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quinta-feira, dezembro 11, 2008

Ronaldo repatriado: sucesso ou fracasso?

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A notícia de ida ao Corinthians de Ronaldo, ex-fenômeno, ex-gordo, ex-Milan, ex-Cicarelli, ex-Viviane Brunieri etc. despertou reações de todo lado.

Não queremos saber da frustração do Flamengo nem de comparações com Garrincha. A questão é:

Os passos de qual repatriado recente Ronaldo vai seguir?

À lista:

Denílson no Palmeiras
Dedicado a se recuperar de lesão no centro de treinamento do Palmeiras, o ex-são-paulino Denílson estreiou com a camisa alviverde em fevereiro, participou da conquista do campeonato paulista de 2008, resolveu um jogo ou outro. Chegou com um contrato de produtividade, dizendo que queria fazer do Verdão trampolim para a seleção. Mas nunca pode dizer que sequer era titular. Os críticos pegaram no pé, e ele já anunciou que não fica em 2009. Resumindo, recuperação física, sem vantagem muita para o clube.

Foto: Junior Faria/Flickr
Adriano no São Paulo
Apesar da confiança da torcida tricolor, não se pode dizer que a andorinha Imperador tenha feito verão. O São Paulo foi eliminado na Libertadores nas quartas de final. Apesar de Juvenal Juvêncio jurar que valeu a pena (e da mídia são-paulina comprar a história), na prática foi um semestre, nenhum título, mas houve a recuperação do excesso de baladas e dos problemas com o álcool. Ou quase. O Rei da Cocada preta não resolveu. Tanto assim, que a equipe tricolor só se acertou bem depois da saída do atacante. Por outro lado, voltou à seleção. Resumindo: bom para o atleta, ruim para o clube e nova expatriação.

Foto: Santos/Divulgação
Zé Roberto no Santos
Desacreditado por uns, foi o modelo de profissional para outros, porque arrebentou no primeiro semestre de 2007 com a camisa do Peixe. O melhor jogador da seleção brasileira de 2006 – pelo menos em disposição – comandou o Santos na conquista do Paulista, mas parou na semi-final da Libertadores, diante do Grêmio. Não resolveu tudo, mas com liberdade, fez mais gols que nunca, mas nunca mais voltou à seleção. Resumo, bom para o atleta e para o clube, nada de seleção e nova expatriação.

Foto: Ricardo Stuckert/Pr
Romário no Flamengo, Vasco e Fluminense
Contratado a peso de ouro para o supertime do centenário do clube da Gávea, Romário foi artilheiro do campeonato carioca em 1995 e 1996. No primeiro ano, fez menos do que Renato Gaúcho na final contra o Fluminense, mas ajudou no segundo a garantir o título. Depois ficou num vai e vem com o Sevilha, mas chegou em 1998 convocado para a seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo da França. Foi cortado pelo técnico Zagallo por contusão. Depois, Romário seria campeão e um dos artilheiros da Copa João Havelange, pelo Vasco. E protagonizaria a saga pelos mil gols, no Brasil. Resumindo: bom para ele e para o clube, nada de seleção e início de aposentadoria.

Junior Baiano no Flamengo
Transferido do São Paulo para o Werder Bremer em 1995, o zagueiro foi trazido de volta em 1996 pelo Flamengo. Além de conquistar o mesmo campeonato carioca já citado com a camisa rubro-negra, conseguiu o que parecia impossível para o atleta. Foi titular da seleção canarinho de 1998, comandada por Zagallo, ao lado de Aldair. Parece troça, mas é a melhor opção para Ronaldo se inspirar na experiência de repatriado do atleta se o objetivo é ir para a Copa de 2010. Depois, Junior Baiano passaria pelo Palmeiras, onde foi campeão da Libertadores em 1999, pelo Vasco para ir à China representar o Shanghai Shenhua. Não confundir com a segunda volta do jogador nascido em Brasília, para o Inter. Resumindo: bom para o atleta, para o clube e titular da seleção na Copa.

Vote: Os passos de qual repatriado recente Ronaldo vai seguir?

7 comentários:

Filipe Araújo disse...

Romário nas situações citadas.

Saludos!

http://gambetas.blogspot.com

Glauco disse...

Concordo com o texto que pede para que Ronaldo se inspire no Júnior Baiano. É a melhor coisa que ele pode fazer.

Marcão disse...

Vai seguir os mesmos passos. Apostei na trajetória do Baianão.

Olavo Soares disse...

Quando o Baiano foi pra Copa, ele não era do Palmeiras?

Anselmo disse...

Olavo, a minha lembrança é do Jr. baiano no palmeiras depois da copa. No futpedia do globoesporte o 1º semestre de 1998 no existe.

Marcão disse...

Não concordo com o resultado da enquete, o Ronaldo Gordo não tem nada a ver com o Adriano. Um enche a cara, o outro gosta de travecos, são setores diferentes...

Wally disse...

Só uma observação, nada de mais: No período de Flamengo, Romário ficou num vai e vem com o Valência, não com o Sevilla.