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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Petkovic defende socialismo na Ana Maria Braga

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Em face destas declarações, fica o convite público ao Pet para um papo no fórum adequado sobre suas impressões a respeito do socialismo. A gente paga a primeira rodada.



Cheguei até o video pelo Conversa Afiada, mas me falaram que saiu primeiro no blog do Altamiro Borges, que relembra os tempos de Cansei da apresentadora global.

Agora o DEM acaba?

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Até 2008, o Democratas, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), tinha os prefeitos de duas capitais e um governador de estado. Muito menos do que no período em que compunha, como parceiro prioritário, o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A mudança de nome, em 2006, foi parte de uma estratégia de redefinir funções e superar o ranço anacrônico e desgastado que povoava o imaginário do eleitor sobre a turma que já foi Arena e PDS.

As coisas estão confusas para o lado do DEM

César Maia teve seu mandato encerrado, passando a bola a Eduardo Paes no Rio de Janeiro. Ficaram Gilberto Kassab, reeleito em São Paulo, e José Roberto Arruda, no Distrito Federal.

Este último sequer reside nas fileiras do partido. Em meio à maior crise político do DF, Arruda está preso há 11 dias, desde quando também se licenciou do cargo. Antes, havia se desfiliado para evitar uma expulsão. Era cotado para ser vice do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por analistas – o que deu origem ao "vote em um careca e leve dois".

No sábado, Kassab foi cassado. A decisão será publicada apenas nesta terça-feira, 22, no Diário Oficial. Os advogados de defesa tiveram já dois dias para preparar os recursos e reverter, por liminar, a sentença do juiz Aloísio Sérgio Resende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral. Situação semelhante passaram 13 vereadores da capital, todos da base de Kassab – outros três aguardam julgamento.

O problema são doações de R$ 9,6 milhões, um terço do total arrecadado pela campanha, de fontes consideradas irregulares pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo. Mesmo antes do anúncio, Kassab manifestava a assessores a certeza de que seria, de fato, cassado, mas poderia reverter tudo na segunda instância.

É no Tribunal Regional Eleitoral que moram as esperanças do DEM.

Seus dois expoentes em cargos do Executivo estão na berlinda. Os dois tiveram vínculos com Serra, até por estarem nessa posição de destaque. A possibilidade de o DEM indicar o vice de uma chapa tucana pode ser atrapalhada. Aliás, o Kassab formou chapa com o tucano na disputa à prefeitura, além de ter conseguido seu apoio informal mesmo com uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao cargo.

Elos com Serra à parte, dos 14 senadores do DEM, oito têm seus mandatos em disputa neste ano. Para um partido que viu sua bancada cair de 84 de 2006 para os atuais 56 em exercício (foram 19 eleitos a menos e nove abandonaram o barco desde então). Naquela disputa, o agrupamento miguou de um partido grande para um médio.

Em meio a sua maior crise pelo menos desde que mudou de alcunha e com riscos de não ter um nome de peso para compor uma chapa com um José Serra – que já acumula desgastes demais para um ano eleitoral que nem passou do segundo mês –, será exagero se perguntar se agora o DEM acaba?

Em tempo, ninguém aqui falou em "se ver livre dessa raça" e muito menos que está "encantado" com a sequência.

Em tempo 2: Kassab conseguiu efeito suspensivo da decisão. Até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se pronuncie, ele mantém-se no cargo.

Só não vê quem não quer

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Quando entrevistei Paul Singer (foto), secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, para o site da revista Fórum, ele encerrou assim: "está havendo, sim, uma grande transformação social no Brasil. É meio invisível, pois a maior parte das pessoas não sabe. Mas essa transformação está acontecendo e é muito encorajadora. Muitos dizem que ela só será percebida dentro de dez ou 15 anos. Eu acho que não vai demorar tanto assim".

Profético. Menos de um ano depois, leio, na edição de ontem de O Estado de S.Paulo, o seguinte: "Classe A ganha mais 303 mil famílias". Vamos a dois trechos interessantes da matéria, que não mereceu nem chamada de capa:

Dados compilados pela MB Associados, com base nas estatísticas do IBGE, a pedido do Estado, mostram que o rendimento médio da classe A é hoje 48% maior que em 2002.

O crescimento da renda não foi muito diferente entre as categorias: dobrou na classe A, cresceu 116% na classe B e 142% para a C.


Em terra de cego, quem tem (pelo menos) um olho votará em Dilma Rousseff.

Supresa pelos 2 a 0 de Robert sobre o São Paulo

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O Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 0 na estreia do tecnico Antonio Carlos. Com dois gols de Robert e um jogador do Tricolor expulso, a torcida terminou gritando "olé" na troca de passes ao final da partida.

Torcedor muda de estado de espírito com mais facilidade do que bêbado para entornar um copo. A minha proposta de me licenciar de torcer não funcionou na prática.




O técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, no mesmíssimo estilo consagrado por figuras como Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo, Émerson Leão, Mano Menezes e tantos outros, culpou a arbitragem. O avanço foi reconhecer que o time jogou mal.

O jogo não foi grandes coisas. O São Paulo não fez valer o favoritismo nem a crise no rival. Jogou mal pra burro. O Palmeiras tampouco foi bem, mas fez dois gols no segundo tempo. Ganhou.

Os tentos só saíram depois da justa expulsão de Xandão, aos 8 e aos 23 da etapa final. Cleiton Xavier cruzou para o primeiro e Marquinhos, o esquecido, bateu escanteio no segundo.

Antonio Carlos Zago entrou com Lenny no ataque, Diego Souza e Cleiton Xavier como meias. Eduardo como lateral-esquerdo foi outra novidade.

Parênteses quase irrelevante: o confronto tinha dois ex-zagueiros no comando das equipes. Ambas jogaram com dois defensores, na base do 4-4-2. É só curioso.

Metáfora
O que me deixou mais preocupado em relação ao técnico foi a metáfora adotada. Para tentar dizer que nãoestá garantida a boa fase para o ano ou que não tem mistério para fazer o time funcionar – confesso que não entendi com precisão – a opção foi distante da usada em profusão pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nada de metáforas de futebol com futebol, nem de futebol com cachaça. Foi assim:

– Aqui ninguém descobriu a fórmula da Coca-Cola. O mais importante foi a conversa que tivemos. Temos um bom time. Apenas três jogadores do Brasileiro não estão aqui mais. Procurei passar tranquilidade, dar confiança aos jogadores, para que eles pudessem entrar em campo pensando só no futebol. Eles responderam muito bem.

Da respota dos jogadores, qualquer torcedor gostou. Da metáfora com refrigerante, não.

Em tempo
Como comentou o Nicolau há pouco, já vi técnico cair depois de clássico. Ir parar no hospital é novidade. A piada só cabe porque as notícias são graves, mas nem tanto.

Ricardo Gomes teve, na noite de domingo, 21, um acidente vascular cerebral (AVC). As primeiras informações indicam que não há sequelas e que o sangramento é do tamanho de um grão de arroz, mas nenhuma previsão de alta para o treinador de 45 anos.

domingo, fevereiro 21, 2010

Mirassol 1 X 2 Santos - o palco não ajudou o show

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Se a ausência de Neymar e Ganso, suspensos, já indicava que a possibilidade de show seria menor do que em outros jogos, o gramado encharcado do estádio do Mirassol só sacramentou essa impressão. Ainda sem George Lucas e Léo, novamente Dorival improvisou nas laterais, com Roberto Brum na direita e Pará na esquerda. No lugar dos infantes terríveis da frente, entraram Marquinhos e Madson.

Na primeira etapa, domínio santista. Jogando do lado do campo menos danificado, a equipe conseguiu tabelar e tocar rapidamente a bola e coube ao mais que útil Wesley marcar o gol aos 26, graças à movimentação de Madson, que abriu espaço para a finalização do meia. Tento merecido pelo maior volume de jogo da equipe alvinegra, apesar de um número bem menor de jogadas plásticas que nas pelejas anteriores. Mas o destino quis que em uma jogada de fliperama, uma falta cobrada pelo Mirassol que bateu em dois atletas peixeiros, o empate viesse ao 34.



Já no segundo tempo, Madson conseguiu fazer aos 12, por meio de uma bela cobrança de falta. E depois, jogando no lado do campo onde era impossível trocar passes rápidos, o time não conseguiu mais pressionar. O Mirassol se animou e, com sucessivas ligações diretas (vulgo chutões) passou a levar perigo. A substituição de Marquinhos para a estreia do lateral-direito Maranhão, claramente sem ritmo de jogo, fez com que o time santista perdesse o meio e também passasse a apelar para os lançamentos compridos. Ainda assim, a equipe do interior não teve força ofensiva (leia-se técnica) para empatar e o Peixe saiu vitorioso.

Esta foi a sétima vitória seguida e o Peixe consolidou a liderança quatro pontos à frente do vice-líder e a oito do primeiro colocado fora da zona de classificação. Não dá pra reclamar.

*****

De positivo, a reestreia de Maikon Leite, esse sim um verdadeiro guerreiro, que retorna após outra gravíssima contusão. E, no primeiro lance, não teve medo e partiu para a dividida, mesmo em um campo pesado e encharcado. Em poucos lances, mostrou que pode ser útil a Dorival Junior, que hoje tem uma gama de opções ofensivas de dar inveja aos rivais, considerando-se ainda Zé Eduardo, Giovanni e o garoto Breitner. O problema é do meio pra trás, onde os alas titulares estão contundidos e as improvisações fragilizam a defesa alvinegra.