Destaques

terça-feira, março 02, 2010

'Título mundial de futebol não enche barriga'

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Esse era Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas da Copa da Espanha, em 1982. Presidente do Partido dos Trabalhadores e candidato ao governo de São Paulo, o político avisava ao jornal, sem medo de nenhum Larry Rohter, que ia beber "muita" cerveja vendo os jogos da seleção. Naquele ano, infelizmente, o time comandado por Telê Santana, com Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico no meio-campo, empolgou mas não ganhou. Lula também perdeu a eleição para Franco Montoro, do PMDB, mas viu seu Corinthians vencer o Campeonato Paulista com Sócrates e a jovem revelação Casagrande. Vinte anos depois, na Coréia e Japão, o Brasil garantiria o pentacampeonato contra a Alemanha, com gols de Ronaldo Nazário, hoje no Parque São Jorge. E, no final do ano, Lula chegaria à Presidência da República. Mas seu Corinthians perderia a decisão do Campeonato Brasileiro para o Santos, de Robinho, Diego, Elano & Cia.

segunda-feira, março 01, 2010

Água que manguaça bebe

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Rodger Rogério é um cantor, compositor, ator e professor de Física de 66 anos. Integrou o mítico grupo Pessoal do Ceará no início dos anos 1970, com a cantora Téti e Ednardo (na foto ao lado, ele está à esquerda). Eles foram da mesma safra dos também cearenses Fagner, Belchior, Amelinha, Fausto Nilo, Petrúcio Maia e Clodo, entre muitos outros. O LP "Meu corpo, minha embalagem, todo gasto na viagem", lançado pela gravadora Continental em 1973, é um clássico disputado hoje nos sebos. Com Ednardo e Téti, Rodger canta coisas como "Cavalo ferro", de Fagner e Ricardo Bezerra. Ele também participou do festival "Massafeira", em 1979, movimento coletivo que fez apresentações no Teatro José de Alencar e foi outro marco da música cearense - os 30 anos do evento foram comemorados com um show em maio do ano passado.

No blogue Do Carvalho, li uma passagem manguacística contada por Rodger Rogério (à esquerda, em foto recente). O bar Estoril sempre foi uma referência em Fortaleza. Nalgum fim de noite perdido nos anos 1970, Rodger e outros manguaças chegaram ao local quando o garçom Sitônio já guardava as mesas e cadeiras. Tratou logo de avisar os ébrios que o bar estava fechando e não venderia mais nada. "- Mas Sitônio, só três vodkas enquanto tu guarda as cadeiras, rapaz!", implorou Rodger. "- Tudo bem, vou trazer as vodkas e a conta logo". "- Peraí, Sitônio, arruma as coisas com calma. Traz três vodkas pra cada um e um Crush por rodada". O garçom aceitou e os manguaças beberam suas três doses com refrigerante. Porém, quando a conta chegou, só constava o valor a ser pago pelos três Crush. "- Que é isso, Sitônio? Num vai cobrar as vodkas não, rapaz?". "- E vocês acham que botei vodka? Tomaram muito foi água misturada com laranjada. E do jeito que estão, nem perceberam. Agora paguem e vão simbora!".

Gente fina é outra coisa

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Outro dia li alguém dizendo que o presidente Lula estaria trocando a branquinha por uísque (há uma confirmação no último parágrafo dessa matéria aqui). Porém, pode ser que a tal bebida seja essa aqui:

Encontre sua idade pela matemática da cerveja

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1 - Escolha o número de vezes que você gostaria de tomar cerveja na semana (mais do que 1, menos que 10);

2 - Multiplique o número por 2;

3 - Adicione 5;

4 - Multiplique por 50;

5 - Se você já tiver feito aniversario esse ano, some 1760. Se não tiver feito, some 1759;

6 - Agora subtraia desse número o ano em que você nasceu;

7 - Você agora deve ter um número de três dígitos. O primeiro digito foi o número que você escolheu. E os próximos dois números são a sua idade.

Obs.: 2010 é o único ano em que isso vai funcionar.

Palmeiras submerge diante do (ex-)lanterna Rio Claro

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Para alegria da eminência parda do Futepoca e de Roque Citadini, o Palmeiras perdeu do Rio Claro por 1 a 0. Foi o primeiro gol sofrido nas três partidas, mas bastou para impingir a primeira derrota sob o comando de Antônio Carlos Zago, em sua terceira apresentação como treinador.

Sem conseguir tocar a bola por causa do alagamento do gramado, o Palmeiras não jogou pior do que o time da casa, mas esteve pior, com menos capacidade do que nos outros jogos.

O fato marcante da partida foi mesmo a chuva, por isso o título com a referência, digamos, naval.

Na quinta-feira, 25, um temporal deixou uma vítima fatal. Na ocasião, foram 65 milímetros durante a madrugada, a maior parte concentrada na primeira meia hora.

Sobre a pluviosidade deste domingo, 28, não encontrei informações. Pelo jeito, foi menos grave. Mas o gramado não aguentou a sequência de dias chuvosos.



Seria maldade dizer que o time jogou como na época de Muricy Ramalho, porque a culpa não é do ex-técnico do time. Ocorre que não havia santo que fizesse a bola rolar no gramado, e a alternativa foi alçar bolas à área rioclarense.

Com Wendel e Eduardo em vez de Figueroa e Armero, a ordem era jogar a bola para a área pelo alto. Tudo na esperança de que Robert estivesse em uma fase melhor do que a do Obina.

Diego Souza esteve um pouco apagado. Pierre e Márcio Araújo, os volantes titulares, se ausentaram por terceiro cartão amarelo e contusão, respectivamente.

O atacante Osny fez o gol da vitória do time da casa aos 34 do primeiro tempo. Ele se livrou da marcação e foi à área para marcar. No começo do segundo tempo, quase ampliaram Souza (contra o patrimônio) e uma bola na trave.

Com o resultado, o alviverde garantiu ao Rio Claro largar a incômoda lanterna do campeonato. O feito à lá Robin Hood tem na chuva a culpada da vez. O Paulista fica cada vez menos viável para o Palmeiras por tropeçar demais.