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quinta-feira, maio 22, 2008

Licença/Luto

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O São Paulo foi eliminado, o Fluminense continua na Libertadores.

Não tenho condições de escrever uma linha sobre o jogo. Desde a final da Libertadores de 1994 não chorava tanto por uma derrota (ou vitória) do meu time. Não sei explicar o motivo, mas é assim que está sendo. Estou mesmo de luto.

Vou ficar pelo menos uma semana sem falar de futebol (obrigada, feriado prolongado) pra ver se passa.

Daqui a pouco alguém escreve algo decente sobre o jogo por aqui.

25 comentários:

Benedito disse...

Thalita, espero que você esteja melhor. Muitas vezes a gente se decepciona e chora porque espera mais do que a realidade pode nos dar. E a realidade é que o time do Flu é melhor do que o do São Paulo. Assim como o do Palmeiras também o é. Daí, fez-se justiça: nas duas principais disputas do São Paulo este ano, ele enfrentou adversários superiores e perdeu. Eu escrevi aqui quando o São Paulo foi eliminado pelo Palmeiras: é bom os sãopaulinos se acostumarem a perder porque o time está longe daquele de anos passados. Normal. Força aí nesse coração. Embora eu tenha vibrado - e muito - com o gol do Flu aos 46 do segundo tempo, não gosto de ver ninguém chorando.

Maurício disse...

Parece que foi realmente um jogaço. Vi o começo e depois quando já tinha acabado e o povo todo falando que era um jogo histórico, a torcida do Fluminense se acabando, sem acreditar.

Filipe Araújo disse...

pode ter certeza que sei o que está passando. fiquei exatamente assim quando o river entregou o jogo para o san decenso há 15 dias. não consegui nem dormir.

abrazo!

http://gambetas.blogspot.com

Victor disse...

Thalita, assim como os comentaristas de cima, entendo sua tristeza. Mas ao contrário deles, eu estou feliz pra dedéu com ela. rsrs

Grande São Paulo.
A vitória do Fluminense só foi o que foi porque foi contra um gigante que é o São Paulo.
O Flu poucos orgulhos me deu até hoje. Ao contrário de todos os demais tricolores, eu torcia para o Fluminense só pegar pedreira como São Paulo, Santos, Cruzeiro ou Boca.
Já são muitos dessabores ter de conviver com caminhos facilitados como viradas de mesa ou título insosso batendo Brasiliense ou Figueirense.

Um São Paulo pelo caminho diginifica este caminho.

Sei que com este tipo de caminho, fica mais difícil, mas fica incontestável que o time tem qualidade. Se é para ganhar, tem de vencer esses times, e não ficar pegando só babas como Arsenal, The Strongest, Flamengo ou Coronel Bolognesi.

Que agora venha o Santos!

Marcão disse...

Pô, Thalita, que coisa chata, força aí pra superar a decepção. Acho que estou ficando velho, calejado. Pela primeira vez, numa partida decisiva de Libertadores, não fiquei muito nervoso. Pelo contrário: estava até calmo demais, e assisti a eliminação com uma parcimônia estranha.

Talvez algum instinto que me dizia que não ia dar pé desencadeou um mecanismo auto-defensivo. Quando O Fluminense abriu o placar logo de cara, sufocando o São Paulo, pensei que já tinha ido. O Aloísio deu outro pique ao time, até achei que o gol do Adriano (com passe dele) ia selar a classficação.

Mas o gol-relãmpago de Dodô na seqüência e a inoperância do São Paulo pelo lado direito da defesa (onde o Flu deitou e rolou sobre Jancarlos, onde saiu o gol e a expulsão de Joílson) me deram a nítida certeza de que alguma coisa estava errada - e que haveria punição por isso.

Os cinco minutos finais eu assisti calmamente, deitado e em silêncio, mas tranqüilo. Acho que, já calejado por inúmeras decepções (Brasileiro de 89 e 90, Libertadores de 94, 02, 04, 06 e 07, Rio-SP de 98 e 02, Copa do Brasil 2000, etc etc), fiquei só esperando sair o gol do adversário. Tranqüilamente esperei.

No lance que originou o escanteio, o gol já poderia ter saído, na lambança da zaga. Por isso, assisti ao terceiro gol do Flu como se estivesse vendo um replay, como se eu já tivesse visto aquilo. Calado e supreendemente tranqüilo, mudei de canal, preparei um lanche e contei umas historinhas para minha filha Liz dormir.

Como se absolutamente nada tivesse acontecido, como se não fosse comigo, como se não fosse meu time. E, ainda agora, continua não significando nada. Ce'st la vie. Acho que deve ser porque, desde o início do ano, tenho a mesma convicção do Benedito: esse time aí é muito mais fraco que nos anos anteriores e, em contrapartida, tem adversários se fortalecendo.

É isso, Thalita. Como disse a você no Bar do Vavá, certa noite, eu sinto nesse São Paulo aí o mesmo declínio do time do Telê a partir de 1995. Parece que ainda vai ganhar alguma coisa, mas vai se dissolvendo a olhos vistos. Tomara que o Muricy agüente mais um pouco.

E não tem nada, não, bola pra frente. Futebol é isso aí: "Vamo São Paulo, vamo São Paulo, vamo ser campeão!".

tina disse...

Levanta a cabeça aí, Thalita!

é doído mas é assim mesmo!!!

Já tivemos muitas e muitas alegrias com o Tricolor e ainda teremos muitas mais!

Amor eterno ao Tricolor!

Anônimo disse...

Ê chororô!

Fê Rossini disse...

Eu nunca vou parar de rir.

Ricardo disse...

Não vi o jogo, mas quero dizer que o comentário do marcão está excelente. É isso o futebol. Mais explicações não são possíveis.

Beijo aí, Thalita!

MACFA disse...

Tá doendo?

Passa BAMBICIDA que sara!!!

Vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos passar batom!!!!

Leandro disse...

Um dos grandes pecados do SPFC, que já estava se comparando ao Boca Juniors, foi contar com sua pretensa "tradição" em Libertadores diante do “menos rodado” Fluminense, que tem um time bem razoável para os padrões do futebol brasileiro e contava com 80 mil no ex-Maior do Mundo.
A verdade é que, até a metade dos anos 90, ninguém no Brasil dava muito valor a essa competição. Por isso times nacionalmente tidos como “tradicionais” como o próprio Fluminense, que já teve tantos bons times, nunca tinha jogado sequer a uma semifinal de Libertadores.
Não tenho dúvidas de que muitos outros campeões e vice-campeões brasileiros de antigamente (quando os bons ainda jogavam aqui) também teriam vencido a Libertadores (e conseqüentemente teriam “tradição” nela) se dessem outro enfoque à competição na época. É questão circunstancial.
Tanto é que a própria tradição do hoje legendário Boca também tem que ser relativizada. Basta puxarmos o histórico do clube argentino na competição sulamericana: Enquanto times menos “badalados” como o Independiente venceram sete vezes, dominando as décadas de 60 e 70, o Boca só conquistou seu primeiro título em 1977, o segundo em 1978 e veio conquistar o terceiro apenas em 2000. Será que estas duas “filas” não dizem nada?
Se considerarmos que a importância que os clubes brasileiros davam à Libertadores nas décadas de 60, 70 e 80 não parece ser nem de longe a mesma que passaram a dar a partir da metade da década de 90, nem a que os argentinos sempre deram desde o início, podemos concluir que, mesmo sem a plena “concorrência” do futebol brasileiro e com a mítica “Bombonera” a seu favor, o Boca amargou duas filas consideráveis diante do River Plate e de seus outros compatriotas menos famosos hoje.
Que sirva de lição para acabar com essa batida tese de tradição em Libertadores ou coisa que o valha, como diria Itamar Assumpção, na música “Dor Elegante”, cujo título combina muito com a torcida do SPFC neste momento, dada sua fama de abastada e fina.

Benedito disse...

Não vamos deixar de comentar: o SPFC deve muito ao Rogério Ceni. Mas nos dois jogos decisivos do SPFC deste ano (Palmeiras e Flu), ele falhou. Contra o Palmeiras, tomou um peru histórico, inacreditável. E começou ali a conquista parmerista, porque a ponte foi uma travessia fácil ao título. Contra o Flu, o agora Frangório Ceni levou uma bola fraquinha no meio das pernas que foi de dar dó. Foi ali que o Flu viu que ainda dava pra se classificar. Foram esses dois gols que selaram a sorte (ou teria sido azar) do SPFC. Por isso, eu digo: Rogério Ceni, o grande herói do Palmeiras e do Fluminense neste primeiro semestre!! Quanto à explicação que muitos sãopaulinos ainda estão buscando para a desclassificação do SPFC na Libertadores, a resposta é simples: o Flu é mais time e jogou melhor, muito melhor, no segundo jogo. Aliás, até o goleiro do Flu foi melhor que o do SPFC. E até o centroavante do Flu mostrou-se melhor do que o do SPFC. Agora, cai na real, bambinada!! E abre outra aí, compadre, que ainda tô com sede.

Rogério Silva disse...

Thalita. Tambem fiquei triste. Contudo, gostei do jogo, da força do São Paulo, da partida limpa, jogada, da arbitragem que não se vê nos campeonatos por aqui. Espero que a diretoria acorde, porque precisamos de gente mais criativa no time. O Leandro teria ajudado, o Souza teria ajudado... Mas eles precisam vender, vender, vender... Pra onde vai tanto dinheiro no SPFC é o que sempre me pergunto. Seguimos...

Agora, escrevo pra lembrar que ontem o Kleber, do Palmeiras, atropelou pessoas na calçada, em ato claramente criminoso, tão criminoso como a cotovelada em Andre Dias no Paulistao e o Gas palmeirense no Parque Antártica... E saber que isto tudo vai ficar assim mesmo...

Tricolor de Coração disse...

Não entendo o pq de sua tristeza, afinal eu avisei. Não foi? Vcs paulistas acham que são os melhores, mas não é assim q as coisas funcionam.

O São Paulo tem tradição em Libertadores sim, mas esse ano vcs tem um timeco. A mídia inventou um timaço. Só na cabeça de vcs. Jogaram um futebolzinho no morumbi e disseram q foi a melhor partida do ano.

Eu disse que aqui no Rio o Flu é imbatível. Sei que vcs não gostam de admitir, mas o Fluminense é o melhor time da américa e vamos provar eliminando o Boca.

No sorteio dos grupos disseram q era o grupo da morte, nos classificamos com facilidade e o grupo de uma hora para outra virou "molezinha". A prova é a LDU na outra semifinal.

Que venha o Manchester!!!!

Tricolor de Coração disse...

"Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, então finalmente resolvem te enfrentar e aí você vence."

(Mahatma Ghandi)

Não precisa dizer mais nada!!!

É o lema do Flusão na Libertadores!

Benedito disse...

Ao Tricolor de Coração, tenho a acrescentar que sou paulista e desde o início da Libertadores - e também durante os campeonatos estaduais - venho chamando a atenção, aqui no Futepoca, para o bom futebol dos times cariocas. É só buscar aí no arquivo dos comentários. Cheguei mesmo a dizer que torcia, na Libertadores, para confrontos entre SPFC e Flu e Santos e Fla, só pra tirar a teima paulista X carioca. No clássico pó-de-arroz, ganhou o carioca. O outro não existiu por incompetência do Flamengo. Se tivesse existido, o Fla despacharia o Santos jogando só com uma perna. O Flu tem hoje o melhor time do Brasil. O Fla vem em segundo. Agora, espero que o Corinthians dê o troco contra o Botafogo na Copa do Brasil. Não digo isso porque sou paulista. Mas fundamentalmente porque sou corintiano, maloqueiro e sofredor.

Anônimo disse...

Chora não...a Libertadores 2009 tá logo ali...faltam só 36 jogos...hahahahaha

Nicolau disse...

Thalita, força aí, que faz parte e isso passa. Não nego que torci contra o São Paulo. Os torcedores com quem conversei (que não foram nem você nem o Marcão) estavam tão arrogantes, tão certos da vitória, que deu raiva. Agora, me vem a imprensa chamar de "vexame" a desclassificaçaõ do São Paulo, como se o Fluminense fosse um timinho qualquer e jogar no Maracanã um passeio no bosque. Não dá. Agora, Tricolor de Coração, devagar com o andor, não vai cair na mesma que os tricolores de cá. Não convém menosprezar adversário nem cantar de galo antes da hora.

Rogério Silva disse...

Porque tanta animosidade nos comentarios cariocas? Sera o retorno do recalcado? Em fim, é futebol meus caros, apenas futebol...

Marcão disse...

Pô, chego no trabalho e outro são-paulino vem me dizer que chorou e tal. Não consigo entender o porquê dessa eliminação ter sido pior que outras. Perder nos acréscimos para o Once Caldas depois de 10 anos sem disputar a Libertadores, perder a final para o Inter, em casa, e perder para o Grêmio nas oitavas, podendo, assim como anteontem, perder por um gol, não é pior? Ou, pelo menos, a mesma coisa? Não entendi porquê tanto drama. Eu esperava muito mais dos times nas outras derrotas citadas acima do que neste ano. Vencer o Fluminense apenas por 1 a 0 no Morumbi foi o real problema. No Maracanã, era óbvio que os caras iam pra cima, sufocar e tal. Normal, perdeu, kaput. Acho que tô ficando velho, mesmo...

Glauco disse...

Peraí, Marcão, mas foi diferente. Quando o São Paulo foi desclassificado pelo Once Caldas, não tinha a regra do "gol dentro, gol fora", portanto o Tricolor não estava classificado antes de tomar o tento, como ocorreu na partida do Maracanã. E a desclassificação para o Grêmio não foi no último minuto. Além disso, quatro gols em um jogo de mata-mata dão um contorno dramático sim à partida.

Thalita disse...

Marcão. Como eu escrevi, tb não sei o motivo. Mas esse ano eu tava muito envolvida, fui em vários jogos... Não tem a ver diretamente com a esperança de ganhar, nem com a qualidade do time. Sei lá...

Valeu aí pela força, pessoal. Mas não tem jeito, essa partida entrou pra lista pessoal de derrotas trágicas. Por algum tempo vou falar do meu time com um sentimento amargo...

Anônimo disse...

UM MINUTO DE SILENCIO!

FERIADO DE BAMBIS TRISTIS

kkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Jogão na Libertadores, o São Paulo perde e só aparece esse comentariozinho da valente Thalita. Cadê a pose dos bambis do futepoca??? Aaaaaahhhhh, bambi é assim mesmo. Só aparece no bem bom. Depois reclamam porque são bambi. Chora bambi, cuidado pra não estragar a maquiagem.

Thalita disse...

ué, anônimo... Só tem mais um tricolor no Futepoca, o Marcão, que escreveu longos comentários sobre o jogo, aqui, nessa mesma janelinha de comentários. É só rolar pra cima.