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sexta-feira, março 01, 2013

Blitz falha e Ganso entra para dar gol a Luís Fabiano

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Ney Franco age bem quando promove o tradicional "abafa" nos 15 ou 20 primeiros minutos de uma partida. Já deu certo muitas vezes. Mas, quando a blitz falha e o São Paulo não consegue fazer ao menos um gol nesse período de pressão (e forçar o adversário a sair em busca do empate, abrindo espaços para contra-ataques), o caldo entorna. Porque o time cansa muito e, naturalmente, o adversário aproveita para fazer a sua própria blitz. Foi o que aconteceu ontem no Morumbi, no segundo jogo pela fase de grupo da Libertadores, contra o The Strongest. O Tricolor, que parecia um rolo compressor nos primeiros minutos, criando uma chance após a outra no ataque e não deixando os bolivianos pensarem, não conseguiu marcar, botou a língua de fora precocemente e levou um gol exatamente aos 20 minutos de jogo, em (mais uma) falha de marcação da defesa. O time se perdeu.

Só que, mais uma vez, como aconteceu contra o São Caetano, pelo Campeonato Paulista, o São Paulo conseguiu "achar" o empate mesmo jogando mal, no fim do segundo tempo, já no desespero. Isso o recolocou no jogo e deu chance ao técnico de pensar em alguma outra estratégia. E a solução foi melhorar o meio de campo, colocando Paulo Henrique Ganso no lugar de Denílson, deixando o setor defensivo com apenas um volante, Wellington, e mantendo o ataque com dois pontas abertos e um centroavante. Funcionou. Logo ao entrar, Ganso "pôs fogo" no jogo e, de cara, participou do lance em que Jadson mandou uma bola no travessão. Depois, Cañete entrou no lugar de Aloísio, pela ponta-direita, e iniciou a jogada que terminou com passe de Ganso para o gol da vitória marcado por Luís Fabiano, a dez minutos do fim. Moral da história: vai ser muito difícil vencer em La Paz...



6 comentários:

Nicolau disse...

Um 4-3-3 ousado com dois meias criativos. Será que rola virar esquema principal?

Marcos Futepoca disse...

Então, o problema é que os dois laterais são muito ruins na marcação (e no ataque também) e, se ficar com só um volante de marcação, a bomba vai estourar nos dois zagueiros - que, por sinal, também são ruins...

Moriti disse...

Pô, Marcão, sério que você a acha o Lúcio e o Tolói ruins? Sério que você os culpa pelo sistema defensivo instável?

Glauco disse...

Olha, pelo que vi, o Lúcio vem jogando mais com o nome do que qualquer outra coisa. E eu que não gostaria de trabalhar com alguém que ficasse buzinando na minha orelha o tempo todo como ele faz no São Paulo (aliás, ele fazia isso com tal intensidade nos outros clubes e na seleção?).

Marcos Futepoca disse...

"O Lúcio vem jogando mais com o nome do que qualquer outra coisa." (2)

Prova de que a zaga é sofrível é o número de gols que o time leva sempre que cruzam bolas altas na área - seja com Lúcio, Rhodolfo, Toloi ou qualquer outro.

O problema de zagueiros muito altos é que são lentos e, na correria dos times sul-americanos, se perdem. Basta rever os gols que o fraco time do Bolívar fez sobre o São Paulo, em La Paz.

Saudades do Lugano. E do Fabão.

Nicolau disse...

Acho que as zagas em geral merecem algum crédito em início de temporada. São caras maiores, mais lentos, mais velhos, demoram mais pra entrar em forma e pegar ritmo. Mas óbvio que o crédito já está bem perto de acabar a essa altura.