Destaques

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Palmeiras e São Caetano: em jogão de sete gols, a liderança é mantida

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

O Palmeiras venceu o São Caetano por 4 a 3 no Anacleto Campanela. Depois de sair perdendo por 2 a 0 com oito minutos do primeiro tempo, o Verdão virou o jogo e passou para a segunda etapa com 4 a 2. Depois, o time caiu de produção, mostrou limitações e cedeu às investidas ofensivas do técnico Vadão. Os difíceis 4 a 3 mantém a invencibilidade na competição e a liderança.

Foto: Divulgação/Palmeiras
Tirando a estreia, quando não tem o mando do jogo, o Palmeiras mantém uma marca complicada: toma pelo menos dois gols (Portuguesa, Mirassol, Ponte Preta ). Marcão estreiou bem, fez cobertura de Armero, lançou, mas ainda não solucionou a retaguarda, cuja idade média é elevada. Aos 33, ele tem Edmilson com 32 e Marcos com 35 como companhia.

Que primeiro tempo!
Foi um jogão, mas uma partida de personagens. O primeiro deles foi Cleiton Xavier que escorregou quando recebia um passe na fogueira de Pierre logo aos três minutos. Dali saiu o primeiro gol do azulão. Depois, o camisa 10 foi quem cobrou a falta e o escanteio de onde saíram o segundo e terceiros tentos do visitante.

Outro personagem foi Edmilson. Ele continua se desentendendo com Marcos na defesa. Fez o gol de empate, quase marcou o quinto no segundo tempo, mas poderia ter sido expulso em dois lances. O mais claro foi uma falta sobre Tuta, o da rima rica, quando o placar marcava 3 a 2. O outro, que aconteceu bem antes, foi na reclamação acintosa de falta inexistente marcada pelo árbitro. Curiosamente, da falta saiu o segundo gol do time da casa, quando o camisa 3 desapareceu e Marcos não saiu de baixo das traves. A defesa continua sem estar acertada, fica muito exposta e não tem entrosamento suficiente. E tem um buraco do lado direito. Isso talvez explique que, em todos os outros lances, o Goleiro tenha se precipitado em sair da meta. Mas ele não está bem.

A reação do Palmeiras teve em Diego Souza seu principal motor. O jogador correu, criou jogadas, distribuiu passes... Foi o melhor em campo do escrete verde-limão-siciliano no primeiro tempo. No segundo, foi displiscente, mas criou uma jogada linda na lateral direita, com dribles, rolinhos e rodopios. Seu gol de cabeça, o da virada, foi um prêmio. Pena que não joga contra o Guarani, suspenso pelo terceiro amarelo.

Keirrison fez dois, se isolou na artilharia do campeonato com nove gols. O autor do primeiro e do quarto gols desapareceu no segundo tempo, um sinal da pouca eficiência do meio de campo do time de Vanderlei Luxemburgo para tocar a bola e jogar com mais paciência. Não, Willians, Cleiton Xavier e Diego Souza só funcionam para pôr o time para criar chances de gol com rapidez. Isso é ótimo, tem méritos do treinador, mas foi a fragilidade no segundo tempo.

E a fragilidade foi agravada pelas mexidas de Vadão no São Caetano. Três atacantes e três meias, menos um zagueiro, e o time da casa diminuiu a diferença (com Vandinho impedido). Por falta de tranquilidade, não conseguiu o empate. Enquanto isso, Luxemburgo demorou para mexer no time, mesmo com o notório buraco nas costas de Fabinho Capixabana na lateral-direita. Ainda bem que ele não joga a próxima partida, suspenso com o terceiro cartão.

Vizinhança do júbilo ao silêncio
Fazia tempo que eu não reparava no comportamento dos secadores. Quando o placar marcou 2 a 0, a ala antipalmeirense da vizinhança foi ao delírio. Depois da virada, claro, as ofensas foram devolvidas pela torcida do clube da Turiassu. Mas quando saiu o terceiro gol do Azulão – e eu temi pelo sufoco do fim do jogo –, esperei uma nova onda de confiança dos secadores. Não foi o caso. Os profissionais da desidratação futebolística à distância se desmobilizaram, como era de se esperar. Curioso que, quando acabou o jogo, tampouco teve muita festa dos parmeristas das redondezas. Vai ver que também foram dormir mais cedo.

8 comentários:

Marcão disse...

Vanderlei Luxemburgo vai repetir no Palmeiras o que fez em sua última passagem pelo Santos: dois Paulistinhas e um "Até logo, muito obrigado!".

Glauco disse...

É bem provável, Marcão...

fredi disse...

Como diria o Nivaldo, não vi, mas deve ter sido um jogaço (rs).

olavo disse...

"profissionais da desidratação futebolística à distância"

Essa entra pra galeria das grandes metáforas do futebol.

André Augusto disse...

O ataque é bom, mas a zaga é uma mãe.

Brunna disse...

Olhe...ando com um certo receio do Marcão.
Ontem até brinquei falando que ele esta com "síndrome de atacante". A zaga batendo cabeça e marcão adiantado.
Que medo.

Fabricio disse...

Tomara que o time continue tomando dois gols e marcando mais quando jogar fora de casa. Porque isso é melhor do que ganhar por 1x0, pelos critéris de desempate.

Quanto ao jogo, aconteceu o mesmo que aconteceu contra a Lusa. Dois gols de vantagem e o time sai todo pra frente pra golear. Ontem poderia ter feito mais 3 no segundo tempo, mas como quem não faz toma...

Anselmo disse...

sobre o Marcos, acho que ele tá se sentindo mesmo exposto demais. E vejo ele disputando o tempo todo com o Edmilson, que sabe que o Marcos não tem que sair tanto da meta. Só que se até eu sei, o que pode mudar as coisas é a zaga funcionar (ou deixar de ser uma mãe como escreveu o josé augusto). Precisa de técnico pra acertar a retaguarda e Sandro Silva (ou qqr um) no lugar do fabinho capixaba.