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quinta-feira, julho 02, 2009

Corinthians Tricampeão da Copa do Brasil: de volta pras cabeças

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O Inter bem que pressionou no começo, mas o Corinthians segurou a onda colorada com a tranqüilidade e a aplicação que são talvez as principais marcas desse time montado por Mano Menezes. Se defendeu, botou a bola no chão e já aos 30 minutos do primeiro tempo a fatura estava na prática liquidada, com 2 a 0 no placar, gols marcados pelos dois melhores homens em campo, Jorge Henrique e André Santos.



Honestamente, e até por respeitar o Inter, achei que ia ser mais difícil. E essa talvez tenha sido outra marca do Corinthians nessa sua ressurreição pós-Série B. Sempre tem um “mas” nos comentários, mesmo de corintianos. Todo mundo fala que o time até é bom, mas não é pra tudo isso. Que o Ronaldo é craque, mas está gordo. Que Elias e Dentinho são bons, mas que Guiñazu e Tison são bem melhores. Que Mano Menezes até é um treinador, mas é retranqueiro.

Isso quando não é caso mesmo de descaso, como eu fazia com Jorge Henrique, decisivo nos dois jogos contra o Inter. E como muitos fazem ainda com Alessandro, de constância absurda na defesa e na saída de bola pela direita, ou William, sempre transmitindo segurança para os companheiros, como ao fugir das toscas provocações de D’Alessandro com um sorriso nos lábios, com quem diz “ah, até parece que eu vou cair nessa...”

Foi assim, respeitado, mas nunca favorito, que o time do Corinthians se impôs como campeão Paulista invicto, passando por Santos e São Paulo, e agora campeão da Copa do Brasil, em cima do Inter apontado, esse sim, como o melhor time do Brasil no momento.

Acho que agora todo mundo deve perceber, inclusive os corintianos, que o Timão não está pra brincadeira nesse ano. O time é, como Jorge Henrique, melhor do que parece: todo mundo sabe suas funções e se entrega a cumpri-las com empenho e paixão. Outros times podem ter mais talentos individuais, mas talvez nenhum tenha hoje o jogo coletivo do alvinegro de Parque São Jorge, a tranqüilidade e a frieza de impor seu jogo quando necessário e de poupar o gás quando possível, seja no Beira Rio, no Maracanã ou no Pacaembu lotado. Essa frieza que fez com que o time não tenha levado nenhum gol em casa na Copa do Brasil e tenha marcado em todos os jogos como visitante.

Agora, o Brasileirão começa de verdade para o Mano Menezes e cia. Vamos ver nos primeiros jogos como a equipe vai se comportar: se vai se acomodar (de forma consciente ou não) na classificação antecipada para a Libertadores ou se vai para cima do terceiro título do ano. Se conseguir manter a pegada, o Timão vai para disputar o título.

Isso e se não se desfigurar na famigerada janela de transferências. O selecionável André Santos é quem parece mais perto de cruzar o Atlântico e teria recebido sondagens de Juventus, Roma e sei lá mais quem, com oferta de até 6 milhões de euros por seu passe. Além dele, já houve comentários fortes sobre Dentinho, Chicão, Elias e Felipe, ou seja, a espinha dorsal da equipe. Andrés Sanches diz que não quer vender ninguém, mas que não tem como garantir isso. Espero que garanta no mínimo o bom senso de vender só um ou dois e buscar reposição do mesmo nível, pelo menos.

Nessa dos reforços, já foram citados Zé Roberto, Edu, Deco, Sylvinho, Carlitos Tevez e mais recentemente Lucas, volante do Liverpool. Destes, o ex-lusitano parece já ter se acertado pela Alemanha, o naturalizado português avisou que não volta agora e o argentino é só um delírio. Dos ex-corintianos, o volante teria acertado salários com o Timão e só dependeria de liberação do Valência, e o lateral-esquerdo desempregado toparia vir, mas quer salários muito altos. O ex-gremista parece ser só especulação, alimentada pela proximidade do jogador com Mano Menezes (que o dirigiu) e o empresário Carlos Leite.

Juntando as informações sobre idas e vindas, Sylvinho seria uma opção interessante para a saída de André, assim como Edu se ficarmos sem Elias. Deco no lugar de Douglas seria uma melhoria brutal, assim como Tevez no lugar de Dentinho. Na minha opinião, se for pra procurar titulares, eu daria prioridade a um meia dos bons (isso ainda existe?), um zagueiro, um lateral-direito (alguém tem?) e um atacante pra jogar com Ronaldo.

Depois disso, ano que vem, o do centenário, começa tudo de novo, e com Libertadores na parada. Mas até lá, tem muita coisa. O momento agora é de comemorar, depois pensar no Brasileiro e depois nos reforços, passo a passo, como tem sido tudo nessa etapa da vida corintiana. De certo, dois campeonatos na sacola e muita alegria. Agüenta, galera, que o Coringão voltou mesmo e foi direto pro topo!

(Atualizado às 19h04)

12 comentários:

Leonardo Bernardes disse...

Eu também subestimei o Jorge Henrique. Méritos de Mano tê-lo transformado na peça indispensável que ele é no esquema hoje em dia. Mas desacreditar Alessandro é passar recibo de mau analista: o sujeito é muito bom, um dos mais "corinthianos" jogadores em campo, competente, tecnicamente impecável, raçudo.

Desde os jogos com o São Paulo, apesar da enorme pressão que sofreu, deu pra entender que aquele era um Corinthians diferente, que tinha força defensiva e pode de ataques suficientes para jogar jogos decisivos como um time grande. É que as pessoas, os anticorinthianos, precisam de resultado para ver isso.

Victor disse...

Jorge Henrique já era bom no Nordeste.
O Botafogo mandou muito bem em trazê-lo.

Vai ver aquela fase do Botafogo só pode acontecer porque ele estava lá.

O ruim na época era que ele jogava muito, fazia tudo direito, mas não fazia gol.

Nicolau disse...

Leonardo, o Alessandro está jogando muito mesmo, raçudo, guerreiro e tudo mais. Mas tecnicamente impecável, eu discordo. Ele tem muita noção de posicionamento e cumpre um papel importantíssimo, mas não se destaca pela técnica ou habilidade individuais. E deixemos de fora os recibos que não tem analista aqui, só palpiteiro, hehe.

Glauco disse...

O mérito total do Mano Menezes é ter achado o posicionamento e, ao que parece, estimulado a vontade desses dois jogadores que são, a meu ver, medianos pra bons. O Jorge Henrique jogava largado na ponta no Botafogo, hoje desempenha uma função de meia que volta pra cobrir a lateral e que ataca quando dá.

Já o Alessandro, que Luxemburgo usava como ala ofensivo no Santos (indo invariavelmente mal), hoje é muito mais lateral, com preocupações defensivas, do que um jogador que avança. O técnico achou um posicionamento bom para os dois em seu esquema. Em outras funções, foram mal em outras épocas, por isso não são "inquestionáveis".

Leonardo Bernardes disse...

Victor, Jorge Henrique continua fazendo poucos gols. Claro, os últimos foram decisivos, mas o papel dele na equipe já estava nítido mesmo antes dele começar a marcar. Tanto que quando Moraes entrava o jogo mudava completamente.

Nicolau, acho que você não se incluiu na classe dos que falavam mal de Alessandro. Ele não é um jogador brilhante, mas é técnico no sentido de que é altamente eficiente no que se propõe -- e não é pouca coisa, ele defende muito bem e é bem razoável no ataque. Por vezes está no meio ou mesmo no outro lado do campo. Ele é um Silvinho melhorado, ouso dizer. Com raça e controle emocional (apesar de ser visivelmente irritadiço) que Kleber não teve quando jogou no Corinthians e que nos custou bons jogos decisivos. Rapá, os dois jogadores que eu mais gosto do Corinthians são Cristian e Alessandro, pra você ter uma ideia. Aliás, deixa eu parar por aqui porque se eu começar a falar de Cristian e Elias essa conversa vai parar numa crítica a seleção brasileira.. :D

Maurício disse...

Glauco, meu caro, não vamos perder tempo com retórica, esses dois jogadores foram fundamentais, reconhecer isso é reconhecer-lhes o valor que têm, nada mais.
William é um zagueiro impressionante, como Chicão.
Mas o que mais me impressiona nesse time do Corinthians é a capacidade de "pôr a bola no chão" e realmente armar jogadas de ataque. Retranqueiro? Acho que Mano Menezes conseguiu preparar um time coeso, com uma capacidade dominar a partida, mesmo sem nenhum grande destaque, nenhum grande jogador que desequilibre os jogos (o Ronaldo é um gênio, mas um gênio gordo).
É preciso manter esse trabalho num crescente, pois para de fato disputar a Libertadores no ano que vem o Corinthians vai ter que ter mais que regularidade. Tenho confiança de que o Mano Menezes é capaz disso, e começo a ter esperança. Mas tudo ainda está muito longe, e vai precisar de muito, mas muito trabalho até lá.

Vai Curíntia!!!!

Anselmo disse...

achei que ia ser mais difícil (2).

incrível, mas o fato de ter um time supostamente melhor no papel só prejudicou o inter. ter um time muito melhor em campo, obviamente, deixou tudo mto mais fácil pro corinthians.

não tô dizendo que se fosse contra o sport seria diferente, pq o time do corinthians é bem melhor hoje do que então.

tô só reclamando que o colorado precisava ter tornado as coisas mais difíceis pro alvinegro.

com tantos elogios, devo entender que se trata da campanha Mano Menezes na seleção em 2011?

Nicolau disse...

Minha campanha é Mano Menezes no Corinthians em 2010 e além. De resto, depois vamos vendo.

Sartorato disse...

Mano Menezes Corinthians 2010 e seleção 2011. Pelo menos do jeito que está hoje, merece sem contestação.

E o Valência liberou o Edu hoje, parece que já tá tudo certo. O São Paulo tentou garfar, mas ele já tinha prometido (inclusive pro Andres Sanches) que só voltava ao Brasil pra jogar no Corinthians.

Leandro disse...

Mesmo me fazendo passar por alguns sustos ao longo do primeiro semestre, fato é que Ronaldo e principalmente Mano Meneses, felizmente, calaram minha boca de novo.
E dessa vez o André Santos também. A boa atuação dele e as pífias atuações de Nilmar, Kléber e do alucinado D´Alessandro demonstraram que quem fez falta mesmo foi só o lateral corinthiano.
Nos comentários do primeiro jogo, que curiosamente foi mais difícil, eu já avisava que todo o blá, blá, blá acerca dos convocados do Inter tinha é o intuito de pavimentar uma rodovia de desculpas em caso de fracasso, e no segundo jogo ficou demonstrado que nem mesmo destas ausências os colorados podem fazer o que mais souberam ao longo da decisão: reclamar. O Corinthians só não fez uns cinco ou seis gols no jogo de volta porque tirou o pé depois do 2º gol. Chegou a ser displicente em alguns momentos. Sobretudo Ronaldo, se bem que foi dos pés dele que saíram os dois gols no Beira Rio. O primeiro praticamente e o segundo literalmente, numa assistência para André Santos.

Leandro disse...

Mesmo me fazendo passar por alguns sustos ao longo do primeiro semestre, fato é que Ronaldo e principalmente Mano Meneses, felizmente, calaram minha boca de novo.
E dessa vez o André Santos também. A boa atuação dele e as pífias atuações de Nilmar, Kléber e do alucinado D´Alessandro demonstraram que quem fez falta mesmo foi só o lateral corinthiano.
Nos comentários do primeiro jogo, que curiosamente foi mais difícil, eu já avisava que todo o blá, blá, blá acerca dos convocados do Inter tinha é o intuito de pavimentar uma rodovia de desculpas em caso de fracasso, e no segundo jogo ficou demonstrado que nem mesmo destas ausências os colorados podem fazer o que mais souberam ao longo da decisão: reclamar. O Corinthians só não fez uns cinco ou seis gols no jogo de volta porque tirou o pé depois do 2º gol. Chegou a ser displicente em alguns momentos. Sobretudo Ronaldo, se bem que foi dos pés dele que saíram os dois gols no Beira Rio. O primeiro praticamente e o segundo literalmente, numa assistência para André Santos.

Anônimo disse...

mano a sua zaga e a das piores que ja vi se vc nao arrumar nao vai passar da primeira fase da libertador... eu nao sei o que vc viu no souza tcheco jucilei boquita e outras porcarias e ate agora nao viu no iarle vc e muito medroso faz um gol e ja enche de volante o corinthians e time de ataque nao de chutao sou corinthiano mas esse time parece time de merdaaaaaaaaaaaaa...