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segunda-feira, junho 11, 2007

A semana de Paulo Henrique

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Até para quem torce para o Galo, Paulo Henrique é um quase desconhecido até esta semana inesquecível.

O atacante de 18 anos voltou com o Galinho de uma excursão pela Europa, em que disputou dois torneios. Foi artilheiro, o Galo ficou em terceiro num, perdeu a final para o Chelsea noutro, mas não é isso que conta.

No começo da semana passada, Zetti, o novo técnico do Galo, marcou amistoso contra o Villa Nova (MG) para conhecer os jogadores reservas e outros que não vinham sendo nem realcionados. Resumindo a história, o moleque entrou no segundo tempo, fez dois gols da vitória por 3 a 1 e por isso acabou relacionado para o jogo contra o São Paulo.

No Morumbi, entrou aos 12 minutos do segundo tempo jogando pela primeira vez no profissional e, cerca de 20 minutos depois, fez o gol que deu a vitória para o Atlético.

Pode não ser nada, mas mostrou que tem estrela.

É interessante também notar que o time do Galo que terminou o jogo tinha seis jogadores com cerca de 20 aos e criados nas divisões de base. Parece que é o caminho que sobrou e tomara que continue seguido, até porque os grandes times do Galo sempre foram feitos com jogadores da casa.

Sobre o Sampaulo, nada a declarar, apenas que é um time que vai sofrer muito neste campeonato e também acho que o Muricy (destaque-se injustamente) não deve durar muito.

Aliás, é interessante ver como a imprensa vive louvando em discursos a continuidade dos técnicos, mas é a primeira a ficar pedindo cabeças quando os resultados não vêm. Ouvi o jogo pelo rádio, na CBN, e eram só críticas ao técnico, que, segundo eles, escalara errado, mexera errado, a torcida pedia sua cabeça etc. A ira era enorme, até parece que estavam mais raivosos com a derrota que os próprios torcedores.

Isenção, ah, isenção....

6 comentários:

rafael disse...

o comentarista era o vitor birner, certo? ele é sampaulino (gostei dessa) e vem fazendo campanha contra o muriçoca faz tempo.

o lance tb soltou uma matéria pedindo a cabeça do caio jr.

é de sangue que eles gostam!

Nicolau disse...

O Corinthians também tem um monte de moleques, das divisões e trazidos de fora. O curioso é que o Fredi lança aqui uma versão atleticana do mito do terrão. Não sei se é bem assim o negócio dos grandes times só com prata da casa. Mas, na falta de grana, é o que vai rolar. Espero que "nossos" meninos fiquem até o fim do campeonato pelo menos.

fredi disse...

A diferença, Nivaldo, é que o Galo construiu CT e hotel exclusivo para os garotos. Está investindo e colhendo, nada de terrão.

Compartilho o desejo de que os meninos fiquem pelo menos até o final do ano, mas duvido que isso aconteça, infelizmente...

Rafael, o comentarista não era o Biner, mas o Daniel Piza.

Glauco disse...

Devagar com o andor. Que é a única opção que resta, parece claro. em meio à mediocridade do futebol nacional pode funcionar? Pode. Vai chegar a ser campeão? Acho difícil.
O exemplo recorrente de time bem sucedido é o Santos de 2002/2003 que, é sempre bom lembrar, é uma baita exceção. Um misto de sorte excepcional (não é todo dia que aparecem um Robinho e um Diego, quanto mais no mesmo time), com um trabalho de base que já vinha de gestões anteriores, com centro de treinamento e foco não na conquista de títulos nas divisões inferiores, tentação a que muitos times se entregam, mas na revelação de jogadores.
Já o mito do terrão é uma boa meia verdade. Dos catorze atletas que entraram em campo ontem, nove vieram de fora do Timão. Um número até bom em termos de jogadores de base que compõem um time, mas pra bom ´matemático, longe de ser maioria.

Nicolau disse...

Bom, não sei quem foi que falou que a maioria do time do Corinthians é das categorias de base. Eu disse que tem um monte de moleques "das divisões e trazidos de fora". E concordo com você, estava questionando a crença do Fredi de que um time de garotos é a melhor opção para o Atlético já que os grandes times do passdo eram de pratas da casa. Acho que é a única opção num situaçaõ em que não dá pra comprar ninguém. E quando eu chamo o terrão de mito, acho qeu está claro qeu não acredito nisso tanto assim. Resumindo, ou você leu errado ou eu me expressei mal.

Glauco disse...

Que síndrome de perseguição, só comentei, não respondi a ninguém. Falei do terrão porque tem muita gente que fala, ué.