Destaques

sexta-feira, agosto 10, 2007

Em defesa de Orsi

Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Facebook

Alguns desqualificados vão falar por aí que o novo presidente corintiano é palmeirense. Trata-se de uma calúnia, um absurdo, uma pantomima, um sonho de uma noite de verão, citando o ex-presidente Collor.

Explico: Clodomil Orsi, um senhor de 70 anos, disse, em entrevista à Folha de S. Paulo, que até os 9 anos de idade era palmeirense. Mudou por um desentendimento com seu irmão mais velho, Dudu, por uma figurinha das que vinha nas balas de futebol, em 1946. Reproduzo trecho do texto da Folha:

"Olha, eu era menino, foi em 1946. Graças a um erro cometido pelo meu irmão. Você não lembra das balas de futebol, lembra?", contou o substituto de Alberto Dualib em entrevista à Folha."Foi só quem viveu nos anos 40. Eu acho engraçado por isso. Tinha esse álbum de figurinha das balas de futebol. Ela vinha embalada com figurinhas. Esse álbum eram os times de futebol do Rio e de São Paulo. Tinham figurinhas carimbadas. Uma delas era a mais difícil. Era assim, vamos dizer, a cada 2.000 balas vinha uma carimbada. O Dudu era palmeirense doente. Eu cheguei um dia em casa e estava faltando a minha figurinha", disse Orsi.
A partir daí, veio a ameaça: "Eu falei: "Dudu, pára com isso, me dá a figurinha. Se você não me devolver a figurinha, eu já não gosto muito, mas a partir de hoje vou torcer para o Corinthians". Ele não me devolveu a figurinha", revelou o cartola.E, então, a transformação e a descoberta de um novo amor."Mudei. Foi a melhor coisa que meu irmão fez comigo. Minha família é italiana, mas todos são corintianos doentes. E a briga do meu irmão era comigo, porque sou o caçula da turma. Meu irmão despertou a minha paixão pelo Corinthians."Depois disso, diz Orsi, ele nunca mais foi o mesmo. Conta que passou a ser corintiano fanático. Relembra que jogadores do Corinthians freqüentavam festas promovidas pela mãe em sua casa no bairro do Brás (zona central da capital).
Em 1951, quando recebeu seu primeiro salário, o cartola conta que pediu uma parte dele à mãe para se tornar sócio do clube do Parque São Jorge.Com a carteirinha de sócio, recebida pelas mãos do ex-presidente corintiano Alfredo Ignácio Trindade, Orsi logo tomou gosto pela política do clube. E, graças à amizade com outro ex-presidente, Wadih Helu, virou conselheiro em 1959.

Trata-se de uma história simpática e que transmite uma mensagem de esperança: é possível deixar de ser palmeirense. É um alento para tantos e tantas que, por obra de algum parente, amigo ou pelo mero acaso, caminham hoje pela perniciosa trilha do palestrianismo. Pais corintianos, sempre alertas!

Julgar um homem com 61 anos de declarado amor pelo Corinthians pelos atos impensados da infância não é correto. Tolos são os conselheiros (sim, eles existem) que chegaram a cogitar pedir a renúncia do presidente:
"Nunca mais [torci pelo Palmeiras]. Mas não torço contra, não. Eu torço para ele não ganhar. O meu neto mais novo, o Vinícius, de cinco anos, se você der uma roupa verde a ele, ele devolve na hora", conta, orgulhoso, dizendo que a atitude do menino é influência do avô.
A admiração pelo Palmeiras do presidente em exercício do Corinthians não caiu bem no Parque São Jorge. Alguns conselheiros do clube prometem que cobrarão Orsi. Outros já falam em pedir sua renúncia.
Orsi aqui demonstra a virtude da tolerância com os desafortunados. Conhece a experiência de ser palmeirense, sabe que é triste e doloroso, e não torce para aumentar esse sofrimento. Torce apenas para que ele se mantenha, sem vitórias para amenizar a dor. E ainda colocou o netinho no bom caminho, vejam só.

Se há pecado na revelação do presidente interino, talvez seja o apontado pela Gaviões da Fiel: ingenuidade. Alimentou a imaginação de fariseus e das pobres almas palmeirenses. De resto, não o condeno, pelo menso por enquanto. A não ser por sua ligação com Wadih Helu e Dualib. Analisemos o presidente por seus atos. Só depois de algum tempo de gestão poderemos saber se restou alguma coisa desse equívoco infantil. E Fora, Dualib!

10 comentários:

Anselmo disse...

a defesa de que o cara "conhece a experiência de ser palmeirense" o que lhe garantiu um período de vida "triste e doloroso" etc. lembra o testemunho de pastores sobre o passado de bebedeira, devassidão e, até, de homossexualismo, como se houvesse, a priori, mal nisso .

Ora, todos sabem que ser palmeirense e viver na bebedeira são coisas boas. Devassidão, depende do ponto de vista. Homossexualismo é assunto particular, depende da pessoa e definitivamente não é coisa "do mal" e muito menos sinal de possessão pelo diabo.

o que é isso, rapaz!

Anselmo disse...

ah, esqueci: Fica Dualib!

Cético disse...

Pra mim, o cara trocou bosta por merda, ficou na mesma.

Marcão disse...

Ão, ão, ão, o Orsi é do Verdão!

Fica, Orsi!

maurício disse...

quem lembrou do pastor, da devassidão, do homossexualismo e até da bebedeira foi o anselmo. o nicolau só falou de ser palmeirense.

maurício disse...

mas que é estranha essa história isso lá é...

Fabricio disse...

Depois dessa entrevista só pode-se dizer que esse novo presidente é "uma figurinha carimbada".

Não deixem ele colecionar outro álbum. Vai que vira são-paulino. Vira casaca já deu pra ver que é.

Palestra disse...

Essa é uma prova que todo palmeirense nasce palmeirense, os gambás e bambis são sempre por influência de algum tio viado...

DANIEL PEARL disse...

Gostaríamos de divulgar um EXCELENTE vídeo sobre a trajetória vitoriosa do presidente Lula: “UM GRANDE VENCEDOR”, que também homenageamos BRIZOLA, JANGO, JOÃO MARANHÃO e outros.
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=zBBGMmzhYE4
Blog: http://desabafopais.blogspot.com/
O blog Desabafo País é de tendência esquerdista, fazendo um jornalismo independente e de combate a Mídia Golpista. Um abraço, DANIEL PEARL – editor.

Ricardo disse...

No sagrado manto alvinegro Clodomil Orsi encontrou o conforto que sua alma tanto pedia e ainda contrariou Rousseau. Enquanto uns encontram Jesus para aplacar seus tormentos, outros encontram na camisa alvinegra a certeza de um futuro de glórias e emoções vividas ao extremo, como numa ode à devassidão. Ao mesmo tempo, contrariou Rousseau ao não ser negativamente afetado pela influência corruptora do irmão.