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Quinta-feira, Abril 23, 2009

O mistério do troféu da Libertadores

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Uma coisa que me chamou a atenção quando o São Paulo ganhou o terceiro título da Libertadores, em 2005, foi o troféu levantado pelo capitão Rogério Ceni (à esquerda). A base da taça, de madeira, onde os clubes costumam pregar pequenas placas para marcar suas conquistas, me pareceu bem maior do que nos tempos de Raí (abaixo, à direita). De fato, quando fui observar uma foto aproximada, pude perceber que, para caber novas plaquetas, colaram uma nova base circular de madeira, aumentando a altura do troféu. Mas, pesquisando pela internet, não consegui descobrir quando ou por quem isso foi feito, muito menos qualquer vestígio da história dessa taça, seu desenhista ou construtor. É um descaso total com a saga de um dos objetos mais desejados pelos torcedores do planeta. E pelo o que parece, nem é possível afirmar, com certeza, que todas as placas grudadas ali são originais ou que estão dispostas da forma como os clubes pregaram.

Isso porque, numa imagem recente feita em Quito, onde a atual campeã, LDU, ainda guarda a taça, vi num detalhe que as três plaquinhas do São Paulo estão coladas lado a lado, na nova base de baixo (foto acima), que não existia pelo menos até 1999, seis anos após o bicampeonato sãopaulino, quando César Sampaio levantou o troféu pelo Palmeiras (foto à direita). Com certeza, os registros de 1992 e de 1993 não teriam como estar ao lado do de 2005. Portanto, o que aconteceu? Será que arrancaram as placas originais e dispuseram de outra forma, para aproveitar melhor o espaço? Mas quem é responsável por isso, a Conmebol ou os clubes? Em 2007, quando o Internacional ainda detinha o troféu em Porto Alegre, li uma reportagem em que gremistas reclamavam que suas placas haviam sido danificadas pelos colorados e que outras, antigas, também estavam avariadas. A diretoria do Inter insinuou que já havia recebido assim, mas o São Paulo, campeão do ano anterior, apressou-se em comunicar que havia feito uma reforma geral na taça antes de devolvê-la à Conmebol. Mas como assim, reforma? Por conta própria, sem orientação?


Não sei. Tudo isso, para mim, está envolvido em muito mistério - até porque, como disse, não encontrei absolutamente nada sobre a história do troféu na internet (se alguém tiver qualquer tipo de informação, por favor, publique nos comentários do post). A única coisa a destacar é o charme e a história da taça, a mesma que esteve presente em todas as 49 decisões, sendo levantada por 22 times de 7 países diferentes. Como os brasileiros Rogério Ceni, Raí e César Sampaio, nas fotos acima, e, nas imagens das laterais desse parágrafo, Mauro Ramos de Oliveira (pelo Santos, 1962), Nelinho (Cruzeiro, 1976), Zico (Flamengo, 1981), Hugo de León (Grêmio, 1983), Mauro Galvão (Vasco, 1998) e Fernandão (Internacional-RS, 2006). Até onde pesquisei, cada clube recebe uma réplica para guardar em sua sala de troféus. E a original continuará em posse transitória de um ano para cada campeão (também não descobri se ficará definitivamente com algum clube que conquiste tantas ou quantas vezes a Libertadores). De qualquer forma, uma coleta iconográfica e dos muitos "causos" das idas e vindas do troféu pela América do Sul nesses 49 anos, das histórias de cada decisão, do mistério dessas "reformas" e das tradicionais plaquinhas já renderia um livro bem interessante. Todos os capitães que tiveram a honra de levantar esse troféu poderiam dar depoimentos, bem como os técnicos e dirigentes. Aguardemos, pois, que alguém se entusiasme pelo assunto.

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16 comentários:

Glauco disse...

Opa, como aí estão listadas as fotos dos capitães que ergueram a taça, é bom observar que o capitão santista em 62 e 63 era Zito, e não Pelé.

Marcão disse...

Pois é, Glauco, tem razão. Mas não consegui encontrar uma foto sequer dos jogadores do Santos com a taça. Botei essa do Pelé porque foi feita no dia da decisão.

Anselmo disse...

sensacional a pesquisa de imagens. mas pelo histórico, parece que o são paulo foi o único a assumir que fez alguma reforma, mas depois que a base de madeira já estava lá. Mas é bem nonsense se a conmebol não estiver a par.

e acho muito interessante o troféu ser o mesmo sempre.

Olavo Soares disse...

Muito legal essa inquietação, Marcão. Será que a Conmebol responderia uma pergunta feita a respeito?

Marcão disse...

Olhaí, consegui encontrar uma foto do zagueiro Mauro, do Santos, com o troféu da Libertadores de 62. Nem todos que estão com as taças, nessas fotos, eram os capitães de seus times na época.

rafael disse...

po,finalmente encontrei um espaço falando sobre isso,tambem percebo as mudanças no trofeu,achei mto estranho os clubes colocarem as plaquinhas,acho q os clubes q tambem fazem as replicas pq as do santos(nao possui a madeira),flamengo(possui uma mdeira preta),vasco(possui um amadeira marrom) que eu ja vi tem um modelo totalmente diferente uma da outro,sonho que meu fogao leve uma dessa um dia

rafael disse...

po, estranhei isso desde que reparava na capa da trivela especial de 2007, as placas todas fora de ordem. mangue total isso, hein?


www.quemeabola.wordpress.com

Junior disse...

Como está na vespera da final da Libertadores,resolvi da uma olhada na taça e nos detalhes, ai percebi essa questões das plaquinhas que é muito interessante.Parabéns pelo interesse na materia a unica sobre as plaquinhas.Espero que o meu Cruzeiro possa colocar a sua terceira placa nessa taça tão desejada por tantos times.

Lisandro disse...

Seguinte. A taça original fica na sede da Conmebol. Ela é levada somente para o jogo da final e entregue simbolicamente ao clube vencedor, onde constam todas as placas dos campeões. Na réplica, há sim, todos os campeões até aquela edição, como pude conferir na do Grêmio de 95. Abraço

Anônimo disse...

Duas fontes interessantes sobre a história do troféu:

http://en.wikipedia.org/wiki/Copa_Libertadores_(trophy)

http://www.taringa.net/posts/deportes/2979389/Las-Equot;chapitasEquot;-de-la-Copa-Libertadores.html

Anônimo disse...

Eu tava fazendo a mesma pesquisa sobre a taça. E notei um fato importante. Eu sou colorado e em 2006 fui ao Beira-rio ver a taça original, e notei que as placas eram sem nenhum padrão, algumas com escudos, algumas sem. Bom, hoje a taça está novamente em Porto Alegre fazendo um tour e ficará no estadio para a decisão de quarta. Quando olhei as fotos desse tour de hoje a tarde, fica muito claro que ou as placas foram todas trocadas, ou uma replica esta passeando pela cidade. Resolvi pesquisar um pouco mais e ver as fotos dos capitães das equipes as levantando. Olhando a foto de 2008 (LDU campeã) observei que era a mesma que vi em 2006 (placas despadronizadas e tudo mais). Porém a foto de 2009, com Verón levantando a taça pelo Estudiantes, obeservei que as placas estão todas padronizadas, assim como a taça que faz o tour hoje em Porto Alegre. Não cheguei a nenhuma conclusão, o mistério continua ai.

Eduardo Seligman

Ericles disse...

bom, vou postar alguma coisa que descobri ake sobre a taça, com pesquisas descobri que foi feita no chile a 51 anos atraz, e que so confirmando uq foi dito no post, realmente a base de madeira dela foi trocada, ah taça pesa mais ou menos 20kg, e fiquei sabendo de 3 versoes sobre seu futuro,
1-seria engregue ao maior campeão(atualmente éh o inpiendente-ARG, com 7 titulos continentais),
2-ficaria na sede da conmebol, e uma nova taça seria feita, so naum sei se ela seria igual a atual ou eles mudariam o formato(particularmente preferiria que mantessem o formato, pra que fike igual com todo mundo, se naum ia começa aquela polemica de que o verdadeiros campeoes da libertadores foram os que levantaram a nova taça!)
3-a possibilidade que menos acredito que éh de que eles pudessem aumentar novamente a madeira que a sustenta,

espero ter ajudado,
vlw

dalhe colorado, Bi-Campeao da America

Tiago disse...

Cara, seguinte!

Estou na mesma dúvida ha anos já. Veja a taça do Inter de 2006 e a do São Paulo de 2005. Depois a do estudiantes em 2009 e a do Inter em 2010. A do inter de 2006 e a do são paulo de 2005 são iguais, enquanto a do Estudiantes de 2009 e do Inter de 2010 são iguais.
Cheguei a imaginar que talvez as bases sempre ficassem com os times que fossem os vencedores da edição, mas ao que me parece, a base de 2005 e de 2006 são iguais, assim como as de 2009 e 2010. Gostaria de saber o que se passa com essa taça e por que em algumas edições como a de 1998 ela foi tão pobre e simples em relação a de 1983 do gremio por exemplo.
Muito estranho!
Grande abraço

Anônimo disse...

Estou fazendo uma pesquisa sobre a taça e cheguei até aqui! Li os comentários acima e tenho uma informaçao para traz luz sobre o assunto! Lembro que em 2004 qd o Once Caldas da Colômbia venceu o Boca na final, na hora da comemoração a taça simplesmente desmontou na mão dos jogadores! Lembro que assisti o jogo e fiquei impressionado ao ver o trofeu mais cobiçado da America ser destruido! Ela deve ter passado por uma reforma rapida provavelmente antes de ser entregue ao São Paulo em 2005! Acredito que essa taça atual não é mais a original! Ela maior e tem uma nova base onde provavelmente a Conmebol é que coloca as plaquinhas com o nome do campeão!
Paulo

Bruno Caamano disse...

http://es.wikipedia.org/wiki/Trofeo_de_la_Copa_Libertadores_de_Am%C3%A9rica

segundo o Wikipedia versão espanhol, essa é a terceira versão do troféu, a versão original esta no museu do Estudiantes De La Plata,por ter sido o 1 tri campeão seguido(1968/1969/1970) e a segunda versão do troféu está no museu do Independiente,2 tri campeão consecutivo(1972/1973/1974).
Portanto essa seria a terceira versão do troféu, sendo que a versão original se encontra no museu da Conmebol e os clubes ganham uma replica para exibir em seus museus, para ficar com o troféu em definitivo o clube deve ganhar a Copa 3x segidas !

Adriano Oliveira disse...

Taça Libertadores da América

Autor: Alberto de Gasperi (Italiano, residente em Lima, Peru). Escultor italiano, sua obra foi escolhida em 1959 para representar a Taça da Copa Libertadores da América de Futebol. O Troféu foi desenvolvido em uma joalheria chamada Camusso, em Lima, no Peru.

Descrição do Troféu: O Troféu é dividido em duas partes: a de cima é feita de metal, na qual pode-se ver um jogador de futebol no topo, pronto para chutar uma bola. Logo abaixo do jogador, estão representadas, com sua logomarca, cada uma das Confederações pertencentes à Conmebol e o nome da Copa.

A parte de baixo é feita de madeira, na qual cada equipe ganhadora tém o direito de colocar uma placa de metal, representando o seu feito.

Descrição: Base de madeira com placas metalicas dos vencedores. Parte superior de metal, no formato redondo e um jogador de futebol ao topo.

Detalhes: Logo de cada Confederação pertencente à Conmebol está gravado no Troféu. Contém 5kg de ouro (Ouro 18 quilates 75%)
Texto da Base: Copa do Mundo FIFA

Curiosidade: O Troféu original ficará em definitivo com a equipe que vencer na sequência três vezes a Copa Libertadores. Estudiantes (1968, 1969 e 1970) e Independente (1972,1973 e 1974) já realizaram esse feito.

No Brasil apesar de Santos e São Paulo deterem 3 títulos cada, como não ganharam de forma consecutiva o troféu fica apenas durante o ano em que o clube foi vencedor, atualmente está na Vila Belmiro.