Destaques

quarta-feira, março 03, 2010

Campanha encruada

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A partir de um jingle proposto em um comentário do leitor Jefferson, no blogue "Esquerdopata", resolvi complementar a letra do desespero tucano:

À CAÇA

Mas que campanha tão engraçada
Não tem mais vice, não tem mais nada

Se o Aécio não aceitar
É porque sabe que não vai dar

E o Arruda, mas que saudades
Perdeu a vaga atrás das grades

O José Serra quer desistir
Pois nas pesquisas só faz cair

Essa é uma briga de muito afinco
Na rua dos bobos, 45


(Com todos os perdões a Vinicius e Toquinho...)

Tipos de cerveja 46 - As Abbey Dubbel

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A Dubbel é uma cerveja escura, muito rica em malte e com teor alcoólico próximo a 9%. Menos frutada que a Belgian Strong Dark Ale, possui, em contrapartida, sabor complexo e uma boa presença de gás. Tal como o nome indica, são cervejas feitas seguindo a tradição de abadias e mosteiros, apesar de muitas fábricas tentarem imitar essas características com algum sucesso. "As Abbey Dubbel acompanham bem queijos, chocolates, bifes e carnes de caça", sugere Bruno Aquino (foto à esquerda), do site português e parceiro Cervejas do Mundo. Boas marcas indicadas: Corsendonk Pater Abbey Brown Ale (foto à direita), St. Feuillien Brune e Westmalle Dubbel.

terça-feira, março 02, 2010

A oficial cara do novo Barueri

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Agora não há mais volta: com direito a aprovação do poder público, modificação em todos os setores do site e apresentação do novo distintivo, o Grêmio Recreativo Barueri já não existe mais. Quem disputará a primeira divisão do Campeonato Brasileiro e também a Copa Sul-Americana em 2010 é o Grêmio Prudente - ou, mais precisamente, o Grêmio Prudente Futebol Ltda.

O novo time lutará para ser conhecido como Grêmio, somente Grêmio. O que gerará uma estranha necessidade de se acrescentar um "-RS" após o nome do tradicional tricolor gaúcho. Se é, claro, que o novo nome pegará na prática entre os torcedores. Mais provável que o clube ainda seja chamado de "Barueri" por aí, e de Grêmio Prudente na mídia geral.

A mudança de nome e cidade não gerou alteração nas cores do ex-Barueri. O time segue "quadricolor", ostentando vermelho, azul, amarelo e branco - as cores da cidade de Barueri - em seu escudo. Se fosse adotar as cores de sua nova cidade, o Grêmio Prudente teria que ser vermelho, preto e branco, o que poderia inibir os não-são-paulinos.

O novo escudo do Grêmio Prudente deve entrar em campo pela primeira vez nessa quarta-feira, quando o clube enfrenta em casa o Rio Branco.

E enquanto isso, na Grande São Paulo, o Sport Club Barueri faz campanha intermediária na Série A3 do Paulista.

A oposição e a adulteração do Bolsa Família

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Assaz interessante notícia veiculada pela Agência Brasil dando conta de que uma proposta do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), hoje cotado para ser vice de Serra na disputa presidencial, foi aprovada pela Comissão de Educação do Senado instituindo um benefício adicional ao programa Bolsa Família. O projeto prevê um ganho a estudantes da rede pública de acordo com o desempenho escolar, a ser regulamentado pelo governo federal.

A respeito, duas observações. A primeira sobre a consolidação da mudança de postura dos demo-tucanos em relação ao benefício. No primeiro mandato de Lula, ele era atacado e a tropa de elite da mídia cansou de qualificá-lo como “bolsa-esmola” ou termos depreciativos do gênero. Pra quem não lembra, é só ler esse e artigo do sábio chefão global Ali Kamel, que afirmava categoricamente se o programa “um tiro no pé. Mas que rende votos. Eis, talvez, a origem da insensatez”. O líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia (DEM-BA), analisava assim as chances de reeleição de Lula no ano seguinte. "Tendo perdido todas as bandeiras, o governo só tem uma âncora, que é esse negócio do Bolsa Família, um programa meramente assistencial."

Mas já na aleição de 2006 o discurso da oposição e de seus aliados começou a mudar. O candidato Geraldo Alckmin, além de negar o passdo privatista, também jurou de pés juntos que iria “melhorar” o Bolsa Família. Aliás, passou a reivindicar a paternidade do benefício, atribuindo-o a FHC e a ACM em dado momento. Uma comentarista política célebre por chamar o benefício de "mensalinho" em uma mesa televisiva de debates noturnos, passou a dizer que a mãe do programa era Ruth Cardoso, quando da morte da ex-primeira-dama. Claro que existem exceções como Jarbas Vasconcelos, o mais tucano dos peemedebistas, que disse no ano passado que "o Bolsa-Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo".

Agora, a proposta de Jereissati segue no intuito de “melhorar” e “aprimorar”. Pra quem não sabe, o Bolsa Família trabalha com condicionalidades para que a pessoa possa receber o benefício. Deve haver frequência mínima dos filhos na escola, para evitar a evasão escolar e impedir que as crianças trabalhem, financiando o acesso à educação de crianças e adolescentes. Outra condicionalidade é a obrigação de se vacinar os filhos, fazer pré-natal se a mãe de família estiver grávida, e realizar o acompanhamento pós-parto. É uma forma de divulgar e facilitar o acesso do cidadão à saúde pública.

No entanto, o que Jereissati estabelece não é uma condicionalidade, mas sim introduzir a meritocracia para que se receba um benefício. Um completo absurdo, ainda mais considerando que a criança ou o adolescente recebe um encargo e uma responsabilidade cruel, a de ter que ir bem na escola para trazer o tal bônus pra casa.

Na prática, a proposta traduz a visão tucana da educação, refletida por exemplo em São Paulo, onde professores têm que ser submetidos a avaliações e provas se quiserem ter seus proventos aumentados. É uma forma de desobrigar o Estado da sua função de dar condições mínimas ao profissional do ensino e ao estudante, cobrando-o e fazendo sua avaliação por um suposto mérito. Essa visão transplantada para o Bolsa Famíliacria uma distorção perigosa da ideia original, que os partidos da base governista não caiam na tentação fácil de “anabolizar” o benefício adulterando seu conceito.

Os últimos brancos do Brasil

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Excelente o vídeo em que Chico Buarque fala sobre racismo. Ele demonstra o patético da hipocrisia de classe média ao lembrar, singelamente, que ninguém é branco nesse país. E essa miscigenação é nossa maior vantagem no planeta. No vídeo, Chico usa uma frase fantástica - e sarcástica:

- Se a Xuxa não casar com o Taffarel, acabam-se os brancos no Brasil.