Destaques

quarta-feira, março 24, 2010

Depois é o Lula quem fala besteira...

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No comando de um trator enfeitado com um enorme adesivo amarelo de sua gestão desastrosa, o (des)governador José Erra, digo, Serra (PSDB) participou ontem da demolição de prédios na região central de São Paulo. Após derrubar um muro, declarou, quase tendo um orgasmo:

- É gostoso. Derrubar prédios é uma terapia.

Como diria (a tucana) Regina Duarte, "que medo!". E, pelo visto, destruir o estado mais rico do país também deve ser terapêutico para o Serra.

terça-feira, março 23, 2010

Soninha é democrática para servir cachaça

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No gabinete de Soninha Francine (PPS), subprefeita da Lapa, em São Paulo, a fotógrafa Julia Chequer, do site R7, flagra uma garrafa de cachaça ("do Barão"). E mostra bandejas onde Soninha, mesmo sendo palmeirense, não deixa de oferecer, junto de copos do seu time, uma caneca do Corinthians. Seria um convite ao Lula?

Motoqueiros são os que bebem mais no trânsito

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Pesquisa da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas, do governo federal, revela que, nos últimos 12 meses, o consumo abusivo ou pesado de bebida alcoólica (cinco ou mais doses) ocorreu pelo menos uma vez com 79% dos motoristas de moto, 73% dos de carro, 71% dos de caminhão e 61% dos motoristas de ônibus. De acordo com o estudo, a quantidade de doses ingerida no período caracteriza o consumo como "pesado". Já o consumo episódico, ou binge drinking, caracteriza-se pelo consumo de mais de cinco drinques para homens ou quatro para mulheres, em uma única ocasião. A pesquisa concluiu ainda que a maior parte dos motoristas entrevistados, entre 55% e 60%, confirmou beber entre 7 a 15 doses de álcool em dia típico de consumo. A secretaria fez 8 mil entrevistas em rodovias federais das 27 capitais brasileiras, entre 2008 e 2009.

A polêmica dos gols 'oficiais' ou 'não oficiais'

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Ao converter seu 39º pênalti na carreira, domingo, contra o Mogi Mirim, o goleiro Rogério Ceni ficou bem próximo da marca de 100 gols como profissional. Segundo os dados oficiais, com os 89 marcados até aqui, ficariam faltando apenas 11. Mas o caminho poderia ser mais curto, pois, na verdade, Ceni já fez 91 gols. Acontece que dois não são considerados "oficiais", pois foram marcados em jogos amistosos. O primeiro em 25 de janeiro de 1998, no empate do São Paulo por 1 a 1 com o combinado Santos/Flamengo, jogo que contou com a participação de Raí e anunciava sua volta ao clube (que aconteceria em maio daquele ano). Me lembro que Romário foi até o Morumbi pra jogar, mas, como não recebeu os mil reais que havia pedido como cachê, deu algumas entrevistas se desculpando e foi embora. O gol de Rogério Ceni naquele jogo pode ser visto neste vídeo aqui.

Dois anos depois, em 17 de janeiro de 2000, o São Paulo goleou o Uralan Elista, da Rússia, por 5 a 1. O goleiro deixou mais um, como pode se ver aqui. Era o segundo e último jogo de um improvisado "Torneio Internacional" Constantino Cury. Na primeira partida, o São Paulo venceu o Avaí, de Santa Catarina, por 3 a 2 - por isso, ao ganhar também do time russo, acabou sendo "campeão". Claro, óbvio: tanto o confronto de 1998 como esses de 2000 foram amistosos de início de temporada, descontraídos e sem valor. Mas não foram jogos-treino. Quantos amistosos desse tipo o Pelé, por exemplo, não disputou pelo Santos? E seus gols foram contabilizados, bem como aqueles marcados quando defendeu a Seleção do Exército Brasileiro. Isso já deu rolo quando o citado Romário decidiu comemorar seu "milésimo" gol.

Se a soma de gols "não oficiais" de Rogério Ceni fosse grande, mais de 10 ou coisa do gênero, até entenderia a polêmica sobre contá-los ou não. Mas esses dois golzinhos, o que custa? Duas cobranças de falta bonitas, em jogos profissionais. Buenas, de qualquer forma, acredito que ele chegará aos 100 gols. Mas completar 1.000 jogos com a camisa do São Paulo, faltando 109 para isso, já será outra história...

Pelo futebol

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Falar de futebol, hoje, é (deveria ser) falar do Santos. Os santistas Glauco e Olavo se regozijam não apenas com o desempenho do seu time como também com o ímpeto de outras torcidas em criticá-lo. Não há argumentos contra 10 a 0, contra 9 a 1, nem contra séries de 10 vitórias enfrentando times de todos os calibres. Acima de tudo, não há argumentos contra a arquitetura em movimento (música?) dos gols e assistências de Neymar. Dizer que são apenas garotos só amplia a sua glória, ainda mais quando eles não se apequenam diante dos adversários, nem daqueles cuja suposta experiência se traduz apenas em mais peso na botina.

Eu mesmo fiquei espantando vendo são-paulinos e corintianos felizes da vida com a vitória do Palmeiras sobre o Santos. Torcer contra o líder é natural, mas havia algo mais nessa caldeira. Afinal, o que tal imprevisível comunhão está a nos dizer?

Que o Santos está jogando bola de um jeito que nenhum outro time jogou nos últimos anos, e isso incomoda. O Corinthians que venceu o Paulista e a Copa do Brasil era osso duro de roer, principalmente pela solidez de sua defesa e a precisão do toque de bola. Mas dificilmente encantava, salvo pelos arroubos geniais do Gordo, as assistências do Douglas, os petardos de Cristian. O Flamengo que venceu o Brasileiro tinha qualidade, teve momentos geniais, mas sobretudo muita raça. E venceu numa última rodada pra lá de embolada. Não é difícil admitir a vitória do Corinthians ou do Flamengo, pois são times que não destoaram do que tem sido a tônica do futebol mundial.

Mas, no caso do Santos, reconhecer que o esquema ultraofensivo de Dorival Junior está dando certo é engolir em seco anos de futebol travado, de ênfase nos volantes, de medo de jogar aberto e pra frente. É admitir que o futebol pode sim ser ao mesmo tempo bonito, objetivo (ou seja, sem firula) e vencedor. O esforço em denegrir o futebol do Santos é uma estranha forma de dizer que as vitórias de Corinthians e Flamengo foram "dos nossos", do futebol "normal", da "realidade do futebol moderno". Realidade é e sempre será a mais ideológica das palavras.

Em vez de falar mal do Santos – ou da folclórica e ingênua dancinha dos meninos –, os times deveriam empenhar-se seriamente em vencê-lo. Quem quiser provar o seu valor, nesta temporada, terá que vencer o Santos, principalmente em partidas decisivas. Acredito que o Corinthians poderá fazer isso, mas terá que soltar as rédeas do time, com todos os riscos implicados.

Fico pensando se o Timão focasse mais nos seus jovens do que na vovozada experiente e lenta que frequenta o Parque São Jorge. Felipe, Jucilei, Elias, Defederico, Dentinho, Jorge Henrique... este já está chegando nos 30, mas com vigor de moleque. Se em vez de Tcheco trouxesse de volta o Douglas, em vez de Roberto Carlos trouxesse algum jogador mais coordenado... Quer dizer, um time com fome de bola, capitaneado por uma ou duas, no máximo, três figuras mais experientes. Acho que investiríamos no lugar certo, por um futebol digno do nome.