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segunda-feira, janeiro 24, 2011

'O nós é mais importante do que o eu'

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Muitas vezes, ao externar nossas posições políticas, somos taxados de "esquerdinhas", "petistas", "comunistas" etc. Sim, é fato: na própria apresentação do blogue, deixamos claro que, "sem tanta homogeneidade, todos pendem para a esquerda". Ou então poderíamos cravar, em resumo, que ninguém aqui apoia o campo conservador da direita. Mas tudo isso, no final das contas, é rótulo e reducionismo. O sentido é muito maior que isso. Porque nossa opção política, na verdade, é pelo social. Pelos valores coletivos e públicos, como alertou certa vez, com propriedade, a psicanalista Maria Rita Kehl.

E foi exatamente dessa forma que o falecido cantor e compositor Gonzaguinha (foto) definiu, numa entrevista, seu posicionamento político e a disposição de seguir lutando, até mesmo contra a descrença. "A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", diz o artista, em trecho do livro "Gonzaguinha e Gonzagão - Uma história brasileira", de Regina Echeverria (Ediouro, 2006).

E já que falamos sobre "antes o que nos une do que o que nos diferencia", Gonzaguinha comentava, sobre o PT: "O que eu acho importante é que não vejo dentro dele uma juventude de ideias conservadoras". Concordo. Prova disso foi a baixaria sem limites do campo da direita, nas últimas eleições presidenciais, com apêlo para o que há de mais retrógrado, arcaico e nojento - e principalmente na internet, território dos jovens. Por isso seguimos lutando do lado de cá, mesmo com todos os problemas, erros e dificuldades. E vamos à luta!



E VAMOS À LUTA
(Gonzaguinha)

Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão (como é que não?)
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta é com essa juventude
Que não corre da raia à troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada

Aquele que sabe que é negro o couro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha, entra no botequim
Pede uma Brahma gelada, e agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode e sacode a poeira
Suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira - e nós estamos pelaí...

5 comentários:

Maurício Ayer disse...

”O nós é mais importante do que o eu“ é um dos mais antigos e genuínos lemas de mesa de bar, que sempre será ambiente profícuo para as ideias de índole popular. Deverá entrar no código de ética do Manguaça Cidadão.

Gustavo disse...

O PT não é mais de esquerda faz muito tempo... Não enquanto durarem seus conluios com o PMDB de Sarney, nem enquanto quiserem tirar uma casquinha do Estado, como no caso dos passaportes diplomáticos para os filhos do Lula. Agora o PT é igualzinho ao PSDB e ao PMDB.

Marcão disse...

Ah, sim, Gustavo, bota "igualzinho" nisso. O PMDB e o PSDB, quando governaram, também tiraram 28 milhões de brasileiros da miséria, também levaram mais de 30 milhões pra classe média, também geraram mais de 15 milhões de empregos com carteira assinada, também beneficiaram milhões de crianças, mulheres e famílias amparadas com a segurança do Bolsa Família, também levaram mais de 700 mil pobres à faculdade com o ProUni, também levaram energia elétrica a milhões de pessoas e também fizeram com que outros milhões pudessem comprar ou reformar sua casa própria com as facilidades inéditas da Caixa Econômica Federal. Ou não?

Iguaizinhos, iguaizinhos...

Maurício Ayer disse...

O que às vezes é difícil de enxergar é como o governo do PT mudou a estrutura do Estado para que pudesse atender a toda a população, uma mudança de base que dá sustentação a um novo papel do Estado. No papel, existia a possibilidade de "qualquer brasileiro" tomar empréstimo no país, mas as exigências eram tão complicadas que eram feitas para que só profissionais no assunto conseguissem ter acesso; hoje o microcrédito para o pequeno empresário ou para o cidadão comum é uma realidade. Antes, existia um Bolsa Escola, mas que além de ter dimensões irrisórias em relação à necessidade do país, era operacionalizado pelas prefeituras, o que na prática dava sustentação ao coronelismo local; com o PT, o programa foi ampliado às dimensões compatíveis com a realidade e passou a ser operacionalizado por um cartão, de maneira que o cidadão tem acesso direto ao benefício, sem depender das benesses de um político local (é algo a se estudar o quando essa mudança ajudou no desmantelamento do carlismo na Bahia); o IPEA, que era um órgão a serviço das privatizações, passou a estudar a realidade econômica brasileira e trazer à luz informações e análises relativas à vida concreta de toda uma população antes não contemplada; o Ministério do Desenvolvimento Agrário mostrou algo que não se atentava até então, que mais de 70% dos alimentos do país são produzidos pela agricultura familiar, e foram criadas e ampliadas políticas focando neste público específico; criou-se um Ministério da Pesca e Aquicultura, mais que quadruplicando a produção e consumo de peixes no país, o que é bom para o bolso e a saúde; antes, parecia que pensar em economia era apenas discutir "taxa de juros", sobretudo com a chegada de Mantega isso mudou radicalmente, e agora, com um novo BC, muda ainda mais.

São alguns dados, poderíamos gastar muito mais tempo nisso.

No quesito comobate à corrupção, a Polícia Federal de fato trabalhou no governo Lula. Basta dizer que os réus no caso do "mensalão" são acusados com base no inquérito da PF, e isso envolve pessoas que participavam e participam direta ou indiretamente do governo. No tempo do FHC, os escândalos acabavam na gaveta do Geraldo Brindeiro, conhecido como o "Engavetador Geral da República", na verdade o Procurador Geral da República. Foi o fim que tiveram os casos da Pasta Rosa, da compra de votos para a reeleição, dos grampos do BNDES e todos os casos envolvendo privatizações que derrubaram tucanos de alta plumagem, o caso do "limite da irresponsabilidade", o caso do "Sombra" Eduardo Jorge e tantos e tantos outros.

O Brasil mudou, não há dúvida. E mudou para o campo popular, liderado pelo PT, um partido de esquerda. Em sua coligação há forças da direita, claro, mas quem dá as cartas e as diretrizes ainda é o PT, e para a esquerda.

Priscilla Saccomano disse...

A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", A política, desde 1964, distanciou-se cada vez mais do povo e tornou-se algo repugnante. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. O nós é mais importante do que o eu", o mano é filósofo!!!!