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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Governo do DF é suspeito de grampear distritais da oposição. Imprensa local ignora

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Na quarta-feira, 3, passada quatro policiais civis de Goiás foram detidos em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), acusados de estarem espionando deputados distritais da oposição. Em depoimento a policiais da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil brasiliense, o grupo afirmou que estava monitorando os passos dos deputados a mando de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete do governador do DF, José Roberto Arruda (ex-DEM). A notícia foi dada com exclusividade pelo Congresso em Foco, na última sexta-feira e a repercurssão na terra da Panetolândia - e pelo jeito fora dela - foi quase nula.

Mas, para não ser injusta, o Correio Braziliense soltou a seguinte nota, na mesma sexta-feira à noite. "Arruda troca o comando da Polícia Civil do DF". Precisa dizer algo mais?

No sábado, 6, pela manhã, o DFTV soltou uma matéria sobre os grampos na Câmara Lesgislativa, entrevistando distritais da oposição. Mais nenhuma vírgula sobre o assunto. Hoje a Folha de S. Paulo chama a atenção para o caso em "Governador do DF é acusado de arapongagem". Já a capa do Correio Braziliense é "Brasília só recicla 8% do lixo coletado" e traz na última página do caderno Cidades duas matérias sobre a política da panetolândia. Uma sobre as imagens da negociação para a tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, a lambança do sobrinha e, óbvio, a defesa de Arruda. A outra matéria diz respeito ao protesto "Fora Arruda", que aconteceu neste domingo.

Mas, Correio, nenhuma linha sobre os grampos??? Será que o Watergate brasiliense, que nos EUA derrubou um presidente, aqui não vale nada?

Ôôôô...o FHC voltou, o FHC voltou, o FHC voltou...

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Eleitores e simpatizantes da ministra Dilma Rousseff (PT) para a presidência da República podem comemorar: driblando a vigilância do PSDB, o língua de trapo Fernando Henrique Cardoso (à direita) distribuiu ontem, em artigo no Estado de S.Paulo, mais pérolas de sua inesgotável e autosuficiente sapiência. Depois de quase ter enfartado com o prêmio de Estadista Global concedido a Luiz Inácio Lula da Silva, FHC desceu às raias do desespero em seu texto ao classificar nosso atual presidente de "tosco", "mentiroso" e "dissimulado". E a baixaria não parou por aí.

O artigo, intitulado "Sem medo do passado" (óbvio que ele não tem medo, quem tem somos nós!), ainda compara Dilma a "um boneco", manipulado pelo "ventríloquo" Lula. E emenda trechos risíveis como "É mentira dizer que o PSDB 'não olhou para o social'. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área". Fez mesmo? E fez o que? Por que não diz? Mais pra frente, FHC, o eterno "sociólogo que falava francês", que chamou os aposentados de vagabundos e as críticas de "nhém-nhém-nhém" reveste-se agora de indignação e chama Lula de "autoritário" e "de direita" (!): "Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. (...) Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita".

Mudo e escondido nesses tempos de enchentes e escalada da violência no abandonado estado de São Paulo, o (des)governador e provável candidato à Presidência José Erra, digo, Serra, deve estar com vontade de mandar matar o coleguinha tucano - ou, pelo menos, de cortar sua língua. Para nosso deleite, FHC perdeu mais uma chance de permanecer calado.

São Paulo 1 X 2 Santos - Robinho, Neymar e o goleiro-árbitro

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Escutava a partida pela rádio CBN no primeiro tempo enquanto me dirigia a um evento familiar em que seria absoluta minoria como torcedor peixeiro. Durante o caminho, só escutava jogadores do Santos mencionados na transmissão quando o comentarista Vitor Birner disse que o São Paulo era mais ofensivo que o Santos àquela altura, perto dos 30 minutos. Então, o locutor Deva Pascovitch deu um dado surpreendente para um clássico. Até aquele momento o Alvinegro tinha 64% da posse de bola, enquanto o Tricolor tinha 36%.

O comentarista se espantou com o dado, mas tentou justificar dizendo que a postura ofensiva são-paulina era porque ele tentava marcar o Santos no campo adversário. Contudo, o escrete litorâneo conseguia fazer a transição para o ataque tranquilamente. Curiosa a noção de ofensividade aplicada no caso mas, vendo depois os melhores momentos, foi possível ver que a formação de Dorival Junior fazia com que o time tivesse de fato mais facilidade na transição.

Para isso, o técnico sacou Pará e deslocou Wesley para a lateral-direita, o que foi uma bela sacada. Não fragilizou mais um setor que já era fragilizado e deu velocidade nos contra-ataques por aquele lado. Fora isso, Marquinhos na meia também deu um mais técnica para que a equipe chegasse à frente e soubesse tocar a bola quando necessário, sendo incisiva no momento oportuno.

Cheguei ao reduto são-paulino na hora da cobrança do pênalti de Neymar. Feito o tento, um tricolor não conteve a raiva e exclamou: "Humilhou o Rogério Ceni!". O segundo tempo prometia e eu teria que me conter.

A segunda etapa começava equilibrada, mas Ricardo Gomes sacou Washington e colocou Cléber Santana, tentando ganhar a disputa no meio de campo. E conseguiu por algum tempo. O São Paulo passou a buscar o resultado e jogar mais no campo alvinegro, embora não tenha tido, até fazer o gol, chances claras de marcar, exceção feita a um chute de Jean aos 17.

Após o empate aos 22, a partida seguiu equilibrada, e Zé Eduardo entrou no lugar de Marquinhos. Robinho já estava em campo no lugar de André e o Santos voltou a se movimentar com velocidade no ataque. Aos 30, depois de uma bela tabela com Neymar, Robinho finalizou (entendi que ele errou o chute) e Ceni salvou. Mas aos 41 não houve como evitar o gol alvinegro. Zé Eduardo dominou a bola na meia, passou para Wesley que descia na direita e o cruzamento veio para Robinho, de letra, completar diante de um ajoelhado  goleiro tricolor.



De novo, o Santos exibiu lampejos de futebol-arte o que, para o futebol que se joga aqui hoje, não é pouca coisa. E Robinho mostrou o que pode fazer pela equipe e também pela seleção. Ainda que muitos torçam o nariz, ele será imprescindível para a equipe de Dunga.

*****

Rogério Ceni, durante o intervalo, trocou algumas palavras com Neymar. A TV estava com o volume baixo e não vi o que teria sido dito. Depois, li que o arqueiro tricolor "avisou" o moleque que era para ele "aproveitar para fazer isso no Brasil, pois não é permitido na Europa. Isso não é paradinha, e sim um paradão". E reclamou completando, tal como Boris Casoy, que tem posições políticas semelhantes à dele, dizendo que "isso é uma vergonha".

Curiosamente, Ceni já fez paradinha, (pra quem não viu, o Victor do Blá Blá Gol recuperou uma delas, veja aqui). Claro que a ética de alguns boleiros é bastante maleável, basta classificar uma coisa como "paradinha" e outra como "paradona" que o dilema moral se resolve. Talvez ele tenha esquecido apenas que se adiantar na cobrança dos pênaltis é ilegal, e se alguém for ver onde o goleiro estava após a finta de Neymar, vai ter dimensão do quanto ele preza as regras do futebol.

Seria mais fácil se o goleiro pedisse que Neymar respeitasse os mais velhos.

Palmeiras quase deixa vitória escapar diante do Bragantino

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O dia foi dos santistas e de Robinho, mas o Palmeiras voltou, depois de duas rodadas, a encontrar o caminho da vitória. Contra o Bragantino, na terra da calabresa, a partida terminou 3 a 2 para o alviverde, com gol decisivo de Lenny, depois de longa contusão.

O Palmeiras segue em sexto, a dois pontos da Ponte Preta e do Corinthians e a quatro dos líderes Santos e Botafogo de Ribeirão. O problema é que é contra o time que revelou Sócrates e Raí o próximo desafio verde, e na casa da sensação do campeonato.




O Bragantino teve dois gols anulados, um por impedimento e outro por uma falta de ataque, bem mais polêmica. Teve ainda uma reclamação de pênalti em uma rebatida em que a bola bateu nas mãos de Edinho e Danilo. Pelo efeito, parecia de vôlei, mas Cleber Wellington Abade achou que não foi.

Aos 7 do primeiro e aos 5 do segundo tempo, o Palmeiras abriu 2 a 0. Cleiton Xavier recebeu de Diego Souza como atacante e Robert pegou a sobra do goleiro Givan.

Depois de cada gol, veio um crescimento do Bragantino e um recuo sem noção do Palmeiras. Não foi à toa que o time da casa empatou, com Diego Macedo e Juninho Quixadá – que mais ou menos fez o que quis na zaga.

No ritmo que ia, o gol da vitória estava mais maduro para o time que reagia do que para os visitantes. Mas Lenny, em sua segunda partida depois da recuperação, marcou. Ele tinha participado do empate com a Portuguesa.

Recuar tanto depois de fazer gols é um problema que o técnico precisa evitar. Não colocar o Armero como Muricy fez neste domingo – pelo menos até que ele apresente atestado de despacho com pai-de-santo com reconhecida ficha de serviços prestados –, é uma boa ideia.

Curiosa a opção de Muricy de evitar Robert ao lado de Lenny. Diego continuou como atacante, sem um centroavante trombador. Apesar de isso funcionar, o time fica deficitário no meio, já que Deyvid Sacconi tem sido titular, mas substituído com frequência.

É um elenco cheio de deficiências. Mas que ganhou hoje.

domingo, fevereiro 07, 2010

Fantástico culpa o lixo pelas enchentes e sobra até para catador

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Como era de se esperar, o Fantástico saiu em defesa do Zé Alagão, quer dizer, do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

São 72 mortes devido as chuvas em SP, em 43 dias, e nenhuma delas é citada na matéria deste domingo. Aliás, nenhuma responsabilização governamental, nenhuma menção aos nomes de Serra e do prefeito Kassab (DEM), ao relatório do Inpe, alertado sobre o alto nível das represas de São Paulo. Enfim nada que seja realmente plausível.

Então a culpa é de quem? Como já sabemos, para o Serra é da natureza; já para o Fantástico, é do lixo que as pessoas jogam nas ruas. São cinco minutos e 12 segundos de cenas dos amontoados de lixos, flagrados pelas lentes globais, assim como também aparecem os verdadeiros "culpados pelas enchentes": os trabalhadores, como a vendedora Maria de Fátima Moura, filmada ao colocar o lixo fora da loja em horário inapropriado. Ou o catador de material reciclável que surge nas telas remexendo no lixo enquanto a equipe de jornalismo da Globo informa:“olha a sujeira que este catador de lixo faz”. E sobrou até para os garis, que também foram “flagrados”, recolhendo o lixo, mas colocando de volta nas ruas, dentro do saco plástico, à espera do caminhão.

De fato, "isso é fantastico".