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quinta-feira, abril 22, 2010

Gol a 2 minutos do fim garante vaga do Palmeiras na Copa do Brasil

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O Atlético-PR cedeu o empate aos 43 minutos do segundo tempo e deixou a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Palmeiras, na Arena da Baixada. Os visitantes jogaram bem especialmente no segundo tempo, mas por preciosismo, incompetência e raça rubronegra, saiu perdendo.

Alan Bahia abriu o marcador aos 32 do segundo tempo, em pênalti inexistente de Léo sobre Bruno Mineiro. Lincoln empatou em jogada triangulada entre Márcio Araújo e Ewerthon.

Ufa!

Com um jogador a mais e pênalti perdido, o Palmeiras jogou bem e, comportamento questionável à parte, se classificou. Enfrenta o classificado entre o Atlético-GO e o Santa Cruz, sendo que o time goiano venceu a primeira partida.


A torcida do Atlético-PR foi a campo com o rosto pintado de preto em função da denúncia do zagueiro Manoel contra o ex-atleticano Danilo, por ofensa no primeiro jogo, no Palestra Itália. Ambos correm risco de suspensão pela troca de infâmias (cabeçada versus cusparada e xingamento racista).

O pior é que teve episódio de racismo no fim de semana da torcida do Coritiba contra o mesmo Manoel. Bem triste a sequência.



Sobre o jogo, o goleiro Neto do time da casa foi muito bem e evitou pelo menos três gols do Palmeiras. A começar por penalidade máxima cobrada por Robert com paradinha mal-sucedida. Na falta dentro da área, Bruno Costa tomou o segundo amarelo.

Na segunda etapa, o alviverde voltou melhor, dominou as ações, mas não tirou o zero do placar. Por preciosismo e incompetência.

Diego Souza continua ausente. É claro que ele é bom jogador, tem um domínio e visão de jogo diferenciados, mas não tem conseguido fazer isso render. Jogar como meia-meia faz o atleta render menos do que no ataque desde que chegou ao time, em 2008. Nesta quarta-feira, 21, não resolveu. E estar em campo com dois atacantes funciona melhor.

Quando Ewerthon entrou na vaga de Pierre, o time melhorou. Aliás, ele e Márcio Araújo pareciam os jogadores com a cabeça mais no lugar do time, mesmo depois de sair perdendo. O restante oscilava entre falta de fôlego e de recursos técnicos para lidar com o esférico.

Foi dos dois que saiu a jogada, meio atrapalhada, é verdade, que garantiu a igualdade e a classificação.

Um resultado que coroa a evolução do time mais em termos de disposição do que de técnica. Só precisa chutar contra a meta adversária quando a zaga abre para deixar a vida dos torcedores mais feliz. Bom, tem que acertar os chutes também, mas disso eu reclamo quando aumentar a objetividade.

quarta-feira, abril 21, 2010

4h10min

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Esse foi o tempo que gastei para comprar ingressos para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, Santo André x Santos, que acontece nesse domingo, no Pacaembu. Entrei às 9h30 na fila que se formava nas bilheterias do Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, e saí de lá às 13h40.

Pelo que leio na internet, o problema se repetiu em outros lugares. O UOL conta que o Pacaembu também teve gente que esperou mais de três horas. Amigos relataram de espera de mais de duas horas na Vila. E tenho certeza que o pessoal que chegou bem depois de mim ao Bruno Daniel inveja as quatro horas que permaneci lá - arrisco dizer que eles não levaram menos de seis horas para efetuar suas compras. Menos mal que hoje era feriado. Foi esse o motivo, é claro, que levou muita gente às bilheterias nos diferentes pontos de venda.

Dois registros importantes
O primeiro é que nesse tempo todo que permaneci na fila, vi poucas ou praticamente nenhuma ocorrência de "malandrões" furando fila. E nem cambistas. Essas duas pragas, inerentes aos grandes jogos de futebol, felizmente não estavam presentes no Bruno Daniel.

E o segundo é que a fila que levei quatro horas para concluir, diferentemente do que deve estar achando o leitor, não era das maiores. Não mesmo. Sim, era grande, mas jamais imaginei que ficaria ali por quatro horas. Arrisco dizer que estavam na minha frente, quando cheguei à fila, pouco mais de 65 pessoas. Ou seja: não era um contingente de pessoas que justificasse tamanha espera.

O que houve foi uma injustificável e absurda demora das pessoas nos guichês. Não por culpa dos clientes, que fique claro. A questão é que se fazia - PARA CADA COMPRADOR - um cadastro na hora. Medida correta, para evitar as cada vez mais frequentes fraudes no universo da meia-entrada. Mas que precisa ser otimizada, e em caráter de urgência. Não dá, não faz sentido um torcedor demorar tanto tempo em uma fila não das maiores. É preciso evolução.


O post aborda um tema que tenho destacado com relativa frequência aqui no Futepoca, a questão do desconforto a qual é submetido o torcedor que vai ao estádio. Acho importante ressaltar esse ponto porque rotineiramente ele é relegado a segundo plano - e fala-se da violência como sendo o único e maior mal no mundo do futebol. Estive hoje no estádio por quatro horas e não vi uma cenazinha sequer de violência - e olha que muitos torcedores do Santo André estavam lá, com suas camisas, comprando suas entradas. Mesmo quando não há violência, o desconforto impera. E se não podemos mudar a cabeça das pessoas, podemos mudar o que é oferecido a elas - o que pode fazer com que elas mudem suas atitudes. Tenho convicção que violência e desconforto andam juntos. E dá para corrigir um problema com certa facilidade, e aguardar para que o outro passe por uma melhora gradual.

terça-feira, abril 20, 2010

Deixa ver se eu entendi

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Leiam as afirmações do goleiro (chorão) Rogério Ceni à Rede Bandeirantes:

- Com tanto juiz bom que temos por aqui, tirar um árbitro de uma suspensão para colocar para apitar aqui na Vila Belmiro contra um time leve. Era óbvio que iria chegar aqui e distribuir cartão para todo mundo.

Eu traduziria assim: "Contra um time leve, rápido e técnico, o adversário está autorizado a descer a botina, sem dó. Por isso, é preciso um juiz condescendente, estilo Libertadores, que deixa o pau quebrar e o jogo correr". É isso?

Parágrafo a parágrafo, a matéria de capa de Veja

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A matéria de capa de Veja traz José Serra com a mão no queixo, exibindo um sorriso de dentes clareados e prontos para a corrida eleitoral. Segundo alguns, uma cópia da Times com Barack Obama. Mas há diferenças sérias na chamada de capa. Um aponta quem vai ganhar, outro sugere quem deve ganhar – ambos os casos na opinião do respectivo veículo, frise-se.

Mas melhor criticar lendo do que sem ler. Então, bora ler e comentar, parágrafo-a-parágrafo, a matéria de capa da semanal da editora Abril. Eu até queria ler o artigo de Dilma Rousseff anunciado sobre o cabeçalho, mas é restrito a assinantes.


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segunda-feira, abril 19, 2010

Orelhadas de bar (3)

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Quatro da tarde. Sábado. Bar da Graça. Cinco elementos jogam baralho.

- Ô, Valdir, para de tomar conhaque! Vai passar mal.

- Vou nada, rapaz. Aqui é só fortaleza.


Alguém surge com um prato de esfihas, não se sabe de onde. Oferecem, mas declino. A dona do bar aparece com mais uma garrafa de Dreher. Eles alternam com cerveja.

- Sabe que uma vez tomei um porre desse negócio? Quase morri.

- Foi numa pescaria, não foi?

- Não, eu tava no sítio do meu tio. Bebi três garrafas desse conhaque e fiquei passando mal. Não conseguia botar pra fora.

- E aí? Foi parar no hospital?

- Não, eu fui tentar subir no cavalo e caí. Ele me deu um coice na barriga e eu despejei toda a bebida pra fora.


Risadas gerais. Passa um cachorro e jogam um resto de esfiha pra ele. Peço a conta.