguma coisa sobre esse corte seco que levou do Marcelo Passos?

Olavo Soares disse...

Nada a dizer além do acrescentado pelo Glauco. Ou há sim: naquele dia, vi que esse negócio de torcer pro Santos fazia sentido.

Fabricio disse...

O Olavo não vai gostar, mas vou dizer mesmo assim:

Lembro até hoje desse jogo. Estava voltando de uma feira Condex no Anhembi e cheguei com bola rolando em casa. Torci pro Santos. Fiquei contente pois, talvez como palmeirense, queria que outros sentissem o que é sair da fila como meu time havia feito dois anos antes.

Pena que o salto alto começou no final do jogo seguinte contra o Botafogo no Maracanã. Nem preciso dizer que a culpa pela perda do título é toda dos caras que gritaram "é campeão" na torcida do Santos no Maracanã.

Marcão disse...

Olha, Fabrício, nem santista sou, mas até eu sei que a culpa pelo Peixe não ter sido campeão (e saído da fila) foi toda de um tal Márcio Rezende de Freitas...

Anselmo disse...

também palmeirense e também como o fabrício, torci pelo santos nesse jogo. raras foram as vezes em que eu torci e vibrei com um gol de um time que não fosse meu. Estou falando de torcer a favor, não contra.

Foi um baita jogo.

vibrei nesse, com a atuação do giovanni, e no primeiro mundial do são paulo, em 1992.

Glauco disse...

Quebrei uma cadeira no segundo gol, pulando sutilmente sobre a mesma... Mas vi a segunda partida contra o Botafogo no Pacaembu e não senti salto alto da equipe. Concordo com o Marcão que o fator Márcio Rezende de Freitas foi bem mais decisivo.

J Carlos disse...

Pena que depois esse time levou um baile do Botafogo na final....

J Carlos disse...

Ahhh, e aos comentaristas que ficam teimando que o Santos perdeu o título por causa do Márcio Rezende de Freitas, gostaria de lembrar que a decisão foi realizada em 2 jogos. E no primeiro jogo, o árbitro (Sr. Sidrack Marinho) anulou um gol legítimo do Botafogo...mas isso vocês não se lembram, né? Então descontando os erros dos árbitros teria sido Botafogo 3x1 no primero jogo e Santos 1x0 no segundo(sim, porque os 2 gols validados foram irregulares). No final fica tudo no mesmo, Botafogo campeão!

Glauco disse...

J. Carlos, faça-me o favor... Pra te ajudar, aqui está o link do lance. Repare só em duas coisas. Sérgio Manoel toca depois que Sidrack já apitou o fim do jogo e Túlio faz o gol quando a partida está parada. Ou seja, gol com todo mundo parado e depois do apito até eu faço e o gol, pra ser anulado, precisa ter sido feito antes do apito. Continue com sua tática de revisionismo estalinista pra aliviar a barra do seu time.

Ah, em tempo: em dois lances na primeira partida Giovanni ia entrar na cara do gol em posição legítima, mas o bandeira anotou impedimento. Estranho, né?

Marcão disse...

"revisionismo estalinista" - rsrsrs

Futebol e política, sempre. E com cachaça, claro!

J Carlos disse...

Caro Glauco, faça-me o favor você...Sergio manoel toca depois que Sidrack já apitou o fim do jogo??!?! Gol com todo mundo parado ?!?!!?

Faz o seguinte, aproveita o mesmo link do lance que você postou e re-veja, de preferência com o áudio LIGADO. Quando o Sidrack apita a FALTA em Sergio Manoel (e não o final do jogo), O Túlio já estava com a bola dominada e já tinha se livrado da marcação. O único jogador santista que parou e podia ter influenciado no lance, se o árbitro tivesse dado a lei da vantagem, era o goleiro. Mas, certamente o Túlio teria feito o gol de qualquer maneira.

Quanto aos lances da suposta posição legítima do Giovanni, seria bom ver o vídeo também, para sabermos se procede ou não passa de choro santista. Aliás, seria bom ver o vídeo da partida inteira, pois sabemos muito bem que o torcedor tende a lembrar os lances polêmicos em que supostamente o seu time foi prejudicado e esquecer aqueles em que foi beneficiado.

Quanto ao Santos de 1995, acho que os santistas deveriam ficar contentes com o vice-campeonato, pois nem mereciam ter ido à final. Se o Fluminense não tivesse entrado de salto alto no primeiro tempo da segunda partida da semifinal, o Santos não teria chegado. Mas, devo confessar, eu torci para o Santos chegar à final, pois sabia que seria mais fácil derrotar o Santos - como de fato foi - do que o Fluminense...

Glauco disse...

J Carlos, olhe o vídeo e veja Sidrack fazendo a sinalização quando Sérgio Manoel cai. "Gol anulado" só pode ser marcado se o árbitro anula depois, não antes porque não faz sentido nenhum.

Quanto a você preferir o Santos ao Fluminense, devo dizer que teve muito corintiano que conheço que ficou feliz pelo Botafogo ter sido campeão, já que, segundo eles, era mais fácil derrotá-los na Libertadores de 1996. Vê-se que tinham razão, já que seu time não conseguiu superar o Corinthians em duas ocasiões e foi eliminado pelo Grêmio na seqüência.

J Carlos disse...

Glauco, o Sidrack levanta o braço o apita quando a bola já está com o Túlio. Isso é fato, está no vídeo, não entendo essa sua teimosia, a não ser pela ótica de um torcedor fanático.

Quanto ao "gol anulado" concordo com você. Mas o fato é que se existem lances que teoricamente prejudicaram o Santos, também existem aqueles que teoricamente prejudicaram o Botafogo. Sim, já sei o que você vai dizer....o Túlio poderia ter perdido o gol. Correto. Mas você bem sabe que o posicionamento e a disposição dos jogadores é função do placar do momento. Assim, caso o árbitro tivesse validado o gol do Camanducaia, o Botafogo com certeza teria partido decisivamente para o ataque e nada garante que o Santos teria conseguido segurar o placar...o Botafogo poderia muito bem ter empatado novamente o jogo....ou não. Mas aí ficamos no reino das hipóteses.

Quanto a Libertadores de 1996, não vou nem comentar, já que o Botafogo deste torneio não era o mesmo do brasileiro 1995, estava desfalcado.

Glauco disse...

De fato, devo ter problemas visuais ou ser fanático mesmo, porque pra mim é claro que ele aponta a falta no momento em que ela ocorre.

Quanto ao balanço dos erros, existem os crassos, aqueles que não são crassos e aqueles que só existem na mente do torcedor. Talvez quem não torça nem pro Santos nem pro Botafogo possa dar um depoimento menos parcial. E acho que se fizermos uma pesquisa vai dar pra ver pra onde esse pessoal pende...

J Carlos disse...

Bom, como não te conheço, não posso dizer qual é exatamente o seu problema, se visual ou fanatismo mesmo.

Mas, de certa maneira eu entendo seu posicionamento. Imagino que tenha sido frustrante não ter ganho o título brasileiro depois daquela partida épica contra o Fluminense, mesmo que tenha sido mais por conta do salto alto deste do que por mérito do Santos. A decepção deve ter sido realmente muito grande, tão grande que a torcida santista esquece que perdeu para o melhor time do campeonato (as estatísticas estão aí para provar). E, nessa situação, fica difícil admitir o óbvio, que o outro time jogou melhor. Ou mesmo admitir o menos óbvio, por exemplo, que o Giovanni não jogou nem metade do que jogou contra o Fluminense ou que o time santista entrou na primeira partida para empatar ou perder de pouco. Nessa situação, é mais fácil procurar um "bode expiatório". E nada mais fácil do que culpar o juiz, principalmente se este cometeu um erro crasso. Claro, não importa se na partida anterior um outro juiz cometeu um erro um pouco menos crasso a favor do time, o juiz da partida decisiva vai ser responsabilizados e execrado pelo resto da vida.

Sim, eu entendo você, mas não concordo....

Renato K. disse...

Esta foi, de fato, uma das maiores partidas de futebol que vi na minha vida. Esta e os 4 x 4 contra o Palmeiras no Pacaembu (com direito a um gol absolutamente antológico do Pita e um pênalti perdido para cada lado), e a final do Brasileiro de 86 contra o Guarani.
E quem decidiu os Brasileiros de 95 e 2005 foi o Márcio Rezende de Freitas, mesmo.

Glauco disse...

"A decepção deve ter sido realmente muito grande, tão grande que a torcida santista esquece que perdeu para o melhor time do campeonato (as estatísticas estão aí para provar)." O Botafogo terminou com um ponto a mais que o Santos, contando o resultado adulterado da segunda partida. Se isso é "superioridade", realmente acho que o fanático não sou eu.

Mas entendo você. Afinal, foi seu único título brasileiro, além de uma Taça Brasil. É difícil vê-lo contestado. Ainda por cima, o melhor time da sua história foi justamente ofuscado pelo Santos de Pelé e cia. Realmente, deve dar raiva do Santos, tanta raiva que você se dispõe a falar do título botafoguense em um post que trata de uma partida contra o rival Fluminense. E defende o rival.

Entendo mesmo sua birra, embora não concorde.

Tiago R. Lima "Mad Max" Andrade disse...

A melhor atuação de um time que futebol - e de um jogador de futebol - que eu vi nos meus 22 anos. O jogo que me fez resolver ser santista. Um dia histórico para o Santos e para o futebol brasileiro, mundial. O que mais eu posso dizer?

J Carlos disse...

"O Botafogo terminou com um ponto a mais que o Santos, contando o resultado adulterado da segunda partida. Se isso é "superioridade", realmente acho que o fanático não sou eu"

Adulterado? Que eu saiba foi o resultado oficial. Ahh sim, o Botafogo terminou também com melhor saldo de gols e o artilheiro do campeonato....sobrou alguma coisa para o Santos?

"o melhor time da sua história foi justamente ofuscado pelo Santos de Pelé e cia"

Ofuscado? De onde você tirou essa idéia estúpida? O time do Santos daquela época era o melhor time da ocasião, mas não tão melhor acima para ofuscar o grande Botafogo de Garrincha, Nilton Santos, Didi, etc.

"você se dispõe a falar do título botafoguense em um post que trata de uma partida contra o rival Fluminense. E defende o rival"

Não estou defendendo o rival. Estou combatendo essa idiotice de torcedores santistas fanáticos de dizerem que o Santos perdeu o título por causa do árbitro....bando de chorões...

Maurício disse...

Olha, eu perdi um pouco a conta dos erros para um lado e para o outro, mas se querem uma opinião isenta:

- O Santos teve realmente um gol irregular, pois a assistência é feita com a mão. Mas é verdade também que é um lance difícil de marcar. Assim, é possível falar em erro, neste caso. (É como o gol de mão do Túlio pela seleção contra a Argentina: o gol é irregular, mas feito na malandragem, sem que se possa inculcar a culpa ao juiz, que também está sujeito a erros).
- No caso do impedimento do Túlio (o gol irregular do Botafogo) é mais difícil acreditar que alguém seja capaz de errar em uma situação tão evidente. (Foi aliás tão tosco quanto o gol do São Paulo nesta última "final"). Fico com duas pulgas atrás da orelha em relação ao Marcio Resende de Freitas, árbitro tão famoso por sua idoneidade...

Os outros gols me pareceram regulares. Assim, os erros seriam um para cada lado, mas em circunstâncias diferentes. Em resumo, difícil de contestar a vitória do Botafogo, mas também difícil de engolir.

No lance do "gol anulado" do Túlio (que evidentemente não é um gol anulado), há erro, sem dúvida, um erro mais grave que o da validação do gol do Santos, pois foi uma clara situação de vantagem. No entanto, está bastante claro que o zagueiro do Santos pára antes que o Túlio pegue na bola. Isso significa que teria alguma chance de dificultar a vida do artilheiro. No campo das especulações, eu apostaria no Túlio, mas... são especulações.

Assim, diante das avaliações expostas acima, acho que o Giovanni – sem dúvida um dos maiores craques que vi jogar – não foi capaz de gravar na história o seu nome, pelo menos não na medida em que se poderia supor. É óbvio que eu preferiria que o campeonato ficasse famoso como aquele que consagrou o Giovanni, bem mais do que o Túlio Maravilha.

Se me permitem uma comparação, o Giovanni estaria para o Brasileiro assim como o Zico para a Copa do Mundo. Craque mesmo teria que ter decidido nesta hora e ganhado o campeonato, sem dar qualquer chance aos "apesares".

Glauco disse...

A lebre de que o título de 95 foi decidido por Márcio Resende de Freitas foi levantada nesses comentários por um são-paulino. Foi um palmeirense que disse que o Santos não foi campeão por causa do salto alto contra o Botafogo. Ou seja, J Carlos, duas pessoas que não são santistas fanáticos ou idiotas como você diz que acham que o resultado teve a influência da arbitragem e/ou que o Santos era mais time que o Botafogo.

Mas acho que, pra você, quem discorda da sua opinião (ou "verdade") é fanático ou idiota. Realmente, você que é de um equilíbrio e isenção admiráveis... Parabéns.

J Carlos disse...

Caro Glauco

Se algum dia você estudou estatística, você deveria saber que 2 opiniões não fazem um universo sequer razoável de amostra de opiniões. Ainda mais 2 opiniões de torcedores paulistas!!

Não acho que quem discorda da minha opinião é idiota (aliás, acho que em nenhum momento usei esse termo)....fanático sim, mas idiota não. Você há de convir que alguém que acha que o título foi decidido em um jogo somente ao invés de dois, e que "esquece" que no primeiro jogo houveram erros crassos contra o Botafogo, apresenta um certo grau de fanatismo.

Neste ponto, a análise mais adequada e sensata que li foi do Maurício, anterior ao seu último post. Aproveita, tira um tempo, e re-leia o post dele. Ao invés de simplesmente culpar o árbitro, ele tentou fazer uma análise bastante ponderada das 2 partidas e do resultado final do campeonato.

Glauco disse...

"Estou combatendo essa idiotice de torcedores santistas fanáticos de dizerem que o Santos perdeu o título por causa do árbitro....bando de chorões...". Esclarecida a alusão à idiota, J Carlos?

Não falo que dois servem como estatísticas, companheiro, falo somente que você respondeu a pessoas que não torcem pro Santos, portanto não são santistas fanáticos e idiotas (vide citação sua acima).

Óbvio que você gostou do comentário do Maurício. Afinal, o lance mais polêmico - o gol anulado e legítimo do Camanducaia - não é citado. Enfim, fique à vontade pra contestar os chorões e idiotas, caro, sejam eles santistas ou não. Ou pregue suas "verdades" para uma igreja botafoguense.

J Carlos disse...

Meu caro, uma pessoa dizer uma idiotice ou uma burrada não a torna um idiota ou um burro. Assim com a pessoa fazer um comentário inteligente não a torna automaticamente uma pessoa inteligente.

Saiba fazer a distinção entre atos e pessoas em si. O fato de os torcedores santistas cometerem esse ato idiota a respeito da perda do título do Santos não os torna idiotas na essência.

Quanto ao comentário do Maurício, ele falou sim sobre o gol anulado do Camanducaia. Re-lembrando:

"Os outros gols me pareceram regulares. Assim, os erros seriam um para cada lado..."

Acho gozado você mencionar a minha "pregação" de "verdades" para a igreja botafoguense.......por um acaso você está fazendo algo diferente (no caso igreja santista)?

Maurício disse...

Devo reconhecer que minha opinião foi isenta, mas desinformada. Não sabia do gol anulado do Camanducaia, que agora vi no YouTube. Não há qualquer dúvida que é legítimo.

Reconsiderando, portanto, o título do Botafogo já não é tão difícil de contestar...

Mas não mudo minha opinião sobre o Giovanni. Um craque, craque mesmo, sem concessões, mas que não chegou lá.

Marcão disse...

Santos e Botafogo, sempre uma briga boa. Até nos comentários...

Ique Muniz disse...

Rogerinho e Valdeir.... essa dupla do Flu me marcou pela narração do Januário de Oliveira... saudoso "tá lá um corpo estendido no chão!!"