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terça-feira, junho 23, 2009

“Bambis sem o Panetone”

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Quem me enviou foi o camarada Iatã Lessa. Absolutamente impagável, impressionante como está bem feito. Até os são-paulinos vão rir, tenho certeza.

8 comentários:

fredi disse...

Como tem gente que perde tempo com bobagem (risos).

DMarcelo, vc sabe qual é o filme de verdade?

Glauco disse...

Frédi, o filme é "A Queda", que mostra as últimas horas de Hitler com base em depoimentos e, principalmente, do diário e do testemunho da secretária do ditador. Bem interessante o filme, aliás.

A ideia de fazer troça com essa sequência do filme não é original e já havia sido feita pela torcida do Grêmio para zoar com o Inter no ano passado.

Além da falta de originalidade, porém, tem outras incorreções na tiração de sarro. Só um megalômano acha que o São Paulo está chorando sangue por conta da ausência do Corinthians no Morumbi. Até porque os sãopaulinos podem compensar uma eventual perda com shows como o do Jonas Brothers (aluguel de R$ 1,1 milhão, valor maior que as 14 partidas mandadas pelo Timão no primeiro semestre de 2008).

A questão é que o Corinthians tem uma margem bem mais estreita para compensar a diferença de público entre uma partida mandada no Morumbi e no Pacaembu. A solução para compensar o déficit de público é aumentar os ingressos e onerar o torcedor. Ou seja, é o corintiano que vai ao estádio que paga pelo beicinho do Andrés Sanchez. E ainda faz piada do rival...

Em tempo: até agora, a média de público do São Paulo no Brasileiro é mais que o dobro da do Corinthians. Talvez o preço do ingresso justifique tamanha diferença.

Maurício disse...

O filminho do Grêmio é divertido, mas este aqui é muito mais elaborado. Achei impressionante, de uma competência.

Gustavo disse...

Uma pessoa foi assinada e várias foram agredidas (espancamentos e atentado a bomba) na última parada gay. Ou seja, é um ótimo momento para fazer piadas desse tipo, que de alguma forma acabam justificando a homofóbia e agressões contra homosexuais. Sugiro que o autor reflita sobre o assunto.

Maurício disse...

Eu acredito, Gustavo, que o maior serviço contra a homofobia que se poderia fazer seria o São Paulo assumir o bambi, como já sugeriram várias pessoas. Isso sim esvaziaria a piada e colocaria a discussão em pauta de verdade.

Os execráveis atos terroristas realizados contra os participantes da Parada Gay em São Paulo não devem de modo algum nos transformar nesses estranhos seres politicamente corretos, que moralizam tudo, são castradores e incapazes de se autoironizar. Se tem uma coisa que a Parada Gay traz, e com toda força, é um escrachado deboche com as instituições. E nisso reside boa parte de sua força política.

Que o vídeo atualiza e veicula preconceito é fato, que pode até ser criticável. É fato também que as melhores piadas vão sempre tocar nos temas tabus. Mas dizer que isso justifica atos hediondos como a morte na Paulista vai uma grande distância. É apostar não no falar claro, mas sim no sentimento de culpa. Acho que não é por aí que vamos acabar com a violência homofóbica.

Gustavo disse...

Maurício, rejeitar completamente o politicamente correto também de nada adianta. Mesmo poruqe acho que dá para fazer piada com temas espinhosos como homosexualidade, questões raciais, judaismo etc sem cair no lugar comum da piada que apenas humilha uma minoria. Alias, nem tão minoria assim no caso dos Gays (olha, fiz uma piada sem ser homofóbico). O Saturday Night Live é craque nesta questão.

E não é questão de criar um sentimento de culpa, mas eu acho que o momento é de perplexidade e reflexão e não de piada.

PS: Um cara foi espancado na frente da minha casa no dia da parada.

Maurício disse...

Gustavo, é muito grave tudo isso. Fiquei chocado com os atentados à Parada. E imagino que presenciar um espancamento seja brutal, o que justifica a sua aversão a qualquer piada. Mas sei que isso é algo quotidiano, muitos gays são atacados todos os diaa.

Mas ainda aposto na alegria para superarmos isso tudo. Como o pessoal da Parada.

Marcão disse...

Como dizem no Ceara, os corintianos estao "mais felizes que pinto na merda". Tudo bem, tem mais mais que aproveitar a boa fase (e a decadencia alheia) pra esculachar a concorrencia, mesmo.