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quinta-feira, abril 30, 2009

Cleiton Xavier, Cleiton Xavier, Cleiton Xavier!

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O jogo do Corinthians tinha acabado e a transmissão da TV aberta passou para os dez minutos finais do tempo regulamentar de Palmeiras e Colo Colo. O zero a zero davam a vaga para o time chileno, que tinha vantagem de saldo de gols. Nem sempre os grupos da morte são tão de matar. Aos 41 minutos e 42 segundos da segunda etapa, o desespero jã tomava conta do time depois de uma partida bem jogada, mas sem efetividade. Duas bolas na trave no primeiro tempo não valem gol. E eram 10 em campo, porque o zagueiro Marcão havia sido expulso.

Então, o camisa 10, jogando como segundo volante, pega a bola na intermediária, finta o zagueiro e arrisca um chute que ele não vai acertar tão cedo. Tão cedo, realmente não precisa. Cleiton Xavier colocou a bola no ângulo esquerdo do arqueiro Munhoz.

Em meio aos gritos de gol da vizinhança, o mais exautado sai à janela e resume:

– Cleiton Xavier, Cleiton Xavier, Cleiton Xavier!


Era o que bastava. O Colo Colo ainda perdeu duas chances claras de gol, Marcos, o Goleiro teve de sair em cada escanteio batido, e o placar foi assegurado. A vitória simples era o que bastava para mudar a configuração do grupo. Ao fim da partida, os jogadores chilenos se reúnem no centro do gramado e parecem não acreditar.

É por essas coisas que o futebol é genial. Melhor quando é a favor do nosso time.

Em tempos de gripe suína, estou me contendo para evitar as piadas abaixo da crítica.

Sorte e acerto
Vanderlei Luxemburgo arriscou ao escalar três zagueiros, Wendel e Souza no meio e Diego Souza no ataque. Arriscou um esquema muito defensivo. Mas se deu bem, porque o time entrou aplicado, mandou duas na trave. Depois, era seguir sua própria cartilha (ou sua própria mesmice): sai o lateral, entra um meia-atacante, Willians, no caso. Depois, tirou Diego Souza, zonzo depois de uma trombada em campo. Pierre, contundido, deu lugar a Evandro, não conta.

E teve muita sorte, porque um chute daqueles é antiesquema tático. 

Só sei que quando o Kléber Machado começou a elogiar o treinador, eu deixei a TV sem som até acabar o jogo. Recomendo.

Bom para os brasileiros
Com isso, os cinco times brasileiros se classificaram para a próxima fase da Libertadores. Não quero dizer com isso que eles sejam "o Brasil na Libertadores" e muito menos que os torcedores de outros times devam torcer por essas equipes. Mas é melhor.

No grupo 7, o Grêmio é dono da melhor campanha, mas todos os outros brasileiros, à exceção do Palmeiras, são primeiros de seus grupos. Sport, no 1, Cruzeiro, no 5, São Paulo, no 4. Como ainda faltam quatro partidas, realizadas nesta quinta, e as chaves das oitavas-de-final são definidas por pontuação entre primeiros e segundos, não é possível saber a combinação.

18 comentários:

Leandro disse...

Só gostaria de saber o que tinha de "Grupo da Morte" este em que se classificaram Sport e Palmeiras, este último graças ao acaso que faz do futebol algo fascinante.
Tinha um LDU que praticamente nada mais tem a ver com o time campeão do ano passado, tinha o Colo Colo que está entre os piores do campeonato local, do hoje muito decadente futebol chileno, e tinha o Sport, que nem na Libertadores estaria não fosse o apito de Alício Pena Júnior.
Ainda assim, o mais que irregular Palmeiras classificou-se na bacia das almas, com um chutão. Este grupo está mais é para "Grupo dos Mortos".

Maurício disse...

O mais engraçado (essa o Glauco vai gostar): o Cleiton Xavier acaba de acertar um chutaço impossível, filmam o Luxemburgo – que nem comemora direito, e está com cara de estrategista (por dentro dando muitos graças a deus) –, e o Cleber Machado manda essa: "A estratégia dele deu certo!".

Pepe disse...

O que temos que olhar, penso, é a mudança de postura que o Palmeiras mostrou, principalmente no primeiro tempo. Nada a ver com estratégia de Luxemburgo.Acredito mais em uma "coisa boleira" mesmo, resolvida até tacitamente entre os jogadores.Não foi o mesmo time que perdeu de 3 do Colo Colo, nem para o Santos no Palestra.Tudo bem que o time tem se mostrado irregular, mas, a exceção do Internacional, que time tem sido regular no País? Nem o invicto(até hoje) Curintia tem sido.Vamos ver o que a continuidade da Libertadores reserva de bola para nossos corações apaixonados. Acredito em alegrias para os brasucas. Vai ver que sou romântico...

Nicolau disse...

Boa essa estratégia! Chega no cara e pede: "Lá pelos 40 minutos você acerta um chute no ângulo, do meio da rua, beleza?"
Kléber Machado podia ter saído sem essa.

Nicolau disse...

Aliás, que golaço do Cleiton Xavier, puta merda!

Fabricio disse...

Ah, vou comentar mais tarde. Tenho bastante a falar desse jogo. Por enquanto vou ficar dando risada do post paga-pau do Leandro.

Glauco disse...

Aliás, ontem o Luxa entrou no campo exultante. Onde está aquele treinador que vai pro vestiário e deixa a "festa pros jogadores"? Aliás, ele já comemorou coisas mais importantes que passar de uma primeira fase da Libertadores. Quem te viu, quem te vê, hein, "gênio"...

Marcão disse...

Eu ouvi o Luxemburgo dando entrevista na Rádio Eldorado, após a partida, e ele disse que a imprensa exige dele a perfeição, em vez de reconhecer seus feitos:

- Se eu ganhar a Libertadores, vão falar que eu não tenho o Mundial. Se eu vencer o Mundial, vão falar que eu não tenho Copa do Mundo. Se eu ganhar a Copa, vão inventar outra porcaria qualquer. Eu já estou acostumado. Mas agradeço a Deus todos os dias pela minha carreira, que é brilhante - desabafou o "modesto" treinador.

Buenas, como o Glauco, eu também condeno a supervalorização de Luxemburgo. Mas ele tem sua história - e, seja por méritos dele ou não, o final da partida de ontem foi épico e entrará para o folclore do futebol, assim como o gol de Washington pelo Fluminense, no ano passado, contra o São Paulo.

Olavo Soares disse...

E a carreira dele não é mesmo brilhante? Alguém discorda?

Fabricio disse...

Bom, deixa eu dar minha participação.

Ah, Anselmo, o Diego Souza saiu de campo por causa da tontura depois de bater com a cabeça no zagueiro. Ou seja, sem seus dois melhroes jogadores atualmente, e com um a menos, o time foi buscar forças não sei de onde pra pressionar o Colo Colo.

Fez o gol porque mereceu. É mais time e não merecia nem perder o jogo aqui do Palestra. Talvez tenha sido boa aquela derrota justamente pro time aprender a jogar a competição.

Bom, eu entendo o quanto vocês criticam o Luxemburgo, eu mesmo não acho ele o melhor técnico do Brasil atualmente (pra mim hoje é o segundo e já foi o primeiro), mas não acredito que vocês não dão o braço a torcer nem por ontem. O Luxemburgo falou antes do jogo (muito antes, pra toda imprensa ouvir) que queria levar o time pro intervalo sem tomar gols. Iria deixar pra decidir no segundo tempo. Entrou com o Souza de volante, meio assustado, mas ainda assim o time poderia ter feito o placar na primeira etapa se não fossem as falhas de conclusão. Além disso, o time não passou nem perto de sofrer qualquer pressão. Depois do intervalo, ele veio com o Williams no lugar do Wendel. Alteração mais do que correta já que por ali ele tinha quem pudesse cobrir. O Colo Colo ensaiou uma pressão e o Palmeiras segurou bem. Aí em 5 minutos o time perde o Pierre, e o Marcão é expulso. Não há esquema que aguente. No lugar do volante entrou o Evandro porque a essa altura o time precisava de mais gente na frente mesmo. Depois o Diego sente tontura e acaba tendo de ser substiuído. Só resta mandar mais um atacante e pedir um algo a mais pra cada um. Depois de duas boas chances sai o gol. Aí foi só segurar e comemorar.

O ponto é que aconteceu tudo que o Luxemburgo previu. Ele segurou o primeiro tempo e deixou pra ir pra cima no final quando o Colo Colo iria começar a segurar o resultado. Só que ainda teve de fazer isso sem suas duas principais peças e com um a menos.

Me desculpem, mas neste jogo especificamente, não há uma vírgula sequer pra falar do Luxemburgo.

Quanto ao grupo, tinha um Sport campeão da Copa do Brasil e campeão de seu estado; o atual campeão da Libertadores (e daí que não era o mesmo time do ano passado? Em 2000 éramos bem diferentes de 99 e despachamos o corinthians e chegamos na final de novo); e o Colo Colo (já campeão de Libertadores) com duas das promessas sulamericanas atuais que estão de malas prontas pro futebol europeu. Me desculpe mas não tem como achar que grupos com Cúcuta, Táchira, Cuenca, Sucre e afins podem ser mais difíceis.

Se pudesse escolher adversários, queria São Paulo, Sport, Boca e Grêmio. Mas como não posso, venha quem vier. Se vai ganhar não sei. Tem muito time bom por aí e o Palmeiras tem que comer muito arroz com feijão pra chegar mais longe. Mas que entramos na briga, entramos.

Nicolau disse...

Fabrício, eu nem vi o jogo, não tenho como avaliar os méritos ou deméritos do Luxemburgo. Só acho que creditar a vitória a ele é desvalorizar aquele golaço do Cleiton Xavier. Técnico tem sua participação, ajuda a ganhar e a perder jogo, mas são os jogadores que fazem a coisa. Ontem, o Palmeiras, jogando certo, pelo que vc diz, quase se ferra porque o Keirrison errou duas bolas cara a cara. Não teria como culpar o técnico se isso tivesse acontecido, da mesma forma que não dá pra dar o crédito pelo tirambaço do Xavier.

Glauco disse...

"Aí em 5 minutos o time perde o Pierre, e o Marcão é expulso. Não há esquema que aguente." Se não há esquema que aguente e armá-lo é a função do treinador, então ele tem menos mérito já que o esquema (cuja responsabilidade de armar é dele) não valeu.

Mas um time que se apequena jogando em casa tem mais que perder mesmo.

Fabricio disse...

Mas se for ver assim, nenhum técnico nunca terá participação.

Concordo que nada seria válido se o Clieton Xavier não acerta aquela bola, mas por outro lado, nem precisaria se o Keirrison faz os dois ou o Maurício Ramos acerta a cabeçada pouco antes do gol.

O que quero dizer é que o Luxemburgo se propõs a levar o jogo pro segundo tempo e decidir ali. Fez o esquema todo pra isso e as substituições também. Ele tem participação total na vitória. Se fosse um treinador qualquer, ia pra cima com tudo, tomava dois contra-ataques no primeiro tempo e tchau.

Se o time tá jogando mal, tomando sufoco, não acerta uma jogada de contra-ataque, não leva gol porque 10 bolas batem caprichosamente na trave, e no final dá um chutão pra frente e ganha o jogo num frango do goleiro, aí sim o técnico não tem a menor participação.

Do mesmo jeito, se o time massacra o adversário, anula todas as jogadas ofensivas do outro time, cria 10 chances claras de gol e a bola caprichosamente bate na trave em todas, tomando um gol no final com um chutão pra frente do adversário, a culpa não é do técnico.

O Luxemburgo teve grande participacão sim. Ele não falou "entrem lá, e façam um gol", mas sim disse como o time deveria jogar pra que a vitória viesse.

A impressão que tenho é que o Luxemburdo poderia armar a maior tática do mundo, fazer três substituições que dão mais que certo e os três entram fazendo gols, ganhar de 8x0 sem tomar nem uma bola levantada em sua área, e ainda assim a opinião será que o mérito pertence aos 8 caras que num lampejo fizeram o gol.

Respeito que cada um tenha uma opinião. Principalmente extra-campo, onde concordo com todas as críticas que vocês fazem em relação a ele. Mas o fato é que parece que a coisa ficou pessoal a ponto de ignorar qualquer fato positivo dele, como eu acredito firmemente que ocorreu ontem.

Anselmo disse...

O Luxemburgo armou o time corretamente, mexeu corretamente. Mas o time ganhou porque teve um golaço.

Eu não peço nada mais do que isso a cada jogo, nem sempre acontece.

Sobre a tv mostrar o luxemburgo, na minha memória ele tava pulando de alegria, um troço até incompatível com o terno. O mesmo quando veio o apito final. Mas posso estar enganado. Filmar o técnico me remete, alias, a constatar que a praga de dar mais importancia ao técnico do que ao futebol é internacional.

Sobre ser ou não o grupo da morte, vamos pelo começo. Grupo da morte é o que tem mais favoritos do que vagas. Pelo menos é a referência de grupos da morte que tenho. Ter dois times de um mesmo país torna a disputa mais difícil, pelo menos pra esses dois. O campeão cair na primeira fase é surpresa, quase zebra. Já estaria formatado um grupo bem difícil.

Decidir a classificação aos 41 minutos do segundo tempo da última partida do returno do grupo, é de matar, reitero. O Palmeiras perdeu uma em casa, uma fora, venceu uma em casa, e duas fora. E empatou uma em casa. É pra lá de incomum.

Mas ser incomum não faz grupo da morte. O fato é que, toda a mídia (e os palmeirenses também, é natural) apontavam o palmeiras como favorito absoluto. Não foi assim na prática. Assim como a LDU, que foi mal. Superestimar os integrantes não impediu a disputa de ser emocionante do começo ao fim.

Pra terminar, voltando ao luxemburgo, ele não precisa ser o melhor técnico das galáxias pra ganhar um jogo, pra classificar um time. Com esses arroubos de falta de modéstia, ele pauta a mídia a fazer um balanço de suas competências a cada partida. E quando ele perde, trata de arrumar outros assuntos, nos quais a mídia mergulha. Aí não adianta reclamar que é mto contestado.

javier disse...

Faço minhas as palavras do Fabricio.
E para os paga-paus um CHUUUUPPPAAAAAAAAAAAAAAAAAA e viva Luxemburgo o melhor técnico do Brasil!!!!

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Victor disse...

O que importa é que o Corinthians é o Brasil na Libertadores!!!

Catedraldeluz disse...

Sorria Anselmo! As bruxas não calam a voz e o sonho da torcida alviverde.

Imortais não perecem.

"Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!"

Marco¹³ Costenaro¹³ disse...

Esse é o Palmeiras seus paga-paus gambambis!!!

It´s A Long Way To The Top If You Wanna Rock'n Roll

http://www.youtube.com/watch?v=eiBMltWg2RQ

babem ai sues cuzões!!!!